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CONTRAF BRASIL avalia Censo Agropecuário 2017 e vê risco de colapso na segurança alimentar do país

Na atual conjuntura é indispensável políticas que promovam a ruptura do atual modelo de produção de alimentos forjadopela indústria

Para a CONTRAF BRASIL, os dados do Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no último dia 26 de julho, demonstram o colapso da segurança alimentar e nutricional do país.

Com os dados, verificou-se a redução de 1,5 milhão no número de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários, o que indica a falta de políticas para a sucessão rural no campo; em 2017, 1.681.001 produtores utilizaram agrotóxicos, ou seja, aumentou o uso 20,4% em relação a 2016; cerca de 15,5% dos produtores disseram nunca ter frequentado escola e 79% não foram além do nível fundamental; aumentou de 45% para 47% de 2006 para 2017 os estabelecimentos que se enquadram como grande latifúndio.

Estes dados prévios apontam maior concentração fundiária, a volta do êxodo rural, o desemprego, aumento no uso de agrotóxicos, aumento do analfabetismo no campo e o crescimento da desigualdade social.

Ainda, outro fator preocupante é que apenas 18,7% das mulheres aparecem como produtoras rurais. O número cresceu em relação a sua participação do último censo que constatou 12,7% em 2006. No entanto, a invisibilidade do papel da mulher como protagonista neste cenário ainda é um problema, considerando que 45% de toda produção são plantados e colhidos pelas mãos femininas, número também divulgado pelo Censo. Logo, é um grande desafio para as mulheres a questão da equidade no campo.

Neste sentido, os desafios conjunturais e estruturais para que a Agricultura Familiar se concretize como modelo dominante são cada vez maiores, tanto nos processos de disputa com o agronegócio, como à diversidade crescente de demandas da agricultura familiar.

A CONTRAF BRASIL entende que uma agricultura familiar sustentável não se alcança por meio de ações fragmentadas, isoladas e setorizadas, nem políticas sociais compensatórias. Ao contrário, deve ser percebida como parte estrutural de um novo projeto de desenvolvimento nacional e por isso depende, significativamente, de uma mudança radical das estruturas institucionais.

Se há o objetivo da nação em garantir uma alimentação saudável para a população conectados com sustentabilidade e conservação dos recursos naturais é indispensável políticas que promovam a ruptura do atual modelo de produção de alimentos forjado pela indústria, baseada no capital e no agronegócio, para dar lugar a construção de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil Rural.

Está mais do que provado que a Agricultura Familiar é o modelo de produção em conformidade ao objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU: “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”.

Portanto, fortalecer o setor é uma condição fundamental para reverter os números do Censo Agropecuário e a possibilidade de uma futura agricultura compatível ao desenvolvimento sustentável e agroecológica.

Coordenação Nacional da CONTRAF BRASIL

FONTE: ASCOM/CONTRAF BRASIL

Campanha nacional de vacinação começa hoje

Governo espera vacinar 11,2 milhões de crianças contra o sarampo e a pólio

Começa nesta segunda-feira (6), a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e o Sarampo. O público alvo da campanha são crianças de 1 a 5 anos. Elas devem tomar as doses, ainda que já tenham sido vacinadas anteriormente.

Segundo o Ministério da Saúde, essa é uma dose de reforço, que deve ser aplicada em 11,2 milhões de crianças de todo o país. O esforço para imunizar os pequenos, mais suscetíveis às doenças, vai até 31 de agosto. E, no dia 18, será realizado o Dia D da mobilização. Na data, unidades básicas de saúde, postos móveis e volantes estarão distribuindo a medicação em diversos pontos das cidades.

Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), na forma injetável. As que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), na forma de gotinha.

Já a vacina contra o sarampo usada na campanha é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Todas as crianças na faixa etária estabelecida vão receber uma dose da Tríplice Viral, independentemente de sua situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

A campanha ocorre em meio a pelo menos dois surtos de sarampo no Brasil, em Roraima e no Amazonas. No caso da pólio, 312 municípios registram baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença.

FONTE: Jornal Destak

Ibram abre 2,5 mil vagas para castração gratuita de cães e gatos

Serviço começou a ser realizado nesta segunda-feira; inscrições podem ser feitas até o dia 10 de agosto

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) abriu nesta segunda-feira (6) as inscrições para realizar castrações gratuitas de 2,5 mil cães e gatos. Os interessados poderão fazer o cadastro pela internet, até 10 de agosto, ou até o término das vagas.

