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Câmara aprova empréstimo do BNDES para rádios educativas e comunitárias

O relator, Hiran Gonçalves, acatou modificações sugeridas pelos deputados durante a discussão da proposta na CCJ, como a inclusão das rádios educativas entre as beneficiárias dos empréstimos.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a conceder empréstimo para rádios comunitárias e educativas (PL 4133/12).

O projeto é originário do Senado e recebeu parecer favorável do deputado Hiran Gonçalves (PP-RR). Como tramitava em caráter conclusivo, a proposta está aprovada pela Câmara, mas sofreu modificações, e deve retornar para revisão do Senado.

O texto original prevê financiamento apenas para as rádios comunitárias, mas durante o debate na comissão os parlamentares defenderam a inclusão das rádios educativas, que também enfrentarem dificuldades para manutenção de suas atividades.

Condições
De acordo com o projeto, o empréstimo deverá ter duração de até 10 anos, com prazo de carência de dois anos. A taxa de juros será definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto aprovado no Senado prevê a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é a taxa dos financiamentos do BNDES.

A proposta estabelece que o financiamento poderá ser utilizado para aquisição de equipamentos e modernização de instalações; criação e produção de programas de caráter educativo-cultural; programas de bolsas para formação e aperfeiçoamento de profissionais; projetos de levantamento, cadastramento e divulgação das emissoras; e apoio à atuação dos conselhos comunitários.

 

Informações: Câmara Legislativa do Distrito Federal

Senado aprova finalmente a MP 747, que inclui Rádios Comunitárias nos prazos e procedimentos para renovação de outorgas

Foto: Jefferson Rude / Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (7) medida provisória que estabelece prazos e procedimentos para a renovação de concessões de rádio e televisão. O texto já havia passado pela Câmara e agora vai à sanção presidencial. Mas esta foi uma vitória a parte do movimento de Rádios Comunitárias, que desde o final de 2016 vem se mobilizando para que a MP 747 não beneficiasse apenas emissoras comerciais, em relação a anistia para quem perdeu os prazos de outorgas. A Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) liderou uma eficaz campanha, trazendo para Brasília, lideranças da radiodifusão comunitária de todo país para pressionar os parlamentares. Mas os comunicadores que não puderam comparecer na capital, não ficaram de fora, pois eles foram instruídos a encaminhar mensagens para que seus respectivos representantes no parlamento votassem a favor da medida que contempla também as comunitárias.

O coordenador executivo da Abraço Nacional, Geremias dos Santos considerou uma vitória histórica no movimento de radiodifusão comunitária no Brasil. De acordo com ele, este foi um grande triunfo popular, pois a medida que antes contemplava apenas os poderosos, agora foi estendida também para as emissoras que atuam lado a lado e dia a dia com as milhares de comunidades mais humildes que existem por todo o Brasil; prestando serviços de utilidade pública tendo compromisso social e cultural.

Por se tratar de uma medida provisória, a norma entrou em vigor no ato da publicação pelo Executivo, em outubro do ano passado. Para virar lei e não perder a validade, precisava ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.O texto determina que as entidades que desejarem a renovação do prazo de concessão ou permissão de serviços de radiodifusão deverão fazer o pedido durante os 12 meses anteriores ao término do prazo da outorga. Atualmente, esse prazo é entre os seis meses e três meses antes do fim do prazo da outorga.

Caso a outorga expire sem que tenha havido ainda uma decisão sobre o pedido de renovação, o serviço será mantido em funcionamento em caráter precário, mas com as condições de funcionamento preservadas.As entidades que não tiverem apresentado pedido de renovação no prazo previsto serão notificadas pelo governo para que se manifestem em até 90 dias.

Se as exigências legais para a renovação não forem atendidas, o Poder Executivo irá se manifestar pela perempção (extinção) da concessão, que será submetida ao Congresso Nacional.Segundo o governo, o objetivo principal da MP é evitar a descontinuidade ou interrupção do serviço público de radiodifusão.A proposta também simplifica a análise das alterações contratuais ou estatutárias que impliquem alteração dos objetivos sociais ou mudança do controle societário.

