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Aplicativo do SUS aproxima cidadãos dos serviços públicos de saúde

Plataforma conta com 1,2 milhão de downloads e facilita a vida de usuários e gestores. A ferramenta também dá transparência aos atendimentos, como retirada de medicamentos

Serviços, informações e utilidades públicas em saúde a um toque dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e o melhor: sem sair de casa. Essa praticidade já está disponível a toda população no aplicativo, Meu DigiSUS, plataforma móvel e digital disponibilizada pelo Ministério da Saúde, para dar comodidade e autonomia aos usuários e dar agilidade aos serviços no SUS. Por meio dele, a população já pode acompanhar via celular, suas consultas e exames ambulatoriais, nas UBS informatizadas; dispensação de medicamentos; visualização do histórico de suas solicitações; posição na fila do Sistema Nacional de Transplantes; entre outras funcionalidades relacionadas à saúde pública.

Até o momento, já foram realizados 1,2 milhão de downloads do Meu DigiSUS, entre smartphones com sistemas IOS e Android. Um dos principais benefícios do aplicativo é o melhor atendimento aos pacientes do SUS, onde eles poderão se tornar fiscais, avaliando o atendimento realizado, e denunciando fraudes em qualquer canto do país, além de possibilitar aos gestores municipais, estaduais e da União um planejamento adequado do setor, permitindo o aprimoramento constante desses serviços. A unificação dos serviços em uma única ferramenta também permitirá a correta aplicação dos recursos públicos.

Para o diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Ministério da Saúde, Guilherme Teles, o aplicativo vai reduzir custos e diminuir as filas presenciais nas estruturas físicas nos estados e municípios. “Em todo o mundo, o uso da Saúde Digital tem constantemente mudado a forma de organização e disponibilização dos serviços de saúde. No Brasil, este aplicativo irá justamente realizar isso, por meio da melhoria constante da qualidade dos serviços, dos processos, da prevenção e prioritariamente da atenção à saúde”, afirmou Guilherme.

Pela plataforma móvel oficial do SUS, o cidadão consegue encontrar hospitais, unidades de saúde e outros estabelecimentos próximos de sua residência; identificar farmácias participantes do Aqui tem Farmácia Popular e acompanhar os medicamentos que o cidadão retirou, além de avaliar o atendimento desses serviços. Também é possível acessar uma linha do tempo de cada atendimento realizado pelo SUS, além do Cartão Nacional de Saúde e os dados pessoais, com informações sobre nutrição e alergias.

O aplicativo está em funcionamento há três anos e já é reconhecido pela sua inovação tecnológica. A plataforma é interligada às 19.788 Unidades Básicas em Saúde (UBS) que já estão informatizadas em 3.780 municípios, totalizando 106.179.196 pessoas cobertas. Ao todo, 11 sistemas estão integrados no aplicativo, entre eles o Cadastro Nacional de Usuário do SUS (CADSUS), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Farmácia Popular e os Sistemas Nacional de Transplantes (SNT), de Regulação (SISREG), de Atenção Básica (e-SUS AB) e o Hemovida.

Como baixar o aplicativo

Para realizar seu primeiro acesso, baixe o aplicativo Meu DigiSUS na loja compatível com o celular e insira algumas informações básicas como: CPF, nome da mãe e e-mail. Após isto, o sistema localizará o seu cartão e enviará ao correio eletrônico cadastrado uma mensagem para verificação de segurança. Após este passo, você visualizará o número do seu Cartão Nacional de Saúde e terá acesso as suas informações de saúde.

Se não conseguir entrar no aplicativo, o Ministério da Saúde recomenda que o usuário procure a unidade de saúde mais próxima da sua residência para que o seu cadastro possa ser realizado. Para outras dúvidas, ligar na Ouvidoria do SUS, no 136.

Aplicativo Meu DigiSUS é premiado

No último dia 18 de agosto, o aplicativo Meu DigiSus foi reconhecido com o prêmio Case de Sucesso durante 9ª edição do 4CIO-DF 2018, realizada em Florianópolis (SC). O evento é um dos maiores do ramo da tecnologia da informação (TI) e reúne os responsáveis pela TI das principais empresas do Brasil – CIOs ou Chief Information Officer. A comissão avaliadora selecionou cinco Cases de Sucesso para concorrer ao prêmio final. Entre as instituições escolhidas estavam a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e a Secretaria de Estado de Educação do DF.

