Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

Professores lançam livro que aborda criatividade em matemática

Quatro professores, dois deles da Secretaria de Educação do Distrito Federal, lançam nessa sexta-feira (26) o livro Criatividade em Matemática: Conceitos, Metodologias e Avaliação. A obra será lançada durante o Seminário de Educação Matemática, no auditório do prédio dos Departamentos de Estatística e Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UNB).

Participaram do livro Mateus Gianni Fonseca, docente do Campus Ceilândia do Instituto Federal de Brasília (IFB), Cleyton Hércules Gontijo (UNB), Alexandre Tolentino de Carvalho e Mateus Pinheiro de Farias (Secretaria de Educação do DF).  Segundo o professor Clyton Hércules, a obra pode se constituir em uma boa referência para os professores da SEE, tanto para os que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental quanto os que atuam diretamente na área específica de matemática nos anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Às 14h haverá uma mesa-redonda com os autores, que abordarão os conteúdos da obra. O lançamento da obra ocorrerá na sequência.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Celso Niskier, professor e doutor em inteligência artificial, encerra na ABL o ciclo ‘Educação no Brasil de hoje’

O professor e Reitor da UniCarioca, Celso Niskier faz, na Academia Brasileira de Letras, a palestra de encerramento do ciclo de conferências “A educação no Brasil de hoje”, sob coordenação do Acadêmico e professor Arnaldo Niskier. O tema escolhido é Os desafios da educação a distância. O evento está programado para o dia 25 de abril, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmico Arnaldo Niskier convida para o ciclo “A educação no Brasil de hoje”

Niskier disse que a educação a distância é uma modalidade em crescimento no Brasil. Segundo, o palestrante, um estudo inédito realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, a Abmes, até 2023, o número de alunos de graduação à distância vai superar o número de alunos na graduação presencial tradicional, o que nos traz questões importantes a serem debatidas: essa nova modalidade melhorará a qualidade do ensino.

“Estamos preparados para a revolução tecnológca decorrente da ampliação do uso das redes, dos smartphones e da chamada “Internet das Coisas”? Será que os nossos professores ficarão obsoletos, com a introdução gradual da Inteligência Artificial e dos tutores inteligentes? E a Educação Básica, essencial para o País, como ela poderá usufruir dessa transformação da sala de aula tradicional em “sala de aula virtual”, onde os estudantes podem aprender a qualquer hora, de qualquer lugar?”, questiona o conferencista.

Trazendo números atualizados e exemplos concretos, Niskier afirma que a palestra pretende aprofundar esse debate, contribuindo para que a sociedade se prepare de forma adequada para enfrentar os desafios advindos da expansão da Educação a Distância em nosso País. “Às vésperas de sua implementação, existem muitas dúvidas e incertezas sobre como essa lei será implementada. “Essas incertezas têm como pano de fundo a grande quantidade de jovens que chegam ao ensino médio com graves deficiências de formação em áreas fundamentais como o uso da língua e o manejo de operações matemáticas simples. Nessa apresentação, pretendo discutir alguns dos dilemas centrais que devem ser enfrentados nesta transição, que se referem à maneira pela qual os diferentes públicos que chegam ao ensino médio devem ser atendidos, a divisão e posterior relacionamento entre a parte geral e as partes diferenciadas do novo currículo, a questão da transição entre o ensino convencional, organizado por disciplinas, e a atual proposta de organizar a educação em termos de habilidades e competências, e a questão de como lidar com o ensino técnico, ou vocacional, no contexto do novo ensino médio”, afirmou o palestrante”.