Segundo o órgão, 2 mil vagas serão destinadas para o cadastramento online, e 500 para a inscrição presencial, no edifício sede do Ibram – na 511 Norte. Toda a documentação necessária está especificada no portal do instituto.

A clínica credenciada Medicina com Carinho, no Gama, ficará responsável pelo serviço. Cada tutor pode cadastrar até dez animais para cirurgia. Após o cadastramento, as listas de selecionados são publicadas no site do Ibram.

O responsável, então, deverá entrar em contato com a clínica para agendar a cirurgia no prazo de 15 dias, caso contrário, perde a vaga. Caso seja preciso remarcar o procedimento, o tutor deverá tratar diretamente com o consultório.

FONTE: Jornal Destak

Aplicativo gratuito de combate ao Aedes aegypti é lançado em Brasília

0800

O combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, febre chicungunha e o zika vírus ganhou uma nova ferramenta. Solenidade no Ministério das Comunicações (MC) apresentou nesta quarta-feira (2) o aplicativo 0800 Saúde, que foi desenvolvido pela empresa Qualcomm. A ferramenta traz dicas sobre a eliminação dos criadouros do mosquito e sintomas das doenças transmitidas pelo vetor.

O app também possibilita ao usuário encontrar as Unidades de Saúde e Farmácias Populares mais próximas, além de entrar em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu 192). Além disso, pode ser baixado de graça nas principais lojas de aplicativos para Android e iOS.

Por meio de uma parceria com as operadoras de telefonia móvel (TIM, Claro, Oi e Vivo), o acesso de dados por meio do 0800 Saúde não é debitado do pacote de internet do usuário. As empresas não receberem remuneração pelos acessos.

Para o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Francisco Ibiapina, a internet é um meio eficaz de divulgar informações, mas o governo também tem usado os veículos tradicionais. “Temos campanhas a serem desenvolvidas junto com o Ministério da Saúde para a radiodifusão comunitária e comercial, mas queremos usar essa plataforma para atingir um número muito maior de pessoas que acessam a internet pelos seus smartphones”, diz.

Para o secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, a melhor forma de combater o mosquito e proteger a população é com dados confiáveis. “A informação precisa, clara e adequada ajuda a proteger e a promover a saúde da população”, afirma.

Informações: Ministério das Comunicações

Extrato de saque do Bolsa Família alerta para cuidados com a Zika

Sobradinho/DF 2016. Extrato de beneficiarias do Bolsa Familia. ©Ubirajara Machado

Sobradinho/DF 2016. Extrato de beneficiarias do Bolsa Familia. ©Ubirajara Machado

Beneficiários do Bolsa Família recebem desde terça-feira (16) mensagens de alerta sobre o mosquito Aedes aegypti ao sacar o pagamento da complementação de renda. As mensagens impressas nos extratos bancários convocam os beneficiários a se engajar no combate ao mosquito que transmite a dengue, a chikungunya e o vírus Zika, associado a casos de microcefalia em bebês.

As gestantes do Bolsa Família que já fazem acompanhamento pré-natal recebem nos extratos bancários mensagens especiais sobre o uso de repelentes e de roupas que cubram braços e pernas. Em geral, as mensagens destacam alguns cuidados necessários para evitar o nascimento do mosquito, como não deixar água parada em calhas, pneus, garrafas, plantas e lixo.

Os extratos de pagamento são o meio de comunicação do governo com os cerca de 14 milhões de beneficiários do programa de transferência de renda. Na opinião do secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Helmut Schwarzer, as mensagens vão ajudar a formar agentes multiplicadores da ação de combate ao mosquito. “Informar os cuidados necessários, por meio do extrato, é uma ótima oportunidade para informar essas pessoas, transforman do-as em agentes multiplicadores da informação na sua comunidade.”

A doméstica Maria Damiana de Souza retirou o benefício na terça-feira e parabenizou a ideia. “Essa ação é muito importante para alertar as pessoas mais descuidadas. Muitas vezes a gente tá prevenido em casa, mas corre risco porque as pessoas jogam na rua garrafas e copos que acumulam água. Eu cuido em casa e ainda alerto meus vizinhos.”

