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Inscrições para especialização em divulgação e popularização da ciência terminam em 13/2

Você trabalha com divulgação da ciência ou quer começar a trabalhar na área? Fique atento! As inscrições para o Curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência foram prorrogadas até 13 de fevereiro. O programa é oferecido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), por meio do Museu da Vida, em parceria com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), a Fundação Cecierj, a Casa da Ciência e o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Serão oferecidas 20 vagas; as inscrições devem ser feitas pela Plataforma Siga. Ministrado no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro, o curso é gratuito. Com a prorrogação, a homologação passa para o dia 15 de fevereiro. Todas as outras datas do edital permanecem iguais.

Com 390 horas presenciais, o objetivo é formar especialistas que possam atuar na presente e crescente demanda de mediação entre a ciência, a tecnologia e a sociedade, incorporando a reflexão crítica sobre os processos e produtos da divulgação e popularização da ciência.

Desenvolvido por uma equipe multiprofissional, o programa é destinado a museólogos e outros profissionais ligados a museus e centros de ciência, cultura e arte; comunicadores; jornalistas; cientistas; educadores; sociólogos; cenógrafos; produtores culturais; professores de ciências licenciados (nível superior) e demais profissionais que atuam, seja no âmbito prático ou no acadêmico, na área da divulgação da ciência, da tecnologia e da saúde, da comunicação pública da ciência e da popularização da ciência.

As aulas terão início em 18 de março de 2019 e serão ministradas no Centro de Documentação e História da Saúde da COC, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro, às segundas e quartas-feiras, das 9h às 17h. Algumas atividades externas, no entanto, poderão acontecer nas dependências das instituições parceiras. Mais informações pelo e-mail secadcoc@fiocruz.br.

Para mais informações, acesse a Chamada Pública.

FONTE: ASCOM/FIOCRUZ

Comunidade escolar de Ceilândia rejeita militarização

“Força, ação, não à intervenção!” ecoou por todo o ginásio do Centro Educacional (CED) 07, de Ceilândia, na manhã desta terça-feira (5). E foi ao som desse grito de guerra que, em assembleia geral, a maioria dos(as) pais, mães, estudantes e educadores(as), rechaçaram a militarização da unidade, proposta pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

Durante o encontro, uma comissão de militares apresentou o modelo e propôs uma votação aberta para avaliar a iniciativa. Após intervenções de contrários e favoráveis, a heterogeneidade das opiniões dos presentes gerou um clima de tensão na assembleia.

Era quase 11hrs da manhã quando a diretora do CED 07 fez a segunda assertiva para a comunidade – levantem as mãos apenas aqueles que são contrários à militarização -. O resultado foi nítido: mais da metadade não concordou com o projeto. Apenas um segmento da comunidade escolar em que a maioria deu aval positivo à militarização (pais e mães). Entretanto, mesmo diante do resultado, o governo não quer atender o desejo da maioria e convocou uma nova votação. Foi deliberada a realização de um plebiscito que deverá ser convocado em breve pela direção escolar.

Emocionada, a estudante Milena Nunes, 16 anos, criticou a convocação de um plebiscito. Para ela, com o resultado  da votação ficou claro que a maioria dos discentes são contrários à iniciativa. “Estão desrespeitando nossa vontade. Somos nós que vamos estudar aqui nesta escola e estão ignorando nossa opinião. Para nós, o ensino aqui no CED 07 já é bom e pode sim melhorar, mas, por outros meios. Já contamos com o apoio do Batalhão Escolar, o que precisamos agora é de qualidade de ensino, projetos pedagógicos, respeito à diversidade de opiniões, incentivo à permanência e de uma escola inclusiva, que nos prepare para o mercado de trabalho”.

Milena ainda concordou que a gestão escolar compartilhada com a PM não atenderá todos os estudantes e será uma escola privada disfarçada de pública. “Acredito que esse modelo não dará certo e não atenderá todos os alunos da rede pública. Minha mãe era a favor, mas depois ela começou a entender que essa medida vai gerar mais custos. Na minha casa, por exemplo, o meu pai é o responsável pela nossa renda. Não teríamos condições de pagar R$ 700 de uniforme e tantas outras taxas” , ressalta.