O CONFERENCISTA

Celso Niskier é Reitor da UniCarioca, Vice-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Rio de Janeiro (Semerj). Fundador e Reitor do Centro Universitário UniCarioca, é membro da Academia Internacional de Educação e do Conselho do Centro de Integração Empresa Escola do Rio de Janeiro por 12 anos, onde presidiu a Câmara de Educação Superior. Doutor em Inteligência Artificial.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Novo ministro traz guerra cultural Olavista, fim dos investimentos financeiros na educação e instala o caos do MEC

A Educação brasileira está cada vez mais ameaçada pelo governo Bolsonaro e assediada pelo sistema financeiro. O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou em uma rede social, na segunda-feira (8), a demissão do Ricardo Vélez Rodríguez do cargo de ministro da Educação e informou que entrará no lugar dele o Abraham Weintraub, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e ex-economista-chefe e ex-diretor e ex-sócio na Quest Investimentos, uma empresa do Banco Votorantim.Com Weintraub, a “educação bancária”, inimiga da educação libertadora de Paulo Freire, vai prevalecer mais profundamente. Parafraseando Milton Nascimento/Fernando Brant, na música Promessas do Sol: “que tragédia é essa que cai sobre a educação brasileira?”. “No currículo de Weintraub, além de professor, ele é economista, atuante do setor privado, com carreira em bancos. O que sabe sobre Educação? O que ele pode acrescentar de fato? Qual sua experiência? Quais suas contribuições para a área da pasta que assumiu? Desafiamos qualquer pessoa encontrar um só simpósio sobre Educação que ele tenha participado, algum congresso que tenha apresentado ideias ou textos produzidos na área de educação”, indaga a diretoria colegiada do Sinpro-DFDaniel Trojeira Cara, coordenador-geral da Rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, cientista político e membro do Conselho Universitário da Universidade Federal de São Paulo e membro do PSOL, fez uma análise da troca de ministro e afirma que nada vem bem na Educação e, na avaliação, Cara resume o que o país terá de enfrentar no campo da educação pública a partir da posse do novo ministro. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também divulgou matéria sobre o perfil do novo ministro.Cara também foi laureado com o Prêmio Darcy Ribeiro, em 2015, entregue pela Câmara dos Deputados e tem um blog no UOL. Na análise dele, a troca de Ricardo Vélez Rodríguez por Abraham Weintraub não significa trocar seis por meia dúzia. São pessoas e projetos completamente diferentes na agenda do Ministério da Educação. Rodríguez foi indicado pelo “guru” Olavo de Carvalho e tinha o apoio dos militares até porque ele é professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército. Weintraub, por sua vez, também foi indicado por Olavo de Carvalho, mas foi apoiado pelo grupo ultraliberal do ministro da Economia, Paulo Guedes.Na opinião de Daniel Cara, esse apoio demonstra uma grande e fundamental diferença entre o nome que sai do Ministério da Educação (MEC) e o outro nome que entra. Ele diz que, enquanto Vélez Rodríguez defendia como prioridade a militarização das escolas públicas, Weintraub vai defender como prioridade a guerra cultural olavista.“É nisso que ele acredita e é isso que ele irá se fiar. Essa é a grande proposta dele. O MEC, com Abraham Weintraub ficará submetido ao programa econômico de Paulo Guedes, até porque o novo ministro chancela essa política do ministro da Economia, apoia a reforma da Previdência e é especialista em previdência privada e não entende nada de educação”, afirma Cara.O coordenador da Rede diz que, assim como Vélez Rodríguez, a tendência de Weintraub e maior ainda de submeter a essa ideia absurda de Paulo Guedes de que não é preciso mais ter as vinculações constitucionais, as despesas obrigatórias em Educação, Saúde, Previdência e demais áreas sociais. Essa posição começa com a Emenda Constitucional nº 96/2016 (EC95/16) – a emenda do teto dos gastos públicos –, que, na época que tramitava, ficou conhecida como PEC da Morte, PEC das Desigualdades, e foi a grande reforma econômica do governo ilegítimo de Michel Temer.“Agora, com o governo Bolsonaro, o ministro da Economia quer algo pior do que a EC 95/16. Ele prega [e tem elaborada proposta de emenda à Constituição sobre isso] o fim total das vinculações constitucionais, como o fim total dos investimentos financeiros obrigatórios para a educação, o que significa o fim do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o fim do Plano Nacional de Educação (PNE), que já está muito comprometido. Vai sobrar o quê? A guerra cultural de Olavo de Carvalho, tão defendida pelo Bolsonaro, que se baseia no combate a um suposto ‘marxismo cultural’, que só existe na cabeça de quem acredita que a Terra é plana”, denuncia Cara.O fato é que isso irá determina as políticas do Ministério da Educação porque será o possível a ser feito num ministério que será totalmente esvaziado em termos de políticas educacionais. “A tendência é gravíssima e até pior do que a do Ricardo Vélez Rodríguez porque o combate à militarização das escolas poderia ser feito de diversas maneiras”, diz o cientista político.Na opinião de Cara, “é gravíssima a ideia de militarização das escolas, mas o combate à guerra nacional bolsonarista vai ser muito mais tensa e difícil de ser enfrentada até porque irá mobilizar toda a militância dele. O problema disso tudo é que no governo Bolsonaro não haverá políticas educacionais, não vai ter avanços no direito à educação, o que vai ter é a mediocrização da pauta da educação”.Abraham Weintraub tende a seguir a linha ultraliberal. Cara diz que a entrada dele no MEC prenuncia uma disputa pelos empresários da educação de tentar ocupar a agenda do ministro. “Já se sabe que ele tem vínculos como o apresentador da Rede Globo Luciano Huck, com movimentos ultraliberais, o que poderá gerar uma possibilidade de articulação, uma vez que o poder econômico sempre se faz valer. A certeza é que a guerra cultural olavista e bolsonarista será a linha predominante no MEC. Isso indica que os dias serão muito duros e a gente vai ter de continuar a batalhar”, alerta.Na avaliação do coordenador-geral da Rede, “essa nomeação também significa o primeiro revés dos militares no governo Bolsonaro, até porque Weintraub tem se comprometido a retirar ou diminuir o poder dos militares que ocupam o MEC. Assim, o governo que já está em quase colapso dá um passo além nesse sentido de desorganização geral da educação brasileira. É importante lembrar que os municípios estão em situação anômica”.“Fui para o agreste nordestino nos últimos dias e é terrível observar a falta de recursos financeiros neles, a educação está numa situação calamitosa e ela deve entrar numa situação caótica com esta nova gestão do MEC. É preciso a gente ter muito cuidado nas análises e observar o que está acontecendo e ter a certeza e a clareza de que nesse mar de lama em que o Brasil se encontra a gente vai precisar ter a fortaleza de lutar pelo direito à educação pública, laica, gratuita e de qualidade como reza, determina e defende a Constituição da República Federativa do Brasil”.