Para a dona de casa Besinha Pereira dos Santos, quanto mais pessoas conscientes, melhor. Ela já sabe o que precisa ser feito para eliminar os focos e evitar o nascimento do mosquito. “Tem gente que não tem noção dos riscos do vírus da Zika. Ele está fazendo muitas vítimas. Não basta eu fazer minha parte se os outros não fazem. As mensagens no extrato podem beneficiar muita gente.”

Informações: MDS

Ministério da Saúde inicia distribuição de teste oral para aids no SUS

teste

A rede pública de saúde passa a oferecer aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) um novo tipo de diagnóstico para a aids. Trata-se do teste oral, que já está sendo distribuído aos estados pelo Ministério da Saúde. A novidade será anunciada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta sexta-feira (6), durante a divulgação da Campanha de Prevenção às DST e Aids do Carnaval 2015, em Salvador, que contará com a presença do músico Carlinhos Brown. Na ocasião serão apresentados os primeiros resultados do uso do teste oral para diagnóstico do vírus HIV, além dos resultados regionais da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP).

No início deste ano, o Ministério da Saúde enviou aos estados cerca de 140 mil testes, sendo 10 mil apenas para estado da Bahia. A previsão do Governo Federal é que, no decorrer de 2015, o teste oral já esteja disponível para todas as pessoas que quiserem realizá-lo. Estes testes já estavam sendo utilizados dentro do projeto Viva Melhor Sabendo, parceria do Ministério da Saúde com 60 organizações da sociedade civil de todo o país. As ONGs saem a campo para testar as populações-chave (transexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas e profissionais do sexo) em bares, parques e outros locais de concentração LGBT.

“Esse teste é muito importante porque temos hoje em torno de 150 mil pessoas no Brasil que vivem com o HIV e não sabem. Portanto, ter um teste rápido que produz o diagnóstico em cerca de 30 minutos de maneira extremamente simples porque é extraído da boca e não exige infraestrutura laboratorial. Se der positivo, a pessoa tem a possibilidade de procurar o serviço de referencia e iniciar o tratamento imediatamente”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Em todo o Brasil, cerca de 14 mil pessoas já fizeram o teste de HIV por via oral, sendo 381 positivos para a doença. Desse total, 43% nunca haviam feito teste de HIV na vida. O objetivo do projeto é reduzir as novas infecções pelo HIV nessas populações. Atualmente, das cerca de 750 mil pessoas que vivem com HIV-Aids no Brasil, estima-se que 150 mil delas ainda não saibam que são portadoras do vírus. O número de testes positivos nas ações realizadas pelas ONGs mostra um índice maior em relação aos dados da população em geral. Enquanto a taxa de prevalência do HIV na população geral do Brasil é de 0,4%, na de travestis é de 12%. Já nos grupos de transexuais, de gays e de profissionais do sexo masculino a prevalência é, em média, de 5%.

No teste oral não é necessário furar o dedo ou tirar sangue, como nos testes rápidos e tradicionais já disponíveis nas unidades de saúde do país. O fluido para o teste é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha, com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. A grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial. Quando o resultado dá positivo para HIV, a pessoa é encaminhada à rede de serviço de referência previamente organizada para diagnóstico e tratamento em cada município-sede do projeto.

PESQUISA NORDESTE – De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP) indica que, no Nordeste, 95% da população sabe que a camisinha é a melhor forma de prevenção às DST e aids. O inquérito foi realizado em 2013, com 12 mil pessoas, na faixa etária de 15 a 64 anos. Mesmo assim, 49% dos nordestinos não fizeram uso do preservativo na última relação sexual, com parceiro casual nos últimos doze meses.

Os dados da Região Nordeste, comparativos com pesquisas anteriores, mostram que o uso do preservativo na última relação sexual, ocorrida nos últimos 12 meses, tem diminuído: 70% em 2004, 52% em 2008 e 62% em 2013. Além disso, houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 20%, em 2004, para 22% em 2008, chegando a 39% no ano de 2013.