Atualmente, é exigida pela lei a necessidade de prévia anuência do órgão competente do Poder Executivo para a realização da operação. A proposta determina que as alterações tenham apenas que ser comunicadas ao órgão competente do Poder Executivo, prescindindo, assim, dessa prévia anuência.A medida provisória inclui ainda a regularização das concessões vencidas. A partir da publicação da medida, as entidades tiveram até 90 dias para fazer o pedido.

Quando passou na Câmara, foi incluído um trecho aplicando essas regras às rádios comunitárias. O receio de partidos de oposição era que a menção a essas rádios constava de um trecho separado da parte principal da MP, o que facilitaria eventual veto parcial do governo.“Esperamos o mesmo tratamento com as rádios comunitárias, que desempenham um serviço social muito importante. Mais de mil cidades têm na rádio comunitária apenas o seu único meio de comunicação”, afirmou a senadora Fátima Bezerra (PR-RN) no plenário.No entanto, houve um compromisso do governo federal de não vetar essa parte da medida provisória. “Não haverá veto em relação a rádios comunitárias”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

O texto mantém ainda o prazo de dez anos para a concessão e autorização de rádios e de 15 para televisão, que podem ser renovados por períodos sucessivos e iguais.O projeto aprovado retira da lei a exigência de que a renovação só acontecerá se o concessionário tiver “cumprido todas as obrigações legais e contratuais, mantido a mesma idoneidade técnica, financeira e moral, e atendido o interesse público”.

Transferência

A MP 747 possibilita ainda que pedidos de transferência direta de outorga (que ocorre quando a emissora muda de controle e de razão social) possam ser analisados e aprovados mesmo nos casos em que o pedido de renovação ainda esteja tramitando. Nesse caso, a transferência só será deferida após concluída a instrução do processo de renovação no Ministério das Comunicações — antes, portanto, da decisão do Congresso.

O texto modifica ainda a legislação para atualizá-la quanto a restrições vinculadas a questões de segurança nacional. Também tira do código a necessidade de cumprimento de condições contratuais como prova de idoneidade moral, demonstração dos recursos técnicos e financeiros e indicação dos responsáveis pela orientação intelectual e administrativa da entidade.

Saem da lei, as restrições ao emprego de técnicos estrangeiros e a e necessidade de registrar em junta comercial a composição do capital social. O texto que veio da Câmara incluiu, porém, a obrigação de as empresas pleiteantes de concessão ou permissão de radiodifusão apresentarem declaração de que nenhum dos dirigentes e sócios é condenado em decisão transitada em julgado por crimes que impliquem enquadramento na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 64/1990).

Ainda de acordo com a MP, as alterações contratuais ou estatutárias poderão ser encaminhadas ao Executivo dentro de 60 dias, com toda a documentação que comprovar o atendimento à legislação em vigor, isentando-as de sanções previstas no Código. Na profissão de radialista, a medida prevê que a descrição das funções nas quais ele pode atuar deve considerar as ocupações relacionadas à digitalização das emissoras, a novas tecnologias, aos equipamentos e aos meios de informação e comunicação.

 

 

 