 

FONTE: ASCOM/Ministério da Saúde

PET-Saúde prorroga inscrições para projetos

O programa atuará com foco na Educação Interprofissional (EIP) em Saúde

Foram prorrogadas, até o dia 1º de outubro, as inscrições para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde/Interprofissionalidade). A divulgação da lista dos projetos inscritos e da seleção dos projetos também sofreram alterações. As novas datas serão dia 08 de outubro e 26 de outubro, respectivamente.

O objetivo do PET-Saúde/Interprofissionalidade é promover a integração ensino-serviço-comunidade com foco no desenvolvimento do SUS, a partir dos elementos teóricos e metodológicos da Educação Interprofissional (EIP), com vistas a implementar os projetos político-pedagógicos dos cursos de graduação da área da saúde nessa abordagem.

“O PET-Saúde é uma estratégia que busca ações para a transformação da formação profissional em saúde, com maior integração entre ensino, serviço e comunidade. Para essa edição, priorizamos o tema da EIP, pois se trata de uma estratégia educacional com comprovada evidência para melhorar a qualidade da atenção à saúde. Assim, a nossa proposta é investir na EIP para que instituições de ensino e serviços de saúde possam aprimorar a formação profissional em saúde, utilizando os princípios da EIP, em direção a uma prática mais colaborativa, conforme as necessidades do nosso sistema de saúde”, destacou a diretora do Departamento de Gestão da Educação em Saúde (DEGES), Cláudia Brandão.

Clique aqui e inscreva o seu projeto.

A Educação Interprofissional é uma abordagem na qual os membros de mais de uma profissão aprendem juntos, interativamente, com o propósito explícito de melhorar as práticas colaborativas em saúde.

As ações desenvolvidas pelos projetos deverão envolver atores do SUS e da comunidade acadêmica, como professores, estudantes, profissionais de saúde, gestores e usuários, com foco na interprofissionalidade, interdisciplinaridade, intersetorialidade, trabalho em rede, integração ensino‐serviço e diversificação dos cenários de práticas como prerrogativas para mudanças, na dinâmica do trabalho em saúde, fortalecendo o conceito de humanização do cuidado e o princípio da integralidade da assistência no contexto das redes colaborativas na formação para o SUS. Os projetos deverão contemplar ações por um período de 24 meses, a partir do início de execução das atividades, condicionada à validação do cadastro de todos participantes.

Podem participar as Secretarias Municipais e/ou Estaduais de Saúde em conjunto com Instituições de Ensino Superior (IES), públicas ou privadas sem fins lucrativos, que ofereçam cursos de graduação na saúde, estabelecidos conforme Resolução nº 287, de 8 de outubro de 1998, do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e cursos de graduação em Saúde Coletiva ou áreas afins, autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC).

As ações propostas deverão ter como base:

  • Educação Interprofissional (EIP);
  • Trabalho colaborativo;
  • O efetivo trabalho em equipe entendido para além de diferentes sujeitos dividindo o mesmo espaço, mas um processo permanente de colaboração; e
  • Autocuidado e a autonomia das pessoas, famílias, grupos e comunidades.

A seleção dos projetos será realizada pela Comissão Técnica, composta por representantes do Ministério da Saúde e Ministério da Educação. Os valores das bolsas para estudantes, preceptores e professores do PET‐Saúde/Interprofissionalidade terão como referência os valores estabelecidos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq).

O resultado final da seleção será publicado no Diário Oficial da União e disponibilizado no site da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), além de ser comunicado ao Coordenador do Projeto por meio do endereço eletrônico informado no FormSUS.

PET-Saúde/Interprofissionalidade – Cronograma de Atividades

Inscrição (envio dos projetos) 01/08/2018 a 14/09/2018
Divulgação da lista dos projetos inscritos A partir de 18/09/2018
Seleção dos projetos 24/09/2018 a 19/10/2018
Resultado preliminar 29/10/2018
Interposição de recursos 30/10/2018 a 01/11/2018
Análise de recursos Até 08/11/2018
Resultado final 09/11/2018
Início dos projetos (previsão) 19/11/2018

FONTE: ASCOM/Ministério da Saúde

Campanha contra pólio e sarampo é prorrogada até dia 14 de setembro

Dados preliminares indicam que a média nacional de vacinação contra pólio e sarampo está em 88%. Sete estados atingiram a meta do Ministério da Saúde de vacinar, pelo menos, 95% do público-alvo

Estados e municípios que ainda estão abaixo da meta de vacinar, pelo menos, 95% das crianças de um a menores de cinco anos contra pólio e sarampo, terão mais 15 dias para ofertar as duas vacinas na rede pública de saúde. O Ministério da Saúde prorrogou até dia 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação. Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado. Até esta segunda-feira (3/9), 88% das crianças receberam as vacinas contra a pólio e o sarampo em todo o país.

Segundo informado no sistema, Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão atingiram a meta de vacinação do Ministério da Saúde. Mas, doze estados ainda estão abaixo da média nacional de 88% das crianças vacinadas contra as duas doenças. O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Pará, Piauí, Distrito Federal, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas. Em todo o país, foram aplicadas mais de 19,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 9,8 milhões de cada). A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar, independente da situação vacinal.

“Estamos dando mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Vinte estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, convoca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação. As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

CAMPANHA CONTRA PÓLIO E SARAMPO

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CASOS DE SARAMPO

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos e 6.975 permanecem em investigação. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas que já computa 1.211 casos e 6.905 em investigação, e em Roraima, com o registro de 300 casos da doença, sendo que 70 continuam em investigação. Entre os confirmados em Roraima, 9 casos foram atendidos no Brasil e estão recebendo tratamento, mas residem na Venezuela.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2), Pernambuco (2) e Pará (2). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 7 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro) e 3 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 1 do município de Autazes).

SARAMPO NO MUNDO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Os dados, divulgados pela organização nesta segunda-feira (20/08), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano de 2017 foi o que teve o maior número de casos: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Além disso, pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano. Sete países da região tiveram mais de uns mil casos neste ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.

Para mais informações, acesse a página especializada sobre vacinação no portal do Ministério da Saúde.

FONTE: ASCOM/Ministério da Saúde

Convocação: 20,6 milhões de adolescentes devem se vacinar contra o HPV

Ministério da Saúde lança campanha publicitária para vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos contra o HPV. A cobertura com a segunda dose está em 41,8% para meninas e 13% para meninos. A proteção é completa quando aplicada as duas doses da vacina

Mais de 20 milhões de adolescentes brasileiros devem buscar os postos de saúde para receber a vacina HPV. A convocação é do Ministério da Saúde, que lança nesta terça-feira (4/9) uma Campanha Publicitária de Mobilização e Comunicação para a Vacinação do Adolescente contra a doença. A expectativa é de vacinar 9,7 milhões de meninas de 9 a 14 anos e 10,8 milhões de meninos de 11 a 14 anos. Para garantir a vacinação deste público, o Ministério da Saúde investiu R$ 567 milhões na aquisição de 14 milhões de vacinas. A vacina HPV é eficaz e protege contra vários tipos de cânceres em mulheres e homens.

Desde a incorporação da vacina HPV no Calendário Nacional de Vacinação, 4 milhões de meninas de 9 a 14 anos procuraram as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para completar o esquema com a segunda dose, totalizando 41,8% das crianças a serem vacinadas. Com a primeira dose, foram imunizadas 4 milhões de meninas nesta mesma faixa, o que corresponde a 63,4%. “É importante alertar que cobertura vacinal só está completa com as duas doses, por isso quem tomou a primeira dose deve voltar aos postos após seis meses”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Entre os meninos, que foram incluídos na vacinação contra HPV no ano passado, 2,6 milhões foram vacinados com a primeira dose, o que representa 35,7% do público alvo. Em relação à segunda dose, foram aplicadas 911 mil vacinas em meninos de 11 a 14 anos, completando, desta forma, o esquema de vacinação.

CAMPANHA HPV 

Com o slogan “Não perca a nova temporada de Vacinação contra o HPV”, a campanha publicitária envolve várias peças e será veiculada no período de 4 a 28 de setembro. O filme mistura imagens reais e animação e traz dois jovens, um menino e uma menina, fugindo de um vírus em um cenário com inspiração nos seriados famosos que são de identificação do público jovem e dos pais. A fuga termina no momento em que os jovens entram em uma unidade de saúde e se vacinam.

Trata-se de uma campanha publicitária para mobilizar a população. A vacina contra o HPV faz parte do calendário de rotina disponível nas unidades do SUS, lembra Carla Domingues. “A campanha é importante para lembrar as pessoas sobre a necessidade da vacinação, esclarecendo o que é mito e boato, e informações verdadeiras, baseadas em estudos científicos”, observou a coordenadora.

HPV NO BRASIL

Segundo estudo realizado pelo projeto POP-Brasil em 2017, a prevalência estimada do HPV no Brasil é de 54,3 %. O estudo entrevistou 7.586 pessoas nas capitais do país. Os dados da pesquisa mostram que 37,6 % dos participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

O estudo indica ainda que 16,1% dos jovens tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis. Os dados finais deste projeto serão disponibilizados no relatório a ser apresentado ao Ministério da Saúde até o final do ano.

O projeto POP-Brasil é uma parceria do Ministério da Saúde, o Hospital Moinhos de Vento (RS), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade de São Paulo (Faculdade de Medicina (FMUSP) – Centro de Investigação Translacional em Oncologia), Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Secretarias Municipais de Saúde das capitais brasileiras e Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

Estudos internacionais também apontam o impacto da vacinação na redução do HPV. Nos EUA, dados mostram uma diminuição de 88% nas taxas de infeção oral por HPV. Na Austrália, redução da prevalência de HPV de 22.7% (2005) para 1.5% (2015) entre mulheres de 18–24 anos. Outro estudo internacional mostra que nos EUA, México e Brasil entre homens de 18 a 70 anos: brasileiros (72%) têm mais infecção por HPV que os mexicanos (62%) e norte-americanos (61%).

CÂNCER

A vacina HPV previne vários tipos de cânceres contribuindo com a redução da incidência de cânceres nas mulheres e homens. No mundo, dos 2,2 milhões de tumores provocados por vírus e outros agentes infecciosos, 640 mil são causados pelo HPV. A vacina utilizada no país previne 70% cânceres do colo útero, 90% câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais. Além disso, as vacinas HPV protegem contra o pré-câncer cervical em mulheres de 15 a 26 anos, associadas ao HPV16 /18.  As vacinas é segura e não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

VACINAÇÃO NAS ESCOLAS

O Ministério da Saúde enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre as doenças. A ideia é estimular os professores a conversem com os alunos e familiares sobre o tema. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. “A participação das escolas é imprescindível para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e, consequentemente atingir o objetivo de redução futura do câncer de colo de útero, terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e a quarta causa de óbito por câncer no país”, completou Carla Domingues.

Para mais informações, acesse a página especializada sobre HPV no portal do Ministério da Saúde.

FONTE: ASCOM/Ministério da Saúde

200 hospitais filantrópicos do país terão projeto para qualificação da gestão

Unidades terão até o dia 12 de setembro para se candidatarem ao projeto. Os principais objetivos são aumentar a capacidade de organização dos recursos e melhorar a qualidade assistencial

Os hospitais filantrópicos de todo o país têm até o dia 12 de setembro para se candidatarem ao projeto “Melhoria do Sistema de Gestão dos Hospitais SUS”, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Albert Einstein. Ao todo, serão selecionadas, pela pasta, 200 unidades, que irão definir e implantar ações, entre elas; melhorias na gestão, redução e prevenção dos riscos e agravos à saúde e na qualificação do atendimento dessa população. A iniciativa faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, a expectativa é de que o projeto gere impacto positivo, tanto para a população quanto para os serviços de saúde e os gestores. “Dar mais celeridade ao atendimento e reduzir os desperdícios representam ofertar serviços com melhor qualidade e segurança à população e reduzir”, destacou.

