Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

Funarte lança livro com textos de autores teatrais negros

Peças já foram encenadas com sucesso no Brasil e no exterior e formam um retrato histórico do que é ser negro no Brasil

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, lança neste fim de semana (8 e 9 de junho), o livro Dramaturgia Negra. A obra reúne 16 textos teatrais escritos por dramaturgos negros – alguns deles premiados. O lançamento será no sábado no Rio de Janeiro e no domingo em São Paulo. No Rio, integra a programação do Fórum de Performance Negra, no Museu de Arte do Rio (MAR), a partir das 13h. Em São Paulo, será parte do festival Brasil Cena Aberta, às 15h, na Praça das Artes.

“O material foi organizado na contramão da história oficial, rompendo com a escassa representação da dramaturgia negra no meio acadêmico, constituindo-se como um portal para uma outra história possível, que se utiliza das impossibilidades para criar as múltiplas narrativas de um povo negro brasileiro”, explica o curador Eugênio Lima, responsável pela seleção dos textos.

Algumas peças narram desventuras da vida na periferia; outras apresentam a vida dos antepassados de muitos desses autores no continente africano – ora com narrativas realistas, ora com abordagens míticas. Histórias de origem europeia, como O Pequeno Príncipe, foram reinterpretadas de modo a realçar o incômodo que os negros sofrem por viver em um país onde as referências culturais associadas à sua imagem não são valorizadas. O mosaico que compõe Dramaturgia Negra é um tratado sobre o que é ser negro no Brasil contemporâneo.

Segundo o presidente da Funarte, Miguel Proença, ao procurar os criadores da Festa Literária das Periferias (FLUP) para propor a organização de uma coletânea de dramaturgia das favelas, a instituição recebeu de volta a proposta desta antologia, com foco sobre o negro. “O principal argumento para esta edição é que, mais ainda que o morador de favela, o negro tem sido historicamente alijado dos processos de legitimação cultural no país”, destaca.

Com a publicação, de importância histórica, a Funarte registra uma transformação cultural no Brasil. Os atores negros brasileiros são muitos e já vêm há algum tempo conquistando espaço nos palcos e nas telas do país. A autoria dos textos, porém, é um campo só há muito pouco ocupado por negros.

As peças já passaram pelo teste dos palcos: foram encenadas por diretores e atores quase sempre negros, com grande sucesso de público, em diversas cidades do Brasil e do mundo. Há apenas uma exceção: a peça inédita Récita, da poeta e dramaturga carioca Leda Maria Martins.

Sobre as peças

ANTIMEMÓRIAS DE UMA TRAVESSIA INTERROMPIDA -Aldri Anunciação
O texto narra o confinamento solitário de uma mulher africana, escravizada no século XIX, que foi jogada de um navio negreiro no oceano Atlântico no trânsito para o Brasil. Fantasticamente, ela passa a morar no fundo dos mares. Dessas profundezas, ela reflete sobre a contemporaneidade e reconstrói suas memórias por meio de objetos que caem dos navios.

Aldri Anunciação é ator e dramaturgo soteropolitano. Sua peça Namíbia, não!, adaptada do texto com o qual venceu o Prêmio Jabuti de Literatura, foi vista por mais de meio milhão de espectadores.

ESPERANDO ZUMBI – Cristiane Sobral
Uma mulher espera e desespera ansiosamente seu homem e enxerga a si mesma diante dos paradoxos da construção e desconstrução da sua identidade brasileira, negra e feminina. A peça é um manifesto sensível, a partir de um ponto de vista afrocentrado e feminino.

Cristiane Sobral é atriz e escritora carioca. Primeira negra a se formar em interpretação teatral pela Universidade de Brasília, dirigiu por 18 anos a Companhia de Arte Negra Cabeça Feita. Professora de teatro, já ministrou cursos no Brasil, Colômbia, Equador, Guiné-Bissau e Angola.

IALODÊS – Dione Carlos
Cinco atrizes dão vida às “ialodês”, mulheres-abelhas-guerreiras que governam a Colmeia, uma cidade herdada de suas ancestrais. As guerreiras lutam para manter vivas as riquezas deixadas por sua avó e sua mãe, que lhes ensinaram o valor do mel, do ouro e da música. Para combater ameaças que surgem em “mundos paralelos”, as ialodês usam o prazer como arma sagrada e reveladora de sentimentos nobres, como honra, poder, afetividade, sensualidade, liberdade e ancestralidade.

