Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

Academia Brasileira de Letras dá início a suas atividades culturais de 2019

A Academia Brasileira de Letras abre, dia 21 de março, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), com o tema “Presenças Fundamentais”, a temporada 2019 de seus ciclos de conferências, sob coordenação-geral da Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL.

A palestra de abertura, intitulada O lugar de Machado de Assis na literatura brasileira, coordenada pelo Acadêmico Marco Lucchesi, Presidente da ABL, terá como conferencista o Acadêmico Domício Proença Filho. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado de Assis foi o fundador da cadeira nº. 23 e ocupou por mais de dez anos a Presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

O ciclo terá mais duas conferências, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Nabuco: uma visão do passado brasileiro, tendo como palestrante o Acadêmico Evaldo Cabral de Mello; e Rui Barbosa, 170 anos, dimensão da atualidade do seu percurso, com o Acadêmico Celso Lafer.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

OS CONFERENCISTAS

Domício Proença Filho é Professor Emérito e Professor Titular de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense, aposentado. Doutor e Livre-Docente em Letras, foi Professor da disciplina e de língua portuguesa em diversos outros estabelecimentos de ensino superior, entre eles, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica da mesma cidade. Na condição de Professor Titular Convidado (Gastprofessor), ministrou cursos na Universidade de Colônia e na Escola Técnica de Altos Estudos de Aachen.

Participou, como conferencista e debatedor, de seminários e cursos promovidos por instituições de ensino superior e centros de estudos em Lisboa, Coimbra, Porto, Colônia, Tübingen, Munique, Roma, Bolonha, Madri, Salamanca, Paris, Clermont Ferrand, e Minesota.

O Acadêmico é, também, crítico, ensaísta, poeta, ficcionista, roteirista e promotor cultural. Publicou 68 livros, entre eles, Estilos de época na literatura, a linguagem literáriaA poesia dos Inconfidentes (org.); Oratório dos InconfidentesO risco do jogo – poemas; Capitu-memórias póstumas (romance); Breves estórias de Vera Cruz das AlmasNova ortografia da língua portuguesa – guia prático; Leitura do texto, leitura do mundo; e Muitas línguas, uma língua: a trajetória do português brasileiro. É membro da Academia Brasileira de Letras, de que foi presidente (2016-2017), da Academia Brasileira de Filologia e da Academia das Ciências de Lisboa e do PEN Clube do Brasil.

Evaldo Cabral de Mello nasceu no Recife em 1936 e atualmente mora no Rio de Janeiro. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres. Em 1960, ingressou no Instituto Rio Branco e dois anos depois iniciou a carreira diplomática. Serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, e também nas missões do Brasil em Nova York e Genebra, e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha.

Um dos mais destacados historiadores brasileiros, Evaldo Cabral de Mello é especialista em História regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, assunto sobre o qual escreveu muitos de seus livros, como Olinda restaurada (1975), sua primeira obra, Rubro veio (1986), sobre o imaginário da guerra entre Portugal e Holanda, e O negócio do Brasil (1998), sobre os aspectos econômicos e diplomáticos do conflito entre portugueses e holandeses. É organizador do volume Essencial Joaquim Nabuco, da Penguin-Companhia das Letras.

Celso Lafer, quinto ocupante da cadeira 14 da ABL, exerce atualmente a função de professor titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP, onde leciona desde 1971. É PhD em Ciência Política na Universidade de Cornell, EUA, e livre-docência em Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da USP. Foi Ministro das Relações Exteriores, em 1992, e Vice-Presidente, ex-officio, da Conferência da ONU sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento, na Rio-92. Em 1999, foi Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e, de 1995 a 1998, embaixador na Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e à Organização Mundial do Comércio, em Genebra.

Entre suas inumeras publicações, estão: O Sistema Político Brasileiro, Estrutura e ProcessoO Convênio do Café de 1976: da Reciprocidade no Direito Internacional EconômicoGil Vicente e CamõesHannah Arendt: Persamento, persuação e poderO Direito e o Estado ModernoPolítica Externa Brasileira: três momentosA Internacionalização dos Direitos Humanos – Constituição,Racismo e Relações Internacionais.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Confira a programação cultural do Ministério da Cidadania

Exposições “Raízes” e “Estar no mundo, sem ser do mundo”, na Funarte de São Paulo, são o destaque do fim de semana

A partir deste sábado (23), a exposição “Raízes” passará pelo Complexo Cultural Funarte, em São Paulo, na Galeria Mario Schenberg. O projeto traz um diálogo entre culturas ancestrais e suas vertentes contemporâneas. A visitação é gratuita e vai até 7 de abril, de terça a sexta, das 10h às 18h, e sábados e domingos, das 14h às 21h. Espetáculos teatrais e mostras de filmes também compõem a agenda do último fim de semana de fevereiro. Confira a programação completa abaixo:

CINEMATECA BRASILEIRA

Roma na Cinemateca
Até 8/3, às 20h (sábado e domingo)
Endereço: Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
Lançado comercialmente em Video on Demand (VoD) em dezembro de 2018, o filme Roma terá exibições especiais na Cinemateca nas próximas semanas. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, a película dirigido por Alfonso Cuarón tem sido destaque na temporada de premiações e concorre a 10 Oscar na edição de 2019.
As sessões ocorrem de 8 de fevereiro a 8 de março, sempre às 20h. A venda de ingressos ocorrerá somente on-line, respeitando a lotação da sala de exibição, que é de 210 lugares. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) e podem ser obtidos no site da Cinemateca.
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Clássicos ao Ar Livre
Até 9/3, às 20h (sábado e domingo)
Endereço: Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
Abrindo a programação de 2019, a Cinemateca Brasileira realiza sessões gratuitas do projeto “Clássicos ao ar livre”. De 9 de fevereiro a 9 de março, sempre aos finais de semana, haverá a exibição de clássicos do cinema estrangeiro, no seu suporte original 35mm, em sessões na tela externa da Cinemateca. Entre os destaques estão clássicos do cinema fantástico como Sangue de pantera (1942), dirigido por Jacques Tourneur, Planeta fantástico (1972), animação de René Laloux, e Vampiros de almas (1956), ficção científica de Don Siegel; o suspense de Alfred Hitchcock Suspeita (1941), filme que iniciou sua parceria com Cary Grant e que rendeu a Joan Fontaine o Oscar de Melhor Atriz; Lili Marlene (1981), de Rainer Werner Fassbinder, sobre o romance de uma popular cantora alemã com um compositor judeu no período do nazismo; e Gente da Sicília (1999), dos mestres Jean-Marie Straub e Danièle Huillet – vencedor do Prêmio da Crítica na 23ª Mostra Internacional de São Paulo – que acompanha o retorno de um escritor à região italiana para reencontrar a mãe. A programação exibe também uma das obras-primas de Jean Renoir, French Cancan (1955).
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FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

Exposição ‘Raízes’
Abertura: 23/2, às 14h
De terças a sextas, das 10h às 18h, sábados e domingos, das 14h às 21h.
Entrada franca
Endereço: Complexo Cultural Funarte SP — Galeria Mario Schenberg

Raízes é um projeto artístico que dialoga com as culturas ancestrais e suas vertentes contemporâneas. Por meio de desenhos, pinturas e um mural, Ju Costa exalta a diversidade e a singularidade das expressões artísticas de povos de matrizes africanas e indígenas, que acreditam no equilíbrio da natureza e valorizam suas raízes sociais. A artista representa a riqueza cultural e a pluralidade racial brasileiras.
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Exposição “Estar no mundo, sem ser do mundo”
Abertura: 23/2, às 14h
Encerramento: 7/4.
Horário de visitação: terças a sextas, das 10h às 18h; sábados e domingos, das 14h às 21h.
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann – Campos Elíseos, São Paulo (SP)

A exposição apresenta 12 pinturas inéditas, resultado de uma pesquisa realizada por Maíse Couto entre 2017 e 2018. As obras são fruto de uma imersão da artista em suas questões pessoais e do enfrentamento da rotina solitária e silenciosa do ateliê. As paisagens – que atravessam as fronteiras entre figuração e abstração – em geral são habitadas por uma criança inspirada nos retratos de sua filha. O símbolo personifica sua própria imagem infantil, em espaços indefinidos, em situações e ações que revelam resquícios de lembranças e imaginação. A exposição foi uma das contempladas no edital Paralelos de Artes Visuais, em 2018.
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Oficina “Trance Lucid Dance”
Data: 24/2, domingo, das 15h às 18h.
Ingressos: R$ 90 (meia-entrada: R$ 45)
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – Complexo Cultural Funarte SP

A atividade faz parte dos projetos da Universidade Coreosofia, dos dançarinos Raji e Mudra, da Bélgica. Em parceria, os artistas desenvolveram um conjunto de exercícios que permitem a cada praticante entrar em intimidade com o próprio organismo, “sem opor o processo instintivo à racionalidade”. A proposta é, ao contrário, “abrir a via intuitiva entre os dois hemisférios do cérebro” por meio de atividades que envolvem consciência corporal, ritmo, respiração, música, pintura, meditação e criatividade.
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Espetáculo ‘Poética do Cotidiano’
Até 27/3, às 20h (quartas)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058  – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
A peça é resultado da oficina O Século de Stanislavski, projeto contemplado no programa Laboratório da Cena Funarte 2018. Os ingressos são vendidos na modalidade “pague quanto puder”. Coordenado por Dirce Thomaz, Edson Caeiro e Geraldo Fernandes, o trabalho reúne cenas sobre temas diversos, que refletem as angústias do ser humano, sua relação com a realidade, os desejos e os sonhos e seu contato com o outro. As questões – abordadas pelas perspectivas do naturalismo, realismo e simbolismo – transitam pelos campos político, social e espiritual.
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Espetáculo ‘Àtma’
De 22/2 a 24/2, às 20h30 (sexta e sábado) e às 19h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058  – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
De acordo com o espetáculo, diz-se que uma pessoa tem bom senso quando sua alma age de acordo com as regras da sociedade, mas ela é considerada “louca” quando sua alma se liberta da prisão. No entanto, as pessoas acometidas por essa “loucura” podem predizer o futuro, conhecem as línguas e as ciências sem tê-las aprendido e oferecem algo de verdadeiramente lúcido porque se libertam das estratégias mentais e corpóreas e exercem suas faculdades naturais. Presos a uma rede de desejos e absortos pelo egocentrismo inconsciente, os seres humanos desconhecem sua natureza interior e aniquilam-se para obter o gozo dos sentidos.
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Espetáculo ‘O Céu dança no Espelho do Mundo’
23/2, às 18h (sábado)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
A Sala Renée Gumiel do Complexo Cultural Funarte SP recebe o espetáculo O Céu dança no Espelho do Mundo. Os ingressos têm preços populares. A coreografia, de inspiração filosófica, remete ao mistério do “amor”, ao grande sopro do universo”, que “pulsa” “ao ritmo do coração dos enamorados”. O espetáculo também sugere que o fluxo de vida dos amantes “nunca se esgota”.
O Céu dança no Espelho do Mundo faz parte dos projetos da Universidade Coreosofia, dos dançarinos Raji e Mudra, da Bélgica. Em parceria, os artistas desenvolveram um conjunto de exercícios que permitem a cada praticante entrar em intimidade com o próprio organismo, “sem opor o processo instintivo à racionalidade”. A proposta é, ao contrário, “abrir a via intuitiva entre os dois hemisférios do cérebro” por meio de atividades que envolvem consciência corporal, ritmo, respiração, música, pintura, meditação e criatividade.
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45ª edição da Campanha de Popularização Teatro & Dança
Até 24/2
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte (MG)
A Campanha de Popularização Teatro & Dança é realizada até 24 de fevereiro e vai circular por seis cidades de Minas: Betim, Contagem, Nova Lima, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas e a capital, Belo Horizonte.
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Espetáculo ‘Cão’
Até 24/2, às 20h30 (sexta e sábado) e às 19h (domingo)
Endereço: Teatro de Arena Eugênio Kusnet, Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – São Paulo (SP)
Na trama, o personagem Ricardo sofre com a falta de memória. Com a ajuda de um garçom, ele tenta resgatar lembranças de sua vida em meio a papeis, vultos de si e aparições de duas mulheres: Bela e Laura. O espetáculo aborda questões do mundo contemporâneo, como a virtualização das relações e a falta de memória de si, do entorno e das questões sociais. A peça – que tem como referências o teatro do absurdo, o teatro épico e o realismo fantástico, além das obras de Jean Paul Sartre, Luiz Alberto de Abreu e Carlos Alberto Soffredini – também traz à tona a complexidade de sentimentos humanos, como o amor, a loucura, a dignidade e o desejo.
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Espetáculo ‘Mãe’
Até 28/2, às 20h30 (quarta e quinta)
Endereço: Teatro de Arena Eugênio Kusnet, Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – São Paulo (SP)
Mãe
 parte de um episódio trágico vivido pelo personagem quando tinha apenas um ano e quatro meses: a morte de sua mãe em um acidente. O estímulo inicial da obra – que transita entre o teatro, a dança, a performance, a poesia e a meditação – é uma poderosa e dolorida imagem interna da mãe. A peça remete ao sagrado feminino,às subversões, aos silenciamentos e estupros sociais, culminando no maior arquétipo da mãe: nosso planeta.
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Exposição ‘Dupla Face’
Até 24/3 – 10h30 às 19h (terça a domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Com curadoria de Maria Eugenia Cordero, a mostra apresenta 33 esculturas de Pallardó, que, além de artista visual, é também ator de teatro e integrante do coletivo paulistano Cia da Vértebra. Os trabalhos permitem vislumbrar algo do seu processo de criação, uma conjugação dessas duas faces de sua expressão artística.
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FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

Exposição ‘1808 – 1818: A construção do reino do Brasil’
Até 29/3 – 12h às 16h30 (segunda), 10h às 16h30 (terça a sexta)
Endereço: Espaço Cultural Eliseu Visconti – Rua México S/N – Rio de Janeiro (RJ)
A exposição reflete sobre a época joanina,  período que começa com a chegada da corte portuguesa em 1808 e, logo em seguida, pela abertura dos portos brasileiros às nações unidas e termina com a coroação do príncipe regente D.João. Deixando para trás uma Europa conflagrada, D. João passou a reinar na cidade do Rio de Janeiro, que se transformou na cabeça do Império Ultramarino. A instalação da corte no Brasil promoveu a quebra do chamado “pacto colonial”, abrindo os portos para as nações amigas.
Artistas, viajantes e naturalistas foram autorizados a conhecer e a registrar a paisagem tropical. Foram 10 anos que transformaram o Brasil, quando foram fundados o Banco do Brasil, a Imprensa Régia, o Jardim Botânico, a Biblioteca Real, atual Biblioteca Nacional, as academias Real dos Guardas Marinhas e Real Militar e a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.
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FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA

Mostra ‘Rui, sua casae seus livros: o homem e sua biblioteca’
Até 4/4
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro(RJ)
O Museu Casa de Rui Barbosa promove a mostra ‘Rui, sua casa e seus livros:o homem e a sua biblioteca’. O roteiro temático tem como objetivo buscar o diálogo entre o acervo, o espaço e o personagem. A entrada franca.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Circuito Villa-Lobos
27/2, às 11h
Local: Museu Villa-Lobos – Rua Sorocaba, 200, Rio de Janeiro (RJ)
Passeio guiado por lugares frequentados pelo maestro e compositor, relacionados ao seu trabalho e lazer. O Circuito inicia-se na escadaria do Theatro Municipal. Os participantes caminham por ambientes que Villa-Lobos frequentou ao longo de sua trajetória e termina na Casa do Choro, onde é apresentado um recital de música brasileira, com destaque para o gênero musical Choro, estilo que inspirou Villa-Lobos em suas composições. Reserve sua vaga entrando em contato com o número (21) 97133 1822.
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Mostra ‘Três Momentos da Pintura de Paisagem no Brasil’
Até 31/5
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A mostra “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil” aborda a evolução da prática da paisagem no Brasil. São 36 obras provenientes do acervo do MNBA e da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, ligada ao Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exibem “paisagens puras”, não tendo sido selecionadas paisagens urbanas ou marinhas. Algumas dessas obras não são expostas ao público há décadas. A mostra é dividida em três módulos e percorre um panorama conciso do exercício da pintura de paisagem no Brasil por artistas brasileiros, estrangeiros radicados no Brasil ou, ao menos, aqui ativos desde meados do século XIX até os anos iniciais do século XX. A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos, poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero. As visitações são de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
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Mostra ‘O desenho de Lasar Segall’
Até 17/6 – quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo, SP
Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.
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INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição ‘Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico’
Até 15/3 – das 8h às 18h
Endereço: SEPS, Quadra 713/913, Bloco D, Edifício Iphan – Brasília (DF)
A Exposição ‘Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico’ é uma homenagem ao trabalho desenvolvido por Luiz de Castro Faria pela preservação dos bens arqueológicos brasileiros. A exposição detalha em quatro módulos um pouco da história do antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo, destacando sua contribuição para a consolidação das políticas de proteção aos bens arqueológicos brasileiros.
Uma amostra da pesquisa do arqueólogo padre João Alfredo Rohr, exibindo 167 peças que integram sua coleção, tombada pelo Iphan em 1986, também está disponível, trazendo uma abordagem aos dois patrimônios arqueológicos inscritos pela Unesco na Lista de Patrimônio Mundiais: Parque Nacional Serra da Capivara, declarado Patrimônio Mundial em 1991 e tombado pelo Iphan em 1993, e Sítio Cais do Valongo, inscrito na Lista em 2017.
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FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Centro Técnico Audiovisual (CTAv) lança programação de cursos para o primeiro semestre

Está prevista a realização de 15 oficinas e workshops, com temas como animação, iluminação, montagem, mixagem e roteiro, entre outros, além de atividades para debater a participação feminina e a diversidade no audiovisual

O Centro Técnico Audiovisual (CTAv), instituição da Secretaria Especial da Cultura responsável por treinamento e capacitação no setor audiovisual e pela guarda e conservação de acervos digitais, divulgou a programação de atividades para o primeiro semestre de 2019. Até junho, a instituição vai promover 15 oficinas e workshops com temas como animação, iluminação, montagem, mixagem e roteiro, entre outros. Também será realizada, em março, uma série de eventos voltados à participação feminina no setor audiovisual. E em junho, será a vez de atividades voltadas à inclusão e à visibilidade de grupos minoritários.

“Nossa expectativa em relação a esse ciclo de formação audiovisual é de que mais jovens sejam capacitados e possam aplicar seus conhecimentos de forma profissional, gerando mais oportunidades de futuro e cultura dentro de um viés social”, destaca a coordenadora-geral do CTAv, Daniela Pfeiffer.

Em fevereiro, serão realizadas oficinas sobre fundamentos básicos do roteiro e básico de atuação para TV e cinema, ambas com inscrições já encerradas. Em março, também serão duas oficinas, uma sobre produção para televisão com baixo orçamento (dia 13), que está com inscrições abertas até esta sexta-feira, e outra sobre Animação (dia 20), com abertura de inscrição prevista para a próxima semana.

De 25 a 29 de março, o CTAv promove uma mostra de curtas sobre mulheres, um mesa de debate e uma palestra sobre a participação feminina no setor audiovisual e um encontro com mulheres que atuam no setor.

Em abril, o Centro Técnico Audiovisual promove oficina de Animação, nos dias 8, 9, 15, 16, 22 e 23, e de conhecimentos básicos em iluminação para audiovisual, nos dias 28 e 29. Já em maio, serão realizados oito workshops, com os seguintes temas: elaboração de projetos (6/5), produção executiva (8/5), estruturação de empresa e marketing (13/5), financiamento (15/5), inscrição de projetos para captação de recursos via leis de incentivo federais (20/5), montagem e mixagem (22/5), distribuição (27/5) e pitching (29/5).

Junho será o Mês da Diversidade no CTAv. Serão realizadas oficina de iluminação audiovisual e palestra para sobre representatividade nos games para a população LGBTQ+, além de mostras e mesas de debates para o mesmo público-alvo.

Resultados

Em 2018, o CTAV capacitou cerca de 360 pessoas com a realização de dez oficinas e workshops com temas como produção, roteiro, iluminação e financiamento. Daniela Pfeiffer destaca que, no ano passado, a instituição assumiu sua vocação como centro de treinamento voltado para formação principalmente de jovens de baixa renda. “Agora, esse programa torna-se um ciclo que contempla todos os elos da cadeia produtiva do audiovisual”, comemora. Segundo Daniela, a expectativa é de que o número de pessoas alcançadas cresça este ano, pois apenas no primeiro semestre o número de oficinas é o triplo do realizado no ano anterior.

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Confira a programação cultural do Ministério da Cidadania

Espetáculos de dança e teatro na Funarte, além da prorrogação de exposição na Biblioteca Nacional são os destaques

A exposição ‘1808 – 1818: A construção do reino do Brasil’ estendeu a visitação até o dia 29 de março, na Biblioteca Nacional. A curadoria selecionou peças, imagens e obras originais da chegada e das primeiras décadas da corte portuguesa ao Brasil. Na Funarte do Rio de Janeiro, o destaque é o espetáculo de dança ‘D-Talles Sólidos’, que apresenta três coreografias com participação de artistas brasileiros e mexicanos. E em São Paulo (SP), a peça ‘Poética do Cotidiano’ reflete sobre as angústias e desejos do ser humano. Confira a programação completa abaixo:

CINEMATECA BRASILEIRA

Roma na Cinemateca
Até 8/3, às 20h (sábado e domingo)
Endereço: Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
Lançado comercialmente em Video on Demand (VoD) em dezembro de 2018, o filme Roma terá exibições especiais na Cinemateca nas próximas semanas. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, a película dirigido por Alfonso Cuarón tem sido destaque na temporada de premiações e concorre a 10 Oscar na edição de 2019.
As sessões ocorrem de 8 de fevereiro a 8 de março, sempre às 20h. A venda de ingressos ocorrerá somente on-line, respeitando a lotação da sala de exibição, que é de 210 lugares. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) e podem ser obtidos no site da Cinemateca.
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Clássicos ao Ar Livre
Até 9/3, às 20h (sábado e domingo)
Endereço: Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
Abrindo a programação de 2019, a Cinemateca Brasileira realiza sessões gratuitas do projeto “Clássicos ao ar livre”. De 9 de fevereiro a 9 de março, sempre aos finais de semana, haverá a exibição de clássicos do cinema estrangeiro, no seu suporte original 35mm, em sessões na tela externa da Cinemateca. Entre os destaques estão clássicos do cinema fantástico como Sangue de pantera (1942), dirigido por Jacques Tourneur, Planeta fantástico (1972), animação de René Laloux, e Vampiros de almas (1956), ficção científica de Don Siegel; o suspense de Alfred Hitchcock Suspeita (1941), filme que iniciou sua parceria com Cary Grant e que rendeu a Joan Fontaine o Oscar de Melhor Atriz; Lili Marlene (1981), de Rainer Werner Fassbinder, sobre o romance de uma popular cantora alemã com um compositor judeu no período do nazismo; e Gente da Sicília (1999), dos mestres Jean-Marie Straub e Danièle Huillet – vencedor do Prêmio da Crítica na 23ª Mostra Internacional de São Paulo – que acompanha o retorno de um escritor à região italiana para reencontrar a mãe. A programação exibe também uma das obras-primas de Jean Renoir, French Cancan (1955).
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FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

Espetáculo ‘D-Talles Sólidos’
De 15 a 16/2, às 20h (sexta e sábado)
Endereço: Teatro Cacilda Becker, Rua do Catete, 338 – Rio de Janeiro (RJ)
Criada, produzida e dirigida por Priscila Patta (BRA) e Alicia Sanchez (MEX), a montagem reúne três solos, apresentados com simultaneidade e interação. D-Talles Sólidos, obra cujo nome batizou o projeto, foi concebido e é dirigido pelas duas coreógrafas – com contribuição autoral de Adrián Figueroa, da Costa Rica. Já Morra Mas Não Corra, tem autoria e interpretação de Priscila Patta, fundadora da Rede Sola de Dança. A peça A La distancia… A Todas las Mujeres que Vuelan tem direção de Alicia Sanchez e elenco do corpo de baile do núcleo de criação mexicano ASYC/Teatro de Movimiento Primero Sueño – gerido pela artista desde sua fundação. As três obras são independentes, mas interagem, articuladas pelas duas diretoras.
Como conjunto, o espetáculo D-Talles Sólidos tem como proposta desenvolver a reflexão sobre temas como “identidade”, “cidadania” e “gênero”, na perspectiva cultural de cada país. A pesquisa resulta da inquietação das criadoras em entrelaçar ideias coreográficas e buscar convergir poeticamente sobre possibilidades de caminhos e de futuros para a identidade do continente – “um devir latino-americano”. A montagem conta ainda com trilha sonora original do músico brasileiro Barulhista, além de tecnologias de multimídia, operadas em tempo real.
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Espetáculo ‘Tropicalistas’
Até 17/2, às 20h30 (sexta e sábado) e às 19h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058  – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Tropicalistas
 conta – por meio da música, do canto e da dança – a trajetória do movimento Tropicália, criado por artistas como Torquato Neto, Hélio Oiticica, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ciro Barcelos assina o texto e o roteiro de canções. O elenco é formado por quatorze atores, que procuram reviver o momento cultural transgressor. Já a direção musical e a execução ao vivo das canções são da Banda Xabá, que também integra o elenco.
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Espetáculo ‘Poética do Cotidiano’
De 20/2 a 27/3, às 20h (quartas)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058  – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
A peça é resultado da oficina O Século de Stanislavski, projeto contemplado no programa Laboratório da Cena Funarte 2018. Os ingressos são vendidos na modalidade “pague quanto puder”. Coordenado por Dirce Thomaz, Edson Caeiro e Geraldo Fernandes, o trabalho reúne cenas sobre temas diversos, que refletem as angústias do ser humano, sua relação com a realidade, os desejos e os sonhos e seu contato com o outro. As questões – abordadas pelas perspectivas do naturalismo, realismo e simbolismo – transitam pelos campos político, social e espiritual.
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Espetáculo ‘Àtma’
De 22/2 a 24/2, às 20h30 (sexta e sábado) e às 19h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058  – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
De acordo com o espetáculo, diz-se que uma pessoa tem bom senso quando sua alma age de acordo com as regras da sociedade, mas ela é considerada “louca” quando sua alma se liberta da prisão. No entanto, as pessoas acometidas por essa “loucura” podem predizer o futuro, conhecem as línguas e as ciências sem tê-las aprendido e oferecem algo de verdadeiramente lúcido porque se libertam das estratégias mentais e corpóreas e exercem suas faculdades naturais. Presos a uma rede de desejos e absortos pelo egocentrismo inconsciente, os seres humanos desconhecem sua natureza interior e aniquilam-se para obter o gozo dos sentidos.
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Espetáculo ‘O Céu dança no Espelho do Mundo’
23/2, às 18h (sábado)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
A Sala Renée Gumiel do Complexo Cultural Funarte SP recebe o espetáculo O Céu dança no Espelho do Mundo. Os ingressos têm preços populares. A coreografia, de inspiração filosófica, remete ao mistério do “amor”, ao grande sopro do universo”, que “pulsa” “ao ritmo do coração dos enamorados”. O espetáculo também sugere que o fluxo de vida dos amantes “nunca se esgota”.
O Céu dança no Espelho do Mundo faz parte dos projetos da Universidade Coreosofia, dos dançarinos Raji e Mudra, da Bélgica. Em parceria, os artistas desenvolveram um conjunto de exercícios que permitem a cada praticante entrar em intimidade com o próprio organismo, “sem opor o processo instintivo à racionalidade”. A proposta é, ao contrário, “abrir a via intuitiva entre os dois hemisférios do cérebro” por meio de atividades que envolvem consciência corporal, ritmo, respiração, música, pintura, meditação e criatividade.
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45ª edição da Campanha de Popularização Teatro & Dança
Até 24/2
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte (MG)
A Campanha de Popularização Teatro & Dança é realizada até 24 de fevereiro e vai circular por seis cidades de Minas: Betim, Contagem, Nova Lima, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas e a capital, Belo Horizonte.
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Espetáculo ‘Cão’
Até 24/2, às 20h30 (sexta e sábado) e às 19h (domingo)
Endereço: Teatro de Arena Eugênio Kusnet, Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – São Paulo (SP)
Na trama, o personagem Ricardo sofre com a falta de memória. Com a ajuda de um garçom, ele tenta resgatar lembranças de sua vida em meio a papeis, vultos de si e aparições de duas mulheres: Bela e Laura. O espetáculo aborda questões do mundo contemporâneo, como a virtualização das relações e a falta de memória de si, do entorno e das questões sociais. A peça – que tem como referências o teatro do absurdo, o teatro épico e o realismo fantástico, além das obras de Jean Paul Sartre, Luiz Alberto de Abreu e Carlos Alberto Soffredini – também traz à tona a complexidade de sentimentos humanos, como o amor, a loucura, a dignidade e o desejo.
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Espetáculo ‘Mãe’
Até 28/2, às 20h30 (quarta e quinta)
Endereço: Teatro de Arena Eugênio Kusnet, Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – São Paulo (SP)
Mãe
 parte de um episódio trágico vivido pelo personagem quando tinha apenas um ano e quatro meses: a morte de sua mãe em um acidente. O estímulo inicial da obra – que transita entre o teatro, a dança, a performance, a poesia e a meditação – é uma poderosa e dolorida imagem interna da mãe. A peça remete ao sagrado feminino,às subversões, aos silenciamentos e estupros sociais, culminando no maior arquétipo da mãe: nosso planeta.
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Exposição ‘Dupla Face’
Até 24/3 – 10h30 às 19h (terça a domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Com curadoria de Maria Eugenia Cordero, a mostra apresenta 33 esculturas de Pallardó, que, além de artista visual, é também ator de teatro e integrante do coletivo paulistano Cia da Vértebra. Os trabalhos permitem vislumbrar algo do seu processo de criação, uma conjugação dessas duas faces de sua expressão artística.
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FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

Exposição ‘1808 – 1818: A construção do reino do Brasil’
Até 29/3 – 12h às 16h30 (segunda), 10h às 16h30 (terça a sexta)
Endereço: Espaço Cultural Eliseu Visconti – Rua México S/N – Rio de Janeiro (RJ)
A exposição reflete sobre a época joanina,  período que começa com a chegada da corte portuguesa em 1808 e, logo em seguida, pela abertura dos portos brasileiros às nações unidas e termina com a coroação do príncipe regente D.João. Deixando para trás uma Europa conflagrada, D. João passou a reinar na cidade do Rio de Janeiro, que se transformou na cabeça do Império Ultramarino. A instalação da corte no Brasil promoveu a quebra do chamado “pacto colonial”, abrindo os portos para as nações amigas.
Artistas, viajantes e naturalistas foram autorizados a conhecer e a registrar a paisagem tropical. Foram 10 anos que transformaram o Brasil, quando foram fundados o Banco do Brasil, a Imprensa Régia, o Jardim Botânico, a Biblioteca Real, atual Biblioteca Nacional, as academias Real dos Guardas Marinhas e Real Militar e a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.
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FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA

Mostra ‘Rui, sua casae seus livros: o homem e sua biblioteca’
Até 4/4
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro(RJ)
O Museu Casa de Rui Barbosa promove a mostra ‘Rui, sua casa e seus livros:o homem e a sua biblioteca’. O roteiro temático tem como objetivo buscar o diálogo entre o acervo, o espaço e o personagem. A entrada franca.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Exposição ‘O retrato do rei dom João VI’
Até 17/2 – 10h às 17h (terça asexta), 13h às 17h (sábado e domingo)
Endereço: Museu Histórico Nacional – Praça Marechal Âncora S/N – Rio de Janeiro (RJ)
Com curadoria de Paulo Knauss, diretor do MHN e professor de História da Universidade Federal Fluminense – UFF, a mostra é centrada na construção da imagem de D. João a partir de 24 pinturas, provenientes de instituições brasileiras e portuguesas, coleções particulares e do próprio acervo do MHN. Além dos retratos, completam a exposição condecorações, medalhas, moedas, leques, gravuras e uma réplica da coroa de 1818.
Dom João VI foi, possivelmente, o rei português mais retratado na história da pintura e da gravura, pois precisava promover sua imagem para se fazer presente em Portugal enquanto viveu no Brasil – entre 1808 e 1821. A curadoria se propõe a revelar uma história da pintura no Brasil da época, em diálogo com a produção da Missão Artística Francesa, com destaque para os trabalhos de José Leandro de Carvalho e Simplício Rodrigues de Sá.
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Ensaio Aberto – Pimpolhos
19/2, às 14h
Local: Museu Villa-Lobos – Rua Sorocaba, 200, Rio de Janeiro (RJ)
O Museu Villa-Lobos convida todos para o ensaio aberto da escola de samba mirim Pimpolhos da Grande Rio. Em 2019 a escola trará o enredo “Carnaval das Crianças Brasileiras”, em homenagem à composição de mesmo título de Villa-Lobos, e no dia 5 de março, data que marca os 132 anos de nascimento do maestro, o enredo será apresentado na Sapucaí.
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Circuito Museus
20/2, às 12h30
Local: Museu Villa-Lobos – Rua Sorocaba,200, Rio de Janeiro (RJ)
Visitação guiada ao Museu Villa-Lobos e ao Museu Casa de Rui Barbosa, casarões em estilo neoclássico, remanescentes das antigas chácaras do final do Século XIX. No Museu Villa-Lobos os participantes conhecem o espaço expositivo e assistem a um concerto didático com obras de Villa-Lobos. No Museu Casa de Rui Barbosa faz parte do roteiro conhecer o jardim histórico e a sala de música onde se apresentou Catulo da Paixão Cearense, parceiro de Villa-Lobos.  Reserve sua vaga entrando em contato com o número (21) 97133 1822.
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Circuito Villa-Lobos
27/2, às 11h
Local: Museu Villa-Lobos – Rua Sorocaba, 200, Rio de Janeiro (RJ)
Passeio guiado por lugares frequentados pelo maestro e compositor, relacionados ao seu trabalho e lazer. O Circuito inicia-se na escadaria do Theatro Municipal. Os participantes caminham por ambientes que Villa-Lobos frequentou ao longo de sua trajetória e termina na Casa do Choro, onde é apresentado um recital de música brasileira, com destaque para o gênero musical Choro, estilo que inspirou Villa-Lobos em suas composições. Reserve sua vaga entrando em contato com o número (21) 97133 1822.
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Mostra ‘Três Momentos da Pintura de Paisagem no Brasil’
Até 31/5
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A mostra “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil” aborda a evolução da prática da paisagem no Brasil. São 36 obras provenientes do acervo do MNBA e da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, ligada ao Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exibem “paisagens puras”, não tendo sido selecionadas paisagens urbanas ou marinhas. Algumas dessas obras não são expostas ao público há décadas. A mostra é dividida em três módulos e percorre um panorama conciso do exercício da pintura de paisagem no Brasil por artistas brasileiros, estrangeiros radicados no Brasil ou, ao menos, aqui ativos desde meados do século XIX até os anos iniciais do século XX. A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos, poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero. As visitações são de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
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Mostra ‘O desenho de Lasar Segall’
Até 17/6 – quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo, SP
Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.
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INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição ‘Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico’
Até 15/3 – das 8h às 18h
Endereço: SEPS, Quadra 713/913, Bloco D, Edifício Iphan – Brasília (DF)
A Exposição ‘Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico’ é uma homenagem ao trabalho desenvolvido por Luiz de Castro Faria pela preservação dos bens arqueológicos brasileiros. A exposição detalha em quatro módulos um pouco da história do antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo, destacando sua contribuição para a consolidação das políticas de proteção aos bens arqueológicos brasileiros.
Uma amostra da pesquisa do arqueólogo padre João Alfredo Rohr, exibindo 167 peças que integram sua coleção, tombada pelo Iphan em 1986, também está disponível, trazendo uma abordagem aos dois patrimônios arqueológicos inscritos pela Unesco na Lista de Patrimônio Mundiais: Parque Nacional Serra da Capivara, declarado Patrimônio Mundial em 1991 e tombado pelo Iphan em 1993, e Sítio Cais do Valongo, inscrito na Lista em 2017.
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FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Bienais Internacionais do Livro ocorrem em seis municípios em 2019

Espaços de democratização do acesso e incentivo à leitura, eventos contam com apoio do Governo Federal, por meio da Rouanet

Quilômetros de livros recém-lançados a preços acessíveis, palestras com autores, programação cultural. Um verdadeiro apelo à vontade de ler. É o que nos provocam as bienais internacionais do livro. Este ano, leitores de Maceió (AL), Fortaleza (CE), Contagem (MG), Rio de Janeiro (RJ) Recife e Garanhuns (PE) terão a oportunidade de frequentar Bienais Internacionais do Livro que ocorrem em suas cidades.

O Governo Federal está apoiando, por meio de incentivo fiscal via Lei Rouanet, dois destes eventos: a 19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e a 12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Juntas, elas já conseguiram captar R$ 3.168.553,96. A Bienal do Rio, que ocorre entre 30 de agosto e 8 de setembro, já captou R$ 3.165.000,00, tendo a autorização para captar mais de R$ 5.079.672,57. A Bienal de Pernambuco, que ocorre de de 4 a 13 de outubro, captou R$ 3.553,96 do valor de R$ 1.767.714,64 que foi autorizada a captar.

Um total de 49 bienais já contaram com apoio do incentivo fiscal do Governo Federal, tendo captado mais de R$ 53 milhões por meio deste mecanismo. A Bienal de São Paulo – a mais antiga do País, realizada desde 1961, já chegou a captar, em 2018, R$ 6,5 milhões. “Desenvolvemos um conceito criativo que procura destacar o livro como principal fonte do conhecimento em meio ao turbilhão de estímulos tecnológicos que vemos hoje”, pontua o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antonio Torelli. Ele destaca o intercâmbio que ocorreu entre cerca de 60 editoras nacionais e internacionais ao longo da Bienal.

Torelli também salienta o impacto social provocado por este tipo de evento, o incentivar debates sobre temas essenciais, como religião e feminismo negro. Para o presidente, tanto o acesso quanto a autonomia, a transparência e a multiplicação de pessoas alcançadas são fundamentais para o desenvolvimento da cultura. “Na nossa última edição, observamos que as atividades de maior relevância foram a programação cultural, a interação e encontro com autores – além do apelo visual dos estandes e os preços acessíveis”, resume. Em dez anos, a bienal de literatura paulista já captou mais de R$ 23 milhões com apoio governamental.

Em Brasília, a Bienal Brasil do Livro e da Leitura (BBLL) ocorre desde 2012, tendo captado mais de R$ 2 milhões em quatro edições. A produtora cultural e diretora geral da 4ª BBLL, Suzzy Souza, conta que a missão do evento é democratizar e incentivar o acesso ao livro e à leitura, a partir de plataformas multiculturais. “Em 2018, criamos um novo formato, para abrir espaços e oportunidades a criadores não só da literatura, mas também de outras áreas artísticas: do cinema, do teatro, da música e até das artes plásticas”, relata.

Suzzy explica que a literatura não está somente nas prateleiras. “Também está traduzida em diversas linguagens artísticas bem exploradas no evento. A internet não pode ser vista como inimiga nesse momento, principalmente por seu potencial de democratização das mais diversas obras”, destaca a diretora geral, que compreende a literatura como chave para a construção do senso crítico.

Tal construção é evidenciada na linguagem da poeta Noélia Ribeiro. Natural de Recife, fez escala no Rio de Janeiro antes de passar a morar em Brasília, onde reside até a atualidade. Toda essa mudança de cidades contribuiu para o desenvolvimento de seu olhar criativo. Hoje, Noélia participa de diversos eventos literários ao longo do país. Nos últimos anos, ao lançar uma trilogia, a movimentação só cresceu.

“Gente e poesia são duas coisas que adoro. Minha poesia e minha maneira de recitar só melhoraram com essa troca”, revela a artista. Em relação às bienais que ocorrem nacionalmente, a poeta ressalta a importância dos mecanismos de apoio à cultura. “Mesmo diante das dificuldades, não podemos deixar que essas iniciativas se percam. A poesia tem de ocupar os espaços”, observa.

Serviço

19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Data: de 30 de agosto a 8 de setembro de 2019.
Local: Palácio das Artes, no Riocentro, Barra da Tijuca, Zona Oeste do RJ.

12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco 2019
Data: de 4 a 13 de outubro de 2019.
Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Professor Andrade Bezerra Olinda/PE).

3ª Bienal do livro de Contagem 2019
Data: 4 a 6 de outubro de 2019.
Local: a definir.

9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

13ª Bienal Internacional do Livro do Ceará 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

IX Bienal Internacional do Livro do Agreste de Pernambuco 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Inscrições abertas para o edital de coprodução Brasil-Chile

Projetos apresentados por produtoras brasileiras que participem na condição de coprodutoras minoritárias podem ser inscritos até o dia 1º de março de 2019

Estão abertas, as inscrições para a Chamada Pública BRDE/FSA – Concurso Produção para Cinema 2018 –Coprodução Chile-Brasil. O edital binacional, lançado em parceria com o Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CNCA), do Chile, prevê investimentos equivalentes a 200 mil dólares em dois projetos de longas-metragens de ficção, documentário ou animação.

No Brasil concorrem os projetos apresentados por produtoras brasileiras que participem na condição de coprodutoras minoritárias. Os projetos com participação majoritária brasileira devem ser apresentados por seus parceiros chilenos ao edital a ser lançado pelo CNCA, no Chile. As inscrições devem ser realizadas pelo Sistema do FSA até o dia 1º de março de 2019.

O coprodutor minoritário brasileiro vencedor do edital receberá, em reais, um valor equivalente a 100 mil dólares, visando à contratação de operações financeiras, exclusivamente, na forma de investimento. O mesmo valor será investido pelo CNCA em um projeto apresentado por coprodutor minoritário chileno no concurso nos mesmos moldes, realizado no Chile. Para mais informações, acesse a página do edital do concurso.

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Obras de Monteiro Lobato entram para domínio público

Saiba o que muda e quais repercussões isso poderá ter na relação dos leitores com as obras do escritor

Ele dá nome a ruas, escolas e bibliotecas por todo o Brasil. O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, homenageia a data de nascimento desse escritor, autor de mais de 50 livros que mexeram, como ninguém, com o imaginário de crianças e jovens de todo o Brasil. A personalidade em destaque é Monteiro Lobato, cujas obras ingressaram em domínio público em 1º de janeiro deste ano.

“Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. “Isso, na prática, significa que as obras de Monteiro Lobato agora podem ser livremente exploradas comercialmente”, completa. A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.

Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. “Não só as editoras podem investir comercialmente em livros sem gastar com direitos autorais, mas autores podem investir na recriação de suas obras sem pedir licença para a família a respeito disso”, afirma. “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições, e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.

Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.

Um dos principais exemplos dessa irreverência é a personagem Emília. A boneca de pano falante está sempre cheia de ideias e, com seu gênio forte, causa uma série de confusões para sua dona, a menina Lúcia, mais conhecida como Narizinho, prima de Pedrinho e neta de Dona Benta, que é dona do Sítio do Picapau Amarelo. Esses personagens, além de renderem dezenas de livros, séries de TV, animações, bonecos e um conjunto de produtos para o público infantil, povoaram o imaginário de várias gerações de crianças brasileiras desde a década de 1930.

Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.

Múltiplas facetas

Na vida profissional, Lobato atuou em várias frentes. Formou-se em Direito. Foi promotor público no interior paulista. Escreveu artigos, críticas de arte, fez ilustrações e caricaturas para jornais e revistas. Traduziu e fez adaptações para o português de importantes obras literárias, como Minha vida e minha obra, de Henry Ford, Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, Robson Crusoé, de Daniel Defoe, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, entre outros. Também cuidou de uma propriedade rural, que herdou do avô.

Fundou uma editora, a Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato. Foi adido comercial em Nova York, nos Estados Unidos, e fez prospecção de petróleo por meio da Companhia Petróleos do Brasil. Suas obras foram traduzidas para mais de 10 idiomas e publicadas no exterior.

Conquistou, em 1936, a cadeira 39 da Academia Paulista de Letras, mas não conseguiu uma vaga na Academia Brasileira de Letras.

Casou-se com Maria da Pureza de Castro Natividade, com quem teve quatro filhos: Martha, Edgard, Guilherme e Ruth. Suas principais paixões eram escrever, desenhar e fotografar.

Polêmico

Aos olhares dos dias de hoje, muitas das falas de seus personagens podem ser consideradas racistas. No entanto, o racismo, ou melhor, a discriminação por raça e cor só foi tida como crime no Brasil há 30 anos, em 1989, quando entrou em vigor a Lei 7.716.

“Aquela obra foi produzida em tempos pretéritos, quando a filosofia era a admissibilidade do racismo como política pública. Hoje, isso não mais existe. Então, a melhor forma de se lembrar de Lobato é você pegar e contextualizá-lo no período em que ele escreveu”, resume o pesquisador Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (UnB).

O pesquisador sustenta que esta polêmica deveria servir de debate entre os professores e os alunos em sala de aula. Neste caso, os professores deveriam ter um preparo para falar sobre o assunto. Em paralelo, ele defende que os novos livros de Lobato deveriam conter notas explicativas que contextualizem o período em que vivia Lobato e aproveitem para desconstruir qualquer estímulo ao racismo.

“A minha defesa é que você trabalhe a educação das relações étnico-raciais dentro do livro. Quando você trabalha na desconstrução do racismo, você agrega porque tem que trabalhar a questão de gênero, a questão de diversidade, de reconhecimento de cultura. A política étnico-racial valoriza o quilombola, valoriza a origem africana e é isso que eu quero, que a gente valorize uma cultura de povos formadores da nossa nação”, afirma Costa Neto.

Acervo

As obras de Lobato estão acessíveis em boa parte das bibliotecas de todo o País. Há, no entanto, alguns itens curiosos relacionados a ele que estão disponíveis em entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania.

No Banco de Conteúdos da Cinemateca Brasileira é possível encontrar fotos de filmes feitos com base em seus trabalhos, como O Saci, de Rodolfo Nanni (a primeira adaptação cinematográfica de Monteiro Lobato para o cinema); O Comprador de Fazendas, de Alberto Pieralis (baseada no conto homônimo); e Jeca Tatu, de Milton Amaral, entre outros.

Ainda na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no Centro de Documentação e Pesquisa, é possível consultar bibliografia sobre o tema e agendar um horário para assistir filmes como Monteiro Lobato, da cineasta Ana Carolina (documentário de 1971); Jeca Tatu, de 1959, de Milton Amaral; e O Comprador de Fazendas, de 1951, de Alberto Pieralisi.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizadocom 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré.

Já a Fundação Nacional de Artes (Funarte) produziu, em 2012, um programa especial com canções que falam dos personagens de Lobato, com roteiro assinado por Cláudio Felício e apresentação de Paulo César Soares. O Estúdio F é resultado de uma parceria entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com a Funarte, lançado em novembro de 2006.

Familiares de Monteiro Lobato também criaram um portal em que é possível ver detalhes sobre a vida e obra do autor, além de fotos e imagens no endereço: http://www.monteirolobato.com.

No site, inclusive, há uma observação importante com relação às mudanças que o domínio público acarreta para o uso da obra dele. “Somente a obra original – o texto da maneira exata como foi escrito – por Monteiro Lobato pode ser reproduzida e utilizada sem que haja penalizações. As ilustrações não fazem parte da obra, foram criadas por outros artistas como J.U. Campos (Jurandir Ubirajara Campos), Nino, Andre Le Blanc, Belmonte, Jean Gabriel Villin, Voltolino, Kurt Wiese, entre outros e não caíram em domínio público ainda”, resume.

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Orquestrando o Brasil disponibiliza treinamento para orquestras, bandas e músicos de todo o país

Projeto foi criado para disseminar conteúdos, oferecer capacitação para regentes e músicos e ser uma ferramenta para a troca de conhecimento

Desde que foi lançado, em 2018, o Orquestrando o Brasil já reúne 160 grupos musicais espalhados pelos estados de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

A plataforma digital idealizada pelo maestro João Carlos Martins com o apoio da Fundação Banco do Brasil, SESI/SP e FIESP disponibiliza notícias e vídeos de capacitação técnica e artística, além do treinamento necessário para que regentes e coordenadores se tornem agentes mobilizadores da sociedade, coordenando apoios locais e ampliando o acesso das suas comunidades à cultura, possibilitando também a organização e formação de orquestras infantojuvenis ou adultas, reunindo os conjuntos locais que atuam de forma independente.

O portal visa construir uma relação permanente e on-line de suporte e informação, tendo como objetivo principal ajudar os grupos nas complexas tarefas de organizar uma orquestra e contribuir para que eles aprimorarem suas apresentações. A plataforma também dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local.

Para fazer parte do projeto, os grupos interessados devem fazer a inscrição neste link: https://www.orquestrandobrasil.com.br/grupos-integrantes/

FONTE: ASCOM/Fundação BB

Veja a programação cultural do Ministério da Cidadania

O teatro é o destaque da semana na programação cultural do Ministério da Cidadania. Em Minas Gerais, a 45ª edição da Campanha de Popularização Teatro & Dança promove 10 espetáculos nas cidades de Betim, Contagem, Nova Lima, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas e em Belo Horizonte. A Funarte SP, na capital paulista, recebe as peças ‘À margem da linha’ e ‘Traição – O Silêncio Lamenta’, além do show da banda Anhangabahy e a exposição ‘DuplaFace’, de Diego Pallardó. Confira abaixo a programação completa:

FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

Show ‘Sonhar é a solução’
25/1, às 20h
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)

O grupo, formado por Hévelin Gonçalves, Rui Condeixa Xavier e Wady Issa Fernandes, lança seu primeiro CD ao vivo, Sonhar é a solução, gravado na Cia da Revista. Com o show, a banda também celebra o aniversário de São Paulo e a gravação do clipe Anhangabaú – Não Passarão, realizada em 25 de janeiro de 2018.
Com repertório autoral e poético, Anhangabahy renova a tradição da canção de protesto, misturando samba lírico e moderno, com influências eletrônicas e guitarras distorcidas. No show, a banda apresenta, entre outras composições: AnhangabaúCarlinhos Brown e Naufrágio. Também entram na seleção Pelas tabelas, de Chico Buarque, e A cidade, de Chico Science.
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Montagem ‘Ciclos’, do Grupo Teatro Invertido
Até 27/1, às 20h (quinta a domingo)
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte (MG)
Ser mãe aos 44 anos e encarar uma provável dificuldade pelo fato de não ser mais tão jovem para gerar uma criança são os pontos centrais do espetáculo. Como ser mulher, livre e mãe na contemporaneidade? O tempo é carrasco ou é aliado nesse processo? O solo reflete sobre questões da condição feminina às voltas com sua emancipação, liberdade de escolha (ou a falta dela) em relação à maternidade após os 40 anos.
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Espetáculo ‘Natal’
Até 26/1, às 19h (sextas e sábados)
Endereço: Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Escrito pelo jovem ator e escritor Gabriel Contente, o texto faz críticas ao consumismo e à alienação nas redes sociais, mas de uma maneira leve e bem humorada. A ideia é propor uma reflexão sobre os temas e levantar questionamentos como: “Até que ponto as redes sociais são saudáveis?” ou “O consumismo gera poder?”.
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Espetáculo ‘À margem da linha’
26/1, às 19h30
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
O espetáculo aborda as transformações sofridas pela ação do tempo e o envelhecimento que ocorre de modo sutil e contínuo. No palco, um círculo simboliza o infinito e a divindade. Duas intérpretes se comunicam por meio do silêncio, da escuta, dos gestos e do diálogo com materiais como lã, estopa, fios de cabelo sintético e farinha de trigo. A montagem traz, ainda, elementos como o improviso, pequenas estruturas corporais memorizadas e repetidas, além de gestos de mãos, braços, pés, pernas e cabeça. Também estão presentes relações antagônicas de leveza e densidade, ação e passividade, bordas e centro. Os corpos e espaços não são definidos de forma absoluta, mas são resultado do encontro com o imprevisível, com o desconhecido e com o outro.
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Espetáculo ‘Traição – O Silêncio Lamenta’
Até 27/1, às 19h (sextas e sábados)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058  – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
O contexto da base familiar é retratado com seus preconceitos e tabus, principalmente a partir da ótica feminina, mas numa abordagem que pretende se distanciar dos estereótipos habituais. Temas como sexualidade, aborto e religião estão no foco do espetáculo, de inclinação existencialista, numa linguagem que mobiliza elementos da poética surrealista e do teatro do absurdo.
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Peça ‘Acabou o Pó’
Até 28/1, às 19h (domingo e segunda)
Endereço: Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Com texto de Daniel Porto e direção de Daniel Dias, Acabou o pó é baseado no estilo besteirol, bem peculiar às comédias dos anos 1980. Os atores Anderson Cunha e Celso André protagonizam histórias de vizinhas que, em meio aos seus afazeres domésticos, encontram tempo para fofocar. A peça se utilizado humor para mostrar a humanidade das personagens e fazer uma reflexão crítica sobre os temas retratados em cena.
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Espetáculo ‘Yerma’
Até 31/1, às 19h (terça a quinta)
Endereço: Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)
A peça é baseada na obra homônima escrita em 1934 pelo poeta espanhol Federico García Lorca. A ação se passa no meio rural e conta a trajetória de uma mulher que não consegue realizar o desejo de ser mãe. Diversas situações e conflitos são retratados na trama, questões relacionadas à convivência social, aos relacionamentos, à religiosidade e honra, principalmente feminina.
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Exposição ‘Campo Para o Exercício da Liberdade’
Até 10/2 – 10h às 18h (terças a sextas), 14h às 21h (sábados e domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
A mostra reúne trabalhos de oito artistas que frequentaram durante cerca de uma no o ateliê de artes visuais da instituição, apresentando os resultados desse período de convivência e aprendizado conjunto. A entrada é gratuita. Participam da exposição os artistas Auni (Débora Seiva), Carlos Algot, Cláudio Antônio Ferreira dos Reis, Credo (Eduardo Marinho), Felipe Borges, Geovanna Gelan, Hiram Schincariol e Lumumba. O trabalho curatorial tem como ponto de partida a convivência já experimentada por eles num espaço público que, ao recebê-los, torna-se um campo para o efetivo exercício da liberdade de pensamento e de criação.
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45ª edição daCampanha de Popularização Teatro & Dança
Até 24/2
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte (MG)
A Campanha de Popularização Teatro & Dança é realizada até 24 de fevereiro e vai circular por seis cidades de Minas: Betim, Contagem, Nova Lima,Ribeirão das Neves, Sete Lagoas e a capital, Belo Horizonte.
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Exposição ‘DuplaFace’
De 24/1 a 24/3 – 10h30 às 19h (terça adomingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Com curadoria de Maria Eugenia Cordero, a mostra apresenta 33 esculturas de Pallardó, que, além de artista visual, é também ator de teatro e integrante do coletivo paulistano Cia da Vértebra. Os trabalhos permitem vislumbrar algo do seu processo de criação, uma conjugação dessas duas faces de sua expressão artística.
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FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

Exposição ‘1808 –1818: A construção do reino do Brasil’
Até 12/2 – 12h às 16h30 (segunda), 10h às 16h30 (terça a sexta)
Endereço: Espaço Cultural Eliseu Visconti – Rua México S/N – Rio de Janeiro(RJ)

A exposição reflete sobre a época joanina,  período que começa com achegada da corte portuguesa em 1808 e, logo em seguida, pela abertura dos portos brasileiros às nações unidas e termina com a coroação do príncipe regente D. João. Deixando para trás uma Europa conflagrada, D. João passou a reinar na cidade do Rio de Janeiro, que se transformou na cabeça do Império Ultramarino. A instalação da corte no Brasil promoveu a quebra do chamado “pacto colonial”, abrindo os portos para as nações amigas. Artistas, viajantes e naturalistas foram autorizados a conhecer e a registrar a paisagem tropical.Foram 10 anos que transformaram o Brasil, quando foram fundados o Banco do Brasil, a Imprensa Régia, o Jardim Botânico, a Biblioteca Real, atual Biblioteca Nacional, as academias Real dos Guardas Marinhas e Real Militar e a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.
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FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA

Mostra ‘Sérgio Portoe Stanislaw Ponte Preta, 50 anos depois’
Até 25/1 – 10h às 18h (segunda a sexta)
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)

Com curadoria de Cláudia Mesquita, a pequena mostra tem como objetivo homenagear Sérgio Porto e é uma oportunidade de o público conhecer, ou relembrar, aspectos da trajetória ímpar de um dos mais importantes jornalistas, cronistas e escritores cariocas do século XX. Os elementos que estarão em exposição fazem parte do acervo do jornalista no Arquivo Museu de Literatura Brasileira (AMLB) da Casa de Rui Barbosa, importante reduto para a memória nacional. A entrada é franca.
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FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura

Festival Nacional de Poesia Beagá Psiu Poético está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o 2° Festival Nacional de Poesia Beagá Psiu Poético nas modalidades “Lançamento de Livros”, “Performances”, “Poesia ao Vivo”, “Poemas para Exposição”, “Poesia na Escola”, “Bicicletada” e “Apresentações Musicais Compactas”. Este evento celebrativo para difundir as diversas manifestações artísticas, a partir da arte poética, terá participação de poetas de diversas partes do país e acontecerá entre os dias 14 a 18 de março de 2019 na cidade de Belo Horizonte – MG. O movimento Psiu Poético é realizado há 32 anos, de forma ininterrupta, pelo seu idealizador João Aroldo Pereira e o Grupo de Literatura & Teatro Transa Poética, sendo referência no fomento e valorização da literatura brasileira na cidade de Montes Claros – MG em parceria com a Prefeitura de Montes Claros e a Universidade Estadual de Montes Claros.

Os interessados em participar do 2° Beagá Psiu Poético podem se inscrever gratuitamente através do e-mail psiupoetico@gmail.com até dia 30 de janeiro de 2019, com o título “Inscrição: 2º Beagá Pisiu Poético – 2019”, indicando a modalidade e um breve resumo da atividade. Maiores informações pelos telefones: (38) 2211.3380 e (38) 99112.7011 ou pelo e-mail psiupoetico@gmail.com com o título “Informação: 2º Beagá Psiu Poético”.

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RETROSPECTIVA 2018

Em 2018 o Beagá Psiu Poético ocupou diversos espaços da cidade de Belo Horizonte, como a Sala Juvenal Dias no Palácio das Artes, a UFMG, o Centro de Referência da Juventude, o Ed. Maleta, a Praça da Liberdade, os Arcos do Viaduto de Santa Tereza, o Hall da Terminal Rodoviário, o Metrô e as Escolas Municipais e Estaduais. Houve uma participação ampla de poetas da Capital Mineira, de Sabará, de Ouro Preto, de Juiz de Fora, de Santos Dumont, de São João Del Rei, de Montes Claros, de Coração de Jesus, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Brasília. No ano de 2018 o Psiu Poético em Belo Horizonte contou com um público diverso, marcando pontos positivos e deixando grandes expectativas para as próximas intervenções na Capital.

Fique por dentro: facebook.com/psiupoeticomoc

FONTE: ASCOM/Beagá Psiu Poético