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Ex-ministro Celso Lafer faz, na ABL, conferência sobre a trajetória histórica e os 170 anos de Rui Barbosa

O Acadêmico, diplomata, escritor e ex-ministro Celso Lafer fala, na Academia Brasileira de Letras, sobre Rui Barbosa (um dos fundadores da ABL), na palestra de encerramento do ciclo de conferências intitulado Presenças fundamentais, sob coordenação do Presidente Marco Lucchesi. O tema escolhido foi Rui Barbosa, 170 anos. Dimensão da atualidade do seu percurso. O evento está programado para quinta-feira, dia 4 de abril, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmica Ana Maria Machado convida para ciclo “Presenças fundamentais”

Nas próximas quintas-feiras de abril, a ABL terá mais um ciclo de conferências, intitulado A educação no Brasil hoje, sob coordenação do Acadêmico e educador Arnaldo Niskier. Serão três palestras, no mesmo local, nos seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 11, Carlos Alberto Serpa, Análise crítica do ensino superior brasileiro; 18, Simon Schwartzman, Perspectivas do novo ensino médio brasileiro; e 25, Celso Niskier, Os desafios da educação a distância.
 

O CONFERENCISTA

Celso Lafer, quinto ocupante da cadeira 14 da ABL, exerce atualmente a função de professor titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP, onde leciona desde 1971. É PhD em Ciência Política na Universidade de Cornell, EUA, e livre-docência em Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da USP. Foi Ministro das Relações Exteriores, em 1992, e Vice-Presidente, ex-officio, da Conferência da ONU sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento, na Rio-92. Em 1999, foi Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e, de 1995 a 1998, embaixador na Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e à Organização Mundial do Comércio, em Genebra.

Entre suas inumeras publicações, estão: O Sistema Político Brasileiro, Estrutura e Processo; O Convênio do Café de 1976: da Reciprocidade no Direito Internacional Econômico; Gil Vicente e Camões; Hannah Arendt: Persamento, persuação e poder; O Direito e o Estado Moderno; Política Externa Brasileira: três momentos; A Internacionalização dos Direitos Humanos – Constituição,Racismo e Relações Internacionais.

FONTE: ASCOM/ Academia Brasileira de Letras

Falta de projeto para o MEC é uma política de governo

O mês março termina com o Ministério da Educação (MEC) mergulhado numa das suas piores crises institucionais. Sem um projeto de educação pública para o país, o governo Bolsonaro demitiu, em 3 meses de gestão, 14 pessoas do alto escalão do ministério. Dentre outros problemas, a paralisia mostra uma disputa entre os seguidores do ideólogo privatista deste governo, Olavo de Carvalho, e os militares, para ver quem irá transformar mais rapidamente o direito social à educação de qualidade, pública e gratuita em educação-mercadoria.

A crise instalada no MEC desde que o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez assumiu a pasta tem prejudicado profundamente o sistema educacional. O MEC está parado, sem política nacional para a educação pública em razão desse comportamento ideológico exótico.

“INCOMPETÊNCIA” E “CRISE” COMO MODELO DE GESTÃO
Essa ideologia exótica adotada somente na rede pública de ensino pela gestão Vélez Rodríguez, de instalação da militarização em unidades escolares, também está ocorrendo dentro do próprio ministério. A situação é tão séria que até a mídia conservadora, que apoiou o projeto privatista do governo Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, classifica esta gestão de incompetente, ineficiente e ineficaz.

A ideologia exótica do ministro é a mesma emanada do Palácio do Planalto pelo Presidente da República e seus apoiadores. Esse posicionamento é o que permite o ministro da Educação dizer que a universidade não é para todos, que é contra as cotas raciais e da educação pública para ingresso nas universidades públicas, que é contra a escola pública e gratuita e a favor do pagamento de mensalidades no ensino superior e médio nas instituições públicas de ensino, dentre outras medidas que favorecem os grandes grupos empresariais nacionais e internacionais ligados à educação.

Essa atitude que apresenta um ministro aparentemente incompetente não é à toa. É uma política de gestão. A ideia é justamente esta: transformar em bagunçada e inoperante a administração das competências do MEC e da educação pública, deixar o ministério à deriva, sem políticas públicas para a educação, para acelerar a privatização e a mercantilização do setor e a transformação do ensino em “serviços educacionais”.

