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Estudantes do CED 04, do Guará I, escrevem seus próprios livros infantis e infanto-juvenis

Os livros foram escritos com liberdade de expressão, criatividade e técnica. Quem pode dizer que passou pelo Ensino Médio tendo escrito um livro? Os(as) estudantes de Língua Portuguesa do Centro Educacional 04, do Guará I, podem.

Como parte dos conteúdos de Língua Portuguesa, o ensino de literatura Brasileira e Portuguesa consiste em mostrar as principais escolas e gêneros literários, principais autores e suas obras, mas é sabido que, com a internet, redes sociais, TV a cabo e séries o estilo de leitura e escrita mudou muito e a procura por livros impressos diminuiu. A questão é se os jovens não gostam de ler ou não foram seduzidos pela leitura da literatura?

O projeto dos livros de autoria própria surgiu da observação do talento de alguns alunos para o desenho e da criatividade para contarem histórias. Já que o ensino de literatura está no programa, por que além de lerem não escrevem seus próprios livros, foi o que pensou a professora.

Levando em consideração a falta de recursos, foi dada total liberdade de criação para a confecção dos livros, inclusive podendo ser escritos à mão. A escolha do gênero também foi livre. Tem romance, ficção, suspense, autobiográfico, drama, história em quadrinhos, verdadeiras obras literárias que, em alguns casos, mereciam ser publicadas por alguma editora.

Não é a primeira vez que alunos do CED 04 escrevem sua própria história por meio de um livro. Em anos anteriores foi publicada, pelos professores da escola, uma coletânea de poesias escritas por estudantes do ensino fundamental e médio.

Os livros dos estudos do ensino médio serão lançados pela manhã, nos dias 17 e 18 de junho, na Biblioteca da escola, que fica próxima a estação de Metro Feira, Guará I. No evento, os autores estarão com seus livros contando como criaram suas histórias.

Visitas à biblioteca

O início do projeto consistiu em levar as turmas à biblioteca, para incentivar a fazer a carteirinha, para que os alunos escolhessem um livro do gosto deles e que lessem pelo menos a sinopse e o início dos livros para verem os estilos diferentes de narrações e gêneros. A partir daí muitos alunos fizeram a carteirinha e pegaram os livros que tinham escolhido para apenas ler a sinopse e a introdução.

O próximo passo foi pedir que escrevessem um livro individual, de dupla ou no máximo de três, com liberdade total de criação. Talento eles e elas têm de sobra, só precisam de incentivo.

Após um ano de interdição, CAIC Castello Branco, do Gama, registra 57% de evasão escolar por negligência do GDF

Abandonado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o Caic Castello Branco, do Gama, já perdeu, aproximadamente, 57% dos(as) estudantes. A evasão ocorre, intensamente, há um ano. Ou seja, mais de 340 estudantes com idade entre 7 e 11 anos abandonaram a escola por causa da negligência do GDF que nem sequer iniciou as obras de recuperação da escola.

Dos 600 estudantes, hoje, a escola tem apenas 260. Para denunciar a situação, a diretoria e professores(as) da escola e o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) realizaram, neste sábado (8), uma aula pública com a participação de toda a comunidade escolar, incluindo pais de estudantes.

O Caic Castello Branco foi interditado em 4 de junho do ano passado com a promessa do GDF de que em 90 dias  instalaria sua equipe e estudantes numa estrutura única e provisória mais bem estruturada nas proximidades da região em que os mais de 600 estudantes moram. E isso não aconteceu.

Há um ano parte dos corpos docente e discente está amontoada na Escola Classe 29 (EC29), no Setor Sul, e, a outra parte, no Centro de Educação Infantil 06 (CEI06), no Setor Oeste, desde maio de 2018. Idenilde e Ivone, mães de estudantes, participaram da aula pública e disseram que está impossível manter seus filhos na escola.

“As opções do governo são todas longe de casa e isso está causando sofrimento em todos nós porque temos de lidar com forte poeira e longas distâncias, além de outros problemas. Precisamos que o Caic volte a funcionar”, cobraram.