A expectativa do Ministério da Saúde é de que até 2020 todos os 200 hospitais selecionados estejam com os projetos concluídos e que já apresentem melhoras nos processos internos de gestão e assistência, redução nos desperdícios e aumento da eficiência do sistema. Além disso, são esperados o aumento da capacidade de organização e articulação dos recursos e a melhora na qualidade assistencial e na experiência do usuário no SUS.

ETAPAS DO PROJETO

O projeto vai ser desenvolvido em duas etapas: a primeira consiste na qualificação de alinhamento dos conceitos das pessoas que vão desenvolver o projeto nos hospitais, que será realizada por meio de plataformas de Educação à Distância (EAD). Após esta etapa, que é um pré-requisito para dar continuidade ao projeto, inicia-se a segunda etapa, quando o hospital beneficiado receberá capacitação presencial, durante uma semana, focado na gestão e na qualidade. A partir daí, será construído um plano de ação, o qual será monitorado, a partir dos indicadores, pelo parceiro do Ministério da Saúde, o hospital Albert Einstein.

Para participar da ação, os hospitais filantrópicos devem obedecer a alguns critérios de adesão e seleção como; ter pelo menos 100 leitos SUS; possuir o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área de Saúde (CEBAS) válido; não estar passando por intervenção; e não possuir certificação de qualidade e aderir ao termo de compromisso. Em média, o projeto será desenvolvido durante cinco meses em cada hospital. A lista com o nome dos selecionados será publicado, até o fim do mês, no portal do Ministério da Saúde e no site da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB).

Acesse o formulário para adesão dos hospitais filantrópicos ao projeto PROADI-SUS de Melhoria dos Sistemas de Gestão dos Hospitais SUS.

PROADI-SUS

Desenvolvido para colaborar com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) é financiado com recursos de isenção fiscal, concedida aos hospitais filantrópicos, com excelência reconhecida pelo Ministério da Saúde. O Programa visa promover a melhoria das condições de saúde da população.

O PROADI-SUS permite a transferência, desenvolvimento e incorporação de novos conhecimentos e práticas em áreas estratégicas para o SUS, por meio da execução de projetos de apoio e na prestação de serviços de saúde ambulatoriais e hospitalares, enquadrados em áreas específicas, estabelecidas pela Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009.

FONTE: ASCOM/Ministério da Saúde

Sábado da vacinação: última chamada para proteger crianças contra pólio e sarampo

Campanha encerra na sexta-feira (31), mas o Ministério da Saúde orienta estados e municípios, que não atingiram a meta, a abrir os postos de vacinação no sábado. Mais de 3 milhões de crianças ainda não foram vacinadas

Estados e municípios que ainda não atingiram a meta de vacinar 95% das crianças contra a poliomielite e o sarampo, devem abrir os postos de vacinação no próximo sábado (1º/9). A orientação para que os gestores locais realizem uma nova mobilização é do Ministério da Saúde. A medida tem como objetivo vacinar 3,3 milhões de crianças, de um ano a menores de cinco, que ainda não estão protegidas contra as duas doenças. A última atualização enviada pelos estados mostra que, até esta terça-feira (28), 70% das crianças brasileiras se vacinaram. Em todo o país, foram aplicadas mais de 15,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 7,8 milhões de cada).

A organização da mobilização é de responsabilidade de cada município, portanto é necessário verificar com as Secretarias Municipais de Saúde quais postos estarão abertos neste sábado para vacinar contra poliomielite e sarampo. “Nós ainda temos quatro dias até o término da campanha com o novo esforço de um Dia de mobilização em um sábado. Queremos impedir que doenças já eliminadas retornem ao Brasil. Por isso, convocamos pais e responsáveis a levarem as crianças que ainda não foram vacinadas aos postos de saúde, independente da situação vacinal anterior, já que, neste ano, a campanha é indiscriminada”, ressalta o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Até o momento, o Amapá foi o único estado do país que já superou a meta de vacinação, atingindo 99,81% para pólio e 99,43% para sarampo. Entre os estados com menor cobertura, estão o Rio de Janeiro, com 51,2% do público-alvo vacinado para pólio e 52,4% para sarampo, e Distrito Federal, que tem 54% pólio e 53,7% sarampo. Já entre as capitais, destacam-se Boa Vista (RR), com 38,4% para pólio e 38,3% para sarampo, seguida por Salvador (BA), com 38,8% pólio e 38,4% sarampo.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação. As capitais Macapá (AP) e Porto Velho (RO) superaram a meta da campanha. Macapá vacinou 100,3% para pólio e 99,8% para sarampo e Porto Velho 98,3% pólio e 98,3% sarampo.

CAMPANHA

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CASOS DE SARAMPO

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos e 6.975 permanecem em investigação. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas que já computa 1.211 casos e 6.905 em investigação, e em Roraima, com o registro de 300 casos da doença, sendo que 70 continuam em investigação. Entre os confirmados em Roraima, 9 casos foram atendidos no Brasil e estão recebendo tratamento, mas residem na Venezuela.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2), Pernambuco (2) e Pará (2). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 7 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro) e 3 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 1 do município de Autazes).

SARAMPO NO MUNDO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Os dados, divulgados pela organização nesta segunda-feira (20/08), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano de 2017 foi o que teve o maior número de casos: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Além disso, pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano. Sete países da região tiveram mais de uns mil casos neste ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.

Para mais informações, acesse a página especializada sobre vacinação no portal do Ministério da Saúde.

FONTE: ASCOM/Ministério da Saúde

Brasileiros têm direito a atendimento na rede pública em três países por meio do CDAM

Quantidade de certificados emitidos cresceu 329% nos últimos 5 anos. Número já ultrapassou os 40 mil, só neste primeiro semestre

Você sabia que os brasileiros que tiverem como destino Portugal, Itália e Cabo Verde têm direito ao atendimento médico nos sistemas da rede pública de saúde desses países? Isso acontece devido aos Acordos Multilaterais e Bilaterais entre o Brasil e esses três países. O acesso é garantido por meio do Certificado de Direito à Assistência Médica – CDAM, que pode ser solicitado nos núcleos estaduais e na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. Nos últimos cinco anos, a retirada do CDAM por brasileiros cresceu 329%, passando de 10.868 certificados emitidos para 46.687.

O CDAM garante ao viajante atendimento nos hospitais públicos das respectivas nações como se fosse cidadão local. Pode requerer o documento o viajante nascido no país, naturalizado ou estrangeiro residente no Brasil e que esteja contribuindo com a Previdência Social. A medida se restringe aos serviços públicos de saúde.  Ou seja, se nesses países, os nativos pagarem por um procedimento hospitalar, o brasileiro também deverá pagar em igual característica. Da mesma forma, os procedimentos gratuitos aos nativos também serão gratuitos aos brasileiros portadores do CDAM.

No Brasil, no primeiro semestre deste ano, já foram emitidos 40.753 CDAM’s. Nos últimos anos, muitos brasileiros já emitiram o certificado. A retirada deste documento no país teve alta de 329% nos últimos cinco anos, saltando de 10.868 para 46.687 certificados emitidos.

SAIBA COMO TER ACESSO AO CDAM

Para ter acesso ao CDAM na Itália e em Cabo Verde, os aposentados e pensionistas, celetistas, empregadores, empregados domésticos, autônomos, avulsos e temporários têm que contribuírem com a Previdência Social (INSS), além de seus dependentes (menores de 21 anos) e cônjuges. Já em Portugal, todo brasileiro tem direito de obter, independente da contribuição ao Instituto de Seguridade. O certificado é emitido, independente do motivo da viagem (turismo ou estudo, por exemplo), ou do tempo de duração.

O CDAM tem validade de um ano, para qualquer país, podendo ser renovado quantas vezes for necessário. Para a retirada do certificado, o Ministério da Saúde solicita os seguintes documentos: RG; CPF; passaporte; e comprovante de residência brasileiro. Já para Itália e Cabo Verde, além da documentação citada, exige-se a comprovação do vínculo com o INSS. A solicitação deve ser feita presencialmente em qualquer um dos Núcleos Estaduais do Ministério da Saúde, localizados nas capitais dos estados brasileiros.

Vale lembrar que o certificado não substitui o seguro internacional particular de saúde. Não garante, também, transporte de corpo, nem translado para onde o portador do certificado deseja atendimento, bem como qualquer tipo de ressarcimento de valores eventualmente cobrados dos clientes quando em território estrangeiro.

SAÚDE DO VIAJANTE

Para que você tenha uma ótima viagem, seja qual for o seu destino, e leve de volta para casa, apenas boas recordações, o Ministério da Saúde dispõe de dicas práticas e informações essenciais que vão ajudar a proteger a saúde do viajante e tornar as viagens mais agradáveis e tranquilas. No portal do Ministério da Saúde, na página Saúde do Viajante, o internauta poderá ter acesso às informações para ajudar no planejamento de quem pretende passar um tempo fora de casa ou do país. O portal apresenta orientações para preparação, durante e pós-viagem, tanto para brasileiros no exterior como para estrangeiros que viajam pelo Brasil.

Neste site há uma série de cuidados gerais que as pessoas devem seguir antes da viagem e no destino. Dentre as orientações está procurar um médico, entre quatro e oito semanas antes de viajar, para solicitar informações sobre cuidados de prevenção de doenças e lesões. Já quem precisa fazer uso de medicamentos durante a viagem deve portar a prescrição médica e levar a quantidade suficiente para todo o período. Se interessou? Navegue pelo portal e veja todas as dicas. Proteger a saúde é fundamental para ter uma viagem saudável e tranquila.

FONTE: ASCOM/Ministério da Saúde

Unidades de saúde do DF abrem neste sábado para vacinar contra pólio e sarampo

No Distrito Federal, 93% das crianças de um a menores de cinco anos ainda devem se vacinar. No país, foram convocadas 11 milhões de crianças para a Campanha de Vacinação, que vai até 31 de agosto

Sábado também é dia de vacinação! Por isso, todas as crianças de um a menores de cinco anos devem buscar os mais de 36 mil postos de vacinação para receber a vacina contra a poliomielite e o sarampo. As unidades de saúde realizam o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. No Distrito Federal, 93% das crianças que fazem parte do público-alvo ainda precisam se vacinar. Pais e responsáveis devem levar as crianças independente da situação vacinal anterior, já que neste ano a campanha é indiscriminada. A expectativa é vacinar mais de 11 milhões de crianças até 31 de agosto.

“A campanha vai até 31 de agosto, mas o Dia D é neste sábado, 18 de agosto. Deixo aqui o convite, faça a sua parte, leve seus filhos para ser vacinados e os proteja contra a pólio e o sarampo, independentemente da situação vacinal deles. As crianças protegidas, ajudam a proteger toda a família”, enfatiza o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Até o momento, mais de 3,6 milhões de doses das vacinas contra a pólio e sarampo foram aplicadas em crianças de todo o país. Foram 1,8 milhão de crianças vacinadas contra a pólio e contra o sarampo, o que corresponde a cerca de 16% do público-alvo para cada uma das vacinas. No Distrito Federal, 24.693 doses das vacinas foram aplicadas, correspondendo a 7,76% para poliomielite e 7,65% para sarampo.

VACINA

Entre os estados com melhor cobertura vacinal neste momento, estão: Rondônia, com 45,01% para a pólio e 43,84% para o sarampo, seguido por São Paulo com 28,35% pólio e 27,91% sarampo. Entre as coberturas mais baixam, destacam-se: Amazonas, com 3,23% do público-alvo vacinado para pólio e 3,24% para sarampo e Roraima, que tem 4,98% pólio e 3,60% sarampo.

“Os serviços de saúde têm até 15 dias, após o final da campanha, para inserir no sistema as informações das doses aplicadas. No entanto, é de extrema importância que todos os pais e responsáveis levem suas crianças para serem vacinadas e assim ficarem devidamente protegidas”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CASOS DE SARAMPO

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Até o dia 14 de agosto, foram confirmados 910 casos de sarampo no Amazonas e 5.630 permanecem em investigação. Já em Roraima, foram 296 casos confirmados e 101 continuam em investigação.
Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017. Casos isolados, relacionados à importação, foram identificados em São Paulo (1), Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Rondônia (1) e Pará (2). As medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados. Até o momento, foram confirmados seis óbitos por sarampo, quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e dois no Amazonas (brasileiros).