Confira aqui o áudio com a análise na íntegra.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Avaliação de impactos dos programas sociais é tema de curso oferecido pelo Ministério da Cidadania

Inscrições para capacitação a distância estão abertas até 20 de junho

O Ministério da Cidadania está com inscrições abertas para o curso Introdução à Avaliação de Impacto para Programas Sociais. Apesar de ser livre para toda a população, o público-alvo são gestores e técnicos. Os interessados devem acessar a área do Portal de Educação a Distância e se cadastrar. O prazo para se inscrever termina em 20 de junho.

O curso de 40 horas está dividido em três módulos – uso e produção de evidências no contexto dos programas sociais, noções introdutórias de avaliação de impacto e aspectos práticos do desenho de avaliações de impacto: amostragem e poder estatístico. A qualificação intercala o conteúdo teórico com exercícios e materiais audiovisuais.

De acordo com o secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério da Cidadania, Vinícius Botelho, o curso atende a uma demanda dos gestores estaduais sobre como fazer pesquisas de avaliação de impacto das políticas sociais. “Nossa missão institucional não é fazer somente avaliação, mas fomentar uma cultura de avaliação de políticas. Ela gera um banco de políticas baseadas em evidências. Uma política precisa transformar a vida das pessoas, efetivamente mudar alguma coisa na realidade local. E isso só se consegue aferir por meio do impacto”, explica.

A analista do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Ana Paula Kern, já fez o curso e elenca os pontos positivos da capacitação. “Oferece uma base de conhecimento sobre as políticas públicas e existe a flexibilidade do horário. Há um fórum para esclarecer as dúvidas, a linguagem das aulas é acessível, o material é bem didático, o que facilita bastante o aprendizado. Acho que vale muito a pena fazer”, aponta.  A última edição do curso contou com mais de 1,3 mil participantes.

Plataforma – Cursos nas áreas de compras públicas da agricultura familiar, planejamento e orçamento governamental, controle social, além dos principais programas e ações do Ministério da Cidadania também estão disponíveis no Portal de Educação a Distância. O secretário Vinícius Botelho ressalta a importância de reunir os conteúdos na internet. “O objetivo do portal é apoiar a capacitação dos gestores de uma forma mais flexível. Eles conseguem escolher os cursos e quando o farão. A educação a distância tem uma comodidade, que permite às pessoas ajustarem ao seu horário de trabalho”, destaca.

O conteúdo da capacitação foi desenvolvido em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e o Laboratório de Ação contra a Pobreza Abdul Latif Jameel – América Latina e Caribe (J-PAL LAC) e adaptado pela Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (Sagi).

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial do Desenvolvimento Social – Ministério da Cidadania

Secretaria Especial da Cultura oferece cursos gratuitos on-line sobre economia criativa

“Museus e patrimônio” e “Design criativo” são os dois dos seis cursos elaborados em parceria com a UFRGS e já disponíveis na plataforma da universidade

A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), oferece dois cursos on-line gratuitos – Museus e Patrimônio e Design Criativo, que podem ser acessados pela plataforma Lúmina. Com investimento federal de cerca de R$ 186,8 mil, a iniciativa visa apresentar pontos básicos sobre diferentes setores culturais e criativos no Brasil. No total, serão lançados seis cursos livres de capacitação. Aulas sobre Artes Cênicas, Mercado Editorial (cadeia produtiva do livro), Moda e Música estarão disponíveis na plataforma até o fim do ano.

“Os cursos on-line não formam especialistas, mas dão uma boa qualificação para pessoas interessadas em ingressar nesses setores criativos”, destaca o coordenador de Formação Técnica, Gestão e Produção da Secretaria Especial da Cultura, Jorge Edson Garcia. “Fizemos questão de usar uma linguagem acessível e incentivar os profissionais dessas áreas a se profissionalizarem cada vez mais”, completa.

Cada curso tem dois módulos, com um total de 20 horas de duração. Cada um deles está dividido em três eixos: Introdutório, Estruturante e Estratégico. Ao final de cada módulo, é necessário fazer uma avaliação também on-line para verificar o entendimento do conteúdo repassado.

É possível fazer mais de um curso ao mesmo tempo e não há prazo determinado para conclusão. Os interessados devem ter apenas acesso à internet, uma vez que precisarão carregar textos e vídeos que fazem parte do material de apoio.

A inscrição nesses cursos on-line não significa estar ligado a qualquer curso de graduação ou pós-graduação da UFRGS, tampouco usufruir de direitos de alunos regularmente matriculados na instituição. Professores da universidade devem ser contatados para saber se esses cursos darão direito a créditos complementares ou se fazem parte de atividades de ensino, pesquisa e/ou extensão.

O conteúdo dos cursos foi elaborado por empresas especializadas do setor, contratadas via edital pelo antigo Ministério da Cultura, hoje Secretaria Especial da Cultura. A formatação do conteúdo para o modelo de curso a distância foi realizada pela equipe técnica da UFRGS.

Jogos eletrônicos

Três cursos on-line sobre o mercado de jogos eletrônicos também estão disponíveis na mesma plataforma desde o ano passado. Com duração de 30 horas cada, os cursos trazem os seguintes temas: a) O setor de games no Brasil: panorama, carreiras e oportunidades; b) O setor de games no Brasil: dicas e desafios para empreendedores e c) Internacionalização no Setor de Games.

Esses cursos foram lançados em parceria com a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) e a UFRGS, com investimento de cerca de R$ 96,8 mil. O conteúdo dos cursos é voltado à capacitação de futuros ou atuais profissionais do mercado de jogos eletrônicos e foi gerado a partir dos debates da edição de 2017 do Brazil’s Independent Game Festival (BIG Festival), o maior festival de jogos independentes da América Latina.

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Dicionário de Favelas Marielle Franco será lançado na Fiocruz

Pense em um projeto inovador “que deveria, necessariamente, reunir pesquisadores que são moradores de favelas e têm os seus centros de pesquisa ali dentro e também reunir instituições que têm uma larga tradição nessa área de pesquisa sobre favelas” – pensou? Pois ele existe, é o Dicionário de Favelas Marielle Franco, nas palavras de sua coordenadora Sônia Fleury. E ele será lançado oficialmente na quarta-feira, 10 de abril, em comemoração aos 33 anos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), no Salão de Leitura da Biblioteca de Manguinhos, na Fiocruz.

Para o Icict, celebrar seus 33 anos com o lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco é um marco, como afirma Rodrigo Murtinho, diretor do Instituto. “O lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco fortalece ainda mais as iniciativas do Icict e da Fiocruz na defesa dos direitos humanos. O projeto está sendo construído de forma participativa, alicerçado nos valores de livre expressão e da pluralidade de vozes, dialogando com a diversidade cultural e com as lutas cotidianas dos moradores das favelas.”

Resgate da memória

A ideia do dicionário surgiu quando Sônia Fleury começou a trabalhar com política pública – UPP e UPP Social. Ela percebeu as dificuldades de agregar as informações dispersas sobre favelas, que se espalhavam por diferentes plataformas acadêmicas (antropologia, sociologia, políticas públicas, urbanismo e etc.) e pensou em reunir esse conhecimento. Ao mesmo tempo, a pesquisadora notou que havia uma demanda dos movimentos sociais das favelas pela necessidade de se dar voz aos próprios moradores. Assim, ela reuniu representantes de iniciativas já estabelecidas como o Grupo Eco, da favela Santa Marta, do CPDOC do Grupo Raízes em Movimento, do Morro do Alemão, ou do Centro de Estudos e Ações Culturais e de Cidadania – CEACC, da Cidade de Deus e trouxe também pesquisadores como Luiz Antonio Machado da Silva, um dos pioneiros da área, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos – IESP, da UERJ. “Fizemos um bonde, convidamos essas pessoas – intelectuais de dentro da favela e intelectuais que estudam a favela para nos associarmos e criar essa ideia do Dicionário”, explica Sônia Fleury.

Espírito vivo

O grande desafio era transformar o dicionário em algo que todos pudessem construir juntos. Marcelo Fornazin, professor do Instituto de Computação da UFF, foi quem deu o formato ideal com o uso da plataforma Wiki. “A Wiki é um meio de mobilizar as pessoas a falarem de suas realidades, de se trabalhar com isso”, explica Fornazin. E assim nasce a WikiFavelas, a plataforma que é a base do Dicionário. “Quando a plataforma Wiki se descola de um dicionário, de um livro físico em papel e vai para um ambiente virtual, o processo de edição desse conteúdo fica mais aberto, várias pessoas podem colaborar. O dicionário passa a ter um ‘espírito vivo’ que está sempre se atualizando, sempre se modificando”, afirma Fornazin. Na WikiFavelas, as pessoas podem construir seus verbetes, aprimorá-los, acrescentar conteúdo, editar. São mais de 150 pessoas contribuindo para os verbetes, gente de várias favelas no Rio de Janeiro e a tendência é de crescimento.

Os verbetes são os mais variados Por exemplo, é possível saber um pouco da história dos bailes funk, no verbete ‘baile funk’, ou saber o significado das AEIS – ‘Área Especia lde Interesse Social’, ou ‘Carnaval de rua na Maré’, ou ‘Guerra ao crime organizado? Favelas e intervenção militar’, ‘Projeto Vamos Desenrolar: Produção de Conhecimento e Memórias’, só para citar alguns exemplos.

Marielle vive

A iniciativa pioneira do dicionário teve o apoio e a participação de Marielle Franco, que não só foi uma entusiasta da obra, como, a convite de Sônia Fleury, escreveu uma ementa e uma proposta de verbete sobre a sua monografia UPP – A redução da favela a três letras: uma análise da Política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, que consta no dicionário. Segundo a coordenadora da publicação, ela estava realmente muito envolvida e entusiasmada. Com o seu assassinato, decidimos colocar o seu nome no dicionário, que passou de Dicionário Carioca de Favelas para Dicionário de Favelas Marielle Franco

Não foi apenas uma decisão, como explica Fleury. “Ela é um símbolo da mulher, da favela, dos grupos negros e de minorias de gênero, e com essa homenagem, estaríamos assumindo, com o mesmo rigor e clareza, esses compromissos que ela teve em sua curta vida, mas que foi tão brilhante na defesa de seus ideais, da democracia, dos direitos de cidadania da população de favela. Então, é uma homenagem, mas é também um compromisso político nosso”. 

A alteração implicou também em uma mudança no perfil do dicionário, que deixou de ser local, para ser nacional. “Ele muda de dimensão, com isto abriremos para todo o Brasil”, explica a coordenadora. Atualmente, estão cadastrados 272 verbetes e o dicionário já conta com 71 colaboradores, gente de várias favelas no Rio de Janeiro e a tendência é o aumento do número de colaboradores.

Além de Luiz Antonio Machado da Silva, outros pesquisadores também se uniram a proposta do WikiFavelas, em seu Conselho Editorial, como Orlando Silva, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR, da UFRJ e Marcia Marcia Leite, da UERJ. Dos movimentos das favelas participam também Cleonice Dias –  da Cidade de Deus, Itamar Silva – do Morro Santa Marta e Allan Brum – do Morro do Alemão, que representam grupos de pesquisadores de favelas.

Além do Conselho Editorial, o WikiFavelas é composto por um Grupo de Estudos, formado pelos pesquisadores Marcelo Fornazin, da UFF; Gabriel Nunes, graduando de Serviço Social da UFRJ; Palloma Menezes, socióloga e professora da UFF, e Clara Polycarpo, socióloga e doutoranda do IESP/UERJ. O site do Icict ‘bateu um lero’ (ou ‘deu um papo’) com os integrantes do Grupo de Estudos – leia aqui.

Para a coordenadora Sônia Fleury, o dicionário é um instrumento que permite o resgate de memória, de difusão de informação e de empoderamento da comunidade para poder falar com a sua própria voz sobre o que ela quer falar de si mesma. “Mas não é apenas a preservação da memória da favela, é muito mais do que isso, é um resgate da memória da cidade do Rio de Janeiro que desconhece a realidade das favelas”, conclui. 

Apoio e parceria

Uma das características do dicionário de Favelas Marielle Franco é conseguir reunir instituições parceiras que têm muito a contribuir para a sua manutenção e desenvolvimento. Segundo Sonia Fluery, vale destacar o apoio incondicional dado pela presidente Nísia Trindade para que o dicionário se estabelecesse na Fiocruz.  

