Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

Sarau As Mina Tudo reúne mulheres para apresentação de músicas e poesia

De um grupo de WhatsApp que virou uma rede de troca de informações, um círculo de amigos e um projeto de trabalho. Foi assim com a turma do “As Mina Tudo”, que, entre muitas coisas, virou um sarau encabeçado pelas musicistas paulistas Andressa Brandão, 26 anos, e Rhaissa Bittar, 29. A iniciativa acontece desde maio de 2018 em São Paulo, mas com edições especiais e itinerantes, a iniciativa foi da baixista da banda Supercombo, Carol Navarro e hoje reúne mais de 200 artistas.

 A ideia vai muito além de reunir mulheres e revezar o microfone. É sobre troca, união e fortalecimento em todas as áreas da música. “Juntamos pessoas que são técnicas de som, produtoras, cantoras e compositoras que se ajudam além do sarau. Nas rodas de conversa e no compartilhamento de experiências, elas falam sobre os casos de machismo que passam e encontram formas de se posicionar de outra forma e ganhar voz”, conta Dessa, como é chamada pela turma.

Como funciona? Cada artista apresenta uma música ou um poema (ou etc). São dois blocos de apresentações: o primeiro é com as artistas confirmadas previamente; o segundo é microfone aberto com inscrições feitas na hora.

Entre as artistas confirmadas da capital que estarão acompanhando Andressa Brandão e Rhaissa Bittar, estarão Moara Ribeiro, Beatriz Águida, Natália Carreira, (foto), Haynna Jacyara, Georgia W. Alô, Maísa Arantes de Amorim, Daniela Firme, Laura Gomes Machado e Thais Rodeiro.

Sarau “As Mina Tudo” em Brasília
Shopping Pier 21 (Setor de Clubes Esportivos Sul)
Domingo, 5 de maio, a partir das 18h30
Entrada gratuita

Pianista Linda Bustani e Quarteto de cordas da UFF abrem as atividades de 2019 da série ‘Música de Câmara na ABL’

A série “Música de Câmara na ABL” de 2019 apresenta a pianista Linda Bustani e o Quarteto de cordas da UFF (Tomaz Soares, 1º violino; Ubiratã Rodrigues, 2° violino; David Chew, violoncelo; e Jessé Pereira, violista convidado). O concerto está programado para o dia 7 de maio, terça-feira, às 12h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson, 203, 1° andar, Castelo, Rio de Janeiro. O Presidente da Academia, Marco Lucchesi, fará a abertura do espetáculo. Entrada franca.

Saiba mais

De acordo com os integrantes do grupo, a Universidade Federal Fluminense é a única instituição educacional pública no Brasil a ter em seu quadro funcional um quarteto de cordas com mais de 30 anos de existência, cuja finalidade é difundir obras de repertório universal e brasileiro para esta formação.

O quarteto da UFF foi criado em 1984 e, desde então, a partir de suas várias formações, buscou divulgar, de acordo com seus integrantes, a música de concerto, e realizar um trabalho de pesquisa acerca dos repertórios para formação de público, integrando projetos na própria UFF, como o Festival Conexões Musicais, realizando workshops e master class em outras universidades públicas e se apresentando em espaços culturais, salas de concerto e teatros de Niterói e do estado do Rio de Janeiro.

Linda Bustani é reconhecida como uma das mais importantes pianistas brasileiras. Em 2003, conquistou o Prêmio Carlos Gomes, a maior premiação da música clássica brasileira, na categoria Melhor Pianista. Tem atuado como concertista e solista na Europa, Ásia e Américas, em importantes salas de concerto como o Wigmore Hall, em Londres, e o Concertgebouw, em Amsterdã.

Apresentou-se em duas edições do Festival Al Bustan, em recital solo e a dois pianos com seu irmão, José Maurício Bustani. Também colaborou com prestigiosas orquestras como a New Philharmonia, Bournemouth Symphony, City of Birmingham Symphony, Royal Liverpool Philharmonic, BBC Welsh, BBC Scottish, Hallé, Sinfônica Bratislava, Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).