CAMPANHA – A mensagem geral da campanha de carnaval deste ano tem como objetivo alertar o jovem a se prevenir contra o vírus da aids, focando no uso da camisinha, na realização do teste e, se der positivo, no início  do tratamento, reforçando o conceito “camisinha + teste + medicamento” de prevenção combinada. São 129 mil cartazes em quatro versões – segmentados para a população jovem, travesti e jovem gay – um spot de rádio, 315 mil folders explicativos da prevenção combinada e um vídeo para TV.

“Vamos trabalhar o ano inteiro com o slogan Partiu Teste, que trabalha fortemente a população jovem de 15 a 24 anos, onde o número de novos casos tem aumentado. O novo diagnóstico utilizado no carnaval permitirá realizar a testagem em bares, parques e outros lugares que concentrem o público-alvo da campanha para identificar as pessoas com o vírus e permitir que elas iniciem o tratamento o quanto antes, diminuindo o risco de transmissão da doença. A nova estratégia do Ministério da Saúde consiste em continuar usando camisinha, fazer o teste com regularidade e iniciar o tratamento caso o teste seja positivo e vamos fazer isso de maneira muito consistente, inclusive como é recomendado pelo Organização Mundial de Saúde do Ministério da Saúde”,  informou o ministro Chioro.

Os materiais reforçam o slogan final usando a gíria “# partiu teste”, linguagem típica desta faixa etária prioritária. Nas cidades com maior concentração de foliões (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda, Florianópolis, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei e Alfenas) haverá um reforço das estratégias de comunicação da campanha. Além do rádio e da TV, a campanha também será divulgada pela internet e em revistas temáticas de carnaval e de comportamento LBGT.

CAMISINHAS – Nos aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Salvador e Recife serão instalados 34 displays para a retirada de camisinhas. Os equipamentos serão instalados, a partir de 1º de fevereiro, nos banheiros femininos e masculinos destes aeroportos. Inicialmente, serão abastecidos com 195 mil preservativos. Neste ano, além do carnaval, a campanha será estendida, com adaptações, para festas populares – como São João e outros eventos – durante todo o resto do ano.

Apenas para o período do carnaval, o Ministério da Saúde está distribuindo aos estados de todo país 70 milhões de preservativos. Ao todo, os estados já contam com estoque de 50 milhões de unidades para as ações cotidianas de prevenção, o que inclui o carnaval. O quantitativo de camisinhas é definido com base no consumo médio mensal, além da capacidade de armazenamento e o estoque presente no almoxarifado. Para o estado da Bahia foram distribuídos 7,6 milhões de preservativos. Nos últimos cinco anos, o Ministério da Saúde passou aos estados 2,2 bilhões de preservativos.

 

Informações: Agência Saúde

Ministério da Saúde lança campanha de prevenção para o Carnaval 2015

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A maioria dos brasileiros (94%) sabe que a camisinha é melhor forma de prevenção às DST e aids. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do país não usou preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses. Os dados, inéditos, são da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), apresentados nesta quarta-feira (28), em Brasília, durante o lançamento da campanha de prevenção às DST e Aids para o Carnaval 2015. Realizada em 2013, a pesquisa entrevistou 12 mil pessoas na faixa etária de 15 a 64 anos, por amostra representativa da população brasileira.

Confira no Blog da Saúde: Carnaval, diversão e #PartiuTeste

Apresentação

Os dados comparativos com pesquisas anteriores mostram que o uso do preservativo na última relação sexual, ocorrida nos últimos 12 meses, se manteve praticamente estável: 52% em 2004, 47% em 2008 e 55% em 2013, apesar das constantes campanhas de estímulo ao uso do preservativo durante todos esses anos. Além disso, houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 19%, em 2004, para 26% em 2008, chegando a 44% no ano de 2013.

“A pesquisa demonstra que o nível de conhecimento da importância do uso do preservativo na população continua alto e que uso de camisinhas no sexo casual também vem se mantendo estável entre 2004 e 2013. No entanto, o que tem mudado muito é o comportamento das relações, com aumento do número de parceiros. Isso exige, particularmente dos jovens, muita responsabilidade e preocupação com preservação de sua saúde e de seus parceiros, utilizando regularmente a camisinha, fazendo o teste para o HIV e, quando positivo, fazer o tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde”, orienta o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Diante deste panorama, o Ministério da Saúde optou por uma campanha de carnaval focada na prevenção, combinando camisinha, testagem e tratamento. Para tanto, houve um fortalecimento de estratégias complementares ao uso do preservativo. Um exemplo é introdução, em dezembro de 2013, do novo Protocolo de Tratamento para Adultos. O documento possibilitou o acesso aos antirretrovirais a todas as pessoas com o vírus da Aids. Atualmente, são cerca de 400 mil pessoas em tratamento, com 22 medicamentos antirretrovirais distribuídos pelo SUS.