FONTE: Ministério da Saúde

CONTRAF BRASIL avalia Censo Agropecuário 2017 e vê risco de colapso na segurança alimentar do país

Na atual conjuntura é indispensável políticas que promovam a ruptura do atual modelo de produção de alimentos forjadopela indústria

Para a CONTRAF BRASIL, os dados do Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no último dia 26 de julho, demonstram o colapso da segurança alimentar e nutricional do país.

Com os dados, verificou-se a redução de 1,5 milhão no número de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários, o que indica a falta de políticas para a sucessão rural no campo; em 2017, 1.681.001 produtores utilizaram agrotóxicos, ou seja, aumentou o uso 20,4% em relação a 2016; cerca de 15,5% dos produtores disseram nunca ter frequentado escola e 79% não foram além do nível fundamental; aumentou de 45% para 47% de 2006 para 2017 os estabelecimentos que se enquadram como grande latifúndio.

Estes dados prévios apontam maior concentração fundiária, a volta do êxodo rural, o desemprego, aumento no uso de agrotóxicos, aumento do analfabetismo no campo e o crescimento da desigualdade social.

Ainda, outro fator preocupante é que apenas 18,7% das mulheres aparecem como produtoras rurais. O número cresceu em relação a sua participação do último censo que constatou 12,7% em 2006. No entanto, a invisibilidade do papel da mulher como protagonista neste cenário ainda é um problema, considerando que 45% de toda produção são plantados e colhidos pelas mãos femininas, número também divulgado pelo Censo. Logo, é um grande desafio para as mulheres a questão da equidade no campo.

Neste sentido, os desafios conjunturais e estruturais para que a Agricultura Familiar se concretize como modelo dominante são cada vez maiores, tanto nos processos de disputa com o agronegócio, como à diversidade crescente de demandas da agricultura familiar.

A CONTRAF BRASIL entende que uma agricultura familiar sustentável não se alcança por meio de ações fragmentadas, isoladas e setorizadas, nem políticas sociais compensatórias. Ao contrário, deve ser percebida como parte estrutural de um novo projeto de desenvolvimento nacional e por isso depende, significativamente, de uma mudança radical das estruturas institucionais.

Se há o objetivo da nação em garantir uma alimentação saudável para a população conectados com sustentabilidade e conservação dos recursos naturais é indispensável políticas que promovam a ruptura do atual modelo de produção de alimentos forjado pela indústria, baseada no capital e no agronegócio, para dar lugar a construção de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil Rural.

Está mais do que provado que a Agricultura Familiar é o modelo de produção em conformidade ao objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU: “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”.

Portanto, fortalecer o setor é uma condição fundamental para reverter os números do Censo Agropecuário e a possibilidade de uma futura agricultura compatível ao desenvolvimento sustentável e agroecológica.

Coordenação Nacional da CONTRAF BRASIL

FONTE: ASCOM/CONTRAF BRASIL

Campanha nacional de vacinação começa hoje

Governo espera vacinar 11,2 milhões de crianças contra o sarampo e a pólio

Começa nesta segunda-feira (6), a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e o Sarampo. O público alvo da campanha são crianças de 1 a 5 anos. Elas devem tomar as doses, ainda que já tenham sido vacinadas anteriormente.

Segundo o Ministério da Saúde, essa é uma dose de reforço, que deve ser aplicada em 11,2 milhões de crianças de todo o país. O esforço para imunizar os pequenos, mais suscetíveis às doenças, vai até 31 de agosto. E, no dia 18, será realizado o Dia D da mobilização. Na data, unidades básicas de saúde, postos móveis e volantes estarão distribuindo a medicação em diversos pontos das cidades.

Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), na forma injetável. As que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), na forma de gotinha.

Já a vacina contra o sarampo usada na campanha é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Todas as crianças na faixa etária estabelecida vão receber uma dose da Tríplice Viral, independentemente de sua situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

A campanha ocorre em meio a pelo menos dois surtos de sarampo no Brasil, em Roraima e no Amazonas. No caso da pólio, 312 municípios registram baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença.

FONTE: Jornal Destak