O jornal “Pravda”, em primeira página – a propósito de sua interpretação de Schumann – opinava que Linda Bustani “toca com as cordas do coração”.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Jornalista e pesquisador João Máximo fala na ABL sobre Noel Rosa e abre o ciclo de conferências ‘Poesia cantada: melodia e verso’

Jornalista, escritor e pesquisador João Máximo abre na Academia Brasileira de Letras o ciclo de conferências “Poesia cantada: melodia e verso”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura. O evento está programado para o dia 2 de maio, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), com o tema Noel Rosa, a cidade e o morro.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmico Zuenir Ventura convida para o ciclo “Poesia cantada: melodia e verso”

O ciclo terá mais quatro conferências no mês de maio, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Memórias de Caetano Veloso, com o jornalista Nelson Motta, no dia 9; Poesia e música a partir de Homero, Acadêmico Antonio Cicero, 16; O Rio inventou a marchinha, Rosa Maria Araújo, 23; e Vinicius de Moraes: a canção como destino, Eucanaã Ferraz, 30.

O CONFERENCISTA

João Máximo Ferreira Chaves, jornalista, escritor e pesquisador, nasceu em Nova Friburgo, RJ, em 29 de maio de 1935. Formou-se em Odontologia na antiga Faculdade Nacional, atual UFRJ. Em 1960, completou a faculdade de Jornalismo. Ainda trabalhava como dentista quando, em 1958, examinou os jogadores da seleção, levados por Mário Trigo de Loureiro. Naquele ano, o Brasil foi o campeão da Copa do Mundo, disputada na Suécia. Em 1961, incentivado pelo primo Zuenir Ventura, procurou a redação da Tribuna da Imprensa, onde ingressou como estagiário. Foi quando se apaixonou pelo jornalismo e passou a ver o futebol de maneira profissional. Em 1962, abandonou definitivamente a odontologia.

Entre 1961 e 1963, trabalhou em três veículos de comunicação ao mesmo tempo: Tribuna da ImprensaJornal dos Sports e Rádio Continental. Depois, passou por vários outros órgãos de imprensa: Jornal do Brasil (1963-1969), Correio da Manhã (1969-1971), grupo Manchete/Bloch (1971-1976), novamente Jornal do Brasil (1976-1992), O Globo (1992-1993), Folha de S. Paulo (1993-1994) e novamente O Globo, para onde retornou após a Copa do Mundo de 1994 e onde está até hoje.

Foi editor de esportes do Correio da Manhã e do Jornal do Brasil, tendo participado, como jornalista, da cobertura de cinco Copas do Mundo (como torcedor, assistiu a várias). Sua atuação no jornalismo esportivo rendeu dois Prêmios Esso, em 1963 e 1967.

A música, sua outra grande paixão, o levou a produzir textos sobre o tema para o Caderno B do Jornal do Brasil. Como escritor, tem cinco livros voltados para esse assunto: Noel Rosa: uma biografia (com Carlos Didier, 1990) – até hoje considerada uma das melhores biografias escritas por um autor nacional –, Paulinho da Viola: sambista e chorão (2002), A música do cinema: os 100 primeiros anos (2 volumes, 2003), O morro e o asfalto no Rio de Noel Rosa (2010, ano do centenário do Poeta da Vila) e Sinfonia do Rio de Janeiro: 60 anos de história musical da cidade (2015).

Escreveu, ainda, livros que, de uma maneira ou de outra, estão relacionados à sua atuação de mais de meio século como repórter e cronista: Cinelândia – Breve história de um sonho (1997), Retratos de outono (1999) e Uma história em cada novo amanhecer: 70 anos na Clínica São Vicente (2003).

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Adiado o lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco

A direção do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) informa que está adiado o Lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco, que seria realizado nesta quarta-feira (10/4), em virtude dos transtornos causados pelas fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde segunda-feira, 8/4. Manifestamos nossa solidariedade às vítimas e pessoas prejudicadas pela situação de calamidade pública.

Informamos que, assim que for possível, divulgaremos a nova data e horário do evento de lançamento da plataforma, que marca o aniversário de 33 anos do Icict. Acompanhe nossas redes sociais e o site do Icict para atualizações.