TESTAGEM – Paralelo às campanhas de incentivo ao sexo seguro, que são desenvolvidas pelo Governo Federal, estados e municípios – o Brasil tem adotado outras estratégias de prevenção, como a ampliação da testagem do HIV. Em 2014, foram distribuídos 6,4 milhões de testes rápidos para HIV, número 26% superior aos 4,7 milhões distribuídos em 2013.  Das cerca de 734 mil pessoas que vivem com HIV e aids no Brasil atualmente, 80% foram diagnosticadas.

O ampliação da assistência às pessoas com HIV e aids e o incentivo ao diagnóstico precoce fazem parte das estratégias do Ministério da Saúde no cumprimento da meta “90-90-90”, que corresponde a 90% de pessoas testadas, 90% tratadas e 90% com carga viral indetectável até 2020. As metas foram adotadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

CAMPANHA – A mensagem geral da campanha de carnaval deste ano é informar o jovem para se prevenir contra o vírus da aids, usar camisinha, fazer o teste e, se der positivo, começar logo o tratamento, reforçando o conceito “camisinha + teste + medicamento” de prevenção combinada.

São 129 mil cartazes em quatro versões – segmentados para a população jovem, travesti e jovem gay – um spot de rádio, 315 mil folders explicativos da prevenção combinada e um vídeo para TV.

“Este ano, o ministério não irá centrar a campanha apenas no uso de preservativos. Os dados da pesquisa indicam que focar as campanhas apenas nesse uso tem limites. Essa nova estratégia se materializa em três dimensões: primeiro no uso do preservativo, em segundo lugar na convocação da população a fazer regularmente o teste e, em terceiro lugar, no início imediato do tratamento em caso de teste positivo. Dessa forma, teremos condições de enfrentar a epidemia de aids, principalmente entre os grupos mais afetados pela epidemia como os jovens”, explica o ministro Arthur Chioro.

Os materiais reforçam o slogan final usando a gíria “# partiu teste”, linguagem típica desta faixa etária prioritária. Nas cidades com maior concentração de foliões (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda, Florianópolis, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei e Alfenas) haverá um reforço das estratégias de comunicação da campanha. Além do rádio e da TV, a campanha também será divulgada pela internet e em revistas temáticas de carnaval e de comportamento LBGT.

CAMISINHAS – Nos aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Salvador e Recife serão instalados 34 displays para a retirada de camisinhas. Os equipamentos serão instalados, a partir de 1º de fevereiro, nos banheiros femininos e masculinos destes aeroportos. Inicialmente, serão abastecidos com 195 mil preservativos. Neste ano, além do Carnaval, a campanha será estendida, com adaptações, para festas populares – como São João e outros eventos – durante todo o resto do ano.

Apenas para o período do carnaval, o Ministério da Saúde está distribuindo aos estados de todo país 70 milhões de preservativos. Ao todo, os estados já contam com estoque de 50 milhões de unidades para as ações cotidianas de prevenção, o que inclui o carnaval. O quantitativo de camisinhas é definido com base no consumo médio mensal, além da capacidade de armazenamento e o estoque presente no almoxarifado. Nos últimos cinco anos, o Ministério da Saúde passou aos estados 2,2 bilhões de preservativos.

CENÁRIO AIDS – Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. A epidemia no país está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de aids novos ao ano. O coeficiente de mortalidade por aids caiu 13% nos últimos 10 anos, passando de 6,4 casos de mortes por 100 mil habitantes em 2003, para 5,7 casos em 2013.