Já a professora do CED 07, Daniele Santos criticou a maneira arbitrária que a média está sendo implementada, mas, para a educadora, o sentimento neste momento é de vitória e resistência. “Nós não fomos consultados em nenhum momento. Somos contrários à militarização porque não queremos que tomem de assalto o nosso espaço. Estudantes estão com medo da forma como se dará esse processo. Exigimos respeito a todos os envolvidos e, principalmente, clareza nas decisões. Os alunos e professores se uniram de uma forma única e linda e mostraram que têm voz ativa. Seguiremos unidos até o último minuto” , afirma.

O diretor do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), Júlio Barros relembrou que o projeto é inconstitucional porque desrespeita a Lei 4.751/2012, que determina a Gestão Democrática do Sistema Público de Ensino do DF e é um ataque proposital ao Artigo 205 da Constituição Federal de 1988 e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), que estabelecem a função social essencial da escola. O diretor destacou que ao invés de investir igualmente em todo o ensino público, o GDF tenta retirar o Passe Livre Estudantil. “Apesar de todos os desafios, Brasília está em 4° lugar no ranking nacional do país, ou seja, damos conta do recado. Precisamos apenas do investimento necessário. Não somos contra os policiais, só não queremos que façam o nosso trabalho. O lugar dos PM’s é na rua, nos Batalhões Escolares, combatendo a insegurança e violência  que estão na sociedade. O governador quer nos desmoralizar ressaltando somente os problemas da educação, mas temos que lembrar que o GDF que tenta maquiar o sistema militarizando em apenas algumas escolas, é seguidor do mesmo governo que propõe a Educação à Distância, as privatizações e terceirizações de todos os setores. Essa não é a escola que queremos. Defendemos uma escola pública, gratuita e de qualidade para todos”, explica o sindicalista.

A também diretora do Sinpro-DF, Eliceuda Silva França  compartilhou um pouco de sua história e explicou porque a militarização não é a solução para a educação. “Estudei em uma escola em que pude sonhar e me formei professora porque também queria ajudar estudantes a realizarem seus sonhos. Lutamos para reformar o CED 07 e agora que está bonito e bem estruturado somos nós que temos que assumir, não a polícia . Esta medida é desumana e excludente. Precisamos que o governo invista recursos, abra concursos públicos e atenda todas as unidades escolares igualitariamente”, concluiu.

Entenda o projeto

Sem o mínimo de diálogo, o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou que iniciará o processo de militarização do ensino público na Capital Federal por meio do projeto SOS segurança. A medida foi informada sob a tônica de combate a violência nas escolas, entretanto, é apenas uma manobra para maquiar os reais problemas da educação.

A proposta prevê, incialmente, a militarização do CED 1, da Estrutural; CED 3, de Sobradinho; CED 7, de Ceilândia e CED 308, do Recanto das Emas e a pretensão é expandir o modelo a 40 unidades até o final do mandato.

Apesar de ser novidade aqui no DF, a militarização já foi implantada em alguns estados como, Goiás, Bahia, Roraima e Mato Grosso e dividiu opiniões.  O GDF sabe da necessidade de aplicar recursos humanos, financeiros e materiais em todo ensino, porém, investe pesado em apenas algumas unidades e ignora todas as outras 638 escolas que precisam de investimentos e, se quer, tiveram uma sinalização para o ano de 2019.

No Distrito Federal, o investimento anual por estudante gira em torno de apenas R$ 10 mil, enquanto as escolas militarizadas contam com dobro de recursos, cerca R$ 19 mil. A militarização nada mais é do que uma vitrine política para o governo que mantém a linha do descaso e ignora mais de 450 mil estudantes das demais escolas que serão segredados e não terão acesso às mesmas oportunidades.

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal entende e alerta a população para o óbvio: se o GDF colocar mais recursos financeiro e mais 25 professores e orientadores em qualquer escola, o rendimento dos estudantes melhorará substancialmente. Prova disso são os Institutos Federais. Com menos investimento que as escolas militarizadas, mas com mais recursos que as escolas civis, elas conseguem um rendimento superior. Segundo o MEC, os recursos dos IF’s giram em torno de R$ 16 reais/ano.

É preciso encontrar uma solução democrática que atenda todos alunos de forma igualitária sem segregação.