Dione Carlos é escritora e atriz formada pela Escola Globe de São Paulo. Atuou na Companhia Teatro Promíscuo, de Renato Borghi e Élcio Nogueira. Estreou em 2011 com o espetáculo Sete. Escreveu sete peças, encenadas em várias cidades do Brasil. Três dessas obras foram reunidas no livro Dramaturgias do front (2017).

VAGA CARNE – Grace Passô
A peça acompanha uma voz errante que invade o corpo de uma mulher à procura de significados sérios e banais. Em um jogo performático de palavras, questões sobre estereótipos e pertencimento são evocadas nas cenas, em raciocínios que não necessariamente se concluem.

Grace Passô é diretora, dramaturga, atriz e cofundadora do grupo Espanca!. Publicou seis peças teatrais e já teve textos traduzidos para francês, espanhol, mandarim, alemão, inglês e polonês. Foi vencedora do Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Turim (ITA), entre outros.

FARINHA COM AÇÚCAR OU SOBRE A SUSTANÇA DE MENINOS E HOMENS – Jê Oliveira
O texto para espetáculo de teatro com música é uma homenagem ao legado da banda Racionais MCs. Por meio de “paisagens” de som e imagem, a peça aborda a experiência de ser homem negro na periferia urbana. Uma das propostas do roteiro é provocar uma relação de intimidade entre o público e a trama, por meio da palavra falada e cantada.

Jê Oliveira é ator, diretor e dramaturgo formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde leciona atualmente. Professor de teatro em cidades de todo o Brasil, com o projeto Sesc Dramaturgia. Dirigiu o show 3 Mil Tons, de Salloma Salomão, entre outros. Já recebeu os prêmios Shell e Coca-Cola e o troféu da Cooperativa Paulista de Teatro.

BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMà– Jhonny Salaberg
Um menino negro, nascido e criado em Guaianases, zona leste de São Paulo, vai à padaria a pedido da mãe, no primeiro dia do ano, e é “enquadrado” por um policial. A partir daí, o garoto começa uma saga pela sobrevivência e sai pelo mundo, por países da América Latina e da África. Pelo caminho, ele encontra vários personagens que interligam os acontecimentos da história. Ao longo do percurso, o menino é atingido pelo policial que o persegue, com 111 tiros de arma de fogo

Jhonny Salaberg é ator, dramaturgo e bailarino, nasceu em Guaianases, zona leste de São Paulo. Fundador da Carcaça de Poéticas Negras, foi o primeiro negro a receber o Prêmio da Mostra de Dramaturgia do Centro Cultural São Paulo, em  sua quarta edição.

FLUXORAMA – Jô Bilac
Os dramas de quatro personagens que vivem situações-limite e tornam-se reféns do fluxo de seus pensamentos são o ponto de partida da peça, dividida em quatro monólogos.

Jô Bilac é dramaturgo. Aos 19 anos, escreveu Sangue em Caixa de Areia, texto pelo qual recebeu do Teatro Carlos Gomes menção honrosa em Dramaturgia. Desde então, o autor carioca já criou mais de vinte roteiros teatrais.

CARTAS A MADAME SATÃ OU ME DESESPERO SEM NOTÍCIAS SUAS – José Fernando Peixoto de Azevedo
O monólogo aborda a trajetória de Madame Satã, travesti que foi um dos símbolos da noite carioca na primeira metade do século XX. A peça traz um homem que, fechado em seu quarto, se corresponde por meio de cartas com a personagem.

José Fernando Peixoto de Azevedo é doutor em filosofia e professor de arte dramática na Universidade de São Paulo. Fundador do Teatro de Narradores, publicou o volume Eu, um Crioulo, da coleção Pandemia.

 RÉCITA Nº 3 – FIGURAÇÕES – Leda Maria Martins
A obra é um experimento de linguagem cênica que mescla vocalidades a imagens e música, na composição de breves expressões de um “feminino-mulher” – ora contraído, ora distendido por “vibrações interiores”.

Leda Maria Martins é poetisa, ensaísta, acadêmica e dramaturga carioca. Atualmente mora em Belo Horizonte, onde é professora na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também lecionou na New York University (EUA) e publicou diversos livros e artigos em periódicos brasileiros e estrangeiros, além da obra de poesia Os Dias Anônimos, entre outras.

SERÁ QUE VAI CHOVER– Licínio Januário
No pulsar da percussão da vida, as ideologias dos personagens Sandra, Bruno e Yuri se chocam, deixando ainda mais turbulentos os encontros e desencontros da cidade grande. Munidos de suas visões individuais, relacionadas às questões sociais contemporâneas, os três acabam seguindo caminhos desconhecidos.
Licínio Januário é ator e dramaturgo angolano. É membro do Coletivo Preto e curador do Teatro Gonzaguinha. Recebeu o Prêmio de Melhor Ator da 19ª edição do Festival de Teatro do Rio de Janeiro.