Programa Justiça Itinerante será interrompido nesta quarta-feira (10/04)

Por decisão da desembargadora Cristina Tereza Gaulia, coordenadora do Programa Justiça Itinerante no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, as atividades desta quinta-feira (10/04) estão suspensas no campus da Fiocruz, em Manguinhos, em função da previsão de novos temporais na cidade. No dia 17 de abril os serviços deverão ser normalizados.

FONTE: ASCOM/FIOCRUZ

Secretaria Especial da Cultura oferece cursos gratuitos on-line sobre economia criativa

“Museus e patrimônio” e “Design criativo” são os dois dos seis cursos elaborados em parceria com a UFRGS e já disponíveis na plataforma da universidade

A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), oferece dois cursos on-line gratuitos – Museus e Patrimônio e Design Criativo, que podem ser acessados pela plataforma Lúmina. Com investimento federal de cerca de R$ 186,8 mil, a iniciativa visa apresentar pontos básicos sobre diferentes setores culturais e criativos no Brasil. No total, serão lançados seis cursos livres de capacitação. Aulas sobre Artes Cênicas, Mercado Editorial (cadeia produtiva do livro), Moda e Música estarão disponíveis na plataforma até o fim do ano.

“Os cursos on-line não formam especialistas, mas dão uma boa qualificação para pessoas interessadas em ingressar nesses setores criativos”, destaca o coordenador de Formação Técnica, Gestão e Produção da Secretaria Especial da Cultura, Jorge Edson Garcia. “Fizemos questão de usar uma linguagem acessível e incentivar os profissionais dessas áreas a se profissionalizarem cada vez mais”, completa.

Cada curso tem dois módulos, com um total de 20 horas de duração. Cada um deles está dividido em três eixos: Introdutório, Estruturante e Estratégico. Ao final de cada módulo, é necessário fazer uma avaliação também on-line para verificar o entendimento do conteúdo repassado.

É possível fazer mais de um curso ao mesmo tempo e não há prazo determinado para conclusão. Os interessados devem ter apenas acesso à internet, uma vez que precisarão carregar textos e vídeos que fazem parte do material de apoio.

A inscrição nesses cursos on-line não significa estar ligado a qualquer curso de graduação ou pós-graduação da UFRGS, tampouco usufruir de direitos de alunos regularmente matriculados na instituição. Professores da universidade devem ser contatados para saber se esses cursos darão direito a créditos complementares ou se fazem parte de atividades de ensino, pesquisa e/ou extensão.

O conteúdo dos cursos foi elaborado por empresas especializadas do setor, contratadas via edital pelo antigo Ministério da Cultura, hoje Secretaria Especial da Cultura. A formatação do conteúdo para o modelo de curso a distância foi realizada pela equipe técnica da UFRGS.

Jogos eletrônicos

Três cursos on-line sobre o mercado de jogos eletrônicos também estão disponíveis na mesma plataforma desde o ano passado. Com duração de 30 horas cada, os cursos trazem os seguintes temas: a) O setor de games no Brasil: panorama, carreiras e oportunidades; b) O setor de games no Brasil: dicas e desafios para empreendedores e c) Internacionalização no Setor de Games.

Esses cursos foram lançados em parceria com a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) e a UFRGS, com investimento de cerca de R$ 96,8 mil. O conteúdo dos cursos é voltado à capacitação de futuros ou atuais profissionais do mercado de jogos eletrônicos e foi gerado a partir dos debates da edição de 2017 do Brazil’s Independent Game Festival (BIG Festival), o maior festival de jogos independentes da América Latina.

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

Dicionário de Favelas Marielle Franco será lançado na Fiocruz

Pense em um projeto inovador “que deveria, necessariamente, reunir pesquisadores que são moradores de favelas e têm os seus centros de pesquisa ali dentro e também reunir instituições que têm uma larga tradição nessa área de pesquisa sobre favelas” – pensou? Pois ele existe, é o Dicionário de Favelas Marielle Franco, nas palavras de sua coordenadora Sônia Fleury. E ele será lançado oficialmente na quarta-feira, 10 de abril, em comemoração aos 33 anos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), no Salão de Leitura da Biblioteca de Manguinhos, na Fiocruz.