É  preciso cobrar, fiscalizar e lutar para que as metas do Plano Distrital de Educação (PDE) sejam cumpridas. No ano passado, por exemplo, o GDF não construiu nenhuma escola. Nem mesmo a Meta 17 do PDE, que determina a valorização do magistério, não tem sido atendida. Pelo contrário, a realidade vivenciada é de congelamento salariais e tantos outros ataques.

É necessário  fortalecer as carreiras, criar novas escolas para acabar com as salas lotadas, investir na formação inicial e continuada da categoria e maximizar a luta por direitos e por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Governador ameaça retirar passe livre dos estudantes do DF

Os estudantes da escola pública do Distrito Federal voltam às aulas, na próxima semana, com a ameaça de perderem o direito ao passe livre. Em janeiro, o governador Ibaneis Rocha (MDB, ex- PMDB) disse à imprensa que uma das coisas que irá restringir é o direito ao passe livre. “Trata-se de mais um governador a desrespeitar as leis em vigor para atender ao empresariado”, disse Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF.

Rocha disse que considera injusto um estudante, como o filho dele, ter direito ao passe livre. “Duvido que um estudante com condições financeiras tenha disposição para enfrentar a imensa burocracia que existe hoje para aquisição do passe livre. Atualmente, apenas 40% dos 100% dos estudantes que têm direito utilizam o passe livre justamente por causa da burocracia que os impede de acessarem o direito”, afirma o diretor.

Rian Santos Reis, é estudante do Centro de Ensino Médio 01 (CED 01) do Riacho Fundo, diz que a mudança proposta pelo governador irá prejudicar bastante. “Porque o governo irá dizer que nós temos condições de pagar, mas a maioria que eles vão dizer que têm, não tem condições. Eu, por exemplo, não poderei continuar com meu curso que faço em Taguatinga. Para pagar a passagem para o curso não vai dar. Vou ter de abandoná-lo”, declarou. (Foto)

Paulo Cesar Marques da Silva, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em Estudos de Transportes pela University College of London (Inglaterra), diz que a Lei nº 4.462/2010, tem limitações e que em vez de criar mais burocracia, o governador deveria ampliá-lo porque a educação não ocorre só em sala de aula.

“A ideia do passe livre é reconhecer a condição de estudante e não uma de carente.  Por que o governador não está falando em reduzir o valor da meia-entrada em cinemas só para quem não pode pagar a inteira? A ideia da meia-entrada para o cinema, show, teatro  etc., todas as atividades culturais, é porque se entende que essa atividade promove a cultura, a educação. Educação não é somente ir para a sala de aula na escola e voltar para casa. É uma formação mais completa. Não existe o crivo nem em relação à condição socioeconômica e nem deve existir”.

Ele afirma que esse direito deveria ser ampliado. “Acho que esse conceito de por ser estudante as pessoas devem ter acesso livre ao transporte é para ir para a escola, assistir aula, como ir para a escola fora do horário de aula para se encontrar, para ir à biblioteca, fazer trabalhos, ir para o cinema, teatro,  é para ter acesso à vida e suas atividades, bem como uma vida independente  que faz parte da formação da pessoa”, afirma o professor da UnB.

Silva diz ainda que todo ano a UnB tem de ir no DFTrans explicar que o ano letivo da universidade não se resume a um dia que começam as aulas e outro que terminam. Ele conta que todo ano a UnB vai lá explicar que, além das aulas, a universidade tem atividades de extensão, pós-graduação e outros e que os estudantes precisam ir à universidade na hora da aula e fora da hora da aula e que o estudante do mestrado, doutorado, pós-graduação não têm aula e que tem de ir à universidade todo dia, incluindo aí o período de férias e precisam do passe livre nas datas fora do ano letivo. Dois dias depois das declarações de Ibaneis Rocha, Silva publicou, no Correio Braziliense, um artigo intitulado “Passe livre e educação” (confira).

MOVIMENTO ESTUDANTIL – A estudante de agronomia da UnB e militante do movimento Levante Popular da Juventude, Katty Hellen da Costa, disse que, com essa fala, Ibaneis prova que não sabe ou não quer diferenciar o que é um direito e o que é uma política pública para redução das desigualdades sociais. Direito tem de ser garantido a todos, independentemente, de quem seja, se rico, pobre, preto, branco, mulher, homem, LGBT.