Abraço luta para manter comunitárias na MP 747

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), entidade filiada ao FNDC, está mobilizada para garantir que a emenda que incluiu as emissoras comunitárias no texto final da Medida Provisória 747/16 seja mantida no Senado. Aprovada na Câmara dos Deputados na noite desta terça (21/2), a MP amplia os prazos de solicitação de renovação das concessões e anistia as emissoras que perderam o prazo para renovação da concessão. O texto original beneficiava apenas as emissoras comerciais.
Wagner Souto, membro da Coordenação de Comunicação da Abraço Nacional e da Abraço Pernambuco, informa que cerca de 1.288 emissoras comunitárias correm risco de extinção no país por não estarem com sua situação regular perante o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). “Não é justo que essas novas regras alcancem apenas as emissoras comerciais e nós fiquemos relegados à extinção”, pondera.
Apesar de ter incluído o pleito da Abraço, o texto aprovado separou em artigos diferentes a renovação de concessões, permissões e autorizações de radiodifusão. As emissoras comunitárias são regidas pelas autorizações. Para o deputado André Figueiredo, a separação sinaliza intenção de veto posterior. Geremias dos Santos, presidente da Abraço Nacional, afirma que a entidade continuará articulada para garantir a manutenção das comunitárias no texto durante sua votação no Senado, e que espera que os senadores governistas respeitem a decisão tomada na Câmara.
As emissoras comunitárias operam num raio de um quilômetro e têm potência de 25 watts e são o principal meio de comunicação de massa em cerca de 1.200 municípios brasileiros, contabiliza a Abraço. “Muitas atuam em regiões e municípios nos quais a população não tem acesso a nenhum outro meio de comunicação, nem internet”, ressalta Souto. Segundo ele, a maioria está sem autorização por conta da precariedade financeira. Por isso, articular a inclusão dessas emissoras na MP tem sido uma ação estratégica para o setor.
A mobilização da Abraço começou em novembro, quando cerca de 50 representantes de emissoras comunitárias de vários estados e do Distrito Federal visitaram os gabinetes dos parlamentares membros da Comissão Mista que analisou a matéria. “Passamos dois dias em Brasília visitando deputados e senadores para tentar sensibilizá-los sobre a relevância dessas emissoras para as comunidades onde operam. Conseguimos aglutinar forças e parlamentares de diversos campos políticos entenderam a ideia, mas a inclusão das comunitárias no texto final da MP não foi da forma como prevíamos. Ainda não houve vitória, mas apenas um passo dado na direção da regularização e preservação dessas emissoras. Vamos continuar unindo forças até a votação no Senado”.
“Passamos os últimos meses abordando deputados e senadores nos gabinetes, por telefone e via WhatsApp, e precisamos continuar essa ação. Precisamos convencê-los manter a inclusão das rádios comunitárias nos benefícios da MP 747. Esperamos que a base do governo respeite a decisão tomada na Câmara e no Senado e não vete os artigos que beneficiam as rádios comunitárias”, ressalta Santos.
Enquanto a disputa segue no Parlamento, advogados da Abraço Nacional e dos estados estão mapeando a situação das emissoras em situação irregular para organizar o processo de autorização quando a MP virar lei.
Lealmarcos Reis Silva, membro da diretoria da Rádio Líder (FM 98,1), do Recando das Emas, no Distrito Federal, torce pela manutenção das comunitárias na MP. “Isso nos fortalecerá e mostrará que a Abert [Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão] não pode mandar em tudo. Quem trabalha numa rádio comunitária sabe a importância que ela tem para a comunidade”.
Novos prazos
A MP possibilita que as emissoras regularizarem a situação junto ao MCTI no prazo de 90 dias a partir da sua sanção. Contudo, a regularização só será possível se o Congresso Nacional ainda não tiver deliberado sobre a extinção da outorga. Pelas regras constitucionais, a perda de outorga pelo descumprimento do prazo para sua renovação precisa do voto de 2/5 dos parlamentares. O governo Temer argumenta que o grande volume de processos “causaria um acúmulo considerável de matérias, impedindo e atrasando debates de grande relevância à população”.
Os 90 dias também poderão ser usados pelas emissoras que apresentaram a renovação fora do prazo legal (os chamados “pedidos intempestivos”), mesmo que as concessões tenham sido declaradas extintas pelo Executivo, mas ainda não tenham sido analisadas pelo Congresso. No caso das emissoras com a concessão em dia, o pedido de renovação poderá ser feito durante os 12 meses anteriores ao vencimento da outorga. Vencida a outorga sem o pedido, o ministério vai notificar a emissora e abrir prazo de 90 dias para que ela se manifeste.
Antes da MP, o prazo para apresentar o pedido de renovação ocorria entre seis e três meses anteriores ao término da outorga. Pelo texto que saiu da Câmara, as emissoras de rádio e TV poderão funcionar em “caráter precário” caso a concessão tenha vencido antes da decisão sobre o pedido de renovação. Ou seja, a emissora terá uma licença provisória de funcionamento até a definição da renovação da outorga pelo Ministério das Comunicações e pelo Congresso Nacional.
Processo
Atualmente, as concessões de radiodifusão têm a duração de 10 anos, no caso das rádios, e 15 anos, no caso das TVs. De acordo com a Constituição, compete ao governo outorgar e renovar as concessões. Cabe ao Congresso apreciar a decisão do Executivo. O ato de outorga ou renovação somente produz efeito legal após deliberação da Câmara e do Senado.
O relator da matéria na Comissão Mista, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), atribuiu o mesmo prazo da outorga para as permissões de radiodifusão e retirou do texto do Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62) a necessidade de as emissoras cumprirem todas as obrigações legais e contratuais e manterem “idoneidade técnica, financeira e moral, atendido o interesse público” para a renovação.
A MP também estende às autorizações a determinação de que pelo menos 70% do capital total e do capital votante pertença, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, que deverão exercer obrigatoriamente a gestão das atividades e estabelecer o conteúdo da programação. Redação semelhante já constava do código, mas se direciona às concessionárias e permissionárias.