Para o Icict, celebrar seus 33 anos com o lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco é um marco, como afirma Rodrigo Murtinho, diretor do Instituto. “O lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco fortalece ainda mais as iniciativas do Icict e da Fiocruz na defesa dos direitos humanos. O projeto está sendo construído de forma participativa, alicerçado nos valores de livre expressão e da pluralidade de vozes, dialogando com a diversidade cultural e com as lutas cotidianas dos moradores das favelas.”

Resgate da memória

A ideia do dicionário surgiu quando Sônia Fleury começou a trabalhar com política pública – UPP e UPP Social. Ela percebeu as dificuldades de agregar as informações dispersas sobre favelas, que se espalhavam por diferentes plataformas acadêmicas (antropologia, sociologia, políticas públicas, urbanismo e etc.) e pensou em reunir esse conhecimento. Ao mesmo tempo, a pesquisadora notou que havia uma demanda dos movimentos sociais das favelas pela necessidade de se dar voz aos próprios moradores. Assim, ela reuniu representantes de iniciativas já estabelecidas como o Grupo Eco, da favela Santa Marta, do CPDOC do Grupo Raízes em Movimento, do Morro do Alemão, ou do Centro de Estudos e Ações Culturais e de Cidadania – CEACC, da Cidade de Deus e trouxe também pesquisadores como Luiz Antonio Machado da Silva, um dos pioneiros da área, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos – IESP, da UERJ. “Fizemos um bonde, convidamos essas pessoas – intelectuais de dentro da favela e intelectuais que estudam a favela para nos associarmos e criar essa ideia do Dicionário”, explica Sônia Fleury.

Espírito vivo

O grande desafio era transformar o dicionário em algo que todos pudessem construir juntos. Marcelo Fornazin, professor do Instituto de Computação da UFF, foi quem deu o formato ideal com o uso da plataforma Wiki. “A Wiki é um meio de mobilizar as pessoas a falarem de suas realidades, de se trabalhar com isso”, explica Fornazin. E assim nasce a WikiFavelas, a plataforma que é a base do Dicionário. “Quando a plataforma Wiki se descola de um dicionário, de um livro físico em papel e vai para um ambiente virtual, o processo de edição desse conteúdo fica mais aberto, várias pessoas podem colaborar. O dicionário passa a ter um ‘espírito vivo’ que está sempre se atualizando, sempre se modificando”, afirma Fornazin. Na WikiFavelas, as pessoas podem construir seus verbetes, aprimorá-los, acrescentar conteúdo, editar. São mais de 150 pessoas contribuindo para os verbetes, gente de várias favelas no Rio de Janeiro e a tendência é de crescimento.

Os verbetes são os mais variados Por exemplo, é possível saber um pouco da história dos bailes funk, no verbete ‘baile funk’, ou saber o significado das AEIS – ‘Área Especia lde Interesse Social’, ou ‘Carnaval de rua na Maré’, ou ‘Guerra ao crime organizado? Favelas e intervenção militar’, ‘Projeto Vamos Desenrolar: Produção de Conhecimento e Memórias’, só para citar alguns exemplos.

Marielle vive

A iniciativa pioneira do dicionário teve o apoio e a participação de Marielle Franco, que não só foi uma entusiasta da obra, como, a convite de Sônia Fleury, escreveu uma ementa e uma proposta de verbete sobre a sua monografia UPP – A redução da favela a três letras: uma análise da Política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, que consta no dicionário. Segundo a coordenadora da publicação, ela estava realmente muito envolvida e entusiasmada. Com o seu assassinato, decidimos colocar o seu nome no dicionário, que passou de Dicionário Carioca de Favelas para Dicionário de Favelas Marielle Franco

Não foi apenas uma decisão, como explica Fleury. “Ela é um símbolo da mulher, da favela, dos grupos negros e de minorias de gênero, e com essa homenagem, estaríamos assumindo, com o mesmo rigor e clareza, esses compromissos que ela teve em sua curta vida, mas que foi tão brilhante na defesa de seus ideais, da democracia, dos direitos de cidadania da população de favela. Então, é uma homenagem, mas é também um compromisso político nosso”. 

A alteração implicou também em uma mudança no perfil do dicionário, que deixou de ser local, para ser nacional. “Ele muda de dimensão, com isto abriremos para todo o Brasil”, explica a coordenadora. Atualmente, estão cadastrados 272 verbetes e o dicionário já conta com 71 colaboradores, gente de várias favelas no Rio de Janeiro e a tendência é o aumento do número de colaboradores.

Além de Luiz Antonio Machado da Silva, outros pesquisadores também se uniram a proposta do WikiFavelas, em seu Conselho Editorial, como Orlando Silva, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR, da UFRJ e Marcia Marcia Leite, da UERJ. Dos movimentos das favelas participam também Cleonice Dias –  da Cidade de Deus, Itamar Silva – do Morro Santa Marta e Allan Brum – do Morro do Alemão, que representam grupos de pesquisadores de favelas.

Além do Conselho Editorial, o WikiFavelas é composto por um Grupo de Estudos, formado pelos pesquisadores Marcelo Fornazin, da UFF; Gabriel Nunes, graduando de Serviço Social da UFRJ; Palloma Menezes, socióloga e professora da UFF, e Clara Polycarpo, socióloga e doutoranda do IESP/UERJ. O site do Icict ‘bateu um lero’ (ou ‘deu um papo’) com os integrantes do Grupo de Estudos – leia aqui.

Para a coordenadora Sônia Fleury, o dicionário é um instrumento que permite o resgate de memória, de difusão de informação e de empoderamento da comunidade para poder falar com a sua própria voz sobre o que ela quer falar de si mesma. “Mas não é apenas a preservação da memória da favela, é muito mais do que isso, é um resgate da memória da cidade do Rio de Janeiro que desconhece a realidade das favelas”, conclui. 

Apoio e parceria

Uma das características do dicionário de Favelas Marielle Franco é conseguir reunir instituições parceiras que têm muito a contribuir para a sua manutenção e desenvolvimento. Segundo Sonia Fluery, vale destacar o apoio incondicional dado pela presidente Nísia Trindade para que o dicionário se estabelecesse na Fiocruz.  

Esse apoio veio na forma do envolvimento de duas unidades, o Icict e Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), como explica a coordenadora do dicionário. “O potencial que se descortina com nossa inserção no Icict, já que há muita demanda dos grupos de pesquisadoras das favelas para apoio na preservação, catalogação e divulgação de seus acervos, é imenso”. Fleury explica que originalmente o dicionário não pensava nessa linha de trabalho, até por falta de expertise. “Consideramos da maior importância apoiar grupos que colecionam fotos, documentos, entrevistas com os primeiros moradores, manifestações culturais, etc., que representam a memória de uma favela. A nossa inserção na Fiocruz, que tem as duas maiores coleções com fotos sobre favelas na COC, e no Icict, que detém o conhecimento sobre tratamento da informação, é fundamental para que possamos dar resposta a essa demanda mais do que oportuna”.

Sobre o lançamento

O lançamento contará com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, do diretor do Icict, Rodrigo Murtinho, da coordenadora do Dicionário de Favelas, Sônia Fleury, da deputada estadual do Rio de Janeiro, Mônica Francisco, do presidente da Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro – Faferj, Rossino Diniz, e da representante do Conselho Editorial do Dicionário, Cleonice Dias. 

FONTE: ASCOM/ICICT – Fiocruz

Carlos Alberto Serpa abre na ABL o ciclo de conferências do mês de abril, intitulado ‘A educação no Brasil de hoje’

Educador Carlos Alberto Serpa abre na Academia Brasileira de Letras, o ciclo de conferências “A educação no Brasil de hoje”, sob coordenação do Acadêmico e professor Arnaldo Niskier. O evento está programado para o dia 11 de abril, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

O ciclo terá mais duas conferências, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Perspectivas do ensino médio brasileiro, tendo como palestrante Simon Schwartzman; e Os desafios da educação a distância, com Celso Celso Niskier.
 

