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Circuito Mato Grosso: Nas ondas do rádio direto da Chapada

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Agora nas ondas do rádio, o jornalismo investigativo, combativo, social e também cultural do Circuito Mato Grosso tem programação diária nas manhãs de segunda a sexta nas rádios CPA FM 105,9 e Natureza AM 760. A proposta é ampliar a oferta de informação de interesse coletivo, além do impresso e website, também frequência hertz.

Lançado em 1º de setembro a partir do estúdio da rádio comunitária CPA FM, que funciona em Cuiabá há 14 anos, o “Programa Circuito Mato Grosso” é comandado pelo jornalista e blogueiro Enock Cavalcanti e com a participação do jornalista e poeta João Bosco, morador da região, experiente em programas de rádio, e também do major da Polícia Militar Wanderson Nunes de Siqueira, que entra na programação para tratar de questões de segurança pública.

“Nós queremos criar uma diversidade de informação e a primeira característica é que estamos numa rádio comunitária, que prioriza o interesse das pessoas e não o comercial. Eu fico satisfeito porque o empresário Pérsio Briante, diretor do jornal Circuito Mato Grosso, respaldou essa nossa proposta de poder dar uma força para as rádios comunitárias, que são muito perseguidas, desconsideradas, mas que fazem um trabalho importante”,observa o jornalista Enock na sua inquietude inabalável em 30 anos de profissão.

O compromisso com o popular de Enock Cavalcanti vem desde o Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu, onde fazia jornais para sindicatos e associações de moradores, e continua com esta vertente, sem o compromisso pela lógica das grandes empresas. É pioneiro em seu blog na cobertura do Judiciário em Mato Grosso e contribuiu para que 10 magistrados fossem afastados quando revelou o escândalo da Maçonaria no Estado.

Já passou pela nova programação o mato-grossense Archimedes Pereira Lima Neto, que é um dos coordenadores da campanha eleitoral da candidata à Presidência Marina Silva, bem como Manoel Antônio Garcia Palma, o Toco Palma, que está brigando para impor a Loteria Esportiva de Mato Grosso, que não acontece, como a volta da Loteria do Estado de Mato Grosso (Lemat), do qual é presidente.

Também o ator e humorista André D’Lucca, com a personagem “Almerinda Governadora”, numa campanha inusitada em que provoca o público ao senso crítico e analítico de todos os candidatos e do que acontece nos bastidores dos poderes Legislativo e Executivo, principalmente. Isso ocorre quando André mostra uma lista de pessoas envolvidas na Operação Ararath, em seu espaço de rede pessoal na internet, no perfil do Facebook, e demais assuntos que ele aponta, como o Lar da Criança.

Provocativo e participativo

O “Programa Circuito Mato Grosso” chega com o jornalismo provocativo e a população participa ativamente por meio de telefonemas ao vivo para discutir e opinar sobre diversos assuntos, enquanto acontece a mesa-redonda em meio a entrevistas e bate-papo. O telefone está aberto no (65) 3649-2395 para os questionamentos.

A transmissão acontece simultaneamente, do estúdio da CPA FM, em parceria com a Rádio Natureza AM 760, do município de Chapada dos Guimarães, que tem alcance de 23 outras cidades, de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h.

A programação alcança um público de 200 mil ouvintes na Morada da Serra, com a transmissão da CPA FM também veiculada online, cujo alcance aumenta por meio do aplicativo para smartphone.

Somente na Grande Cuiabá existem pelo menos sete rádios comunitárias e o que diferencia uma onda eletromagnética da outra é o seu comprimento e como são emitidos. Entre elas estão as ondas de rádio (AM e FM), que são, na verdade, raios hertzianos.

A título de informação, AM significa “Amplitude Modulada” e FM “Frequência Modulada”. Quando ajustadas, obtêm sinais detectados pelo receptor de rádio, por ondas eletromagnéticas, a fim de decodificar e reproduzir o som original.

Na AM a capacidade de propagação é maior e atinge longas distâncias, já a FM apresenta uma baixa frequência, porém é menos sujeita a ruídos.

Informações: Beatriz Saturnino (Circuito Mato Grosso)

Foto: Circuito Mato Grosso

Campanha por uma Nova Lei de Rádios Comunitárias continua!

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A Campanha por uma Nova Lei de Rádios Comunitárias no Brasil está ganhando cada vez mais força. A coleta de assinaturas promovida pela Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária)  está “encorpando” o ato que forçará o Parlamento a realizar as mudanças necessárias para a radiodifusão comunitária.  Desde o lançamento da campanha, a sede da Abraço Nacional em Brasília, vem recebendo centenas de assinaturas vindas de várias cidades do Brasil. Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, foram os que mais coletaram assinaturas para o envio até o momento.

Desde a década de 90 que o movimento das rádios comunitárias, capitaneadas pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço, vem lutando para transformar a LEI MÍNIMA 9612/98, que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária no Brasil em uma lei que seja fomentadora da democratização da comunicação no país a partir do fortalecimento como órgão local de comunicação radiofônica, para promover o desenvolvimento sustentável local. Infelizmente, nesses 16 anos de existência da Lei, não foi possível mudar uma vírgula sequer do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, mesmo havendo dezenas de Projetos de Leis em tramitação na casa.

Por essa razão a Abraço quer mobilizar as mais de 5.000 rádios comunitárias autorizadas no Brasil. A campanha é muito simples: Cada emissora fica com a responsabilidade de coletar um mínimo de trezentas, assinaturas para se chegar ao total de um milhão e trezentas mil assinaturas exigidas pelo Congresso Nacional para acatar uma proposta de iniciativa popular.

As propostas constantes do PLIP são a sistematização de nossas reivindicações desde antes da promulgação da Lei 9612/98 e contempla a totalidade de das demandas legais para as emissoras.  A  Abraço conclama às direções das Rádios Comunitárias de todo o país a promoverem esta coleta de assinaturas.

 

Clique aqui para baixar o formulário fazer parte da campanha

Abraço na luta pela mudança da Lei 9612/98. Participe!

Abraço participa de audiência pública sobre Rádios Comunitárias em São Paulo

radioOs desafios e as perspectivas da radiodifusão comunitárias foram debatidos em audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF), no dia 28/8 em São Paulo. O coordenador da Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), José Sóter, participou da mesa que tratou do tema “Fiscalização da Radiodifusão: desafios e perspectivas”.  O evento também reuniu representantes da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), AMARC (Associação Mundial de Rádios Comunitárias), MNRC (Movimento Nacional de Rádio Comunitária) e representantes do poder público.

A audiência pública colocou em foco dois temas centrais: “Democracia e Radiodifusão”, com base na Lei Nº 9612/1998, que instituiu o serviço de rádios comunitárias no Brasil. A Abraço ressaltou que as emissoras, apesar de se resguardarem de uma lei que cria o serviço e terem um Plano Nacional de Outorgas, vivem sob o cerco dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e ainda, da Abert, Ecad e Anatel.

O poder Executivo, segundo José Sóter, age com extremo rigor nas exigências e na interpretação das regras, quando por exemplo, negam autorização para entidades que tenham algum dirigente filiado  a qualquer partido político. “Eles não autorizam os dirigentes filiados, mas por outro lado, não observam as entidades vinculadas às igrejas, que estão cheias de pastores e programações exclusivamente religiosas. A filiação partidária não é sinônimo de proselitismo político no rádio, o que é proibido nos dois casos”, disse. Outro impasse do executivo para as emissoras seria a morosidade na tramitação e a falta de acuidade na análise dos processos, gerando exigências desnecessárias e extravio de documentos, dentre outros.

Em relação ao poder Legislativo, Sóter falou que os projetos de leis favoráveis às rádios comunitárias não tramitam. “Dezenas de PL’s andam dois passos e recuam três. Foram 16 anos sem mudança de uma virgula sequer na Lei”. Quanto ao poder judiciário, o representante da Abraço lembrou a influência que os juízes sofrem dos meios comerciais, decidindo quase sempre a favor dos grandes veículos de comunicação. Um exemplo recente, citado na audiência, foi a Liminar concedida à Abert contra a portaria 197 e a manutenção da decisão diante de recurso do Governo. “A Abert exerce grande influência sobre os três poderes e luta contra o fortalecimento das rádios comunitárias. De outro lado, o Ecad cobra taxas escorchantes e faz terrorismo para se impor sobre os radialistas comunitários”.

De acordo com a Abraço, o poder local também não facilita e age como se as rádios comunitárias fossem obrigadas a prestarem serviço gratuitamente sem contrapartidas. A entidade afirma ainda, que cerca de 30 mil localidade tem  direito de executarem o serviço e apenas 5 mil foram autorizadas, nos últimos anos numa média de 500 por ano. “Temos um déficit de 25 mil emissoras. Nesse ritmo, levaremos 50 anos par a universalizar o serviço”, disse o representante da Abraço.

Para José Sóter, é preciso que o Ministério Público Federal promova seminários nos estados para orientar os cidadãos como exercem o seu direito de se associarem nas entidades das rádios. “Este direito é garantido por Lei e pela Norma Complementar, que diz: a entidade tem que ser aberta a filiação de todas as pessoas jurídicas e sem fins econômicos, com sede e de todos os cidadãos residentes na localidade. E ainda, se colocar à disposição para atuar nos casos em que as emissoras estão sob propriedade de um grupo religioso, político, empresarial, ou, particular”, lembrou Sóter.

 

Bruno Caetano

Da Redação

 

1º Debate com os candidatos ao Senado exalta a importância das Rádios Comunitárias na democratização da mídia

10612736_350941151731446_2506536262029389479_nO Debate 98.1, produzido pela Agência Abraço e as Rádios Comunitárias do Distrito Federal, deu aos ouvintes a oportunidade de acompanhar o primeiro confronto entre candidatos ao Senado na história das eleições no Brasil. Um fato inédito também, para radiodifusão comunitária, que teve suas características exaltadas por todos os candidatos presentes no debate. Cada um dos pleiteadores se comprometeu com a luta pela democratização da comunicação, vendo através do debate, a importância de uma rede comunitária no processo democrático do país. O programa foi mediado pelo jornalista Beto Almeida, e aconteceu no Teatro dos Bancários em Brasília, no dia 27/8.

O candidato ao Senado pelo Distrito Federal, Aldemário (PSOL), considerou o Debate 98.1, um espaço extremamente importante, por ser promovido pelas rádios comunitárias, que são as vozes mais próximas da comunidade. De acordo com ele, este setor da comunicação passa por problemas a serem resolvidos somente com a democratização da mídia, que há muito tempo é dominada por grupos econômicos e poucas famílias. “Não é de se estranhar que justamente as rádios comunitárias tenham promovido um debate inédito que não é divulgado pela grande mídia, pois nela existem profundas dificuldades de fazê-lo. Esse tipo de espaço plural é o que os monopólios procuram evitar”, avaliou Aldemário.

Para Expedito Mendonça do PCO, essa voz chegando até as comunidades, esclarece o debate e faz do evento uma oportunidade de reflexão para estes segmentos que podem discernir melhor na hora do voto. O candidato lembrou que comunicação no Brasil passa por um tipo de “feudalismo”, e que a mídia independente tem que resistir e continuar persistindo. “As rádios comunitárias devem continuar na luta intransigente pela democratização da comunicação no país. Não se render, não recuar, não retroceder e acreditar que através da aliança com outros setores igualmente marginalizados, possam conquistar um  espaço cada vez maior de inclusão social em nosso país”, disse Expedito.

Jamil Magari, do PCB, considerou o Debate 98.1. uma brilhante ideia, e que já deveria ter acontecido em eleições passadas. Ele lembrou que a partir de agora deve-se dar mais atenção ao confronto entre senadores, pois este marco incentivará outros veículos a promoverem debates específicos, e isso, graças à radiodifusão comunitária. “Estou impressionado com o poder de comunicação das rádios comunitárias. E nós temos que oferecer políticas de qualidade para este setor tão importante da sociedade. Estes veículos formam a nossa verdadeira cultura, pois vem do povo. Eu me identifico com a radiodifusão comunitária, por defender um país mais soberano”, ressaltou o candidato.

Segundo o candidato Geraldo Magela (PT), todos devem entrar na luta para democratizar a comunicação, pois as rádios, TVs e jornais comunitários prestam um serviço extremamente relevante para o Brasil e o Distrito Federal. “O Debate 98.1 foi um exemplo de espírito democrático. Infelizmente, dois fugiram, e quem não valoriza o trabalho feito pelas rádios comunitárias está cometendo uma covardia política”. O candidato afirmou que irá criar uma Subsecretaria para as redes comunitárias e buscar recursos para fortalecer este setor, que considera um canal direto com a população menos favorecida. “No Senado, é possível produzir leis para democratizar a comunicação, e eu quero estar lá para isso”, afirmou.

O professor Robson, do PSTU, fez questão de lembrar que o Debate 98.1 foi totalmente democrático por convidar todos os candidatos ao Senado-DF; fato que não é repetido pelos veículos das grandes mídias. O monopólio da comunicação, por exemplo, não permite que o nosso candidato a presidência, esteja em um debate, mas aqui é diferente. “Acompanho as rádios comunitárias desde o tempo das rádios livres. Mas não é possível falar em democratização da comunicação, enquanto cada entidade estudantil, cada sindicato, cada associação de moradores, não tiverem seus canais de mídia. Todas elas têm que ter imprensa escrita, canal de internet, suas próprias rádios e televisão. Só assim vamos conseguir fazer a reforma agrária das ondas no ar”, sugeriu o candidato.

Única mulher, entre os candidatos ao Senado-DF, Sandra Quezado (PSDB) ressaltou a elegância do Debate 98.1; e o respeito entre todos os participantes.  Para ela, o nível do debate tinha mesmo que ser excelente, pois as comunidades merecem uma cobertura de qualidade e respeito. “A agência Abraço está de parabéns. As rádios comunitárias devem persistir, continuar lutando para toda essa democratização da comunicação. Através das mídias independentes é que chegamos mais perto do povo, e é fundamental que estes veículos cresçam cada vez mais”, finalizou Sandra.

O candidato Gim Argello (PTB) não pode comparecer por motivos de saúde, conforme comunicou sua assessoria  de imprensa. Já o candidato Reguffe (PDT), alegou que a mudança de data que sofreu o evento, chocou com outro comprimisso de campanha.

O Debate 98.1 foi transmitido por 21 rádios comunitárias espalhadas pelo Distrito Federal, pela Rádio Cultura FM 100,9 e também pela internet, através do blog, www.radioesplanadafm.blogspot.com.br. O primeiro confronto entre candidatos ao Senado-DF também está sendo veiculado pela TV Com DF, canal 12 da Net.

Por Bruno Caetano

Da Redação

Foto: Afonso Ligório

Agência Abraço realiza debate inédito na história das eleições no Brasil e da radiodifusão comunitária

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Momento inédito na história das eleições no Brasil e na luta pela democratização da comunicação. Promovido pela Agência Abraço, Abraço-DF (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), o Debate 98.1 proporcionou o primeiro confronto entre candidatos ao Senado pelo Distrito Federal. Realizado na quarta-feira, 27 de agosto, no Teatro dos Bancários em Brasília, o evento foi transmitido para vinte emissoras comunitárias espalhadas por todo o Distrito Federal em 98.1 Mhz, através da Rádio Esplanada FM (www.radioesplandafm.blogspot.com.br) e também pela Rádio Cultura FM 100,9 Mhz. Durante duas horas, os candidatos expuseram suas propostas, abordando os temas relevantes para a sociedade e o papel do senador para a população local e no país.

Com a mediação do jornalista Beto Almeida, o Debate 98.1 foi composto por cinco blocos: apresentação, perguntas sorteadas feitas pelo mediador, perguntas dos radialistas comunitários, pergunta de candidato para candidato e considerações finais. Todos os candidatos ao Senado pelo Distrito Federal foram convidados pela produção da Agência Abraço. Estiveram presentes, Aldemário (PSOL), Expedito Mendonça (PCO), Jamil Magari (PCB), Magela (PT), Robson (PSTU) e Sandra Quezado (PSDB). O candidato Gim Argello (PTB) não pode comparecer por motivos de saúde, conforme comunicou sua assessoria  de imprensa. Já o candidato Reguffe (PDT), alegou que a mudança de data que sofreu o evento, chocou com outro comprimisso de campanha.

Os participantes do debate responderam as perguntas, que trataram de diversos temas sorteados, pelo mediador, porém destacaram suas principais propostas para o Sendo-DF. O candidato Aldemário, do PSOL, frisou a sua primeira participação no processo eleitoral. E ressaltou sua candidatura sem financiamento de bancos, ou, grupos empresariais. “O Distrito Federal está tomado por interesses partidários O Distrito Federal está tomado por interesses partidários. Justamente por isso é que representamos os interesses populares dos trabalhadores, da juventude e das mulheres”, afirmou. O candidato pelo PCO, Expedito Mendonça falou sobre a necessidade de uma reforma política, e também questionou as pesquisas financiadas pelos grupos empresariais. “As três candidaturas que lideram as pesquisas são financiadas pelas grandes empresas”, disse.

Jamil Magari, do PCB, falou da exploração do trabalho e da falta de recursos para serviços básicos como saúde, educação, segurança, alimentação e, principalmente, moradia.  “Para a residência quero trabalhar o conceito de moradia. Temos quarenta milhões de moradias sobrando no mercado. E nós temos trinta e seis milhões de sem teto. Existem muitas moradias desperdiçadas”. O candidato do PT, Geraldo Magela, falou da luta constante que se deve exercer pela democratização da comunicação e se comprometeu com a criação da Subsecretaria para as Redes Comunitárias. “Esta é uma demonstração de espírito democrático, onde lamento pelos que fugiram deste debate. Estarei no Senado defendendo mais plebiscitos, pois a população deve participar das decisões políticas com o executivo e legislativo”.

O candidato Robson, do PSTU, defendeu os direitos LGBT’s e disse que é importante aprofundar o debate sobre os conceitos, pois a população está prestes a perder direitos históricos. “Não adianta defender os direitos da família, se não reduzirmos a jornada de trabalho, por exemplo. Quem realmente defende a classe trabalhadora e o povo pobre, não tem rabo preso com os ricos. Para nós, heróis são trabalhadores que produzem as riquezas neste país”.

A candidata Sandra Quezado, do PSDB, falou da importância das creches e da forma desigual que os governos tratam as mulheres. “Um contingente enorme de mulheres não tem onde deixar seus filhos para poder trabalhar. As creches estão lotadas. Quero estar no Senado para cobrar isso do governador e do presidente. É preciso ajudar as mulheres nesta e outras questões básicas, em que somos esquecidas pelo poder público”.

Todos os candidatos ressaltaram a importância das rádios comunitárias no processo de democratização da comunicação, e o fundamental papel das emissoras para levar informação para as comunidades e politizar os menos favorecidos. O Debate 98.1 será veiculado a partir desta quinta-feira (28/8), pela TV Com DF, canal 12 da Net.

 

Por Bruno Caetano

Da Redação

Foto: Afonso Ligório

 

 

 

 

 

 

 

 

Agência Abraço e Rádios Comunitárias realizarão o primeiro debate entre candidatos ao Senado-DF

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A Agência Abraço de Cultura e Comunicação Comunitária, juntamente com a Abraço-DF/Entorno e as Rádios Comunitárias do Distrito Federal, todas na frequência 98.1 Mhz, decidiram realizar o primeiro debate com a participação dos oito candidatos ao senado pelo Distrito Federal.  O debate acontecerá no dia 27 de agosto, das 16h às 18h30, no Teatro dos Bancários, na EQS 313/314, com a mediação do jornalista Beto Almeida.

O Debate 98.1 será transmitido por vinte rádios comunitárias espalhadas por todo o Distrito Federal, juntamente com a Rádio Cultura FM 100,9 Mhz, sendo gravado também pela TV Com DF, para veiculação a partir do dia 28/8 no Canal 8 da Net. O programa contará com cinco blocos em que haverá a apresentação dos candidatos, perguntas sorteadas pelo mediador, perguntas dos radialistas comunitários do DF, perguntas de candidato para candidato e, por fim, as considerações finais para os eleitores.

A transmissão do Teatro dos Bancários será através da Rádio Esplanada, pelo site: www.radioesplanadafm.blogspot.com . Os ouvintes também podem acompanhar o debate, sintonizando em 98.1, a frequência da rádio comunitária local, em qualquer cidade do Distrito Federal.

 

Serviço:

Debate 98.1, com os candidatos ao Senado-DF

Mediador: Beto Almeida – Jornalista

Data: 27 de agosto de 2014 – quarta-feira

Horário: 16h às 18h20

Local: Teatro dos Bancários – EQS 313/314

Transmissão em: www.radioesplanadafm.blogspot.com , Rádios Comunitárias em 98.1Mhz e Cultura FM 100,9 Mhz.

Produção: Agência Abraço de Cultura e Comunicação Comunitária

Informações: (61) 3242-8555 e (61) 9611-6954

Email: jornalismoagenciaabraco@gmail.com

Evento no Face Book: https://www.facebook.com/events/725154940889621/?fref=ts

 

Bruno Caetano

Da Redação

 

Rádios comunitárias são tema de audiência pública promovida pela PFDC

11583_bannerOs desafios e as perspectivas no campo da radiodifusão comunitária serão debatidos em audiência pública que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF), por meio de seu Grupo de Trabalho Comunicação Social, promove no dia 28 de agosto de 2014, em São Paulo/SP, em parceria com a Procuradoria Regional da República 3ª Região.

O diálogo reunirá representantes de organizações da sociedade civil, do poder público e de entidades do setor e tem como proposta oferecer um espaço de interlocução sobre processos de outorga, fiscalização, direitos e deveres na operação de uma rádio comunitária – que constitui importante instrumento para a democratização das comunicações no País.

De acordo com a Lei Nº 9.612/1998, que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária no Brasil, as rádios comunitárias visam dar oportunidade à difusão de ideias, elementos de cultura, tradições e hábitos sociais da comunidade, além de oferecer mecanismos à formação e integração da comunidade e também de prestação de serviços de utilidade pública, entre outros pontos.

A audiência pública colocará em foco dois temas centrais: “Democracia e Radiodifusão: o espaço da rádio comunitária”, que discutirá a legislação brasileira, estabelecendo uma análise comparativa com os parâmetros internacionais, e “Fiscalização da Radiodifusão: desafios e perspectivas”, com foco na aplicação da lei pelo Estado e de seu agir na fiscalização da radiodifusão – identificando os tratamentos destinados às rádios comunitárias e comerciais a partir de casos concretos e das informações prestadas pelos órgãos fiscalizadores.

A primeira mesa contará com a participação do Ministério Público Federal, do Ministério das Comunicações e da organização não-governamental Artigo 19. Na oportunidade, haverá exposição de representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) e do Movimento Nacional de Rádio Comunitária (MNRC). Já o segundo painel reunirá representantes do Ministério Público Federal, da Superintendência de Fiscalização Regional da Agênca Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Polícia Federal, do Coletivo Intervozes e da Rádio Savic.

Aberto ao público, o diálogo acontece no auditório da Procuradoria Regional da República 3ª Região, localizada na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2020, São Paulo/SP. O evento contará com transmissão online, disponível pelo site da TV MPF. A programação completa, subsídios para discussão e mais informações podem ser acessadas no hotsite do evento:http://pfdc.pgr.mpf.mp.br

Informações: Bruno Pinheiro (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão)

Diário Oficial da União publica autorizações de outorgas para 129 rádios comunitárias

downloadO Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (24/7) o encaminhamento feito pela Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), contendo as 129 entidades com autorizações outorgadas.  Para acessar a publicação, clique nos links abaixo:

Diário Oficial da União 1

Diário Oficial da União 2

Diário Oficial da União 3

Comunidade da Floresta Amazônica se mobiliza para criar Rádio Comunitária

Francivânia-MartinsA comunidade Boca do Mamirauá está localizada numa das áreas mais preservadas da Amazônia brasileira, a cerca de 30 quilômetros do município de Tefé, no estado do Amazonas. As 24 famílias que moram na região vivem basicamente do ecoturismo e da agricultura de subsistência que tem como o principal produto a farinha.

No último final de semana, o povoado deu um importante passo para fortalecer a mobilização local. Com o apoio de entidades parceiras e comunicadores populares independentes, a comunidade conseguiu colocar no ar a Rádio Comunitária Mamirauá FM (97.3).

Com a antena instalada no alto de uma árvore conhecida como castanha de sapucaia e utilizando o rio como aliado para refletir e retransmitir as ondas num raio de mais dois quilômetros, a Rádio Mamirauá é uma conquista para os 66 moradores da região.

O interesse da comunidade em ter uma rádio vem desde de 2012, quando através do apoio de ativistas do ramo da comunicação, o povoado conseguiu instalar as chamadas ‘bocas de ferro’, a tradicional rádio-poste. Com uma programação voltada para a área de serviços comunitários, ‘as bocas de ferro’ trouxeram uma nova realidade para os moradores da região, que poderá ser ampliada a partir de agora com a transmissão da Rádio Mamirauá em FM.

Francivane Martins, mora na comunidade e faz parte da equipe da rádio. Segundo ela, a presença de uma emissora comunitária ajuda bastante no dia a dia dos moradores. A comunicadora conta que antes tinha que sair de casa em casa para avisar sobre reuniões, pessoas doentes e outros informes. De acordo com Francivane, agora tudo ficou mais fácil com a utilização da rádio.

A distância geográfica dentro da própria comunidade é um fator que acaba dificultando a comunicação entre os moradores. O comunicador independente que ajudou na instalação da Rádio Mamirauá, Marco Lopes, chama a atenção principalmente para lei 9.612/98, que estabelece os parâmetros para a Radiodifusão Comunitária. Para ele, a legislação não atende as necessidade da população que vive afastada dos grandes centros, já que a realidade em termos de distância e número de habitantes por metro quadrado é totalmente diferente das zonas urbanas.

A programação da Rádio Mamirauá ainda está sendo construída. Os moradores já receberam oficinas sobre a legislação das rádios comunitárias no Brasil e o conceito de rádio. No próximo final de semana a comunidade decidirá o tempo de funcionamento da nova emissora e os programas que ocuparão a grade.

 

Informações: Agência Pulsar

Foto: Ligia Apel

 

 

 

Radialista transmite notícias sobre a Seleção em alemão

rad alemonCom menos de 3 mil habitantes, a cidade gaúcha de Westfália é um recanto da Alemanha no Sul do Brasil. Durante a Copa, a junção de traços brasileiros e germânicos será ainda mais nítida. Os moradores que sintonizarem a rádio comunitária local ouvirão comentários e notícias produzidas e narradas em alemão.

Apaixonado pelos microfones, o radialista e agricultor Ido Ahlert, 57 anos, será o responsável por transmitir as novidades sobre a Seleção Brasileira. Para realizar o trabalho, o comunicador não sai de casa, pois o estúdio da Rádio Líder FM está instalado na própria residência. “Temos uma pequena Alemanha em Westfália. Cerca de 60% da população sabe falar ou entende a língua alemã. Há pessoas que não compreendem tão bem o português”, explica.

Ahlert, que além dos trabalhos com a rádio cultiva alimentos para o consumo familiar, demonstra-se orgulhoso com a oportunidade surgida em virtude da Copa. Perguntado se a sua torcida será para o Brasil ou para a Alemanha, ele não hesita e responde, com voz firme de locutor: “nosso coração é brasileiro. Não pode ser diferente”, resume.

Da lavoura aos estúdios O vínculo do comunicador com os microfones se fortaleceu em 2005, quando passou a ancorar um programa radiofônico em Teutônia, município vizinho de Westfália, que fica a 115 quilômetros de Porto Alegre. Filho de um casal de agricultores, Ahlert fez da enxada seu principal instrumento de trabalho nos afazeres do campo até os 17 anos. Em seguida, atuou em uma empresa do ramo alimentício e como funcionário público. Porém, foi somente em outubro de 2009, com a aposentadoria, que ele deu início ao trabalho na emissora.

Em paralelo às atividades, ele encontrou no futebol uma forma de lazer. Durante duas décadas, além de torcer pelo Internacional, integrou equipes amadoras da região. Se fosse comparado a algum jogador brasileiro, guardadas as devidas proporções, o radialista seria um Thiago Silva ou um David Luiz, pelo fato de jogar na zaga. “Fui expulso somente uma vez”, orgulha-se.

Com a proximidade do Mundial, o comunicador ganhou notoriedade graças a um anúncio publicitário de um banco. Divulgada no último mês de maio, a campanha destaca a relação entre o trabalho de Ahlert e a Seleção.

O vídeo estrelado pelo radialista já soma quase 4 milhões de visualizações. “Não imaginava uma repercussão tão grande. As pessoas falaram que a cidade ficou conhecida mundialmente”, revela, sem esconder o sorriso.

A herança alemã Os primeiros imigrantes alemães chegaram a Westfália a partir de 1869. Pelas ruas, é perceptível a herança: na praça da cidade, um grande par de sapatos de pau é transformado em monumento.

Vindos especialmente da região alemã da Vestfália, fato que originou o nome da cidade, os imigrantes tinham o costume de usar esse tipo de sapato, que é produzido com madeira. Passados 145 anos desde o início do período de colonização, o calçado é símbolo do município.

Informações: Leonardo Viceli (Portal Terra)

Foto: Reprodução