Com informações da Agência Câmara

Audiência na AL vai debater ampliação das rádios comunitárias em MT

 

Com o objetivo de ampliar a presença das rádios comunitárias em Mato Grosso, o deputado Valdir Barranco (PT) requereu a realização de audiência pública para debater o assunto. O evento será no dia 16 de março, às 14h30, no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa.

O parlamentar pontuou que as rádios comunitárias são um importante instrumento de comunicação que garante o acesso à informação para diversas comunidades. “Comunicação é condição para empoderar a população excluída, permitindo que ela conheça direitos, conquistas e passe a lutar pela defesa dos mesmos”, disse.

Barranco destaca que as rádios comunitárias engrandecem as populações locais, disseminam a cultura de raiz, integram a vida em comunidade e fazem crescer as possibilidades de melhoria do conhecimento dos cidadãos frente às políticas públicas.

Para a audiência pública, estarão presentes representantes do Ministério das Comunicações, Associação de Rádios Comunitárias, profissionais de comunicação, representantes de comunidades e parlamentares.

 

Informações: Folha Max

Rádios Comunitárias são incluídas na MP 747, que anistia a perda dos prazos para renovação de outorgas

 

A noite do dia 21 de fevereiro de 2017 entrará para a história do radialismo comunitário no Brasil. Além da exaltação feita por diversos parlamentares, as Rádios Comunitárias foram, enfim, incluídas na Medida Provisória 747, que antes, anistiava apenas emissoras comerciais em relação a perda dos prazos para renovação de outorgas. Foi uma vitória não só deste sistema de comunicação, mas também das comunidades mais humildes de todos os recantos do Brasil. A voz do povo venceu mais uma vez. O relatório agora, segue para o Senado.

De acordo com o coordenador executivo da Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), Geremias dos Santos, a vitória fortalece bastante o movimento, pois foi construída com muita organização e mobilização em todo o país. “Desde quando nós tomamos conhecimento desta MP que não incluía as rádios comunitárias em outubro de 2016, nós começamos a mobilizar as Abraços estaduais e as rádios comunitárias para uma Assembleia Geral, que aconteceu em novembro. Traçamos então um plano de luta para inserir as rádios comunitárias nesta medida. Dessa assembleia solicitamos uma audiência pública através do senador Cidinho Santos (PR/MT), que se sensibilizou com as reivindicações e atendeu ao nosso pedido”, conta o dirigente.