CARNE VIVA – Luh Maza
Três atores, entre cisgêneros e transgêneros, interpretam a protagonista Uma Mulher, nesse monólogo. A narrativa retrata um “fluxo de consciência”. Em fala acelerada, a personagem conta que frequentava a Igreja Católica antes de se entregar ao teatro. Revolta-se contra a “domesticação” da mulher pelo patriarcado; e revisita episódios de sua história, vivida “em meio a carne e sangue”. A obra tem influências de Virgínia Woolf e Clarice Lispector.

Luh Maza é dramaturga, diretora e atriz carioca, radicada em São Paulo. Autora de espetáculos encenados no Brasil e em Portugal, teve textos publicados na Europa e na África. Assinou a versão brasileira de Kiwi, peça do canadense Daniel Danis. Escreveu roteiro para a série de TV por assinatura Sessão de Terapia, dirigida por Selton Mello.

QUANDO EU MORRER, VOU CONTAR TUDO A DEUS – Maria Shu
Inspirado numa notícia real, a peça narra a história de Abou, um menino refugiado de oito anos de idade, encontrado dentro de uma mala de viagem tentando entrar no continente europeu. Na imaginação do garoto, a mala se transforma na cachorra Ilê.

Maria Shu é dramaturga e roteirista. Estudou roteiro na Academia Internacional de Cinema. Seus textos já foram encenados em Cabo Verde, Suécia, Portugal e França. Sua peça Ar Rarefeito recebeu o Prêmio Heleny Guariba, da Cooperativa Paulista de Teatro.

O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO – Rodrigo França
O Pequeno Príncipe Preto discute o empoderamento e a autoestima de crianças e adolescentes negros que não se veem representados na maioria dos livros, bonecas e bonecos que lhes são oferecidos. Permeado por canções e brincadeiras, a peça semeia o entendimento sobre a importância da valorização da diversidade e da empatia.

Rodrigo França é ator, diretor e dramaturgo. Formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), atua na área de educação artística. Produziu ainda o musical O Grande Circo dos Sonhos.

MEDEA MINA JEJE – Rudinei Borges dos Santos
A história é uma adaptação da peça Medeia, do grego Eurípides (480-406 a.C), na qual a protagonista decide assassinar os filhos para se vingar do marido, Jasão, que a abandonou para se casar com uma princesa. A adaptação leva a personagem para o contexto da exploração de escravos nas minas de ouro de Minas Gerais. Nesta versão, a escrava Medea, para impedir que seu filho seja acorrentado a uma mina, ao descobrir a prisão, decide livrá-lo do desse destino, matando-o.

Rudinei Borges dos Santos é dramaturgo e escritor. Autor de mais de dez textos teatrais encenados em Angola e no Brasil, foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Fundou o Núcleo Macabéa, da Cooperativa Paulista de Teatro, cujo foco é dramaturgia e história oral nas comunidades de periferia e ribeirinhas.

MERCEDES – Sol Miranda
O texto é inspirado pela vida e obra da bailarina Mercedes Ignácia da Silva Krieger (1921-2014), considerada uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo. Com formação erudita, ela foi a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pioneira da dança moderna brasileira e principal responsável pela disseminação das alas coreografadas do carnaval carioca.

Sol Miranda é atriz, pesquisadora e produtora, cofundadora do Grupo Emú – Rio de Janeiro (RJ). Trabalhou como assistente do dramaturgo Domingos Oliveira (1937 – 2019). Circulou em diversas cidades do Brasil e da China com o espetáculo Salina, a Última Vértebra, do grupo Amok Teatro. Apresentou um espetáculo de dança afro no Festival Floriade, na Holanda, em 2012.

CAVALO DE SANTO – Viviane Juguero
A peça mostra os personagens Inácio e Graça. Eles vivem em um apartamento de um cômodo, no qual a única entrada é uma janela e o ambiente, repleto de plantas, retrata uma floresta tropical. Na trama, as raízes exploratórias da cultura brasileira e seus valores moralistas, respaldados por discursos religiosos, se refletem na relação do casal.

Viviane Juguero é dramaturga, atriz, professora e doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde trabalhou com o conceito de “dramaturgia radical” – pesquisa associada a seu  estágio internacional na University of Wisconsin-Madison (EUA).