 

Informações: Agência Saúde (Ministério da Saúde)

Ministério da Saúde oferta 5.505 bolsas para profissionais de saúde

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Profissionais de saúde terão nova oportunidade para se especializar em áreas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2015, o Ministério da Saúde autorizou a criação de 586 novas bolsas de residência para várias áreas de atuação. As novas vagas representam uma ampliação de 20% em relação ao ano passado nas bolsas disponíveis para os profissionais que estão ingressando na especialização. No total, 5.505 bolsas serão custeadas pelo Ministério da Saúde, sendo 3.461 bolsas para o primeiro ano e 2.044 para o segundo ano de residência.

Confira a lista de novos projetos selecionados

Poderão pleitear bolsas os integrantes de 15 categorias profissionais da saúde: biomedicina, ciências biológicas, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, física médica e saúde coletiva. As novas vagas estão presentes nas cinco regiões do país e abrangem 46 programas de residência em 12 áreas prioritárias para o SUS: Atenção Básica, Atenção ao Câncer, Saúde mental, Enfermagem Obstétrica, Física Médica, Urgência/Trauma, Neonatologia, Saúde Bucal: Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Intensivismo, Saúde Funcional e Reabilitação, Saúde Coletiva e Atenção Clínica Especializada.

A ação faz parte do Programa Nacional de Bolsas para Residência em Área Profissional da Saúde, que financia a formação em todas as áreas de saúde (Pró-Residência em Saúde) – exceto medicina, que está contemplada por meio do Pró-Residência Médica. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, enfatiza a importância de se investir na qualificação de todas as profissões de saúde. “Com a expansão das bolsas, teremos mais de 5 mil profissionais fazendo especialização em áreas prioritárias para o SUS. As equipes multidisciplinares são fundamentais para o funcionamento do Sistema Único de Saúde e para garantir a qualidade do atendimento à população”, enfatizou.

Conforme previsto em edital, as instituições públicas estaduais, municipais e Distrito Federal, bem como as instituições privadas sem fins lucrativos estiveram aptos a participar da seleção. O processo foi conduzido pela Comissão de Seleção designada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS) e pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Saúde (SESu/MEC).

Para aprovar os recursos para concessão de bolsas no valor de R$ 2.976,26, a Comissão avalia os projetos enviados pelas instituições, que precisam estar de acordo com as exigências e regulamentação da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS). Entre os critérios avaliados, estão os projetos desenvolvidos nas Redes Prioritárias do SUS, como a Atenção Básica e Saúde da Família.

Entre algumas das categorias mais importantes abrangidas pela expansão estão a enfermagem e a odontologia, que já vinham participando de um processo de formação em serviço por meio do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab). Neste novo momento, no entanto, os esforços estão concentrados na especialização por meio da residência, e por isso não será aberta nova turma do Provab para enfermeiros e dentistas, que poderão aproveitar as novas oportunidades de especialização.

AMPLIAÇÃO – O Pró-Residência em Saúde tem o objetivo de incentivar a formação de especialistas, caracterizada pela integração ensino-serviço, em campos de atuação estratégicos para o SUS a partir das necessidades regionais identificadas. Desde 2010, o Ministério da Saúde aumentou em cerca de sete vezes o número de vagas em relação a 2015 – naquele ano e em 2011, conjuntamente, apenas 499 bolsas estavam sendo custeadas pela Saúde. O governo federal também vem investindo na expansão da residência médica, por meio do Programa Mais Médicos. A meta é abrir 12,4 mil novas vagas com foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS. Até o momento, 2.822 vagas de residência médica foram criadas.

 

Informações: Ministério da Saúde (Agência Saúde)

Amapá ganha primeira Unidade de Pronto Atendimento

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Município de Macapá, no bairro Novo Horizonte, passou a contar, desde o dia 16 de outubro de 2014, com a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) do estado do Amapá. O estabelecimento, de porte I, tem capacidade para atender, em média, 150 pacientes por dia, beneficiando até 100 mil habitantes. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou da inauguração, onde também anunciou uma parceria que está sendo firmada entre o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e o governo do estado do Amapá, para apoiar a realização de procedimentos de média e alta complexidade na área de ortopedia no estado.

Na nova UPA, a população terá atendimento médico em clínica geral e pediatria. Sua estrutura física conta com salas de raios-X, curativos, eletrocardiograma, inalação e coleta de sangue, farmácia, oito leitos (quatro leitos para observação adulto, dois para emergência e dois para observação infantil), dois consultórios, posto de enfermagem e sala de emergência.