Esse apoio veio na forma do envolvimento de duas unidades, o Icict e Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), como explica a coordenadora do dicionário. “O potencial que se descortina com nossa inserção no Icict, já que há muita demanda dos grupos de pesquisadoras das favelas para apoio na preservação, catalogação e divulgação de seus acervos, é imenso”. Fleury explica que originalmente o dicionário não pensava nessa linha de trabalho, até por falta de expertise. “Consideramos da maior importância apoiar grupos que colecionam fotos, documentos, entrevistas com os primeiros moradores, manifestações culturais, etc., que representam a memória de uma favela. A nossa inserção na Fiocruz, que tem as duas maiores coleções com fotos sobre favelas na COC, e no Icict, que detém o conhecimento sobre tratamento da informação, é fundamental para que possamos dar resposta a essa demanda mais do que oportuna”.

Sobre o lançamento

O lançamento contará com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, do diretor do Icict, Rodrigo Murtinho, da coordenadora do Dicionário de Favelas, Sônia Fleury, da deputada estadual do Rio de Janeiro, Mônica Francisco, do presidente da Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro – Faferj, Rossino Diniz, e da representante do Conselho Editorial do Dicionário, Cleonice Dias. 

FONTE: ASCOM/ICICT – Fiocruz

Palestra aborda os caminhos para uma outra história do Brasil em sala de aula

Com o tema Dá para ensinar sobre liberdade? – Caminhos para uma outra história do Brasil em sala de aula, a Associação Nacional dos Professores Universitários de História (ANPUH-DF) realiza mais um seminário no dia 12 de abril. A palestra acontecerá no auditório do Sinpro (SIG Quadra 6 Lote 2260), às 14h, e será dada pela professora doutora Ana Flávia Magalhães Pinto, do Departamento de História da UnB.

A atividade é gratuita, aberta ao público e as inscrições poderão ser feitas no dia do encontro. Participe!

FONTE: ASCOM/Sinpro – DF

Carlos Alberto Serpa abre na ABL o ciclo de conferências do mês de abril, intitulado ‘A educação no Brasil de hoje’

Educador Carlos Alberto Serpa abre na Academia Brasileira de Letras, o ciclo de conferências “A educação no Brasil de hoje”, sob coordenação do Acadêmico e professor Arnaldo Niskier. O evento está programado para o dia 11 de abril, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

O ciclo terá mais duas conferências, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Perspectivas do ensino médio brasileiro, tendo como palestrante Simon Schwartzman; e Os desafios da educação a distância, com Celso Celso Niskier.
 

O CONFERENCISTA

Carlos Alberto Serpa formou-se Engenheiro Industrial e Metalúrgico pela PUC-RJ, em 1964. É Presidente da Fundação Cesgranrio desde 1971. Foi agraciado com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras, entre as quais a Medalha do Mérito Educacional no grau de Comendador, a Medalha Educacional Justiniano de Serpa, conferida pelo Governo do Estado do Ceará; Prêmio Cidadania, concedido pelo jornal A Folha Dirigida; a Medalha João Ribeiro, outorgada pela Academia Brasileira de Letras, e a Ordem do Mérito Cultural, concedida, em 2016, pelo Ministério da Cultura.

Dentre os cargos que Carlos Alberto Serpa exerceu e exerce, destacam-se: Professor associado da PUC-RJ (desde 1964); Diretor do Departamento de Ciências dos Metais e Metalurgia da PUC/RJ (1965 – 1970); Diretor de Admissão e Registro da PUC-RJ (1967-1970); Coordenador Geral do Projeto MEC-Uniplan (1970-1971), quando diagnosticou e depois assessorou a implantação da reforma universitária em todo o país; Vice-Reitor de Desenvolvimento da PUC-RJ (1971-1975); Presidente da Associação Brasileira de Acesso ao Ensino Superior (1971-1981); Presidente da Comissão Nacional de Vestibular Unificado (Convesu) do MEC (1971-1976); Vice-Reitor Administrativo da PUC/RJ (1972-1973); Primary Member da International Association for Educational Assessment (desde 1974); Reitor Interino da PUC-RJ (1974); Conselheiro Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro (1975-1979); Membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Educação (desde 1990); Criador do Projeto Sapiens (1990); Presidente da Academia Brasileira de Educação (desde 1992); Reitor da Universidade Gama Filho (1999-2000); Conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (1996-1998); Membro do Conselho de Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica/RJ (desde 2002); Membro do Conselho Superior da International Association of University Presidents – Iaup (desde 2007); Presidente da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro (desde 2008); Membro do Conselho Diretor das “Faculdades Católicas”, Associação Mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (desde 2008); Diretor Geral da Faculdade Cesgranrio (2016); Provedor da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Cineasta Carlos (Cacá) Diegues toma posse na Cadeira 7 da ABL, na sucessão do Acadêmico Nelson Pereira dos Santos