Através da Audiência Pública que ocorreu no dia 6 de dezembro de 2016, a Abraço Nacional teve o direito de defender a inclusão das quase 5 mil Rádios Comunitárias nos benefícios da MP 747. Após a audiência e o recesso, a mobilização continuou em fevereiro, com a presença de radialistas e dirigentes da Abraço de todo o país em Brasília, para tentar salvar o funcionamento de quase 1.300 rádios comunitárias que perigavam perder suas outorgas e consequentemente fecharem as portas. Mas em um acordo com os demais parlamentares, o relator Nilson Leitão (PSDB) incluiu as rádios comunitárias no relatório para votação, que deu resultado favorável às emissoras do povo. “Esperamos agora, que as bases do governo respeitem as decisões apresentadas na Câmara dos Deputados, não vetando os artigos que beneficiem as rádios comunitárias. Até porque 1288 emissoras representam também a mesma quantidade de municípios, que têm como seus principais meios de comunicação, suas respectivas rádios comunitárias”, analisa Geremias dos Santos.

Atualmente, segundo a Abraço Nacional, 73% dos municípios brasileiros tem população de 1.000 até 20.000 habitantes. Todavia, nestas pequenas cidades, as rádios comerciais não tem interesse algum em montar suas emissoras. “Quem faz todo o trabalho de prestação de serviços nestas comunidades são as rádios comunitárias. Portanto, não é justo, que depois de conquistarmos quase 5 mil rádios em funcionamento, o governo queira vetar artigos que garanta a permanência destas emissoras. Temos outras revindicações importantes ainda. Queremos discutir em breve, a questão da sobrevivência financeira, o aumento da potência , mais frequência de canais para os municípios, o direito de formar redes para discutir os problemas dos municípios, dos estados e do Brasil”, ressalta o representante da Abraço Nacional.

 

Bruno Caetano

Da Redação

Em situação dramática, quase 1.300 Rádios Comunitárias no Brasil podem perder suas outorgas

Diante do atual cenário das comunicações no Brasil, o movimento de radiodifusão comunitária vive uma situação dramática. É o que pensa o atual presidente da Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), Geremias dos Santos. De acordo com o dirigente, 1.288 emissoras estão prestes a perderem suas outorgas, caso a Comissão Mista da Medida Provisória 747 vote contra a anistia das rádios comunitárias. A MP trata da anistia dos prazos para a renovação de outorgas, porém ela beneficia mais de mil rádios comerciais, excluindo as comunitárias.
Segundo Geremias dos Santos, o único modo de reverter este quadro é pressionar os parlamentares das respectivas regiões de cada rádio comunitária. “Vamos lá pessoal, o momento é este:  fazer pressão. É importante que cada um de vocês peguem no telefone ou whatsapp e entre em contato com o parlamentar do seu estado que faz parte da Comissão Mista que analisa a MP 747 . Tem que pressiona-los para votarem favoravelmente a inclusão das rádios comunitárias nos benefícios da MP 747, que é a anistia nos prazos para renovação das outorgas conforme esta beneficiando as mais de mil rádios comerciais”, explicou.
Nesta terça-feira , 21 de fevereiro, às 14h30 acontece mais uma reunião da Comissão Mista da MP 747 no Congresso nacional, para apreciarem e votarem o Relatório da Comissão, que irá em Plenário na sequencia. Por esta razão é que o dirigente da Abraço frisa a urgência imediata do contato com os parlamentares.
Os radialistas comunitários e dirigentes das emissoras que tiverem alguma dúvida sobre a situação do setor, podem entrar em contato através do email: abracobrasil2017@gmail.com .   Através deste endereço, os comunicadores poderão cadastrar seus emails para que recebam informações sobre o movimento de radiodifusão comunitária.
Bruno Caetano
Da Redação

No Dia Mundial do Rádio, UNESCO lança programa produzido pela Abraço Nacional

A Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) estreia nesta segunda-feira (13) um programa internacional em homenagem ao Dia Mundial do Rádio promovido pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Elaborado por radialistas produtores da Abraço-GO, o programa terá o nome de Rádio em Movimento e irá ao ar às 10:00 horas no horário de Brasília – DF neste endereço: http://www.diamundialradio.org/event/radio-em-movimento .  Para baixar, basta acessar o endereço:  www.soundcloud.com/abracobrasil   . ¨O programa foi enviado para a Unesco, pois é uma denúncia que fazemos quanto a dificuldade das rádios comunitárias no Brasil. Unesco é um Organismo da ONU. Estamos na ONU!¨, afirma Valdeci Borges, coordenador da Abraço-GO e também um dos produtores do programa, junto com Valteir Santos.