O CONFERENCISTA

Carlos Alberto Serpa formou-se Engenheiro Industrial e Metalúrgico pela PUC-RJ, em 1964. É Presidente da Fundação Cesgranrio desde 1971. Foi agraciado com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras, entre as quais a Medalha do Mérito Educacional no grau de Comendador, a Medalha Educacional Justiniano de Serpa, conferida pelo Governo do Estado do Ceará; Prêmio Cidadania, concedido pelo jornal A Folha Dirigida; a Medalha João Ribeiro, outorgada pela Academia Brasileira de Letras, e a Ordem do Mérito Cultural, concedida, em 2016, pelo Ministério da Cultura.

Dentre os cargos que Carlos Alberto Serpa exerceu e exerce, destacam-se: Professor associado da PUC-RJ (desde 1964); Diretor do Departamento de Ciências dos Metais e Metalurgia da PUC/RJ (1965 – 1970); Diretor de Admissão e Registro da PUC-RJ (1967-1970); Coordenador Geral do Projeto MEC-Uniplan (1970-1971), quando diagnosticou e depois assessorou a implantação da reforma universitária em todo o país; Vice-Reitor de Desenvolvimento da PUC-RJ (1971-1975); Presidente da Associação Brasileira de Acesso ao Ensino Superior (1971-1981); Presidente da Comissão Nacional de Vestibular Unificado (Convesu) do MEC (1971-1976); Vice-Reitor Administrativo da PUC/RJ (1972-1973); Primary Member da International Association for Educational Assessment (desde 1974); Reitor Interino da PUC-RJ (1974); Conselheiro Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro (1975-1979); Membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Educação (desde 1990); Criador do Projeto Sapiens (1990); Presidente da Academia Brasileira de Educação (desde 1992); Reitor da Universidade Gama Filho (1999-2000); Conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (1996-1998); Membro do Conselho de Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica/RJ (desde 2002); Membro do Conselho Superior da International Association of University Presidents – Iaup (desde 2007); Presidente da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro (desde 2008); Membro do Conselho Diretor das “Faculdades Católicas”, Associação Mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (desde 2008); Diretor Geral da Faculdade Cesgranrio (2016); Provedor da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Cineasta Carlos (Cacá) Diegues toma posse na Cadeira 7 da ABL, na sucessão do Acadêmico Nelson Pereira dos Santos

O cineasta Carlos (Cacá) Diegues toma posse na Cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão do Acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos (falecido no dia 21 de abril do ano passado), no dia 12 de abril, sexta-feira. A solenidade será no Salão Nobre do Petit Trianon (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro).

Cacá Diegues será recebido, em nome da ABL, pelo Acadêmico, poeta e tradutor Geraldo Carneiro. Antes, discursará na tribuna. Ao terminar, assinará o livro de posse. A seguir, o Presidente da ABL, Marco Lucchesi, convidará o Acadêmico Merval Pereira para fazer a aposição do colar; o Acadêmico José Sarney (decano presente) para entregar a espada; e o Acadêmico Zuenir Ventura para entregar o diploma. O Presidente, então, declarará empossado o novo Acadêmico.

Os ocupantes anteriores da cadeira 7 são: Valentim Magalhães (fundador) – que escolheu como patrono Castro Alves –, Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Ex-ministro Celso Lafer faz, na ABL, conferência sobre a trajetória histórica e os 170 anos de Rui Barbosa

O Acadêmico, diplomata, escritor e ex-ministro Celso Lafer fala, na Academia Brasileira de Letras, sobre Rui Barbosa (um dos fundadores da ABL), na palestra de encerramento do ciclo de conferências intitulado Presenças fundamentais, sob coordenação do Presidente Marco Lucchesi. O tema escolhido foi Rui Barbosa, 170 anos. Dimensão da atualidade do seu percurso. O evento está programado para quinta-feira, dia 4 de abril, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmica Ana Maria Machado convida para ciclo “Presenças fundamentais”

Nas próximas quintas-feiras de abril, a ABL terá mais um ciclo de conferências, intitulado A educação no Brasil hoje, sob coordenação do Acadêmico e educador Arnaldo Niskier. Serão três palestras, no mesmo local, nos seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 11, Carlos Alberto Serpa, Análise crítica do ensino superior brasileiro; 18, Simon Schwartzman, Perspectivas do novo ensino médio brasileiro; e 25, Celso Niskier, Os desafios da educação a distância.
 

O CONFERENCISTA

Celso Lafer, quinto ocupante da cadeira 14 da ABL, exerce atualmente a função de professor titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP, onde leciona desde 1971. É PhD em Ciência Política na Universidade de Cornell, EUA, e livre-docência em Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da USP. Foi Ministro das Relações Exteriores, em 1992, e Vice-Presidente, ex-officio, da Conferência da ONU sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento, na Rio-92. Em 1999, foi Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e, de 1995 a 1998, embaixador na Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e à Organização Mundial do Comércio, em Genebra.

Entre suas inumeras publicações, estão: O Sistema Político Brasileiro, Estrutura e Processo; O Convênio do Café de 1976: da Reciprocidade no Direito Internacional Econômico; Gil Vicente e Camões; Hannah Arendt: Persamento, persuação e poder; O Direito e o Estado Moderno; Política Externa Brasileira: três momentos; A Internacionalização dos Direitos Humanos – Constituição,Racismo e Relações Internacionais.

FONTE: ASCOM/ Academia Brasileira de Letras

Estão abertas as inscrições para o II Salão Mestre D’Armas – Arte Contemporânea

Convocatória selecionará 15 artistas visuais do DF e Entorno e premiará todos os selecionados de acordo com colocação

Estão abertas as inscrições para o II Salão Mestre D’Armas – Arte Contemporânea, mostra de artes visuais que traz a arte como fio condutor para a luta histórica da defesa do patrimônio cultural de Planaltina. Serão selecionados 15 artistas que irão expor seus trabalhos durante os meses de maio e julho no MHAP – Museu Histórico e Artístico de Planaltina, localizado em um casarão construído no século XIX e que é um dos locais de resistência cultural da cidade. As inscrições seguem até o dia 23 de abril.

Em sua segunda edição, a Mostra propõe o intercâmbio entre a produção artística contemporânea e a tradição de Planaltina, ocupando espaços, dinamizando a economia local e chamando a atenção da sociedade quanto à necessidade de valorização e preservação do patrimônio material e imaterial do nosso país.

Para se inscrever é necessário ser artista residente do DF e Entorno. O edital permite um mínimo de três obras por artista em diversas linguagens visuais, tais como desenho, pintura, instalação, performance, fotografia, escultura e muitos outros. O resultado da convocatória sairá no site da Mostra, no dia 27 de abril, e a exposição será de 18 de maio a 21 de julho.

Os artistas que forem contemplados para o Salão serão premiados da seguinte forma: 1º lugar – Prêmio Ouro: R$10.000,00. 2º lugar – Prêmio Prata: R$ 7.000,00. 3º lugar – Prêmio Bronze: R$ 6.000,00. Os classificados entre 4º e 15º lugares receberão o Prêmio de Participação no valor de R$ 3.000,00. Para mais detalhes acesse o edital no site www.salaomestredarmas.com.br

O Salão 
II Salão Mestre D’Armas – Arte Contemporânea é idealizado e realizado pela AACHP – Associação dos Amigos do Centro Histórico de Planaltina DF, conta com recursos do FAC/DF – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e apoio do Espaço Cultural Renato Russo, do Instituto Bem Cultural e da Rádio Utopia FM, de Planaltina. A curadoria da Mostra será formada por um júri especializado, que configura o Salão como uma ótima oportunidade para que os brasilienses agucem seus olhares e prestigiem a produção artística contemporânea da região.


Serviço
II Salão Mestre D’Armas – Arte Contemporânea
Inscrições: até 23 de abril de 2019
Resultado: 27 de abril de 2019
Exposição: de 18 de maio a 21 de julho de 2019
Acesse o edital: www.salaomestredarmas.com.br