Lançamento do livro Dramaturgia Negra
Organização de Eugênio Lima e Julio Ludemir
Edições Funarte – 2019

RJ – Sábado, 8 de junho, a partir das 13h
Na programação do Fórum de Performance Negra
Local: Museu de Arte do Rio – MAR
Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro – Rio de Janeiro

SP – Domingo, 9 de junho a partir das 15h
Na programação do Brasil Cena Aberta
Local: Praça das Artes
Avenida São João, 281 – Centro, São Paulo (SP)

Preço de capa: R$ 30
480 páginas
Formato: 16cm x 23cm
ISBN: 978-85-7507-199-1

Encomendas para todo o Brasila partir do dia10 dejunho de 2019, por meio do e-mail livraria@funarte.gov.br

Mais informações para o público: edicoes@funarte.gov.br

FONTE: ASCOM/Fundação Nacional de Artes – Ministério da Cidadania

José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, faz a palestra de abertura do Ciclo de Conferências ‘Vozes d’África na cultura brasileira’ na ABL

Advogado, sociólogo e reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente abre, na Academia Brasileira de Letras, o Ciclo de Conferências “Vozes d’África na cultura brasileira” sob a coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho. O evento está programado para o dia 6 de junho, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Acadêmico Domício Proença Filho convida para o ciclo “Vozes d’África na cultura brasileira”

Serão fornecidos certificados de frequência.

O Ciclo terá mais duas conferências no mês de junho, às quintas-feiras, no mesmo local e horário. No dia 13, “O negro no cinema brasileiro”, com o Acadêmico e cineasta Carlos (Cacá) Diegues, e no dia 27, “Vozes d’África na música brasileira”, com o ator, escritor, produtor e sambista Haroldo Costa.

O CONFERENCISTA

José Vicente é Mestre em administração; Doutor em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba; Fundador e presidente do Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior; Fundador presidente da Afrobras – Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural; Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República – CDES; Membro do Conselho de Autorregulação Bancária – Federação Brasileira de Bancos – Febraban; Membro do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP; Membro do Conselho Consultivo do Centro de Integração Empresa Escola – CIEE; Membro titular do Movimento Nossa São Paulo; Conselheiro diretor da Fundação Care/SP; Membro titular do movimento Todos pela Educação; Membro do Conselho do Memorial da América Latina; Fundador da Ong Afrobras; Reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares.

Filho caçula de boias-frias, José Vicente nasceu e cresceu no Morro do Querosene, bairro pobre de Marília, no interior de São Paulo. A partir dos 7 anos, trabalhou como engraxate, vendedor ambulante, pintor de paredes, entre muitas outras ocupações. Aos 21 anos, tendo cursado somente até o 2.° ano do Ensino Médio, foi soldado da Polícial Militar e mudou-se para a capital paulista. A vida de José Vicente começou a se modificar quando entrou em bandas marciais da cidade, dentre elas a da Associação de Ensino de Marília. Através da banda, conseguiu um emprego na área administrativa da Faculdade de Odontologia.

Na década de 90, quando Vicente ganhava a vida como advogado criminalista, também encabeçava um grupo de pessoas que conseguiam bolsas de estudos para negros em universidades particulares. Em 1997, fundou a Afrobras, ONG que existe até hoje e administra a faculdade. Em 2004, após a colaboração de diversas pessoas e empresas, começavam as aulas na Zumbi dos Palmares. Hoje são oferecidos cinco cursos (Administração, Direito, Publicidade, Pedagogia e Tecnologia de Transportes Terrestres). 

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Inscrições abertas para a 7ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria

Estão abertas até 5 de agosto as inscrições para o Prêmio Luiz de Castro Faria 2019, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania. Podem participar pesquisadores e estudantes, brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros residentes no Brasil, que tenham projetos de valorização ao Patrimônio Arqueológico Brasileiro. Os trabalhos concorrerão a prêmios de RS 5 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil e R$ 20 mil. Acesse o edital e a ficha de inscrição.

Os projetos poderão ser inscritos nas seguintes categorias:
Categoria I – Monografia de Graduação: visa a apresentação de monografia final desenvolvida no âmbito de Cursos de Graduação em Arqueologia (ou com habilitação em Arqueologia reconhecido pelo Ministério da Educação/MEC) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 10 mil.

Categoria II – Dissertação de Mestrado: visa a apresentação de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/Capes) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 15 mil.

Categoria III – Tese de Doutorado: visa a apresentação de tese de doutorado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/Capes) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 20 mil.

Categoria IV – Artigo Científico: visa a apresentação de artigo científico inédito que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Nesta categoria, serão contemplados dois trabalhos e poderão concorrer estudantes de Arqueologia e áreas afins, profissionais de arqueologia e áreas afins. Premiação: R$ 5 mil para cada artigo vencedor.

Desde 2013, o Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan) promove o Prêmio Luiz de Castro Faria, em reconhecimento à pesquisa acadêmica que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro, que, devido à sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, mereçam registro, divulgação e reconhecimento público. O resultado da edição deste ano será divulgado em 26 de setembro.

Luiz de Castro Faria

Nascido em Niterói (RJ) em julho de 1913, o antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo Luiz de Castro Faria foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Antropologia. Foi responsável pela formação de uma geração inteira de antropólogos brasileiros nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fluminense (UFF), onde recebeu o título de Professor Emérito.

Designado pelo governo brasileiro, foi responsável por participar, guiar e fiscalizar grandes expedições etnográficas do século XX. A última foi a Expedição à Serra do Norte, chefiada por Claude Lévi-Strauss, em 1938. Luiz de Castro Faria morreu aos 91 anos, no dia 12 de agosto de 2004.

Serviço
7ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria
Inscrições: 5 de agosto de 2019
Edital ficha de inscrição

Informações sobre a premiação:
Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan)
(61) 2024-6300 – premio.cna@iphan.gov.br
Quadra SEPS, 713/913 Bloco D – 3º andar Asa Sul Brasília – DF

FONTE: ASCOM/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – Ministério da Cidadania

Acadêmico e poeta Antonio Cícero fala na ABL sobre Homero, na terceira palestra do ciclo ‘Poesia cantada: melodia e verso’

O Acadêmico, poeta e compositor Antonio Cícero faz na Academia Brasileira de Letras, a terceira palestra do ciclo de conferências “Poesia cantada: melodia e verso”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura. O evento está programado para dia 16 de maio, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro) Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora-geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmico Zuenir Ventura convida para o ciclo “Poesia cantada: melodia e verso”

“Poesia cantada: melodia e verso” terá mais duas palestras no mês de maio, às quintas-feiras, no mesmo local e horário: “O Rio inventou a marchinha”, com Rosa Maria Araújo, no dia 23; e “Vinicius de Moraes: a canção como destino”, Eucanaã Ferraz, 30.

O CONFERENCISTA

Antonio Cicero formou-se em Filosofia pelo University College London, da Universidade de Londres, em 1972. É autor, entre outras trabalhos, dos livros de poemas “Guardar”, “A cidade e os livros”, “Porventura” e, em parceria com o artista plástico Luciano Figueiredo, de “O livro de sombras”; além dos de ensaios filosóficos: “O mundo desde o fim”, “Finalidades sem fim” e “Poesia e filosofia”. Muitas de suas entrevistas foram reunidas no livro, organizado por Arthur Nogueira, “Encontros: Antonio Cicero”.

Foi o responsável pela organização do livro de ensaios “Forma e sentido contemporâneo: poesia”; e, em parceria com Waly Salomão, o volume de ensaios “O relativismo enquanto visão do mundo”. Em parceria com Eucanaã Ferraz, também organizou a “Nova antologia poética de Vinícius de Moraes”.

Em 1993, concebeu o projeto intitulado “Banco Nacional de Idéias”, através do qual, nesse ano e nos dois subsequentes, promoveu, em colaboração com o poeta Waly Salomão e com o patrocínio do Banco Nacional, ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância mundial, como João Cabral de Melo Neto, Richard Rorty, Tzvetan Todorov, Hans Magnus Enzensberger, Peter Sloterdijk, Bento Prado Jr. e Darcy Ribeiro, entre outros. É também autor de inúmeras letras de canções, tendo como parceiros compositores como Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.

Em 2012, Antonio Cicero foi agraciado com o “Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade”, concedido pela Universidade Candido Mendes e pelo Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Cinemateca exibe filmes baseados em obras de Stephen King

Programação, que vai de 9 a 12 de maio, conta com oito longas-metragens. A entrada é franca, com distribuição de ingressos uma hora antes da sessão

A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, vai promover, de 9 (quinta-feira) a 12 de maio (domingo), uma mostra com filmes baseados na obra do escritor norte-americano Stephen King, conhecido por livros de terror, ficção científica, suspense e fantasia. Serão exibidos oito longas-metragens, entre eles Carrie, a estranha (1976), de Brian de Palma, O Nevoeiro (2007), de Frank Darabont, Louca obsessão (1990), de Rob Reiner, que rendeu o Oscar de melhor atriz para Kathy Bates, bem como a versão original de Cemitério maldito (1983), de Mary Lambert, no qual King assina também o roteiro do filme.

Além dos trabalhos como escritor de terror, King também é autor de dramas impactantes, que foram amplamente reconhecidos na década de 1990, quando datam as adaptações de Um sonho de liberdade (1994) e À espera de um milagre (1999), ambas dirigidas por Frank Darabont, e Eclipse total (1995), de Taylor Hackford.

A Mostra tem entrada gratuita e os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala.

PROGRAMAÇÃO
Quinta-feira | 09/05
19h – Cemitério maldito (1989)
21h – O nevoeiro

Sexta-feira | 10/05
18h – Carrie, a estranha
20h – O iluminado

Sábado | 11/05
17h – Louca obsessão
19h – Cemitério maldito (1989)
21h – Eclipse total

Domingo | 12/05
17h – À espera de um milagre
20h – Um sonho de liberdade

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

ARTES CÊNICAS II Bienal da Escola Nacional de Circo começa nesta quinta-feira (9)

Programação, com espetáculos gratuitos para o público, marca a formatura da segunda turma do Curso Técnico em Artes Circenses e comemora também os 37 anos da instituição

Jovens artistas formados pela Escola Nacional de Circo (ENC), da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cidadania, se apresentam ao público a partir da próxima quinta-feira (9), durante a II Bienal da ENC. Na programação, quatro espetáculos que marcam a formatura da segunda turma do Curso Técnico em Artes Circenses. Reconhecido pelo Ministério da Educação, o curso é resultado da parceria entre a ENC e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). A programação se estende até o domingo (19), com entrada gratuita, nas dependências da Escola, na Praça da Bandeira, Zona Norte do Rio.

Os 49 alunos do Curso Técnico em Artes Circenses apresentam quatro espetáculos: A travessia (dias 9 e 18 de maio, às 20h); Tomorrow Land (dias 10 e 17 de maio, às 20h); Pluma (dias 11 e 16 de maio, às 20h) e O bom café (dias 12 e 19 de maio, às 19h). As montagens complementam o processo criativo desenvolvido por quatro meses sob a direção geral de Roberto Magro, com direção de arte de Pedro Paulo Arruda, direção musical de Simon Thierrée e coreografia de Ileana Ortega.

Na segunda-feira (13), uma cerimônia e um espetáculo especial comemoram os 37 anos da instituição, que ao longo de sua história promove e difunde as artes circenses em suas mais variadas formas.

Durante a II Bienal da Escola Nacional de Circo, haverá também uma exposição fotográfica de Micael Bergamaschi e o lançamento do livro Variações, 8 Espetáculos de um Circo em Movimento, sobre processos criativos desenvolvidos na ENC. A Bienal é uma realização da Funarte, com apoio do Institut Français do Brasil, do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e do Pôle National des Arts du Cirque Méditerranée – Archaos.

Ao longo de sua trajetória, a ENC contou com a colaboração de várias instituições internacionais, que contribuíram de diferentes maneiras para a construção deste processo de formação, entre as quais: Institut Français, Pôle National des Arts du Cirque /CREAC/Archaos (França), Pôle National Cirque et Arts de la Rue Cirque d’Amiens/ École du Cirque Jules Verne (França), Centre des Arts du Cirque de Toulouse/Le Lido (França), Institut National des Arts du Music-Hall (França), Académie Fratellini (França), La Grainerie (França), National Centre for Circus Arts (Inglaterra), École Supérieure des Arts du Cirque/ESAC (Bélgica), Swissnex Brazil (Suiça), Haute École de Musique Lausanne HEMU (Suiça), Cirque du Soleil (Canadá), École Nationale de Cirque (Canadá), Instituto Nacional de Artes do Circo (Portugal), Escola de Circo do Chapitô (Portugal), Escuela de Circo Carampa (Espanha), Central Del Circ (Espanha), Istituto Italiano di Cultura, Sarabanda Associazione (Itália), Scuola Di Circo Vertigo (Itália), FLIC Scuola Di Circo Torino (Itália), Universidad Nacional de San Martin (Argentina), Escuela Municipal de Artes Urbanas Rosario (Argentina), El Circo Del Mundo (Chile) e Circo Social Quito (Equador).

Sobre o Curso Técnico em Artes Circenses

O Curso Técnico em Artes Circenses da Escola Nacional de Circo foi reconhecido pelo Ministério da Educação, por meio da Resolução nº 11, de 2 de abril de 2015, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, em virtude de um convênio firmado entre essa instituição e a Funarte. O curso é oferecido na modalidade presencial e integral, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, nas dependências da ENC, incluindo serviço gratuito de alimentação e bolsa de estudos para todos os alunos. Nesse sentido, a Bienal também cumpre um importante papel: durante o evento, a Escola Nacional de Circo/Funarte poderá mostrar à comunidade circense e à sociedade o resultado do investimento público e o cumprimento de sua missão institucional na formação de artistas de circo.