A situação é grave para todos(as) e está se tornando visivelmente assédio moral do governo. Os alojados na EC 29 estão num galpão precário. E, o CEI 06, não comporta a quantidade de estudantes designada para lá. Na aula pública, que contou com a participação de cerca de 100 pessoas da comunidade escolar, a diretora Yeda Alves da Rosa Vieira fez um relato da situação.

Ela contou que, desde 2012, há vários processos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) com registros sobre as condições estruturais do Caic.

Os relatórios indicam, desde então, que havia risco de incêndio, de choque, de vazamento de gás e até de desabamento. Em 2016, o MPDFT deu um prazo até abril de 2018 para a SEEDF retirar as crianças do Caic. Mas isso não aconteceu. O governador Rollemberg (PSB) ignorou a exigência.

Em 2018, os problemas pioraram. Os vazamentos de água se aprofundaram e as rachaduras nas paredes apareceram, colocando a estrutura do prédio do Caic na mira da Defesa Civil que, em relatório, disse que a situação era tão grave que o prédio poderia desabar e causar uma tragédia anunciada. Interditou a escola.

“Isso poderia ter sido evitado se o governo tivesse cumprido o prazo de 2 anos dado pelo MPDFT para tirar as crianças em segurança”, disse a diretora. Ela contou que a emergência da situação fez com que a transferência fosse imediata.

“Hoje o Caic está em dois espaços. Contudo, o prédio condenado está sendo usado para a entrega e recebimento das crianças que pegam o ônibus para a EC 29”, informa.

Yeda observou que o tempo dentro do transporte é totalmente perdido. “Todos os dias as crianças perdem de 20 a 30 minutos por dia em tempo de aula tanto na ida como na volta da EC 29. Ao todo, perdem cerca de 50 minutos a uma hora de tempo que poderia estar sendo usado para aula”, ressalta.

Ela destaca também outros prejuízos. “Os Projetos Interventivos e todos os projetos pedagógicos também estão prejudicados. Além de os pais não conseguirem levar os filhos, a EC 29 não tem espaço físico para comportar todos(as) os estudantes do Caic. Além disso, os pais moram distantes e não conseguem levar os(as) filhos(as) para a escola. O diálogo com eles(as) fica prejudicado. As convocações ficam impossíveis e, por causa da distância, muitos não têm condição de pagar ônibus ou Uber e, quando conseguem ir, vão a pé para as reuniões”, relata a diretora.

Ainda assim a equipe de professores(as) e a diretoria têm se esforçado em dobro para manter a qualidade pedagógica. “Neste sábado, os pais e responsáveis foram chamados para lembrar da situação e continuar mobilizados. Precisamos de mostrar que estamos em luta e manter a unidade”, disse Yeda. Durante a aula pública, ela agradeceu a confiança dos pais no trabalho pedagógico.

Em 2018, uma Comissão de Pais foi criada. Josi e Jorge são representantes. Eles contam que, no ano passado, foram ao Secretário de Educação e ao MPDFT e apresentaram as dificuldades. Os promotores foram à escola, fizeram relatório e foi aberto outro processo sigiloso.

O fato é que as crianças não têm como estudar nas condições atuais e a comunidade escolar pede solução imediata. Atualmente, há proposta para as salas modulares.

“Está em andamento o processo para as salas modulares. Na quinta-feira passada, engenheiros e arquitetos contratados pelo GDF de forma emergencial para fazer os primeiros complementares de construção do Caic, que inclui água, luz, fundação do prédio entre outras. Levarão 2 meses para iniciar a demolição do prédio, quando o projeto complementar ficar pronto”, disse a Jorge.

Josi, por sua vez,  informou que tem feito mobilização pelo Facebook e na página eletrônica do secretário. Disse que incentiva os pais a fazerem o mesmo. E declarou que, constantemente, cobra do governo.

A conselheira tutelar Ana Maria Soares falou sobre os direitos da criança de estudar próximo à sua residência e do direito ao acesso à educação. “O governo está roubando os direitos das crianças e o pouco que está fazendo é graças a essa cobrança que estamos fazendo”, declarou a conselheira.

Ela informou também que um documento registra as péssimas condições de trabalho a que os(as) professores(as) estão submetidos por essa situação e relata o sofrimento deles(as). O GDF pratica, sem nenhum constrangimento, o assédio moral contra o corpo docente e discente do Caic Castelo Branco há um ano. Salientou ainda a importância da educação pública.

Letícia Montandon, diretora do Sinpro-DF, afirmou que o sindicato tem dado todo o suporte e apoio desde a interdição e cobra, em todas as reuniões de negociação com o governo, alguma solução. O sindicato tem reivindicado ao GDF levar o Caic para outro lugar provisório, com melhores condições de trabalho e maior proximidade da comunidade até que seja construída a nova escola.

“O que não permitiremos é o fim de uma escola pública por falta de planejamento e descaso das gestões que poderiam ter evitado isso ou que agora podem dar alguma solução”, disse Letícia. Uma nova reunião com o governo está prevista para o dia 12 de junho. “Cobraremos um cronograma de obras”, disse a diretora do Sinpro-DF.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Fiocruz abre processo seletivo para Educação de Jovens e Adultos

Educação de Jovens e Adultos da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EJA-Manguinhos/EPSJV/Fiocruz) abriu seleção para os níveis fundamental e médio. Interessados em participar devem ter pelo menos 15 anos para o ensino fundamental e 18 anos para o nível médio. As inscrições devem ser feitas até o dia 13 de junho, na da Rede CCAP (Rua Dr. Luís Gregório de Sá, 46 – Manguinhos), onde os cursos serão realizados. 

O curso é de modalidade presencial e as aulas acontecerão de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, nos espaços da Rede CCAP. Ao término dos cursos, os aprovados receberão o certificado de conclusão emitido pela EPSJV/FIOCRUZ. Art. 3º.

Para mais informações, basta acessar o edital disponível no site da EPSJV.

FONTE: Portal Fiocruz (com informações da EPSJV)

Sinpro-df convoca categoria para Assembleia Geral, em 14 de junho, com paralisação

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca a categoria para Assembleia Geral, com paralisação, a ser realizada na Praça do Buriti, às 9h30 do dia 14 de junho, mesmo dia da Greve Geral da Classe Trabalhadora.

O dia 14 de junho é a data da Greve Geral da Classe Trabalhadora, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e por todas as centrais sindicais para combater a reforma da Previdência, os retrocessos na educação e em defesa do emprego.

Nesta semana, o governo federal anunciou que vai tentar votar a reforma da Previdência de qualquer jeito ainda neste mês de junho, o que irá comprometer de imediato todas as pessoas que irão completar a idade ou o tempo de contribuição a partir de julho/2019, alterando, assim, a data de aposentadoria.

A diretoria colegiada afirma que é importante a participação em massa da categoria na Assembleia e na Greve Geral. Trabalhadoras e trabalhadores do serviço público e iniciativa privada estarão em greve e envolvidas(os) em atividades que irão acontecer ao longo do dia

Confira, a seguir, a pauta do magistério público do Distrito Federal para a Assembleia Geral:

– PDE: Meta 17

– Cumprimento das 21 Metas

– Regularidade nos repasses do PDAF

– Construção/reforma de escolas

– Construção de creches

– Reajuste salarial: 37%

– Pagamento da última parcela do Plano de Carreira

– Reajuste do auxílio-alimentação

– Plano de saúde

– Pagamento da pecúnia da licença-prêmio

– Militarização

– Nomeação de professores

– Gozo da licença-prêmio

– Reforma da Previdência

– Concurso público

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, faz a palestra de abertura do Ciclo de Conferências ‘Vozes d’África na cultura brasileira’ na ABL

Advogado, sociólogo e reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente abre, na Academia Brasileira de Letras, o Ciclo de Conferências “Vozes d’África na cultura brasileira” sob a coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho. O evento está programado para o dia 6 de junho, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Acadêmico Domício Proença Filho convida para o ciclo “Vozes d’África na cultura brasileira”

Serão fornecidos certificados de frequência.