Vélez Rodríguez segue o projeto em curso do presidente Bolsonaro e do tal “guru” Olavo de Carvalho porque está comprometido com o grande empresariado da educação privada. Para esse pessoal, quanto mais atabalhoada e sem nenhum projeto a gestão do MEC estiver, melhor e mais rápido será para transformar a educação em mercadoria a ser explorada pelas empresas privadas de educação e pelo sistema financeiro.

A prova dessa suposta incompetência, ou sua má-fé, foi provada na sabatina realizada na reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados na quarta-feira (28). O ministro foi desmascarado por sua falta de projeto educacional para a rede pública de ensino do país. A deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP) resumiu muito bem a análise sobre a falsa “crise” no MEC durante a reunião na Comissão de Educação.

Ela mostrou que essa falta de direcionamento na Pasta não passa de “planejamento estratégico” e cobrou do ministro a apresentação de projetos para a educação pública, com metas, prazos de execução e resultados esperados. “Não é possível apresentar um Power Point com dois, três desejos para a educação. Cadê os projetos? Onde eu os encontro? Quem são os responsáveis?”, questionou.

BOLSA DE VALORES E OS “SERVIÇOS EDUCACIONAIS”
O projeto da gestão Bolsonaro-Vélez Rodríguez é meramente financeiro. Eles representam a elite que quer transformar o direito social à educação pública, gratuita, laica e de qualidade em “serviços educacionais” privados e reduzidos para transformar os filhos e as filhas da classe trabalhadoras em operários robotizados e não cidadãos e cidadãs pensantes com capacidade intelectual e crítica.  O sistema financeiro já adota um modelo semelhante na rede privada. Na educação privada, a elite trocou a tradição e a excelência por “serviços educacionais”, vendidos como resorts ou bancos “prime”.

Nesse modelo não se busca formar seres humanos e cidadãos(ãs), e sim patrões. Em artigo publicado na Carta Educação, o sociólogo José Ruy Lazano afirma que já “se foi o tempo em que pais de classe média e alta escolhiam escolas particulares baseados apenas na tradição. A educação básica privada transformou-se, progressivamente, em um mercado de serviços como outro qualquer, e a oferta de ‘experiências perfeitas’ (?!) às crianças pouco se distingue das estratégias de propaganda hotéis de luxo ou resorts à beira-mar”.

Lazano explica que as “estratégias de marketing mobilizam sem maior receio – ou vergonha – o conceito de exclusividade, como os bancos prime ou algumas pousadas em Trancoso. Esse é o verdadeiro objeto de desejo dos potenciais clientes das escolas boutique. Afinal, para formar cidadãos de um mundo globalizado, os futuros líderes do século XXI – a quem a plebe rude e ignara está fadada a obedecer -, é necessário cobrar mensalidades na faixa de oito mil reais por mês, fora uma taxa de matrícula ou de adesão de outros tantos mil reais”.

ENSINO STOCK MARKET E ESCOLAS RESORTS OU BANCOS “PRIME”
A suposta “incompetência” ou “incapacidade” do governo Bolsonaro no MEC tem como fundamento o projeto estratégico de transformação da educação pública em mercadoria a ser oferecida ao mercado financeiro. Isso já vem acontecendo no Brasil e “sacudindo o setor da educação privada com a inserção de novos “players” (assim se denominam) e atraindo investimentos de grupos nacionais e estrangeiros de “private equity” ou mesmo de “venture capital””, denuncia o sociólogo.

O objetivo da falta de projeto da gestão Bolsonaro, Vélez Rodríguez, Olavo de Carvalho e Paulo Guedes é transformar, por meio dessa falsa e ardilosa crise no MEC, a educação básica e o ensino superior em commodity na bolsa de valores. Como observa Lazano, é a transformação do ensino em “stock market’, com todas as regras de “compliance” e promessas de ganhos de ‘market share’”. Não é à toa que as escolas New York Avenues, Concept, International School, entre outras, já se instalaram em São Paulo e no Rio de Janeiro.