Serviço

II Bienal da Escola Nacional de Circo
De 9 a 19 de maio de 2019 
Produção Executiva: Carlos Vianna (Coordenador da Escola Nacional de Circo)
Direção Geral: Roberto Magro
Direção de Arte, Cenografia e Figurinos: Pedro Paulo Arruda
Direção Musical: Simon Thierrée
Direção Técnica: Paulo Henrique Pereira
Coreografia: Ileana Ortega Estrada
Assistente de Direção: Alice Tibery Rende

Programação

Espetáculo A travessia
Dias 9 de maio (quinta-feira) e 18 de maio (sábado), às 20h 
Sinopse: A viagem de um jovem recém-chegado a um mundo aparentemente frio e imóvel. Conseguirá o novato superar as provas que o aguardam, integrando-se plenamente a esse seu novo mundo? Uma fábula moderna para reencontrar uma das tantas iniciações com as quais somos confrontados ao longo de nossa vida. 
Elenco: Alify Batista, Clovis H.A.S., Davi Ferreira, Freddy Caro, Giovana Yoshino, Iago Richard, Luan Vieira, Lucas Ayres, Maiander Chagas, Mell Farias, Raphael Silva, Ravana Alexandrino e Thiago Souza

Espetáculo Tomorrow Land
Dias 10 de maio (sexta-feira) e 17 de maio (sexta-feira), às 20 h 
Sinopse: A um grupo de jovens foi proposto um experimento: fazer uma festa infinita, buscando nunca parar de se divertir até morrer. Uma festa eterna para esquecer a extrema solidão na qual estamos nos afundando cada vez mais.
Elenco: Alexander Cabeza, Antônio Silva, Bástian Arrieta, Caroline Gomes, Cecilia Figueiredo, Denise Torres, Eliel Dias Soares Junior, Erickson Almeida, Thaylane Fortuna, Linda De Berardinis, Mellina Fioretti, Pedro Elias e Tamara Figueiredo

Espetáculo Pluma
Dias 11 de maio (sábado) e 16 de maio (quinta-feira), às 20 h
Sinopse: Há uma força que existe, ainda que invisível. É uma atração que liga todos os seres e objetos do universo. É a gravidade que se estende de cada corpo em todas as direções do espaço, até uma distância infinita. Um grupo de jovens se encontra para estudar seus efeitos sobre a condição humana. 
Elenco: Agostina Roggero, Camila Basterra, Gabrielle Evangelista, Illyusha Montezuma, João Lucas Cavalcanti, João Paulo de Paiva Sales, Jonathan Nogueira, Juliete Schultz Silva, Rafael Mendonça, Roberto Willcock, Vitor Lima e Vitor Barros

Espetáculo O bom café
Dias 12 de maio (domingo) e 19 de maio (domingo), às 19h
Sinopse: A história de uma cafeteria que não recebe nenhum cliente há muito tempo. Que ingrato o destino de se preparar a cada dia para receber alguém que no final não chegará mais! Seria este o destino de quem continua a amar as velhas maneiras e um velho e bom café?
Elenco: Adriani Carneiro, Lukas Edson, Grace Wanke, Holly Sev, Luísa Bonadia, Luísa Rodrigues, Rachid Dragon, Samuel Conti, Vanessa Calado e Vinicius Marques (Participação Especial: Alisson Almeida)

Espetáculo de Aniversário de 37 anos da Escola Nacional de Circo
13 de maio (segunda-feira), às 20h
Escola Nacional de Circo
Rua Elpídio Boamorte s/nº – Praça da Bandeira – Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 2504-5320
Entrada gratuita

FONTE: ASCOM/Fundação Nacional de Artes (Funarte) – Ministério da Cidadania


Sarau As Mina Tudo reúne mulheres para apresentação de músicas e poesia

De um grupo de WhatsApp que virou uma rede de troca de informações, um círculo de amigos e um projeto de trabalho. Foi assim com a turma do “As Mina Tudo”, que, entre muitas coisas, virou um sarau encabeçado pelas musicistas paulistas Andressa Brandão, 26 anos, e Rhaissa Bittar, 29. A iniciativa acontece desde maio de 2018 em São Paulo, mas com edições especiais e itinerantes, a iniciativa foi da baixista da banda Supercombo, Carol Navarro e hoje reúne mais de 200 artistas.