“Direito é garantido a todos e o passe livre é um direito conquistado pelo movimento estudantil que não deve ser retirado e, sim, assegurado a todos assim como os direitos previstos na Constituição, nas leis infraconstitucionais e tudo o mais, tais como a saúde, a educação, a moradia, a segurança, o transporte público etc.”, afirma a estudante.

Ela diz que todos os governos que passaram pelo Palácio do Buriti aperfeiçoaram a burocracia para dificultar ao máximo a aquisição do passe livre. Se ele fizer isso, haverá uma piora no processo de burocratização que irá impactar de fato, dificultando ao estudante acessar a faculdade ou a escola.

“Somos contra essas medidas. O que temos comprovado em levantamentos que fazemos é que os estudantes que não precisam de passe livre nunca o procuram até porque não querem enfrentar a burocracia. Retirar o passe livre de qualquer estudante é retirar o direito conquistado. Quem estuda em faculdades particulares, majoritariamente, são pessoas de baixa e média rendas, que precisam trabalhar o dia inteiro para pagar a mensalidade da faculdade no fim do mês. Eles praticamente usam todo o seu salário para isso”, assegura.

O GDF diz que de 195 mil estudantes usam o passe livre no Distrito Federal. Apesar desse número, existem milhares de casos de evasão escolar por causa da burocracia para aquisição do passe livre. “Para a gente não se trata somente de aumento das tarifas, mas a quem o governador Ibaneis Rocha quer servir com o transporte público do DF. O dinheiro que é repassado para as empresas é um valor elevadíssimo que poderia assegurar o transporte público sem cobrança de tarifa”, garante Katty Costa.

O Movimento Passe Livre (MPL) defende a tarifa zero para todos indistintamente. Em 2013, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou uma Nota Técnica intitulada “Transporte Integrado Social – Uma proposta para o pacto da mobilidade urbana” sobre a viabilidade de criação de um mecanismo de gestão e regulação federativa do transporte público urbano que institui gratuidades sociais e compete para o rebaixamento do valor das tarifas por meio, dentre outras medidas, da desoneração do setor.

FINANCEIRIZAÇÃO DO DIREITO AO PASSA LIVRE – Gabriel Magno, diretor do Sinpro-DF, afirma que o passe livre é um direito garantido e que a declaração do governador é uma tentativa falaciosa, de jogar para a plateia, e dizer que só merece quem não pode pagar e que tem de comprovar a renda é o mesmo discurso da escola pública, da universidade pública, do hospital público, enfim, é a concepção de que isso não é um direito e sim uma mercadoria e pode ser vendido.

“O direito de ir e vir dos estudantes é direito. Direito precisa ser garantido, regulamentado e não criar mecanismos de dificuldades para acessá-lo. Essa conversa de dizer que quem pode pagar, pague, é a lógica da financeirização dos direitos. Trata-se de um equívoco de concepção”, afirma Magno.

Ele diz que, na opinião da diretoria do sindicato, Ibaneis está achando que, por ter sido eleito, ele tem superpoderes e é um supergovernador e esquece que tem outros poderes instituídos também. “O caso do passe livre é mais um exemplo dessa arrogância porque o passe livre, hoje, é uma lei”, afirma. Magno explica que, em primeiro lugar, o passe livre é um direito previsto em lei e que para alterá-lo é preciso mudar a lei. “É preciso enviar projeto para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, os deputados terão de debater entre si e com a sociedade, ou seja, o projeto para isso terá de tramitar. Não é a vontade do governador e que se faça valer a vontade”.

Em segundo lugar, outro problema na lógica do passe livre no Distrito Federal é que o governo apresenta as contas, e essas contas são bem duvidosas, mas é preciso identificar a parte do empresário porque sempre o discurso é, e agora nesse caso, de que a conta para o governo é muito alta, mas, se o sistema de transporte é uma concessão pública, é importante que essa conta seja dividida com o empresariado. “Se a gente abrir a caixa-preta do sistema de transporte, qual é o lucro? Qual o tamanho? Qual é a margem disso? Isso vale não só para o passe livre, mas para todo o sistema. Tanto do preço da passagem do usuário que não tem acesso ao passe livre, as condições e qualidade dos ônibus. Há muitos anos que a gente bate nessa tecla”.

Em terceiro lugar, “a outra mentira do governo Ibaneis com relação ao passe livre, é que hoje somente 41% dos estudantes do DF é que acessam o passe livre. Ou seja, dos 100% que poderiam, menos da metade o utiliza. Também não é verdade o que Ibaneis  fala de que é preciso restringir. Já é restrito”, afirma.