O cineasta Carlos (Cacá) Diegues toma posse na Cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão do Acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos (falecido no dia 21 de abril do ano passado), no dia 12 de abril, sexta-feira. A solenidade será no Salão Nobre do Petit Trianon (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro).

Cacá Diegues será recebido, em nome da ABL, pelo Acadêmico, poeta e tradutor Geraldo Carneiro. Antes, discursará na tribuna. Ao terminar, assinará o livro de posse. A seguir, o Presidente da ABL, Marco Lucchesi, convidará o Acadêmico Merval Pereira para fazer a aposição do colar; o Acadêmico José Sarney (decano presente) para entregar a espada; e o Acadêmico Zuenir Ventura para entregar o diploma. O Presidente, então, declarará empossado o novo Acadêmico.

Os ocupantes anteriores da cadeira 7 são: Valentim Magalhães (fundador) – que escolheu como patrono Castro Alves –, Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Ex-ministro Celso Lafer faz, na ABL, conferência sobre a trajetória histórica e os 170 anos de Rui Barbosa

O Acadêmico, diplomata, escritor e ex-ministro Celso Lafer fala, na Academia Brasileira de Letras, sobre Rui Barbosa (um dos fundadores da ABL), na palestra de encerramento do ciclo de conferências intitulado Presenças fundamentais, sob coordenação do Presidente Marco Lucchesi. O tema escolhido foi Rui Barbosa, 170 anos. Dimensão da atualidade do seu percurso. O evento está programado para quinta-feira, dia 4 de abril, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmica Ana Maria Machado convida para ciclo “Presenças fundamentais”

Nas próximas quintas-feiras de abril, a ABL terá mais um ciclo de conferências, intitulado A educação no Brasil hoje, sob coordenação do Acadêmico e educador Arnaldo Niskier. Serão três palestras, no mesmo local, nos seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 11, Carlos Alberto Serpa, Análise crítica do ensino superior brasileiro; 18, Simon Schwartzman, Perspectivas do novo ensino médio brasileiro; e 25, Celso Niskier, Os desafios da educação a distância.
 

O CONFERENCISTA

Celso Lafer, quinto ocupante da cadeira 14 da ABL, exerce atualmente a função de professor titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP, onde leciona desde 1971. É PhD em Ciência Política na Universidade de Cornell, EUA, e livre-docência em Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da USP. Foi Ministro das Relações Exteriores, em 1992, e Vice-Presidente, ex-officio, da Conferência da ONU sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento, na Rio-92. Em 1999, foi Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e, de 1995 a 1998, embaixador na Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e à Organização Mundial do Comércio, em Genebra.

Entre suas inumeras publicações, estão: O Sistema Político Brasileiro, Estrutura e Processo; O Convênio do Café de 1976: da Reciprocidade no Direito Internacional Econômico; Gil Vicente e Camões; Hannah Arendt: Persamento, persuação e poder; O Direito e o Estado Moderno; Política Externa Brasileira: três momentos; A Internacionalização dos Direitos Humanos – Constituição,Racismo e Relações Internacionais.

FONTE: ASCOM/ Academia Brasileira de Letras