O tema desta edição será a Medida Provisória 747, que o governo federal editou para ¨salvar¨ as mais de mil rádios comerciais que perderam o prazo na renovação da outorga, deixando de fora desse benefício às rádios comunitárias. As emissoras poderão baixar o programa e veicularem em suas respectivas grades de programação.

A votação do Relatório da MP 747 será dia 15 de Fevereiro de 2017. “A nossa saída nestes próximos três dias é para pressionar os parlamentares que fazem parte da Comissão Mista da MP 747, para que votem favoráveis as rádios comunitárias”, ressalta o coordenador executivo da Abraço Nacional, Geremias dos Santos.

 

Bruno Caetano

Da Redação

 

 

 

Rádios comunitárias exigem benefício dado apenas a empresários

Representantes de rádios comunitárias virão à Brasília, na próxima semana, para garantir anistia às emissoras não comerciais que estão com concessões de radiodifusão vencidas. O benefício foi incluído no relatório da Medida Provisória (MP) 747. Originalmente, a proposta do governo Temer previa a anistia apenas às empresas comerciais.

O parecer da MP 747 ainda não foi votado na comissão mista que analisa a matéria. Por isso, integrantes das rádios comunitárias temem uma possível alteração do texto. “Precisamos fazer pressão, ainda mais nesse momento em que estamos sendo atacados pelo atual governo”, afirma o coordenador nacional da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Geremias dos Santos.

Atualmente, 2.236 rádios comunitárias estão em processo de renovação de outorga para continuarem funcionando. O problema é que cerca de 800 delas perderam o prazo – assim como a maioria das emissoras comerciais – e correm o sério risco de fechar as portas. Mesmo assim, Temer deixou as comunitárias de fora da MP 747.

O benefício só foi estendido após muita pressão sobre o relator da matéria, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT). Agora, o texto prevê um novo prazo – que passou de três para 12 meses – para empresas de radiodifusão comerciais, comunitárias e educativas regularizarem a situação. Já quem não protocolou o pedido de renovação poderá fazer isso em até 90 dias.

“Os dirigentes estaduais da Abraço devem conversar com os parlamentares, tanto os titulares quanto os suplentes, e pedir para que sejam favoráveis a emendas referentes às rádios comunitárias. Neste momento, pressionar será fundamental, pois se estas emendas não forem aprovadas na comissão, não irão nem mesmo a plenário, onde teremos mais chance”, explica Geremias.

De acordo com o dirigente da Abraço Nacional, a mobilização ocorrerá entre os dias 7 e 9 de fevereiro. O parecer da MP 747 está previsto para ser votado em comissão ainda este mês. Após esta etapa, seguirá para o plenário da Câmara dos Deputados.

 

 

Informações: PT no Senado

Programa semanal de Rock-DF pode ser transmitido gratuitamente por Rádios Comunitárias

Contando a historia da Rock de Brasília e ressaltando a produção autoral das novas bandas da cidade, o programa BRockado Rock-DF começa a ser apresentado todas as quintas-feiras, das 20h às 22h. A veiculação é feita pela Rádio Esplanda FM (www.radioesplanadafm.org), pela Web Zone (www.webzoneradio.com.br) e também pela Rádio Comunitária Diálogos FM em Olinda (PE). O programa conta com quadros diversos, entrevistas com artistas ao vivo e o intercâmbio musical no bloco Linhas Cruzadas, dedicado às bandas de todo o Brasil que enviam material para o email: brockado@gmail.com .

As rádios comunitárias que se interessarem em fazer a retransmissão gratuitamente, basta entrar em contato também por email, fornecendo informações como: o nome da rádio, a cidade, endereço do site e frequência. Na veiculação do programa, as rádios que fazem a retransmissão serão mencionadas.

Saiba mais sobre o programa e a estreia da temporada 2017. 