FONTE: SINPRO-DF

SEEDF se posiciona contrária à militarização

A própria Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) sabe que a militarização não é boa e que é divergente.  Na quinta-feira (24), a SEEDF publicou um relatório técnico e conciso contrário à iniciativa proposta pelo governador Ibaneis (MDB).

O parecer foi protocolado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), entretanto, não durou muito. O chefe da pasta, Rafael Parente, discordou da emissão e anunciou que o responsável pela construção do texto será exonerado do cargo.

No documento, a secretaria criticou diversos pontos do projeto SOS segurança, que determina a militarização do ensino sob a desculpa de necessidade de combate a violência nas escolas.

Além de denunciar os impactos negativos da medida que cria uma estrutura desigual uma vez que investe, a princípio, em apenas quatro escolas e ignora as outras 638 unidades educacionais, o parecer também questionou a composição da equipe gestora. De acordo com o texto, o projeto desrespeita a Lei 4.751/2012, que determina a Gestão Democrática do Sistema Público de Ensino do DF,  e aponta para o fato de que a medida não seria a solução para os reais problemas da educação pública. O parecer também questiona a nivelação hierárquica e afirma que o projeto piloto é um ataque ao  Artigo 205 da Constituição Federal de 1988 e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), que estabelecem a função social essencial da escola.

Após a divulgação do documento, ao invés de refletir sobre o conteúdo do parecer, o governo optou pelo silêncio e exonerou o servidor que fez os questionamentos baseados na legislação e na realidade da própria SEEDF que, atualmente, também carece de efetivo para atender as demandas pedagógicas da comunidade escolar. Isso porque o relatório aponta para a necessidade de contratação de efetivo para atuar em projetos.  O Sinpro destaca que várias escolas estão com laboratórios fechados, projetos de redação, matemática e muitos outros parados porque, de fato, há um déficit no quadro.

Entenda o projeto

A proposta prevê a  militarização da CED 1 da Estrutural, CED 3 de Sobradinho,  CED 7 de Ceilândia e CED 308 do Recanto ). O modelo educacional anunciado já foi implementado em alguns estados como Goiás, Bahia, Roraima e Mato Grosso e dividiu opiniões. A princípio, o projeto SOS segurança será implementado em quatro escolas e a pretensão é de expandir para mais 36 unidades até o fim do mandato.

O secretário de Educação afirmou que essas unidades de ensino adotarão o mesmo formato das escolas militares em relação à exigência da disciplina e ao cumprimento de horários. Cada uma das escolas receberá de 20 a 25 militares (policiais ou bombeiros) que deverão integrar o quadro de servidores. De acordo com o chefe da Casa Militar, coronel Júlio César Lima de Oliveira, os policiais que participarão do projeto serão aqueles que “estão com restrição médica e na reserva”.

Para o Sinpro-DF, a medida é apenas uma maquiagem aos reais problemas da educação. É preciso encontrar uma solução democrática que atenda todos alunos de forma igualitária sem segregação, como por exemplo,  por meio do investimento em todas as escolas públicas civis, redução do número de alunos por turma e a contratação de mais professores (as) e orientadores (as) educacionais.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Cursos de educação a distância estão com inscrições abertas

Portal EaD do Ministério da Cidadania oferece um total de 21 capacitações on-line

Portal de Educação a Distância do Ministério da Cidadania está com inscrições abertas para cursos de capacitação. Gestores e técnicos estaduais e municipais que atuam com políticas públicas voltadas à área social podem participar de um das 21 modalidades oferecidos on-line.

A grade conta com 8 novas capacitações, entre elas a de Controle Social e a de Compras da Agricultura Familiar por Órgãos Públicos, na modalidade Compras Institucionais do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA. Todos os cursos estão divididos por áreas de interesse da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, como Bolsa Família e Cadastro Único, Criança Feliz e Assistência Social. Desde o lançamento do Portal EaD, em 2011, 57.570 participantes foram aprovados – desse total, cerca de 15 mil após o lançamento do novo portal, em 2017.

O secretário de Avaliação e Gestão da Informação (Sagi), Vinícius Botelho, diz que o objetivo do portal é proporcionar capacitação permanente e auxiliar os novos gestores e técnicos na execução das políticas para atender melhor os usuários. “Além de disponibilizar conteúdo de qualidade, os cursos atuam também como um canal de esclarecimento de dúvidas, para que os serviços sejam oferecidos da melhor maneira possível ao público”, reforça.

Ainda de acordo com Botelho, a ideia é aumentar a oferta de capacitações. “Os cursos são avaliados e monitorados continuamente. Neste momento, estamos em um trabalho de aproximação com os municípios para demonstrar o quanto os cursos ajudam na execução da política lá na ponta.”

Exemplo – A técnica do Cadastro Único Sílvia de Melo sabe bem a importância dos cursos em sua rotina. Ela trabalha no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) em Presidente Kennedy (ES) e já realizou quase todos os cursos oferecidos no portal. Além de esclarecer as dúvidas, o formato simples e direto facilita na hora do aprendizado. “Os cursos são ótimos porque esclarecem dúvidas que surgem no dia a dia e coincidem com a minha realidade. Atuo no Bolsa Família, mas gosto de me informar sobre as outras áreas de desempenho da pasta”, afirma.

Fique atento – O Portal de Educação a Distância está disponível no endereço mds.gov.br/ead. Todos os cursos são abertos aos cidadãos. Para ter acesso, basta fazer um cadastro com CPF e senha. As inscrições encerram no dia 20 de fevereiro e os participantes têm até o fim do mesmo mês para concluírem as atividades. Ao ser aprovado, o usuário pode emitir um certificado de participação.  Também é possível acessar, a qualquer momento, tutoriais que ajudam a tirar dúvidas sobre os temas tratados nas capacitações.

NOVOS CURSOS
Introdução à Avaliação de Impacto para Programas Sociais: noções introdutórias sobre avaliação de impacto e os aspectos práticos do desenho desse tipo de avaliação
Controle Social: participação e controle social no âmbito da assistência social
Marco Regulatório das Organizações a Sociedade Civil: gestão de parcerias entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs)
Compras da agricultura familiar por Órgãos Públicos – PAA – Compra Institucional: os procedimentos para realização de compras institucionais no âmbito do PAA
Série Ideias na Mesa

  • Curso “Educação Alimentar e Nutricional: uma estratégia para a promoção do direito humano à alimentação adequada nos Serviços Socioassistenciais”
  • Curso “Metodologias Participativas
  • Curso “Jogos na Mesa”
  • Curso “Educação Alimentar e Nutricional: uma estratégia para a promoção do direito humano à alimentação adequada”
  • Curso “Qualificando a oferta de alimentação adequada e saudável no âmbito de entidades atendidas pelo PAA”
DEMAIS CURSOS
BOLSA FAMÍLIA E CADASTRO ÚNICO
  • Fiscalização do Recebimento Indevido de Benefícios
  • IGD-M – Teoria e prática
  • Introdução ao Sistema de Benefícios ao Cidadão (SIBEC)
  • Sistema de Condicionalidades do Programa Bolsa Família (SICON)
  • SIGPBF – Aplicativo de Adesão Municipal
  • SIGPBF – Aplicativo Controle de Acesso
  • SIGPBF – Aplicativo de Formulários (SASF)
  • SIGPBF – Aplicativo de Transmissão de Arquivos: Upload/Download
  • SIGPBF – Integração de Sistemas
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Elaboração do Plano de Educação Permanente do SUAS (PEP-SUAS
PROGREDIR – INCLUSÃO SOCIAL E PRODUTIVA
Gestão de Finanças Pessoais
SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
Orienta Plansan
OUTROS
Planejamento e Orçamento Governamentais

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial do Desenvolvimento Social

Curso intensivo de esperanto está com inscrições abertas

Matrículas e mais informações: braziljo@esperanto.org.br

FONTE: ASCOM/Sinpro-DF

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONVOCARÁ PROFESSORES TEMPORÁRIOS

A partir do dia 28 de janeiro, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) iniciará os procedimentos de convocação para contratação de professores (as) temporários. O objetivo desta primeira chamada é realizar a conferência dos documentos necessários para celebração do contrato com os (as) docentes.

O sindicato alerta aos educadores que mantenham seus dados atualizados e fiquem atentos às convocações. O ano letivo deverá iniciar no dia 11 de fevereiro e algumas carências só serão apresentadas após a definição dos coordenadores pedagógicos e a lotação de professores efetivos que, eventualmente, estejam sem local de exercício.

Estima-se que 4 mil profissionais, selecionados em concurso público, serão distribuídos em todas as regionais de ensino. Neste primeiro momento, a convocação vai cobrir as vagas de diretores, vice-diretores e coordenadores das escolas da rede pública do DF.

Os candidatos aprovados no processo seletivo de setembro do ano passado podem acompanhar as convocações no site www.se.df.gov.br e/ou no Diário Oficial do DF (DODF).

Para mais detalhes, confira a circular n° 87201

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

GDF ANUNCIA INTERVENÇÃO MILITAR EM QUATRO ESCOLAS PÚBLICAS DO DF

Com o pretexto de combater a violência escolar, o Governo do Distrito Federal anunciou ao Sinpro nessa sexta-feira (11) a intervenção militar em quatro escolas públicas do DF. O projeto piloto, que faz parte do programa SOS Segurança, terá parceria com a Polícia Militar e será implantado no Centro Educacional 1 da Estrutural, CED 3 de Sobradinho, CED 308 do Recanto e CED 7 de Ceilândia.

Mesmo diante de uma mudança tão drástica, em nenhum momento a comunidade escolar e o segmento professores foram consultados pelo governo, embora o GDF afirme que os gestores foram consultados. A consulta é crucial, uma vez que o projeto imposto pelo GDF introduzirá de 20 a 25 militares dentro das escolas com a função de ‘ajudar’ na formação disciplinar de alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio. O projeto fere a Lei de Gestão Democrática, que garante a participação da comunidade nas decisões do dia-a-dia escolar.

A diretoria colegiada do Sinpro reconhece o problema da violência nas escolas públicas, por isso criou, em 2008, a campanha Quem bate na escola maltrata muita gente. Vários(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e estudantes são vítimas dos mais variados tipos de agressões, fator que é combatido diariamente pelo sindicato. Os dados são resultado de pesquisa recente feita pelo sindicato. Mas a solução para esse problema não é a intervenção militar nas escolas, mas sim o investimento na educação pública e o respeito ao Plano Distrital de Educação (PDE).

Com a implantação desse projeto, o governo não prioriza o investimento de recursos na rede pública de ensino e ainda cria um modelo de exclusão dos(as) estudantes que não atendam ao padrão de gestão escolar militar, priorizando aqueles que possuem um perfil pré-estipulado pela Secretaria de Segurança.

O problema da escola pública é a falta de investimento e isso fica nítido com os resultados obtidos pelos institutos federais de ensino. Com um custo de R$ 16 mil por estudante, segundo dados do IFB, os índices de avaliação no IDEB são superiores aos das escolas militares. Segundo dados do Ministério da Educação, o custo em escolas militares no país chega a R$ 19 mil por aluno, percentual duas vezes maior que o da rede pública do DF, que é de R$ 10 mil por estudante, segundo a Codeplan. Se todo esse recurso fosse empregado na escola pública e na cultura, promoveria uma série de melhorias na estrutura e em outros setores que carecem de investimento por parte do governo, exemplo da nomeação de mais professores e orientadores.

Para garantir uma educação pública gratuita, plural, com gestão democrática, acesso a todos e todas, e de qualidade é necessário ampliar os investimentos, mas não por meio de um modelo que pode excluir parte dos estudantes da rede pública. O Sinpro exige respeito à Lei de Gestão Democrática, ao PDE e que as escolas e a comunidade escolar sejam protagonistas das mudanças de metodologias a serem implantadas nas escolas do Distrito Federal.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Projeto incentiva meninas a estudarem ciências exatas

“A menina que calculava” surgiu para incentivar mulheres a ter cada vez mais acesso à profissões relacionadas a essa área

Criado em janeiro 2017 em Brasília pela estudante de Física, Lilah Fialho, o projeto ‘A menina que calculava’ busca ensinar matemática, física, química e biologia a garotas estudantes de escolas públicas de todas as séries, do fundamental ao ensino médio.

Segundo a idealizadora do projeto, o objetivo é deixar as meninas confortáveis com as áreas de exatas tendo onde tirar suas dúvidas sem medo. “Eu sou estudante de física e sei o quanto o machismo e a sociedade dificultam o acesso de meninas nas áreas de exatas”, explica.

No projeto eles oferecem monitoria, aulas curtas, oficinas e mini-cursos (todos gratuitos) nas escolas públicas, sempre com uma menina à frente. Para as alunas participarem as escolas têm que se inscrever no projeto e identificar os horários disponíveis para as monitorias, que ocorrem na escola mesmo. O projeto já atendeu cerca de 450 meninas desde seu início.

Maiores informações através da Página do Projeto no Facebook ou pelo e-mail ameninaquecalculava@gmail.com.

Por Cecilia Sóter

 

 

MAIORIA DA POPULAÇÃO É A FAVOR DE DISCUTIR POLÍTICA NAS ESCOLAS, DIZ PESQUISA

O discurso conservador de Jair Bolsonaro e sua equipe ministerial sobre o projeto ‘Escola Sem Partido’ e a proibição do ensino de educação sexual nas escolas não tem apoio da maioria da população brasileira.

A pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (7) pelo jornal Folha de São Paulo, mostra que 71% dos entrevistados concordam que haja discussão de assuntos políticos em sala de aula e 54% aprovam o ensino sobre educação sexual para os estudantes.

Do total de entrevistados que concordam com o debate político nas escolas, 54% apoiam totalmente. Quanto maior a escolaridade do entrevistado, maior é o apoio. Entre aqueles que têm ensino superior, 83% concordam com a afirmação de que esse tema deve estar presente nas salas de aula.

O percentual de apoio aos temas políticos é maior do que a discordância em todos os recortes analisados pelo Datafolha, seja por idade, renda, religião ou preferência partidária.

Entre os 28% dos que se opõem à discussão política nas aulas, 20% dizem discordar totalmente. Os outros 8% discordam em parte.

Para a professora de Educação da USP, Carmem Moraes, o resultado da pesquisa renova as esperanças e dá combustível à luta contra os retrocessos que estão por vir. Segundo ela, é importante esclarecer a população de que as relações humanas são políticas, faz parte das relações sociais, e o debate nas salas de aula são necessárias.

“Tudo é política. Por isso, é importante que os temas políticos sejam debatidos não apenas nas escolas. E, mais do que isso, é fundamental que este debate esteja presente entre os trabalhadores, nas periferias, nas organizações de base. É preciso começar tudo de novo, porque a população não é a favor da maioria dos retrocessos sociais propostos por Bolsonaro”, afirma Carmem Moraes.

“Embora não saiba qual a metodologia da pesquisa, o resultado demonstra que podemos agir pedagogicamente explicando à população que ela foi enganada. O povo brasileiro não votou na política econômica de Bolsonaro”.

Educação sexual nas escolas é aprovada por 54%

Do total de entrevistados pelo Datafolha que aprovam a discussão sobre educação sexual nas salas de aula, 63% tem ensino superior; 54% ensino médio e 49% o ensino fundamental.

O assunto é aprovado mais por mulheres (56%) do que homens (52%). No entanto, esses percentuais se mantêm na margem de erro da pesquisa.

A rejeição à educação sexual nas escolas é de 44%. Quem mais rejeita são os eleitores de Bolsonaro (54%) e os evangélicos (53%).

O tema é o que mais divide a opinião da população, segundo a pesquisa. 35% das pessoas concordam totalmente com a educação sexual nas escolas e os que desaprovam totalmente também somam outros 35%.

A professora de Educação da USP lembra que o atual presidente foi eleito com apoio da maioria dos pastores neopentecostais, que utilizaram as fake news como forma de envolver os seus fiéis numa causa contra a suposta “ideologia de gênero, a mamadeira erótica” e outros absurdos espalhados via WhatsApp e redes sociais.

“A direita conseguiu mobilizar, via igrejas, nos setores pobres e carentes, um sentimento de pertencimento. Por isso é preciso aproximar mais a universidade, os professores, os movimentos sociais, partidos políticos e entidades dessa população que foi induzida por pastores a acreditar em ideologia de gênero e marxismo cultural”, diz Carmem Moraes.

A Pesquisa Datafolha foi realizada em 18 e 19 de dezembro de 2018, com 2.077 entrevistas em 130 municípios de todo o país. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de dois pontos percentuais.

O Instituto ouviu 2.077 em 130 municípios nos dias 18 e 19 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

FONTE: CUT