E é por esses e outros projetos mercantilistas no setor da educação que a deputada Tábata Amaral questionou o ministro sobre o aparelhamento ideológico do MEC. “Não vou ficar discutindo fumaça. E ficar falando que sou contra o ‘Escola sem Partido’. Eu sou contra, mas não acho que é isso o que importa. A gente precisa de profissionais preparados”, afirmou.

Como a deputada disse, o maior desafio da educação pública do Brasil não é fazer lista de desejos, e sim implantar políticas públicas, as quais só são possíveis com um corpo preparado, com pessoas que têm experiência. Ao sair da reunião se dizendo decepcionada e denunciando a incapacidade de Vélez Rodríguez de apresentar uma proposta e de saber dados básicos e fundamentais da educação, a deputada expressou em palavras o sentimento do movimento docente que também considera esse comportamento ardiloso do ministro um total desrespeito “não só à Educação, não só ao ministério, não só ao Parlamento, mas ao Brasil como um todo”.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Flacso Brasil está com inscrições abertas para a Especialização em Cultura e Educação

A Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) apresenta a chamada para o curso de Formação Especialização em Cultura e Educação para 2019. O curso a distância pretende contribuir com a formação de produtores culturais, artistas, professores e profissionais da educação básica e do ensino superior, e demais interessados em qualificação nas áreas da cultura e da educação.

A especialização em Cultura e Educação busca atender às demandas de formação continuada dos trabalhadores das áreas da cultura e da educação, de modo integrado e intersetorial. De acordo com a procura por qualificação profissional do setor cultural e educacional, a Flacso Brasil tem em vista o atendimento de perfis variados de profissionais, de gestores universitários a professores da educação básica, de educadores populares a pesquisadores e artistas. Pretende-se convidar os participantes a conhecer o panorama conceitual e empírico sobre a prática cultural e educativa, e aprofundar os debates.

Será oferecido curso a distância, via internet, através da Plataforma de Educação Virtual da Flacso Brasil. As atividades serão assíncronas, de modo que os estudantes possam acessar aulas, atividades, vídeos e demais materiais nos dias, horários e locais de acordo com sua disponibilidade, dentro do cronograma previsto. Terão acompanhamento de professores assistentes e da coordenação acadêmica.

A Flacso reconhece na articulação entre a cultura e a educação um elo estrutural para a qualificação de processos formativos, lúdicos e de conexão com a vida cotidiana, especialmente de crianças e jovens. O curso foi elaborado tomando como referência as normativas internacionais e nacionais, que orientam as bases das políticas públicas.

Organizado em quatro módulos, o curso foi desenvolvido a partir de uma abordagem interdisciplinar da cultura e da educação, com foco na promoção da diversidade cultural. O estudante poderá aprofundar seus conhecimentos sobre as interfaces e desafios do trabalho cultural e educacional em contextos diversos.

A ementa formativa traz temas como políticas públicas em cultura e educação, direitos humanos, cidade-educadora, educação integral, arte-educação, geografia cultural, políticas de patrimônio material e imaterial, cultura digital, políticas de infância e juventude, gestão e produção cultural, entre outros.

O curso é destinado a professores e profissionais da educação básica ou superior, educadores populares, artistas, produtores culturais, gestores públicos da educação ou da cultura, além de organizações sociais, bem como outros profissionais interessados na temática cultural, educacional e social. Esta iniciativa inédita da Flacso Brasil contribuirá com a formação de profissionais atuantes na elaboração de políticas e programas que tenham a cultura como eixo fundante dos processos de educação formal e não-formal.

Duração: Maio de 2019 a Setembro de 2020

Inscrições até 22 de abril de 2019 no link http://flacsovirtual.org.br

Acesse a chamada completa em http://flacso.org.br/?page_id=22635

Consultas: culturaeeducacao@flacso.org.br

FONTE: ASCOM/FLACSO – Brasil

Grupo Paepalanthus revive a arte de contar histórias

Para manter viva a arte de contar histórias, o Grupo Paepalanthus lança o projeto Poéticas na arte de contar histórias. O projeto, que será realizado até maio, criará uma oficina para aprender a arte, o Ateliê de formação, e ainda percorrerá escolas e parques do Distrito Federal levando contos e histórias diversas.

Estão previstos aproximadamente 15 seções espalhadas por Vicente Pires, Águas Claras, Guará e Taguatinga. Essas seções terão duração de 50 minutos e o tema vai variar de acordo com o público. Segundo uma das professoras responsáveis pelo projeto, o objetivo é levar o livro e a leitura para a rotina de crianças, jovens e adultos.

Poéticas na Arte de Contar Histórias:

30 de março – Parque Ecológico de Águas Claras – 16h

6 de abril – Parque Ecológico Ezechias Heringer – 16h

5 de maio – Taguaparque – 16h

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Educação popular: livros produzidos pela Escola Politécnica serão usados como material didático

O material didático produzido para o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde(EdPopSUS), coordenado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde, será utilizado pelo Projeto Itinerário do Saber, financiado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de promover estratégias para a qualificação dos profissionais de saúde de nível médio/técnico, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto é coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (ICICT/Fiocruz). O material é composto por duas publicações. Uma é o Guia do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde, que traz orientações sobre os temas, objetivos e atividades pedagógicas de cada eixo do curso. No guia, são indicados textos e outros recursos complementares (como vídeos, entrevistas, filmes, sites) que ajudem a aprofundar os temas e fundamentar as reflexões com os estudantes. A outra é a publicação Textos de Apoio para o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde, que reúne conteúdo dos eixos curriculares do curso e articulados com as atividades que estão no Guia. O caderno de textos é um instrumento que ajuda no desenvolvimento do curso, subsidiando as atividades propostas no guia.

Esse material didático foi construído coletivamente por uma equipe de educadores populares, durante as oficinas de estrutura curricular do projeto EdPopSUS. O material foi produzido a partir da pedagogia de Paulo Freire – educador brasileiro que defendia um processo formativo que pudesse desenvolver a criticidade e a autonomia dos alunos. Abordam temas como território, participação popular, práticas integrativas de saúde, religiosidade e diversidade, além dos saberes de parteiras, rezadeiras, quilombolas e outras populações. “Esse material é importante para a educação popular porque é inédito para a formação de trabalhadores como Agentes Comunitários de Saúde, Agentes de Combate a Endemias, conselheiros de saúde, militantes de movimentos sociais e lideranças comunitárias”, observa Ronaldo Travassos, professor-pesquisador da EPSJV e um dos coordenadores do EdPopSUS.

O material será utilizado para o curso do EdPopSUS, que compõe o Itinerário do Saber. Inicialmente, será distribuído para os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e Mato Grosso.

EdPopSUS

Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde foi realizado de 2016 a 2018 e formou cerca de nove mil educandos em 15 estados brasileiros e envolveu mais de 600 educadores. O EdPopSUS era uma parceria entre a EPSJV/Fiocruz e o Ministério da Saúde, voltado para trabalhadores da Atenção Básica, lideranças comunitárias e integrantes de movimentos sociais. A formação teve carga horária de 160 horas na modalidade presencial, com 136 horas de atividades de classe e 24 de trabalho de campo. Segundo Ronaldo, mesmo com o encerramento do financiamento do Ministério da Saúde para o EdPopSUS, a EPSJV/Fiocruz continuará a oferecer o material didático do curso – que está disponível também para download no Portal EPSJV – para a formação de educadores populares em saúde de diversos estados do país.

FONTE: ASCOM/FIOCRUZ

Curso sobre autismo infantil será ministrado em Brasília

No próximo dia 30, psicólogos, psicopedagogos e pedagogos/professores que atuam em salas de aula, profissionais da área da saúde, pais de autistas, estudantes de pedagogia e psicologia poderão participar de um curso sobre autismo infantil. O objetivo é proporcionar aos participantes as bases para a compreensão e acompanhamento das crianças autísticas nas escolas e no seio das suas famílias.

O curso será realizado no Colégio Sagrado Coração de Maria, localizado na 702 norte,  na Sala multimídia, e o investimento é de R$ 250. Ao término da atividade, os participantes receberão certificado de conclusão.

O ministrante é Carlos Arturo Molina-Loza, renomado Psicólogo, formador de terapeutas de família, especialista no tratamento de crianças autísticas. Autor de vários livros sobre terapia familiar e de casal, e de diversos artigos sobre autismo infantil, que já Ministrou  cursos e palestras no Brasil, América Latina e Europa.