ATENÇÃO PARA OS NOVOS QUADROS DO PROGRAMA BROCKADO:

O programa BRokcado está de volta hoje ao vivo a partir das 20h pela Rádio Esplanada FM (www.radioesplandafm.org ou em 98.12 na Asa Sul), pela Web Zone (www.webzoneradio.com.br) e também pela Rádio Diálogos em Olinda (PE) em 90.9 FM. Contaremos com a presença da banda Cachorro Cego, que comemora seus 25 anos e sorteará par de cortesias para o show da volta no UK nesta sexta!

Além de tudo isso estrearemos neste temporada, novos quadros com nomes que remetem canções de bandas de Brasília ou lembre a própria cidade. Confira:

W3 – AS TRÊS MAIS DA SEMANA: Pra você que sempre curtiu pedir a música de sua banda local preferida, não se desespere pois pode continuar a fazer seu pedido durante toda a semana, seja por email (brockado@gmail.com), seja pelo telefone What Zapp( 61 996116954), ou pelo mensenger no Face Book. Qualquer uma de nossas plataformas de comunicação, está valendo. As três mais pedidas abrirão o programa de todas as quintas!!

ATÉ QUANDO ESPERAR – Este é o quadro de protesto do programa BRockado. E você pode participar, nos enviando sua indignação por algo que acontece na cidade, seja no campo cultural ou social. Quem enviar o protesto pode ainda, pedir uma música de uma banda da cidade.

BROCKADO ENTREVISTA – Sempre uma banda ao vivo para falar de sua trajetória entre outros assuntos relacionados ao Rock-DF.

ARMADILHA – Pergunta secreta preparada pela produção sorteada pela própria banda!

A NOVIDADE – O lançamento da semana no programa BRockado. Nesta primeira edição da temporada, ouviremos o som de Leo Yoloben

GRANDE CIRCULAR: A Agenda Autoral do Rock por todo o Distrito Federal no fim de semana! Fique por dentro e nos envie também eventos para divulgação!

ZINE-SE: O Bloco de música pesada apresentado por Fellipe C.D.C e Fábio Frajola

LINHAS CRUZADAS: O intercâmbio musical de Brasília com bandas de outros estados, que nos enviam material. Principalmente com o estado de Pernambuco, onde somos transmitidos pela Rádio Diálogos FM

SAÍDA SUL – O CLÁSSICO DA SEMANA: Ao fim de cada programa contaremos sempre a história de algum clássico do Rock Brasília. E aceitamos sugestões claro!!!

 

 

Programa BRockado: Comendo Rock-Cerrado!
Apresentação e produção: Bruno Caetano

Realização: Rádio Esplanada FM

 

 

Paraíba realiza capacitação de recursos humanos nas rádios comunitárias

No próximo sábado (28), o projeto de extensão “Capacitação de Recursos Humanos nas Rádios Comunitárias no Estado da Paraíba e Novas Formas de Protagonismo Social e Cultural”, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), promoverá uma oficina de radiodifusão no município de Massaranduba.

A capacitação tem como objetivo suscitar conhecimentos relacionados ao funcionamento de uma emissora de rádio, à prática jornalística e à noção de local. Busca-se também despertar o protagonismo nos agentes comunitários, para que estes possam se integrar ao mundo radiofônico, valorizando a informação local e enaltecendo a comunicação comunitária.

A oficina contará com a presença do professor doutor Luiz Custódio da Silva e de alguns alunos do curso de Jornalismo da UEPB, tendo início com um café da manhã às 8h30, na Escola Municipal Suzete Dias Correia, e seguindo até a tarde. As inscrições podem ser feitas até esta quarta-feira (25), na Secretaria Municipal de Cultura, Comunicação e Esportes de Massaranduba, das 8h às 13h, mediante apresentação de cópia de RG e CPF.

O treinamento contará com momentos teóricos e práticos, buscando atingir os segmentos comunitários de Massaranduba e das localidades circunvizinhas. Alguns conteúdos a serem ministrados na oficina estão relacionados às características de uma rádio comunitária e outros temas envolvendo este meio, informação local e jornalismo de proximidade, prática jornalística, entre outras abordagens.

 

Informações: Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares