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Academia Brasileira de Letras dá início a suas atividades culturais de 2019

A Academia Brasileira de Letras abre, dia 21 de março, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), com o tema “Presenças Fundamentais”, a temporada 2019 de seus ciclos de conferências, sob coordenação-geral da Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL.

A palestra de abertura, intitulada O lugar de Machado de Assis na literatura brasileira, coordenada pelo Acadêmico Marco Lucchesi, Presidente da ABL, terá como conferencista o Acadêmico Domício Proença Filho. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado de Assis foi o fundador da cadeira nº. 23 e ocupou por mais de dez anos a Presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

O ciclo terá mais duas conferências, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Nabuco: uma visão do passado brasileiro, tendo como palestrante o Acadêmico Evaldo Cabral de Mello; e Rui Barbosa, 170 anos, dimensão da atualidade do seu percurso, com o Acadêmico Celso Lafer.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

OS CONFERENCISTAS

Domício Proença Filho é Professor Emérito e Professor Titular de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense, aposentado. Doutor e Livre-Docente em Letras, foi Professor da disciplina e de língua portuguesa em diversos outros estabelecimentos de ensino superior, entre eles, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica da mesma cidade. Na condição de Professor Titular Convidado (Gastprofessor), ministrou cursos na Universidade de Colônia e na Escola Técnica de Altos Estudos de Aachen.

Participou, como conferencista e debatedor, de seminários e cursos promovidos por instituições de ensino superior e centros de estudos em Lisboa, Coimbra, Porto, Colônia, Tübingen, Munique, Roma, Bolonha, Madri, Salamanca, Paris, Clermont Ferrand, e Minesota.

O Acadêmico é, também, crítico, ensaísta, poeta, ficcionista, roteirista e promotor cultural. Publicou 68 livros, entre eles, Estilos de época na literatura, a linguagem literáriaA poesia dos Inconfidentes (org.); Oratório dos InconfidentesO risco do jogo – poemas; Capitu-memórias póstumas (romance); Breves estórias de Vera Cruz das AlmasNova ortografia da língua portuguesa – guia prático; Leitura do texto, leitura do mundo; e Muitas línguas, uma língua: a trajetória do português brasileiro. É membro da Academia Brasileira de Letras, de que foi presidente (2016-2017), da Academia Brasileira de Filologia e da Academia das Ciências de Lisboa e do PEN Clube do Brasil.

Evaldo Cabral de Mello nasceu no Recife em 1936 e atualmente mora no Rio de Janeiro. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres. Em 1960, ingressou no Instituto Rio Branco e dois anos depois iniciou a carreira diplomática. Serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, e também nas missões do Brasil em Nova York e Genebra, e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha.

Um dos mais destacados historiadores brasileiros, Evaldo Cabral de Mello é especialista em História regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, assunto sobre o qual escreveu muitos de seus livros, como Olinda restaurada (1975), sua primeira obra, Rubro veio (1986), sobre o imaginário da guerra entre Portugal e Holanda, e O negócio do Brasil (1998), sobre os aspectos econômicos e diplomáticos do conflito entre portugueses e holandeses. É organizador do volume Essencial Joaquim Nabuco, da Penguin-Companhia das Letras.

Celso Lafer, quinto ocupante da cadeira 14 da ABL, exerce atualmente a função de professor titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP, onde leciona desde 1971. É PhD em Ciência Política na Universidade de Cornell, EUA, e livre-docência em Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da USP. Foi Ministro das Relações Exteriores, em 1992, e Vice-Presidente, ex-officio, da Conferência da ONU sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento, na Rio-92. Em 1999, foi Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e, de 1995 a 1998, embaixador na Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e à Organização Mundial do Comércio, em Genebra.

Entre suas inumeras publicações, estão: O Sistema Político Brasileiro, Estrutura e ProcessoO Convênio do Café de 1976: da Reciprocidade no Direito Internacional EconômicoGil Vicente e CamõesHannah Arendt: Persamento, persuação e poderO Direito e o Estado ModernoPolítica Externa Brasileira: três momentosA Internacionalização dos Direitos Humanos – Constituição,Racismo e Relações Internacionais.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

SINPRO-DF integra cortejo do dia internacional de luta das mulheres

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira, 8 de março, será um dia de luta e união das mulheres no Distrito Federal. Para celebrar a data, a CUT Brasília e sindicatos filiados integrarão a ala Lula Livre. A atividade será realizada na Esplanada dos Ministérios, com concentração às 16h, no gramado da rodoviária do Plano Piloto.

A diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF Vilmara Pereira convoca todas as companheiras professoras e orientadoras para se somarem a esta importante mobilização. “Esta será a primeira grande manifestação de massas em Brasília, no centro do poder político, abrindo a temporada de lutas contra o governo que continua com  o projeto golpista inIciado por Temer de retirada de direitos. Seguiremos em cortejo contra a reforma da Previdência, contra o feminicídio, contra o racismo. Existe um grito preso em nossas gargantas que clama por uma sociedade livre e pacífica, com menos armas e mais livros e com mais respeito e tolerância. Basta de Violência e de preconceitos”, conclamou a diretora.

O Cortejo do Dia Internacional de Luta das Mulheres está sendo construído por mais de 90 organizações e coletivos ligados à luta das mulheres. Neste ano, o ato tem como lema “Pela vida de todas as mulheres, resistiremos!”, que denunciará o aumento dos números crescentes de feminicídio (assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres) e os ataques aos direitos sociais e trabalhistas. Questões como o repúdio à reforma da Previdência de Bolsonaro, o fim do genocídio de indígenas e quilombolas, a valorização da Lei Maria da Penha e da Casa da Mulher Brasileira, o poder de decisão da mulher sobre o próprio corpo, a revogação da reforma trabalhista, o fim do desmonte da saúde pública, além da luta pelo desarmamento e por justiça para Marielle Franco – executada em março de 2018 –, são algumas das bandeiras levantadas.

A atividade será composta por várias alas, que serão animadas por batuqueiras, cirandeiras, artistas circenses e outras atrações. Além da ala Lula Livre, também haverá a ala Justiça para Marielle, a ala Noiva Cadáver (contra o feminicídio), a ala LesBiTrans (LGBTI), a ala Feminismo Popular e várias outras.

Ainda na concentração do ato, serão realizadas falas políticas e intervenções culturais. Um grupo de mulheres transitará na rodoviária do Plano Piloto para dialogar com a população sobre a pauta levantada pelo Cortejo e convidar mulheres e homens a se somarem ao ato.

 

Serviço

Cortejo do Dia Internacional de Luta das Mulheres

Data: 8 de março
Concentração: 16h, no gramado da rodoviária do Plano Piloto
Saída do Cortejo: 18h
Trajeto: Marcha pela Esplanada dos Ministérios até a Alameda das Bandeiras; finalização do ato na Praça dos Prazeres (201 Norte)

Mais informações: https://www.facebook.com/8demarcounificadas/

FONTE: SINPRO/DF  – Com informações CUT Brasília 

Manifesto feminista, por organização internacional feminista

PARA ALÉM DO 8 de Março: rumo a uma Internacional Feminista

Pelo terceiro ano consecutivo a nova onda feminista transnacional chamou um dia de mobilização global no 8 de março: greves legais do trabalho assalariado – como as 5 milhões de grevistas do 8 de março de 2018 na Espanha e as centenas de milhares no mesmo ano na Argentina e na Itália; greves protagonizadas pelas bases de mulheres sem direitos ou proteção trabalhistas, greves do trabalho de cuidado e não pago; greves de estudantes, mas também boicotes, marchas e trancamentos de vias. Pelo terceiro ano consecutivo mulheres e pessoas queer por todo o mundo estão se mobilizando contra os feminicídios e toda forma de violência de gênero; pela autodeterminação de seus corpos e acesso ao aborto seguro e legal; por igualdade salarial para trabalhos iguais; pela livre sexualidade. Se mobilizam também contra os muros e fronteiras; o encarceramento em massa; o racismo, a islamofobia e o anti-semitismo; a desapropriação das terras de comunidades indígenas; a destruição de ecossistemas e a mudança climática. Pelo terceiro ano consecutivo, o movimento feminista está nos dando esperança e uma visão para um futuro melhor em um mundo em desmoronamento. O novo movimento feminista transnacional é moldado pelo sul, não só no sentido geográfico, mas também no sentido político, e é nutrido por cada região em conflito. Essa é a razão de ele ser anticolonial, antirracista e anticapitalista.

Estamos vivendo um momento de crise geral. Essa crise não é de forma alguma somente econômica; é também política e ecológica. O que está em jogo nessa crise são nossos futuros e nossas vidas. Forças políticas reacionárias estão crescendo e apresentando-se como uma solução a essa crise. Dos EUA à Argentina, do Brasil à India, Itália e Polônia, governos e partidos de extrema direita constroem muros e cercas, atacam os direitos e liberdades LGBTQ+, negam às mulheres a autonomia de seu próprio corpo e promovem a cultura do estupro, tudo em nome de um retorno aos “valores tradicionais” e da promessa de proteger os interesses das famílias de etnicidade majoritária. Suas respostas à crise neoliberal não é resolver a raíz dos problemas, mas atacar os mais oprimidos e explorados entre nós.

A nova onda feminista é a linha de frente na defesa contra o fortalecimento da extrema-direita. Hoje, as mulheres estão liderando a resistência a governos reacionários em inúmeros países.

Em setembro de 2018, o movimento “Ele Não” juntou milhões de mulheres que se levantaram contra a candidatura de Jair Bolsonaro, que agora tornou-se um símbolo mundial dos planos da extrema-direita para a humanidade e o catalisador de forças reacionárias na América Latina. Os protestos ocorreram em mais de trezentas cidades no Brasil e em todo o mundo. Hoje, Bolsonaro está colocando em prática uma guerra contra os pobres, as mulheres, as LGBTQ+ e as pessoas negras. Ele apresentou uma reforma da previdência draconiana e afrouxou as leis de controle das armas. Feminicídios estão disparando num país que já em 2018 tinha um dos maiores números de feminicídios do mundo, sendo 70% dessas mulheres assassinadas negras. 126 feminicídios já ocorreram em 2019. O movimento feminista brasileiro está respondendo esses ataques e se preparando para a mobilização no 8 de março e novamente no 14 de março, no aniversário do assassinato político de Marielle Franco, ao mesmo tempo em que emergem informações sobre os fortes laços entre os filhos de Bolsonaro e um dos milicianos responsáveis por sua morte.

Da mesma forma, o Non Una Meno na Itália é hoje o único movimento organizado respondendo às políticas anti-imigrantes e misóginas do governo de direita da Liga Norte e do Movimento Cinco Estrelas. Na Argentina, mulheres lideraram a resistência contra as políticas neoliberais de direita do governo Macri. E, no Chile, o movimento feminista está lutando contra a criminalização da luta dos povos indígenas e o machismo sistêmico de uma educação muito cara.

O movimento feminista também está redescobrindo o significado da solidariedade internacional e da iniciativa transnacional. Nos últimos meses o movimento feminista argentino usou o evocativo nome de “Internacional Feminista” para se referir à prática da solidariedade internacional reinventada pela nova onda feminista, e em alguns países, como a Itália, o movimento está discutindo a necessidades de encontros transnacionais para melhor coordenar e compartilhar visões, análises e experiências práticas.

Diante da crise global de dimensões históricas, mulheres e pessoas LGBTQ+ estão encarando o desafio e preparando uma resposta global. Depois do próximo 8 de março, chegou a hora de levar nosso movimento um passo adiante e convocar reuniões internacionais e assembleias dos movimentos: para tornar-se o freio de emergência capaz de deter o trem do capitalismo global, que descamba a toda velocidade em direção à barbárie, levando a bordo a humanidade e o planeta em que vivemos.

Amelinha Teles (União de Mulheres de São Paulo, Brazil); Andrea Medina Rosas (Lawyer and activist, Mexico); Angela Y. Davis (Founder of Critical Resistance, US); Antonia Pellegrino (Writer and activist, Brazil); Cinzia Arruzza (Co-author of Feminism for the 99%. A Manifesto); Enrica Rigo (Non Una di Meno, Italy); Julia Cámara (Coordinadora estatal del 8 de marzo, Spain); Jupiara Castro (Núcleo de Consciência Negra, Brazil); Justa Montero (Asamblea feminista de Madrid, Spain); Kavita Krishnan (All India Progressive Women’s Association); Lucia Cavallero (Ni Una Menos, Argentina); Luna Follegati (Philosopher and activist, Chile); Marta Dillon (Ni Una Menos, Argentina); Monica Benicio (Human rights activist and Marielle Franco’s widow, Brazil); Morgane Merteuil (feminist activist, France); Nancy Fraser (Co-author of Feminism for the 99%. A Manifesto); Nuria Alabao (Journalist and Writer, Spain); Paola Rudan (Non Una di Meno, Italy); Sonia Guajajara (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil); Tatiana Montella (Non Una di Meno, Italy); Tithi Bhattacharya (Co-author of Feminism for the 99%. A Manifesto); Veronica Cruz Sanchez (Human rights activist, Mexico); Verónica Gago (Ni Una Menos, Argentina); Zillah Eisenstein (International Women’s Strike, US)

FONTE: Internacional Feminista

Brasil é o 4º país do mundo que mais gera lixo plástico

A crise mundial da poluição por plásticos só vai piorar a menos que todos os atores da cadeia de valor dos plásticos se responsabilizem pelo custo real do material para a natureza e para as pessoas, alerta um relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado hoje. O novo estudo, “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização”, reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

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A proposta desse acordo global será votada na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material.

Em fevereiro, o WWF lançou uma petição para pressionar os líderes globais a defenderem esse acordo legalmente vinculativo sobre a poluição dos plásticos marinhos na UNEA-4, que até agora atraiu 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para participar da petição, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

Segundo o estudo lançado pelo WWF, o volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2, revela o estudo conduzido pelo WWF.

“Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza”, afirma Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

De acordo com o estudo:

“O plástico não é inerentemente nocivo. É uma invenção criada pelo homem que gerou benefícios significativos para a sociedade. Infelizmente, a maneira com a qual indústrias e governos lidaram com o plástico e a maneira com a qual a sociedade o converteu em uma conveniência descartável de uso único transformou esta inovação em um desastre ambiental mundial.

Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado.”

No Brasil

O Brasil, segundo dados do Banco Mundial, é o 4o maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. Desse total, mais de 10,3 milhões de toneladas foram coletadas (91%), mas apenas 145 mil toneladas (1,28%) são efetivamente recicladas, ou seja, reprocessadas na cadeia de produção como produto secundário. Esse é um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica, que é de 9%.

Mesmo parcialmente passando por usinas de reciclagem, há perdas na separação de tipos de plásticos (por motivos como estarem contaminados, serem multicamadas ou de baixo valor). No final, o destino de 7,7 milhões de toneladas de plástico são os aterros sanitários. E outros 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartados de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto.

O levantamento realizado pelo WWF com base nos dados do Banco do Mundial analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o Brasil produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico por habitante a cada semana.

PRODUÇÃO E RECICLAGEM DE PLÁSTICO NO MUNDO
Números em toneladas


Fonte: WWF / Banco Mundial (What a Waste 2.0: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050)

Valor total de lixo plástico descartado em resíduos sólidos urbanos, resíduos industriais, resíduos de construção, lixo eletrônico e resíduos agrícolas, na fabricação de produtos durante um ano. 

“É hora de mudar a maneira como enxergamos o problema: há um vazamento enorme de plástico que polui a natureza e ameaça a vida. O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos por meio de marcos legais que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos”, afirma Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Impacto socioambiental

A poluição do plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água. Os impactos diretos estão relacionados a não regulamentação global do tratamento de resíduos de plástico, ingestão de micro e nanoplásticos (invisível aos olhos) e contaminação do solo com resíduos.

A queima ou incineração do plástico pode liberar na atmosfera gases tóxicos, alógenos e dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, extremamente prejudiciais à saúde humana. O descarte ao ar livre também polui aquíferos, corpos d’água e reservatórios, provocando aumento de problemas respiratórios, doenças cardíacas e danos ao sistema nervoso de pessoas expostas.

Na poluição do solo, um dos vilões é o microplástico oriundo das lavagens de roupa doméstica e o nanoplástico da indústria de cosméticos, que acabam sendo filtrados no sistema de tratamento de água das cidades e acidentalmente usados como fertilizante, em meio ao lodo de esgoto residual. Quando não são filtradas, essas partículas acabam sendo lançadas no ambiente, ampliando a contaminação.

Micro e nanoplásticos vêm sendo ainda consumidos por humanos via ingestão de sal, pescados, principalmente mariscos, mexilhões e ostras. Estudos indicam que 241 em cada 259 garrafas de água também estão contaminadas com microplásticos. Apesar de alarmante, ainda são pouco conhecidos os impactos desta exposição humana, a longo prazo.

Apesar de ainda haver poucos estudos sobre o impacto da ingestão de plástico por seres humanos e outras espécies de animais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 2018, que entender os efeitos do microplástico na água potável é um passo importante para dimensionar o impacto da poluição de plásticos em humanos.

No caminho das soluções

O estudo do WWF também aponta as possíveis soluções e caminhos capazes de estimular a criação de uma cadeia circular de valor ao plástico. Pensados para cada elo do sistema, que envolve a produção, consumo, descarte, tratamento e reúso do plástico, os cuidados necessários propostos oferecem uma orientação para os setores público e privado, indústria de reciclagem e consumidor final, de modo que todos consumam menos plástico virgem (o plástico novo) e estabeleçam uma cadeia circular completa.

Os principais pontos da proposta são:

●      Cada produtor ser responsável pela sua produção de plástico – O valor de mercado do plástico virgem não é real pois não quantifica os prejuízos causados ao meio ambiente e também não considera os investimentos em reúso ou reciclagem. É necessário haver mecanismos para garantir que o preço do plástico virgem reflita seu impacto negativo na natureza e para a sociedade, o que incentivaria o emprego de materiais alternativos e reutilizados.

●      Zero vazamento de plástico nos oceanos – O custo da reciclagem é afetado pela falta de coleta e por fatores como lixo não confiável, ou seja, misturado ou contaminado. As taxas de coleta serão maiores se a responsabilidade pelo descarte correto for colocada em empresas produtoras dos produtos de plástico e não apenas no consumidor final, uma vez que serão encorajadas a buscar materiais mais limpos desde seu design até o descarte.

●      Reúso e reciclagem serem base para o uso de plástico – A reciclagem é mais rentável quando o produto pode ser reaproveitado no mercado secundário. Ou seja, o sucesso desse processo depende de que valor esse plástico é negociado e seu volume (que permita atender demandas industriais). Preço, em grande parte, depende de qualidade do material, e essa qualidade pode ser garantida quando há poucas impurezas no plástico, e quando ele é uniforme  em geral, oriundo de uma mesma fonte. Um sistema de separação que envolva as empresas produtoras do plástico ajuda a viabilizar esta uniformidade e volume, ampliando a chance de reúso.

●      Substituir o uso de plástico virgem por materiais reciclados. Produtos de plástico oriundo de uma única fonte e com poucos aditivos reduzem os custos de gerenciamento desses rejeitos e melhoram a qualidade do plástico para uso secundário. Por isso o design e o material de um produto são essenciais para diminuir esse impacto, e cabe às empresas a responsabilidade por soluções.

Reduzir o consumo de plástico resulta em mais opções de materiais que sirvam como opção ao plástico virgem, garantindo que seu preço reflita plenamente seu custo na natureza e, assim, desencorajando o modelo de uso único. “Criar uma cadeia circular de valor para o plástico requer melhorar os processos de separação e aumentar os custos por descarte, incentivando o desenvolvimento de estruturas para o tratamento de lixo”, afirma Gabriela Yamaguchi, Diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

Biodiversidade

Estima-se que os resíduos plásticos existentes nos solos e rios seja ainda maior do que nos oceanos, impactando a vida de muitos animais e contaminando diversos ecossistemas, abrangendo agora os quatro cantos do mundo – inclusive a Antártida.

“No Brasil, a maior parte do lixo marinho encontrado no litoral é plástico. Nas últimas décadas, o aumento de consumo de pescados aumentou em quase 200%. As pesquisas realizadas no país comprovaram que os frutos do mar têm alto índice de toxinas pesadas geradas a partir do plástico em seu organismo, portanto, há impacto direto dos plásticos na saúde humana. Até as colônias de corais – que são as ‘florestas submarinas’ – estão morrendo. É preciso lembrar que os oceanos são responsáveis por 54,7% de todo o oxigênio da Terra”, afirma Anna Carolina Lobo, Gerente do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.

Criado como uma solução prática para a vida cotidiana e difundido na sociedade a partir da segunda metade do século 20, o plástico há muito vem chamando atenção pela poluição que gera, uma vez que o material, feito principalmente a partir de petróleo e gás, com aditivos químicos, demora aproximadamente 400 anos para se decompor plenamente na natureza.

Estimativas indicam que, desde 1950, mais de 160 milhões de toneladas de plástico já foram depositadas nos oceanos de todo o mundo. Ainda assim, estudos indicam que a poluição de plástico nos ecossistemas terrestres pode ser pelo menos quatro vezes maior do que nos oceanos.

Os principais danos do plástico à natureza podem ser listados como estrangulamento, ingestão e danos ao habitat.

O estrangulamento de animais por pedaços de plástico já foi registrado em mais de 270 espécies animais, incluindo mamíferos, répteis, pássaros e peixes, ocasionando desde lesões agudas e até crônicas, ou mesmo a morte. Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies. A maior parte dos animais desenvolve úlceras e bloqueios digestivos que resultam em morte, uma vez que o plástico muitas vezes não consegue passar por seu sistema digestivo.

Peso na economia 

A poluição por plástico gera mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. Levantamento do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –, aponta que os principais setores diretamente afetados são o pesqueiro, comércio marítimo e turismo. Enquanto o lixo plástico nos oceanos prejudica barcos e navios utilizados na pesca e no comércio marítimo, o plástico nas águas vem reduzindo o número de turistas em áreas mais expostas, como Havaí, Ilhas Maldivas e Coréia do Sul.

FONTE: ASCOM/WWF

Frente Parlamentar Ambientalista é lançada na Câmara

Mais de 200 parlamentares, de diversos partidos, aderiram à coalizão, também composta por organizações da sociedade civil

Cerca de 400 pessoas lotaram o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, para assistir nesta quarta (27/2) ao lançamento da Frente Parlamentar Ambientalista, coalizão que promove no Congresso as agendas socioambientais. Já aderiram à Frente mais de 200 parlamentares, entre deputados e senadores de diferentes partidos. Entre os presentes no evento estiveram representantes de movimentos sociais e de ONGs ambientalistas, parlamentares, pesquisadores, estudantes e jornalistas.

Segundo o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), atual coordenador da Frente – o parlamentar que vai liderar a coalizão nesta legislatura deve ser escolhido em breve – as primeiras sinalizações já demonstram que 2019 será um ano difícil para os direitos de comunidades tradicionais e para a legislação ambiental. “Isso torna ainda mais importante o trabalho da Frente Parlamentar Ambientalista. Não serão poucas as tentativas de desmonte do licenciamento, das unidades de conservação e das terras indígenas”, afirmou.

Para a deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR, primeira mulher indígena na história do Parlamento brasileiro), a Frente Parlamentar Ambientalista será um importante espaço para articulação da luta em defesa dos direitos das populações tradicionais. “Nas terras indígenas estão os principais guardiões das florestas, dos recursos naturais, da biodiversidade e da água. Não se pode permitir a fragilização dos direitos conquistados na Constituição de 1988”, afirmou a parlamentar.

Segundo o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), tem sido possível enfrentar retrocessos advindos do Executivo e do Legislativo, mas que a participação da sociedade civil é fundamental para esta luta. “Os povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares, que são parceiros da sustentabilidade e mantêm a agrobiodiversidade, estão correndo risco, inclusive de vida. É preciso ter solidariedade com os movimentos sociais que sofrem tentativas de serem enquadrados como organizações terroristas”, defendeu Tatto.

Para Michel Santos, gerente de políticas públicas do WWF-Brasil, o modelo de funcionamento da Frente, com parlamentares de diversos partidos e representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, cria condições para combater retrocessos e avançar agendas propositivas. “Trata-se de um espaço relevante para a participação das organizações, precisamos cada vez mais garantir o acesso e o envolvimento dos movimentos nesses debates em defesa das salvaguardas socioambientais”, observou.

De acordo com Ângela Kuczach, representante da Coalizão Pro-UC, coletivo que reúne dezenas de organizações ambientalistas em defesa das áreas protegidas, a Frente Parlamentar Ambientalista é o principal eixo para a defesa e a promoção das unidades de conservação. “Estamos órfãos no Poder Executivo, por isso precisamos defender no parlamento a importância das UCs, que produzem riqueza ambiental, social e econômica para o país”, resumiu.

FONTE: ASCOM/WWF

Todos perdem com a reforma da previdência de Bolsonaro

Todas as análises técnicas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06, de 2019, da reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, mostram que a reforma proposta pela equipe econômica do novo governo repete o objetivo do governo anterior: acabar com o direito à aposentadoria, mercantilizar e privatizar o direito social à Previdência.
O Sinpro-DF tem realizado encontros com técnicos para esclarecimentos e publicado em seu site, Facebook e periódicos impressos, vídeos, textos e entrevistas com explicações sobre esta reforma da Previdência. Em todos os veículos, o sindicato revela os prejuízos que ela trará para a atual e para as futuras gerações de trabalhadores(as).
Nos conteúdos divulgados, o sindicato tem mostrado o quanto a PEC 06/2019 afeta de forma negativa, irreversível e violenta a vida de todos e todas da categoria do magistério público e privado e de toda a família de cada professor(a) e orientador(a) educacional.
“Só venceremos essa discussão e impediremos a aprovação dessa PEC se todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) se unirem aos(às) trabalhadores(as) da iniciativa privada na luta contra a reforma. É por isso que o Sinpro-DF irá aprofundar as explicações, englobando as mudanças tanto no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a fim de mostrar como a reforma é ruim não só para o magistério e servidores públicos, mas também toda a classe trabalhadora. É preciso que saibamos como ficarão as aposentadorias dos idosos da iniciativa privada, dos trabalhadores rurais, dos professores etc. porque todos serão profundamente prejudicados pela proposta do governo Bolsonaro”, alerta Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF.
A análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quarta-feira (27), que os objetivos centrais da proposta é reduzir as despesas com a Previdência e Assistência Sociais e estimular a financeirização e privatização da Previdência.
A redução das despesas, segundo a análise do Dieese, ocorre por meio da elevação das condições de acesso aos benefícios (aumento da idade, do tempo de contribuição e outros critérios que dificultam o acesso à aposentadoria) tanto no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) como no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), por meio da redução do valor do benefício (porque modifica a forma de cálculo com a imposição de vários tipos de restrições conjugadas).
O governo pretende economizar com os cortes do RGPS R$ 715 bilhões e com as mudanças propostas nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), estima mais R$ 180 bilhões, em 10 anos. Nessa análise técnica, o Dieese questiona como o governo federal pode afirmar que essa proposta é para atingir as camadas mais privilegiadas da população?
A análise de toda a proposta mostra que a PEC da Reforma da Previdência apresentada pelo próprio presidente Bolsonaro ao Congresso Nacional, no dia 20 de fevereiro, está fazendo economia em cima de um benefício (BPC) criado para idosos das classes sociais mais desfavorecidas que não têm condição de se aposentar e da camada de trabalhadores que recebem os menores salários.
“O governo Bolsonaro não diz a verdade quando afirma que essa reforma irá mexer nos privilégios da classe privilegiada”, alerta Antunes. No texto do Dieese, o Departamento desmente o discurso do governo federal de que propõe uma reforma da Previdência para combater privilégios. “Se é para fazer uma reforma para combater privilégios, porque não faz uma reforma tributária em vez de penalizar a população mais empobrecida e assalariada do país com uma reforma da Previdência?”, questiona. O Departamento sugere a taxação de grandes fortunas, aumentar as alíquotas de Imposto de Renda e modificar a forma de tributar.
O Dieese alerta para o fato de que, ao mesmo tempo em que a reforma da Previdência retira da Constituição Federal alguns preceitos da Previdência Social e inclui em leis complementares o que facilita a aprovação porque o rito é diferenciado, ela amarra as finanças dos estados e municípios “a vinculação de determinadas receitas ao RPPS, pela proposta, exclui essa receita dos indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que será novo obstáculo ao aumento de remunerações de pessoal. Portanto, a aprovação dessa proposta tem impactos não só nos rendimentos de aposentados e pensionistas, mas também na dos servidores em atividade”, diz o Dieese.
Outro problema muito grave da PEC 06/2019 é o regime de capitalização. Ao mesmo tempo que o texto afirma “caráter obrigatório para quem aderir” também fala que a lei complementar irá definir a obrigatoriedade de vinculação a esse novo. Além disso institui um novo conceito de previdência que, pela proposta, pode colocar em risco o sistema de repartição simples.
Confira a seguir, a análise do Dieese na íntegra e, em seguida, as matérias sobre reforma da Previdência produzidas e reproduzidas pelo Sinpro-DF:

Confira as séries de matérias sobre reforma da Previdência produzidas pelo Sinpro-DF

Matérias sobre reforma da Previdência 2019:

PEC da Previdência de Bolsonaro atende ao mercado financeiro e acaba com aposentadoria do trabalhador

Matérias sobre reforma da Previdência 2018:

Editorial | A política contra os trabalhadores

Brasil poderá ter previdência privada por capitalização

Governo federal gasta milhões com publicidade para aprovar reforma da previdência

Temer anuncia reforma da Previdência para outubro de 2018, mas isso depende do seu voto

Pressão popular obriga governo a recuar mais uma vez e a não votar reforma da Previdência. Mídia entra em cena para convencer a população

O impacto da PEC 287-A na vida dos orientadores educacionais

Confira aqui outras matérias sobre a reforma da Previdência 2017:

Folha do Professor Especial explica como será a aposentadoria do magistério público após reforma

Por que os professores têm aposentadoria especial?

Impactos da reforma da Previdência na educação básica

CPI da Previdência: Brasil tem um dos menores gastos com Previdência do mundo

Reforma da Previdência aprofundará doenças ocupacionais do magistério

Ministro da Fazenda vai a evento do Itaú, em Londres, anunciar reforma da Previdência em novembro

O impacto da PEC 287-A na vida dos orientadores educacionais

Governo gasta milhões para dar presente de grego a brasileiros: a reforma da Previdência

Após governo anunciar votação para 18/12, Sinpro lança nova campanha contra a reforma da Previdência

Governo federal gasta milhões com publicidade para aprovar reforma da Previdência

Em 2016, Sinpro-DF produziu primeira série de reportagens sobre a reforma da Previdência
Entre maio e novembro de 2016, o Sinpro-DF apresentou à categoria a primeira série de reportagens sobre a primeira versão do texto da reforma da Previdência, a PEC 287, esmiuçando os cálculos propostos pelo governo ilegítimo, explicando os prejuízos nefastos que iria causar na população e na categoria docente, desmascarando os interesses do empresariado e do sistema financeiro, contando a história e os motivos da criação, no Brasil, de um Sistema de Seguridade Social independente e sem nenhum tipo de rombo.

Confira aqui algumas das matérias da primeira série, todas as demais matérias que, embora o texto que irá ao Plenário seja o substitutivo, intitulado de PEC 287-A, os efeitos são os mesmo da PEC 287.

Reforma da Previdência e PEC 241/16 são imposições do FMI

Estudos demonstram que há superávit na Previdência e reforma é para retirar direitos

Reforma da Previdência do presidente não eleito põe fim à paridade no funcionalismo

Governo manipula e chama as renúncias de rombo na Previdência

Confira aqui depoimentos das vítimas do golpe da previdência dado nos países de terceiro mundo pelo sistema financeiro. O vídeo está em espanhol, mas tem legenda em português:

Crisis de las pensiones en Chile – El negocio de las AFP

Área de anexos

GDF REINICIA RECADASTRAMENTO E PROVA DE VIDA EM MARÇO

O recadastramento dos(as) servidores(as) públicos(as) da ativa começará em março de 2019. A Portaria nº 575/18, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), de 31 de dezembro de 2018, que alterou a Portaria 543/2018, redefiniu as datas de recadastramento do funcionalismo da ativa.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF alerta os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa e aposentados(as) para ficarem atentos e não perderem o recadastramento e a prova de vida, afinal, quem não estiver com o cadastro no serviço público atualizado poderá ficar sem a remuneração.

No ano passado, havíamos informado que o procedimento seria feito a partir de janeiro deste ano para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que fazem aniversário em janeiro, mas o Governo do Distrito Federal (GDF) informou, posteriormente, com a publicação de nova portaria, que o recadastramento só seria feito a partir de março.

“Portanto, todos e todas devem estar atentos e atentas para não perderem os prazos”, alerta Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF. Professores(as) e orientadores(as) que fazem aniversário nos meses de janeiro e fevereiro devem estar atentos(as) porque só farão o recadastramento no ano de 2020.

Os que fazem aniversário a partir de março de 2019 deverão realizar, no mês de seu aniversário, o procedimento. Para isso, tem de acessar o Sistema Único de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH) para efetuar o Recadastramento Anual Obrigatório dos(as) Servidores(as) Públicos(as) Ativos(as). O  passo a passo de como deve ser feito está na Portaria nº 543, de 4 de dezembro de 2018. Confira aqui a Portaria 543/18.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF orienta a todos e todas que leiam com atenção a portaria e não deixem para se recadastrar na última hora. “O recadastramento é obrigatório para todos(as) os(as) servidores(as) e deverá ser efetuado no mês de aniversário natalício do(a) servidor(a) a partir de março de 2019”, alerta Antunes.

Servidores(as) que estiverem de licença médica ou afastados e não conseguirem se recadastrar pelo sistema deverão procurar o setor de pessoal do órgão em que atua quando retornar da licença ou do afastamento. “O servidor que não se recadastrar poderá, até mesmo, ter o salário suspenso”, avisa Gilza Camilo Ricardo, diretora do Sinpro-DF.

APOSENTADOS(AS) E PENSIONISTAS
Pensionistas e servidores(as) aposentados(as) também são obrigados a fazer o recadastramento e a prova de vida no mês de seu aniversário, incluindo aí os que nasceram nos meses de janeiro e fevereiro, que também devem fazer a prova de vida em 2019.

Portanto, o procedimento para recadastramento de pensionistas e aposentados(as) é diferente e esses(as) devem seguir as orientações da portaria específica para eles e elas. Devem ir a qualquer agência do Banco de Brasília (BRB) no horário de expediente bancário e, lá, atualizar o cadastro. Aposentados(as) e pensionistas, confiram o regulamento para fazer a prova de vida no link a seguir:

O regulamento para aposentados(as) e pensionistas está definido na Portaria nº 199/2018.

Confira aqui a matéria do Sinpro-DF sobre o Recadastramento Anual Obrigatório

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF

CPB lança curso de EaD gratuito e visa capacitar 100 mil profissionais de Educação Física

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lançou, nesta segunda-feira (25.02), o curso “Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte”, no formato de ensino à distância (EaD), de forma gratuita.

A iniciativa faz parte da meta de capacitar até 100 mil profissionais de Educação Física em esportes adaptados até 2025, definida no Planejamento Estratégico do CPB. As aulas foram desenvolvidas na ferramenta on-line do Impulsiona, programa de educação do Instituto Península.

As inscrições já estão abertas e os interessados podem registrar-se nesta página: https://impulsiona.org.br/esporte-paralimpico/. Estão disponíveis quatro módulos: o primeiro trata da história do esporte paralímpico e sua estrutura, o segundo aborda as deficiências elegíveis, enquanto o terceiro fala sobre aspectos gerais da classificação esportiva. Por fim, o último módulo demonstra como o esporte paralímpico pode ser introduzido na escola.

O curso totaliza 40h de conteúdo na AVA MEC, sistema do Ministério da Educação. Não há limite de vagas. Aqueles que cumprirem todas as etapas em até 60 dias ganham um certificado assinado pelo CPB, Impulsiona e o MEC. O objetivo principal do curso é qualificar professores de todo o Brasil a incorporarem o conteúdo ao planejamento de suas aulas. O projeto é coordenado pela área de Educação Paralímpica, que formulou o conteúdo e o adaptou para ser repassado à distância.

Mizael Conrado, presidente do CPB, disse em seu discurso que a iniciativa é um marco no direcionamento da política inclusiva da entidade. “A igualdade no ponto de partida é o que dá sentido à meritocracia. Trabalhamos incansavelmente para dar as mesmas oportunidades às pessoas com deficiência e esta é uma iniciativa que tem grande importância neste contexto. O esporte é vital na vida de um deficiente. E introduzi-lo às modalidades já na fase escolar é o que consideramos ideal”, afirmou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

O evento de lançamento do curso contou com a presença da senadora Mara Gabrilli, do secretário municipal de educação, José Cury Neto; do secretário municipal da pessoa com deficiência, Cid Torquato; de Carlos Ferrari, diretor da Organização Nacional dos Cegos do Brasil; e de Vanderson Berbat, diretor do Impulsiona. O vice-presidente do Comitê, Ivaldo Brandão, também prestigiou a cerimônia, que contou com uma demonstração de tênis de mesa – uma das modalidades abordadas no curso inaugural.

“Promover inclusão por meio do esporte é uma das formas mais dignas de incluir, porque alunos recebem noções de disciplina, foco e desenvolvem habilidades cognitivas e socioemocionais muito importantes. Por este motivo, a Secretaria Municipal de Educação incentivará todos os professores da rede pública municipal a fazerem este curso e se capacitarem em relação ao esporte adaptado”, disse José Cury Neto.

O conteúdo do curso foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e o ambiente estará acessível aos professores inscritos a qualquer momento, por computadores, celulares ou tablets, desde que haja acesso à internet.

Perguntas & Respostas

Quem pode participar?

O curso se destina a profissionais de Educação Física.

Quanto custa?

O curso é totalmente gratuito.

Onde posso me inscrever?

O curso já está disponível no site https://impulsiona.org.br/esporte-paralimpico/.

Qual a duração do curso?

São quatro módulos, com duas aulas cada, que totalizam 40h.

Quantas vagas?

O número de vagas do curso é ilimitado.

Quem o desenvolveu?

O conteúdo do curso foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e é oferecido em parceria com o Impulsiona.

Qual o prazo para conclusão do curso?

60 dias.

Terá certificado?  

As pessoas que concluírem o curso receberão um certificado assinado pelo CPB, Impulsiona e o MEC.

Qual o objetivo do curso?

Capacitar professores de Educação Física do Brasil a incorporarem o conteúdo do curso ao planejamento de suas aulas.

FONTE: Comitê Paralímpico Brasileiro

Engajamento público na ciência é tema de curso na Casa de Oswaldo Cruz

No mês de março, o Programa de Pós-graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) recebe Simon Lock, professor de Divulgação Científica e Governança do Departamento de Estudos da Ciência e Tecnologia da University College London (UCL), no Reino Unido. Lock irá ministrar, entre 25 e 29 de março, o curso Engajamento Público na Ciência: do déficit ao diálogo. As inscrições devem realizadas entre 6 e 8 de março, na Secretaria Acadêmica, localizada no que fica no terceiro andar do Centro de Documentação e História da Saúde. Mais informações pelo e-mail ppgdivulgacao@fiocruz.br. O número de vagas é limitado.

Professor e pesquisador em um dos programas de pós-graduação mais antigos e importantes no campo da divulgação científica, Simon Lock desenvolve estudos em diferentes subáreas, entre as quais se destacam governança de novas tecnologias, engajamento público na ciência e tecnologia e ciência e sexualidades. Suas disciplinas na UCL são concorridas e conhecidas pela alta qualidade.

No curso que irá ministrar na COC, Lock vai traçar um panorama geral e internacional da configuração do campo da divulgação científica, apresentar alguns dos principais referenciais teóricos na área e discutir aplicações práticas da teoria em diferentes tipos de pesquisas que analisam a ciência em sua interface com a sociedade e a cultura, treinando o olhar dos alunos e aprimorando suas habilidades analíticas.

“Pelo fato de ser um programa recente e um dos únicos voltados especificamente para a divulgação científica em todo o Brasil, em uma área ainda emergente no país, não há dúvidas de que o curso trará benefícios para o programa, tanto para os discentes quanto para os docentes, e que contribuirá para o desenvolvimento acadêmico do campo no Brasil”, ressalta Luisa Massarani, coordenadora do programa.

O curso, que conta com apoio da vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), será oferecido como disciplina no âmbito do programa, mas é aberto a todos os pós-graduandos da COC e da Fiocruz. As aulas serão em inglês e vão ocorrer no período da manhã (9h às 12h30) de segunda a sexta-feira e nas tardes (13h30 às 17h) dos dias 26, 27 e 29, no Centro de Documentação e História da Saúde, no campus da Fiocruz, em Manguinhos. O número de vagas é limitado.

FONTE: ASCOM/COC – Fiocruz

Já estão abertas as inscrições para a vi corrida, caminhada e passeio ciclístico do SINPRO

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos Culturais, realiza a VI Corrida, Caminhada e Passeio Ciclístico do Sinpro. A prova, que já faz parte do calendário esportivo do Distrito Federal, será realizada no dia 16 de março, no estacionamento da Praça do Buriti (entrada em frente ao TJDFT). A largada ocorrerá às 19h, com qualquer condição climática, e o encerramento será regado ao samba de Cris Pereira e Banda. As inscrições já estão abertas. Clique aqui e faça a sua.

Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) poderão participar em uma das três modalidades: Corrida de 5 km, Caminhada de 5 km e Passeio Ciclístico de 6 km. A entrega dos kits de corrida será feita posteriormente na sede e subsedes do Sinpro e quaisquer novidades serão divulgadas no site www.sinprodf.org.br.

Todos os participantes da corrida, caminhada e passeio ciclístico receberão medalhas. “Além de comemorar os 40 anos do Sinpro, a VI Corrida, Caminhada e Passeio Ciclístico oferece à categoria um momento de confraternização e de atividade física que contribua para a qualidade de vida e para a saúde mental dos professores e orientadores”, ressalta a coordenadora da Secretaria de Cultura do Sinpro Thaís Romanelli.

Confira aqui o regulamento completo.

FONTE: ASCOM/SINPRO-DF