O Ciclo terá mais duas conferências no mês de junho, às quintas-feiras, no mesmo local e horário. No dia 13, “O negro no cinema brasileiro”, com o Acadêmico e cineasta Carlos (Cacá) Diegues, e no dia 27, “Vozes d’África na música brasileira”, com o ator, escritor, produtor e sambista Haroldo Costa.

O CONFERENCISTA

José Vicente é Mestre em administração; Doutor em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba; Fundador e presidente do Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior; Fundador presidente da Afrobras – Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural; Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República – CDES; Membro do Conselho de Autorregulação Bancária – Federação Brasileira de Bancos – Febraban; Membro do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP; Membro do Conselho Consultivo do Centro de Integração Empresa Escola – CIEE; Membro titular do Movimento Nossa São Paulo; Conselheiro diretor da Fundação Care/SP; Membro titular do movimento Todos pela Educação; Membro do Conselho do Memorial da América Latina; Fundador da Ong Afrobras; Reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares.

Filho caçula de boias-frias, José Vicente nasceu e cresceu no Morro do Querosene, bairro pobre de Marília, no interior de São Paulo. A partir dos 7 anos, trabalhou como engraxate, vendedor ambulante, pintor de paredes, entre muitas outras ocupações. Aos 21 anos, tendo cursado somente até o 2.° ano do Ensino Médio, foi soldado da Polícial Militar e mudou-se para a capital paulista. A vida de José Vicente começou a se modificar quando entrou em bandas marciais da cidade, dentre elas a da Associação de Ensino de Marília. Através da banda, conseguiu um emprego na área administrativa da Faculdade de Odontologia.

Na década de 90, quando Vicente ganhava a vida como advogado criminalista, também encabeçava um grupo de pessoas que conseguiam bolsas de estudos para negros em universidades particulares. Em 1997, fundou a Afrobras, ONG que existe até hoje e administra a faculdade. Em 2004, após a colaboração de diversas pessoas e empresas, começavam as aulas na Zumbi dos Palmares. Hoje são oferecidos cinco cursos (Administração, Direito, Publicidade, Pedagogia e Tecnologia de Transportes Terrestres). 

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Com 72% dos votos, Chapa 1 Cutista vence eleições do Sinpro

Com uma verdadeira lição de cidadania e democracia, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino foram às urnas, nos dias 29 e 30, para eleger a nova diretoria que coordenará o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) no próximo triênio (2019-2022). A apuração dos votos aconteceu na Associação Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF/DF) e durou toda a madrugada desta sexta-feira (31).

Sob o lema “Com você já conquistamos. Por você conquistaremos muito mais!”, a Chapa 1 CUTista foi vencedora com 72% dos votos válidos. Outras duas chapas concorreram ao pleito:  a Chapa 2 “Educadores em Luta” e a Chapa 3 “Alternativa”.

Segundo o coordenador da Comissão Eleitoral, Douglas de Almeida Cunha, foram contabilizados 12% dos votos para a Chapa 2 e 16% para a Chapa 3, sendo 4% de votos brancos e nulos.

Reeleita, a diretora Rosilene Corrêa agradeceu às companheiras e companheiros, em nome da diretoria colegiada, por mais esse voto de confiança.  Para ela, a vitória representa o reconhecimento da importância do trabalho em equipe, especialmente, no momento em que a educação sofre constantes ataques.

“Nestes últimos três anos, o que vimos foi a perseguição proposital ao magistério público, com cortes na educação e desrespeito aos docentes. Passado o processo eleitoral, deixamos nossos cumprimentos aos membros das demais chapas pela disputa transparente. Agora, é o momento de mantermos a unidade e a luta em defesa das pautas de interesse da educação e dos direitos de todas as trabalhadoras e trabalhadores”, afirmou.

A Chapa eleita acredita que a experiência aliada à renovação, são ferramentas essenciais para barrar os retrocessos e enfrentar os desafios que estão por vir. Por esse motivo, mais de 40% da diretoria vitoriosa é composta por novos integrantes.

Para Mônica Caldeira, eleita para o seu primeiro mandato como dirigente sindical, o resultado nas urnas é a oportunidade de representar, de fato e de direito, a sua categoria profissional. “Os desafios estão postos e, agora, é o momento de resistir aos ataques. Estou muito empolgada para dar respostas à categoria e ser o amparo que eles precisam. A educação está sendo invadida e nós temos o dever de defendê-la como um todo: defender os interesses dos professores e, com isso, contribuir para melhorar a qualidade na educação. Não descasaremos até alcançarmos o ideal de educação que sonhamos”, contou entusiasmada.

Seguindo o mesmo raciocínio, outro membro da Comissão Eleitoral, Rodrigo Rodrigues, reafirmou a importância da eleição sindical e parabenizou a categoria pela participação. “Entendemos que esse processo foi totalmente democrático e legítimo. Para os próximos três anos, o objetivo é seguir firme, sempre em busca de uma educação pública, gratuita, laica e com a qualidade”, conclamou.

Ao todo, 44 dirigentes formarão a nova diretoria colegiada do Sinpro, sendo 39 diretores efetivos e cinco suplentes. A diretoria será composta por membros reeleitos e diretores que já estiveram à frente do Sindicato em gestões anteriores. Já outros, concorreram a eleição pela primeira vez e vão reforçar ainda mais a luta do Sindicato. Além destes, mais cinco integrantes farão parte do Conselho Fiscal.  Vale lembrar que a apuração para o Conselho ocorrerá no dia 5 de junho, na sede do Sinpro-DF.

Veja algumas das propostas da diretoria eleita:

Garantir o cumprimento integral do Plano Distrital de Educação  (PDE), em especial, a Meta 17, que trata da isonomia salarial; continuar a luta pela manutenção do direito à aposentadoria especial e pela ampliação do benefício aos pedagogos-orientadores educacionais;

Lutar pela a implantação do plano de saúde e de políticas de prevenção;

Realizar campanhas pela valorização da educação pública e gratuita;

Continuar a luta contra a reforma trabalhista, contra a reforma da Previdência e contra a Emenda Constitucional 95, que congela os investimentos em saúde e educação;

Combater o projeto “Escola sem Partido” e a militarização das escolas públicas;

Fortalecer a Gestão Democrática.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Roda de conversa debate o dia internacional ao enfrentamento à LGBTIfobia

O Sinpro, por meio da Secretaria de Raça e Sexualidade, promove uma Roda de Conversa nessa sexta-feira, dia 17 de maio, às 14h, no auditório do Sinpro (SIG Quadra 6, Lote 2260). A atividade terá a parceria da Casa Rosa e tem como objetivo fortalecer as atividades do Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTIFOBIA.

Para falar um pouco mais sobre o tema foram convidados Andrey Lemos (Especialista em ensino de história, mestre em Políticas Públicas e presidente da União Nacional LGBTF do Brasil); Ângela Maria dos Santos (Delegada Chefe do DECRIN (Delegacia Especial de Repressão ao Crime de Discriminação racial, religiosa, por orientação sexual ou identidade de gênero ou contra pessoa idosa ou com deficiência); Marcos Tavares (Presidente do projeto Casa Rosa do DF) e Patrícia Zapponi (Diretora de Direitos Humanos da RIEJ, Presidente da Comissão de Diversidade da ABA e Secretaria da Comissão de Direitos Humanos da Subseção de Sobradinho e Presidente da Comissão de Cidadania do DF).

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

Novo presidente do Inep garante que não haverá censura de temas nas provas do Enem

Elmer Vicenzi disse que a comissão nomeada para avaliar as provas já encerrou os trabalhos e não tirou nenhum item da base nacional de questões. Na Comissão de Educação, ele confirmou realização das provas do Enem nos dias 3 e 10 de novembro e o nome da nova gráfica para impressão de provas

O novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Elmer Vicenzi, garantiu que não houve e não haverá censura de temas nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – confirmadas por ele para os dias 3 e 10 de novembro.

Em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Elmer informou que a comissão de três pessoas criada no Inep em março para avaliar as questões do Enem trabalhou apenas por dez dias, já encerrou os trabalhos e não retirou itens da base nacional de questões. “Ela não funciona mais e não funcionará durante nossa gestão”, disse.

Conforme ele, essa comissão é mais uma entre as muitas que já foram instaladas no Inep. “Em 2016, também houve comissão instalada para leitura da prova”, lembrou. Elmer garantiu ainda que não existe qualquer normativa de corte de temas, por exemplo ligados a grupos minoritários. “A matriz de referência de estudo para os alunos é a mesma de 2009”, acrescentou.

Vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Marcelo Acácio ressaltou que a discussão de questões sociais, de questões de gênero e de direitos humanos nas provas do Enem é muito importante. “Hoje são vistos casos de machismo e racismo na sala de aula e é preciso abordar isso no Enem”, opinou. Ele acredita que há retrocesso em relação aos critérios utilizados na elaboração das provas do exame desde 2017.

Acesso às provas
Questionado pelo deputado Alencar Santana Braga (PT-SP), que pediu o debate, Elmer Vicenzi afirmou que nenhum integrante do governo solicitou a ele acesso às provas do Enem. “Não me foi solicitado por ninguém ler a prova”, afirmou. Caso lhe seja pedido acesso às provas, o presidente do Inep garantiu que, como funcionário público, só fará o que estiver dentro da legalidade. Ele acrescentou que a montagem da prova está sendo finalizada, e ainda não há tema da redação definido.

Vicenzi explicou que, para a elaboração das questões, há chamamento público principalmente entre professores universitários. Os selecionados elaboram os itens e trabalham junto com as comissões temáticas de assessoramento do Inep para refinar as questões. Se a questão é incorporada, o colaborador é pago, e o item é pré-testado. “Depois que o item é aprovado nesse pré-teste, ele vira bem público, não se mexe nele”, destacou.

“Esperamos que a fala do presidente do Inep se confirme e não haja qualquer ingerência no conteúdo da prova”, afirmou o deputado Alencar Santana Braga. “Esperamos que nem o presidente da República tenha acesso”, completou.

Datas e gráfica
O presidente do Inep confirmou a aplicação das provas nos dias 3 e 10 de novembro em todo Brasil. “Todo o cronograma está em dia e vamos trabalhar para que não haja percalço no caminho”, afirmou.

O nome da gráfica Valid S.A foi confirmado por Vicenzi para a impressão das provas do Enem. A troca da gráfica foi necessária devido à decretação de falência da empresa RR Donnelley, que era detentora do contrato, no dia 1º de abril. Segundo Elmer, a Valid era a gráfica seguinte na ordem de classificação na licitação realizada em 2016, e o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a contratação. Faltaria apenas o parecer da Advocacia Geral da União (AGU) sobre a contratação.

Inscrições abertas
As inscrições para o Enem ainda estão abertas, ao custo de R$ 85 – com isenção, por exemplo, para aluno de escola pública. As provas serão aplicadas em 1.727 municípios brasileiros. Estão excluídos municípios com menos de 600 inscritos, por exemplo.

FONTE: Câmara Notícias

Acadêmico e poeta Antonio Cícero fala na ABL sobre Homero, na terceira palestra do ciclo ‘Poesia cantada: melodia e verso’

O Acadêmico, poeta e compositor Antonio Cícero faz na Academia Brasileira de Letras, a terceira palestra do ciclo de conferências “Poesia cantada: melodia e verso”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura. O evento está programado para dia 16 de maio, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro) Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora-geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmico Zuenir Ventura convida para o ciclo “Poesia cantada: melodia e verso”

“Poesia cantada: melodia e verso” terá mais duas palestras no mês de maio, às quintas-feiras, no mesmo local e horário: “O Rio inventou a marchinha”, com Rosa Maria Araújo, no dia 23; e “Vinicius de Moraes: a canção como destino”, Eucanaã Ferraz, 30.

O CONFERENCISTA

Antonio Cicero formou-se em Filosofia pelo University College London, da Universidade de Londres, em 1972. É autor, entre outras trabalhos, dos livros de poemas “Guardar”, “A cidade e os livros”, “Porventura” e, em parceria com o artista plástico Luciano Figueiredo, de “O livro de sombras”; além dos de ensaios filosóficos: “O mundo desde o fim”, “Finalidades sem fim” e “Poesia e filosofia”. Muitas de suas entrevistas foram reunidas no livro, organizado por Arthur Nogueira, “Encontros: Antonio Cicero”.

Foi o responsável pela organização do livro de ensaios “Forma e sentido contemporâneo: poesia”; e, em parceria com Waly Salomão, o volume de ensaios “O relativismo enquanto visão do mundo”. Em parceria com Eucanaã Ferraz, também organizou a “Nova antologia poética de Vinícius de Moraes”.

Em 1993, concebeu o projeto intitulado “Banco Nacional de Idéias”, através do qual, nesse ano e nos dois subsequentes, promoveu, em colaboração com o poeta Waly Salomão e com o patrocínio do Banco Nacional, ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância mundial, como João Cabral de Melo Neto, Richard Rorty, Tzvetan Todorov, Hans Magnus Enzensberger, Peter Sloterdijk, Bento Prado Jr. e Darcy Ribeiro, entre outros. É também autor de inúmeras letras de canções, tendo como parceiros compositores como Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.

Em 2012, Antonio Cicero foi agraciado com o “Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade”, concedido pela Universidade Candido Mendes e pelo Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Jogos de divulgação científica serão lançados pela Fiocruz

Um jogo de tabuleiro onde os participantes precisam avançar por um caminho dentro do campus da Fiocruz, podendo cair em “casas” onde há vírus, cientistas ou perguntas relacionadas às ciências — passam à frente ou retrocedem, dependendo da resposta, e ganha quem chegar mais rápido ao posto de vacinação. Uma disputa de cartas em que vence aquele que ficar de mãos vazias primeiro e na qual, além das cores e números do baralho, há informações sobre viroses e pesquisadores. Assim são os jogos Caminhos de Oswaldo e Imune, os dois recursos educacionais cujos protótipos a Fundação vai apresentar à comunidade durante o Simpósio Avançado de Virologia Hermann Schatzmayr, entre os dias 14 e 16 de maio.

Ambos foram feitos por meio de uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e o Multimeios, do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz). O objetivo é criar formas divertidas de aproximar adolescentes e jovens do universo da ciência, em especial da virologia e da medicina tropical. Assim, além de promover a interação social, ajudam na divulgação científica nacional e ampliam o conhecimento sobre temas como vacinas e doenças transmissíveis.

Tanto Caminhos de Oswaldo quanto Imune são direcionados a jovens acima de 12 anos, e foram projetados para serem usados principalmente em escolas. “É cada vez mais difícil prender a atenção dos alunos nas salas de aula, ante a desleal disputa com o celular. Por isso, o uso dos chamados jogos off-line tem crescido, como alternativa para conquistar de forma lúdica o interesse dos adolescentes para temas que podem ser encarados como ‘chatos’”, descreve Venicio Ribeiro, coordenador da seção da Programação Visual do Multimeios.

Combate às ‘fake news’

Tudo começou durante as aulas de pós-graduação em Medicina Tropical do IOC/Fiocruz. A professora Elba Lemos, que também é chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses, compartilhou com seus alunos a preocupação com as fake news, principalmente com as informações erradas a respeito das vacinas. A partir disso, propôs como trabalho de fim de curso não um artigo acadêmico, mas sim ideias para jogos que pudessem colaborar justamente no combate às notícias falsas. “Em tempos de fake news, é extremamente importante pensar em estratégias para divulgar o papel das vacinas, o que são agentes infecciosos, como se dá sua transmissão. Ou seja: estimular o conhecimento, estratégia imprescindível no combate ao boato. Como integrantes de uma instituição de saúde pública, temos que fazer com que a ciência alcance de fato a sociedade, ultrapasse os muros do campus”, narra.

Foram as ideias e o debate entre alunos, monitores e professores do IOC/Fiocruz que deram base aos dois jogos. A parceria com o Icict /Fiocruz possibilitou que o projeto se concretizasse, com a expertise em design da equipe Multimeios.

Caixa onde se lê Imune

Em Imune, são explorados conceitos-chave da virologia: as diversas viroses, suas formas de transmissão, controle e prevenção.  Para isso, as cartas são divididas por cores. As azuis tratam de aspectos dos vírus de transmissão respiratória. As amarelas, aqueles transmitidos pela água e por alimentos. As verdes, por vetores e animais. Já as vermelhas abordam vírus de transmissão sexual, sanguínea e por contato.

Mas, além das cartas relacionadas aos vírus em si, há aquelas que representam comportamentos de risco, recomendações médicas e medidas de prevenção, podendo beneficiar ou prejudicar o jogador que as “tirou”. Há aquelas que destacam cientistas e suas descobertas, como Adolfo Lutz, Hélio Pereira e José Rodrigues Coura. E há, ainda, as cartas de fake news, que obrigam o jogador a “comprar” quatro outras cartas — ou seja, a retroceder no jogo. 

Luz sobre os cientistas brasileiros

Em Caminhos de Oswaldo, um lance de dado indica quantas casas cada jogador vai avançar, vez a vez. No caminho, há estrelas, vírus e sinais de interrogação. Caso caia sobre uma estrela, o participante vai ter direito a tirar uma carta que descreve a trajetória de um pesquisador nacional, que lhe dará bônus para avançar mais alguns passos. Caso pouse sobre a imagem do vírus, precisa tirar uma carta correspondente, que indica o tipo de vírus e a quantidade de casas que vai retroceder. Mas, se cair sobre o sinal de interrogação, a carta vai indicar uma afirmativa sobre algum aspecto relacionado às viroses, e é preciso responder se é verdade ou mentira.  

Tabuleiro de jogo

“Além de estimular o conhecimento sobre formas de prevenção de doenças, os jogos podem ajudar os adolescentes a se dar conta de que há uma grande comunidade científica no Brasil, com descobertas e conquistas que se tornaram importantes para o mundo todo. Meninas, por exemplo, podem perceber que é, sim, possível ser mulher e virar cientista. E os jovens, em geral, podem acabar atraídos pelos desafios dos vírus e da pesquisa”, destaca a designer Thays Coutinho, do Icict/Fiocruz. 

Após a apresentação dos protótipos, Imune e Caminhos de Oswaldo vão passar pelo processo de validação, que inclui testes com usuários. E, em alguns meses, estarão prontos para serem usados pelos jovens e seus professores, conta a designer Patrícia Ferreira, chefe do Multimeios, que também atuou no desenvolvimento dos jogos. 

Estes não são, porém, os únicos jogos produzidos pelo Icict/Fiocruz. O Multimeios já desenvolveu produtos como Quem Deixou Isso Aqui?!, brincadeira virtual que mostra os perigos tóxicos ocultos no ambiente doméstico, e o Jogo do Acesso Aberto, um newsgame que busca conscientizar sobre a importância do acesso aberto para a saúde.

FONTE: ASCOM/FIOCRUZ