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a inauguração da UPA é um grande avanço no atendimento de urgência e emergência.  “A Unidade de Pronto Atendimento segue todas as padronizações e normas técnicas do Ministério da Saúde, permitindo oferecer um atendimento humanizado e de mais qualidade ao cidadão. Temos priorizado o atendimento básico, por meio do programa Mais Médicos, que já é realidade em Macapá, e pela construção das UPAs, que vêm para integrar essa rede de urgência no estado”, destacou o ministro da Saúde.

Para a construção da UPA, foram investidos R$ 4,49 milhões. Deste montante, R$ 1,4 milhão é proveniente do Ministério da Saúde. Atualmente, há outras quatro UPAs em construção no Amapá. Ao todo, já foram repassados R$ 4,36 milhões de recursos federais para as cinco obras. Após obter habilitação, a UPA também passa a receber recurso para custeio do Ministério da Saúde.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, a Unidade de Pronto Atendimento ajudará a reduzir em até 30% a sobrecarga do Hospital Estadual de Emergência (HE), responsável por atender mais de 60% das demandas de baixa complexidade do município. O serviço funcionará 24 horas, inclusive nos fins de semana. Equipada para atender também emergência em clínica pediátrica, a UPA vai ajudar a desafogar o Pronto Atendimento Infantil (PAI), em Macapá.

ATENDIMENTO 24 HORAS – As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ficam abertas 24 horas e servem como um intermediário entre as Unidades Básicas de Saúde e os hospitais. Estão equipadas para socorrer pessoas com problemas de pressão, febre alta, fraturas, cortes, infartos e outras ocorrências de média complexidade, evitando que estes pacientes sejam encaminhados aos prontos-socorros dos hospitais.

Nas UPAS, o paciente é avaliado de acordo com a classificação de risco, podendo ser liberado ou permanecer em observação por até 24 horas. Se necessário, a pessoa será encaminhada a um hospital de referência. Existem, hoje, 377 UPAs em funcionamento no Brasil.

 

Informações: Agência Saúde

Campanha de vacinação contra gripe termina nesta sexta-feira

noticia_620201_img1_gripeA Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe será encerrada na próxima sexta-feira (9). Até agora, 14 milhões de pessoas já se vacinaram contra a doença, segundo balanço parcial divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (5). A vacina está disponível para 49,6 milhões de integrantes do grupo prioritário. O grupo de mulheres pós-parto (puérperas) registrou, até o momento, a maior cobertura vacinal, com 142,8 mil doses aplicadas, o que representa 39,7% deste público. Os grupos que menos se vacinaram são as gestantes, indígenas e trabalhadores de saúde.

Desde 22 de abril, a vacina contra gripe está disponível nos postos de vacinação a crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, faz um apelo às pessoas do grupo prioritário para que procurem os postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) e se protejam contra a gripe. “A vacina é a principal arma para reduzir as complicações, os casos graves e os óbitos por gripe. Este é o melhor momento para se proteger contra a doença, já que são necessário 15 dias, em média, para a vacina fazer efeito”, recomenda o ministro.

SEGURANÇA – A vacina está disponível para 49,6 milhões de pessoas que fazem parte do grupo prioritário por ser vulnerável a desenvolver a forma mais grave da doença. Para a realização da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 53,5 milhões de doses, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina contra gripe é segura e evita o agravamento da doença, internações e, até mesmo, óbitos por influenza.

Após a aplicação, podem ocorrer dor no local da injeção e o endurecimento leve da pele, manifestações que geralmente passam em 48 horas. A vacina, no entanto, é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. As pessoas com doenças crônicos devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, deverão se dirigir aos postos em que estão cadastrados para receberem a vacina. Se na unidade de saúde onde são atendidos regularmente não existir um posto de vacinação, os pacientes devem solicitar prescrição médica na próxima consulta.

PREVENÇÃO – A transmissão dos vírus influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar ou através das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples para evitar a doença.

Lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal, são algumas das medidas de prevenção. Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.

Também é importante lembrar que mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. A medida tem como objetivo possibilitar ao médico avaliar a necessidade de prescrever os antivirais específicos para a gripe, disponíveis de forma gratuita nas unidades da rede pública.

Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastro-intestinais, dor muscular intensa e prostração.

 

Informações: Ministério da Saúde