Sobre o autismo

O autismo infantil — também conhecido como síndrome de Kanner — tem sido, desde sua definição pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner, em 1943, um verdadeiro quebra cabeça para pais e profissionais encarregados do diagnóstico e do tratamento.

As descobertas em 1944, do também psiquiatra austríaco Hans

Asperger, quem por sua vez definiram um transtorno relativamente próximo chamado síndrome de Asperger, vieram a tornar o panorama mais complexo.

Durante anos, a dificuldade para realizar um diagnóstico precoce e preciso — devido, em parte, a que o autismo não tem aquele sintoma que serviria de divisor de águas, o chamado signo patognomônico — conduziu os pesquisadores à criação de diagnósticos constituídos por diversas listas de sintomas. Motivo pelo qual há quase tantas propostas como especialistas dedicados ao autismo infantil.

A confusão gerada pela profusão de hipóteses diagnósticas tem provocado um danoso atraso tanto no diagnóstico como tratamento das crianças. Se levarmos em consideração que o autismo infantil pode surgir nos primeiros dias de vida dacriança, compreenderemos que a demora no início de um tratamento adequado aumenta as dificuldades de desenvolvimento da criança.

Por isso, nosso curso fará uma grande ênfase no diagnóstico precoce e, em um segundo momento, em uma intervenção não apenas precoce senão também adequada para cada fase do desenvolvimento da criança e do transtorno. Um diagnóstico de autismo que não vem acompanhado de uma proposta de intervenção apenas coloca nas mãos dos pais, das famílias e de todos os responsáveis por seus cuidados, uma bomba.

Todas as pessoas envolvidas com as crianças autísticas deveriam contar com o conhecimento suficiente para permitir que sua interação com elas não seja apenas inócua, mas que contribua ao seu desenvolvimento.

Serviço:

DATAS: 30/03 – 13/04

HORÁRIO: das 08:00 às 13:00 horas

LOCAL: Colégio Sagrado Coração de Maria. Quadra 702 Norte. Sala multimídia

PÚBLICO ALVO: psicólogos, psicopedagogos, pedagogos/professores, pais de crianças autísticas, profissionais da área da saúde, estudantes de pedagogia e psicologia.

INVESTIMENTO: R$ 250,00

Será expedido certificado

CONTATO:

simonemazevedo@yahoo.com.br

(61) 99119 9559

FONTE: SINPRO-DF

Luta pela educação democrática é tema de aula inaugural do departamento de história da UnB

O Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) realiza sua aula inaugural nesta sexta-feira (22), às 14h30, no Auditório do Instituto de Ciências Sociais. A aula apresentará como tema A Luta pela Educação Democrática: Enfrentando o ataque ao caráter público do fenômeno educacional e será dada pelo professor Fernando Penna.

FONTE: SINPRO-DF

A educação pela bala

Como se não bastasse a tragédia, na sequência há sempre a infâmia. Depois do massacre perpetrado por dois jovens na escola de Suzano, tivemos de conviver com a declaração de um senador da República, o senhor Olímpio, a afirmar: “Se os professores estivessem armados e se os serventes estivessem armados, esta tragédia poderia ser evitada”.

Desculpem-me pelo uso da primeira pessoa do singular, mas enquanto professor nunca me senti tão ultrajado por um senhor que se considera político.

Não estamos em ambiente de ensino para andar armados à espera do próximo massacre. Nem vamos pôr curso de tiro como matéria obrigatória de licenciatura. Se o Estado não sabe como garantir a segurança, que não peça aos professores, essa classe tão demonizada exatamente por pessoas do porte do senhor Olímpio, que façam o papel de protagonista de hospício.

Como se vê, no Brasil, a profissão de professora e professor de escola se transformou no que há de pior. Tratados como bandidos pelo governo, como doutrinadores perniciosos pelos que tomaram de assalto o Estado, com salários absurdos, com condições de trabalho deteriorada, eles agora deverão andar armados para não serem as vítimas do próximo massacre. Só que com o salário oferecido, fica difícil até comprar uma arma.

Como sempre ocorre após massacres dessa natureza, veremos esse espetáculo macabro de pessoas defendendo o princípio de uma sociedade armada até os dentes, afirmando que ainda há poucas armas em circulação, que se todos estivessem armados a violência seria menor.

Aos poucos, eles querem que mesmo professores estejam armados, enfermeiras, jornalistas, vizinhos para enfim realizarem seu desejo inconfesso de uma sociedade da desconfiança generalizada, do medo contínuo, da guerra iminente de todos contra todos. Pois é assim que se governa.

O desgoverno Bolsonaro não é responsável direto pelo ocorrido, isso é óbvio. Mas ele é o piromaníaco que entra em uma loja de explosivos com uma tocha. Ele é aquele que irá multiplicar a circulação de armas em um país que agora terá de se acostumar com o fato de que pais levarão filhos à escola sem ter a garantia de que eles não serão a próxima vítima de adolescentes munidos de um arsenal.

O problema é que há uma parcela da sociedade brasileira que irá com eles para o abismo, levando todos juntos.

De toda forma, não deve ser um mero acaso que, no mesmo momento em que nossas escolas viram palcos de massacre, o Ministério da Educação esteja em processo aberto de decomposição. Por mais que seja possível ter críticas profundas às políticas educacionais anteriores, nunca a educação nacional foi tratada de forma tão leviana e irresponsável.

Tomada pelo delírio lisérgico da cruzada contra o “marxismo cultural” e a “ideologia de gênero” como fonte de todos os males, ela vê o desfile de pessoas que nunca entraram em uma sala de aula passar pelos corredores do ministério e desaparecerem no ritmo de intrigas palacianas.

Comandada por um senhor que demonstrou toda sua inépcia e desconhecimento, a educação nacional acostuma-se com o seu desmonte final. Pois fica claro que, na verdade, ninguém tem plano educacional algum, que as ações desencontradas ligadas ao ministério parecem sair da cabeça de um bêbado. Nada minimamente próximo de preparar o país para ser um polo de pesquisa, de formação crítica.

Mas, como já dissera anteriormente, isso não deveria nos surpreender. Pois não se trata mais de governar, ninguém tem a ilusão de governar algo. Até a luta contra a violência está a ser terceirizada.

Inscrições para Olimpíada Brasileira de Matemática terminam em 15 de março

Competição reuniu 18,2 milhões de alunos participantes em 2018 e é a maior competição científica do Brasil

Até 15 de março, escolas públicas e particulares podem se inscrever na maior competição científica do país. Só em 2018 foram 54.498 escolas participantes em 99,4% dos municípios e 18,2 milhões de participantes.

Aberta a alunos do 6º ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio, a competição tem como objetivo incentivar o ensino da matemática, melhorar a qualidade da educação e descobrir talentos. O professor Cláudio Landim, coordenador da Obmep, explica que as provas têm como foco a parte desafiadora da matemática e não a decoração de fórmulas, o que incentiva os alunos a descobrirem seus talentos.

“Essa prova oferece problemas de matemática diferentes daqueles que são vistos em sala de aula, o que permite detectar alunos que têm talento e muitas vezes não sabem. As questões exigem criatividade e raciocínio para serem resolvidas e mostra que a matemática é divertida e instigadora. É muito importante que as escolas inscrevam seus alunos e deem a eles essa oportunidade”, diz.

Os alunos que se destacam na Obmep concorrem a medalhas, participação em programas de iniciação científica e podem representar o país em disputas internacionais. Criada em 2005, a Obmep é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC.

Acesse a página da Obmep em www.obmep.org.br

FONTE: ASCOM/Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Seminário debate gênero, psicanálise e diversidade nesse sábado (16)

A Escola de Psicanálise de Brasília, em parceria com o Sinpro, realiza seminário sobre Gênero, Psicanálise e Diversidade neste sábado (16), das 8h às 16h, no Sindicato dos Professores (SIG, Quadra 6, Lote 2260). As inscrições podem ser feitas pelo telefone 99653-1661 ou clicando no link.

Entre os palestrantes estão a Dra. Ana Lúcia Galinkin, professora do Instituto de Psicologia/UnB, Otávio Calile, psicanalista e doutorando em Psicologia na UnB, e a Dra. Fran Demétrio, pós-Doutoranda em Filosofia pela UnB e professora adjunta da UFRB.

Contribua doando uma lata de leite em pó.