 A ideia vai muito além de reunir mulheres e revezar o microfone. É sobre troca, união e fortalecimento em todas as áreas da música. “Juntamos pessoas que são técnicas de som, produtoras, cantoras e compositoras que se ajudam além do sarau. Nas rodas de conversa e no compartilhamento de experiências, elas falam sobre os casos de machismo que passam e encontram formas de se posicionar de outra forma e ganhar voz”, conta Dessa, como é chamada pela turma.

Como funciona? Cada artista apresenta uma música ou um poema (ou etc). São dois blocos de apresentações: o primeiro é com as artistas confirmadas previamente; o segundo é microfone aberto com inscrições feitas na hora.

Entre as artistas confirmadas da capital que estarão acompanhando Andressa Brandão e Rhaissa Bittar, estarão Moara Ribeiro, Beatriz Águida, Natália Carreira, (foto), Haynna Jacyara, Georgia W. Alô, Maísa Arantes de Amorim, Daniela Firme, Laura Gomes Machado e Thais Rodeiro.

Sarau “As Mina Tudo” em Brasília
Shopping Pier 21 (Setor de Clubes Esportivos Sul)
Domingo, 5 de maio, a partir das 18h30
Entrada gratuita

Pianista Linda Bustani e Quarteto de cordas da UFF abrem as atividades de 2019 da série ‘Música de Câmara na ABL’

A série “Música de Câmara na ABL” de 2019 apresenta a pianista Linda Bustani e o Quarteto de cordas da UFF (Tomaz Soares, 1º violino; Ubiratã Rodrigues, 2° violino; David Chew, violoncelo; e Jessé Pereira, violista convidado). O concerto está programado para o dia 7 de maio, terça-feira, às 12h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson, 203, 1° andar, Castelo, Rio de Janeiro. O Presidente da Academia, Marco Lucchesi, fará a abertura do espetáculo. Entrada franca.

Saiba mais

De acordo com os integrantes do grupo, a Universidade Federal Fluminense é a única instituição educacional pública no Brasil a ter em seu quadro funcional um quarteto de cordas com mais de 30 anos de existência, cuja finalidade é difundir obras de repertório universal e brasileiro para esta formação.

O quarteto da UFF foi criado em 1984 e, desde então, a partir de suas várias formações, buscou divulgar, de acordo com seus integrantes, a música de concerto, e realizar um trabalho de pesquisa acerca dos repertórios para formação de público, integrando projetos na própria UFF, como o Festival Conexões Musicais, realizando workshops e master class em outras universidades públicas e se apresentando em espaços culturais, salas de concerto e teatros de Niterói e do estado do Rio de Janeiro.

Linda Bustani é reconhecida como uma das mais importantes pianistas brasileiras. Em 2003, conquistou o Prêmio Carlos Gomes, a maior premiação da música clássica brasileira, na categoria Melhor Pianista. Tem atuado como concertista e solista na Europa, Ásia e Américas, em importantes salas de concerto como o Wigmore Hall, em Londres, e o Concertgebouw, em Amsterdã.

Apresentou-se em duas edições do Festival Al Bustan, em recital solo e a dois pianos com seu irmão, José Maurício Bustani. Também colaborou com prestigiosas orquestras como a New Philharmonia, Bournemouth Symphony, City of Birmingham Symphony, Royal Liverpool Philharmonic, BBC Welsh, BBC Scottish, Hallé, Sinfônica Bratislava, Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).

O jornal “Pravda”, em primeira página – a propósito de sua interpretação de Schumann – opinava que Linda Bustani “toca com as cordas do coração”.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Jornalista e pesquisador João Máximo fala na ABL sobre Noel Rosa e abre o ciclo de conferências ‘Poesia cantada: melodia e verso’

Jornalista, escritor e pesquisador João Máximo abre na Academia Brasileira de Letras o ciclo de conferências “Poesia cantada: melodia e verso”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura. O evento está programado para o dia 2 de maio, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), com o tema Noel Rosa, a cidade e o morro.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmico Zuenir Ventura convida para o ciclo “Poesia cantada: melodia e verso”

O ciclo terá mais quatro conferências no mês de maio, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Memórias de Caetano Veloso, com o jornalista Nelson Motta, no dia 9; Poesia e música a partir de Homero, Acadêmico Antonio Cicero, 16; O Rio inventou a marchinha, Rosa Maria Araújo, 23; e Vinicius de Moraes: a canção como destino, Eucanaã Ferraz, 30.

O CONFERENCISTA

João Máximo Ferreira Chaves, jornalista, escritor e pesquisador, nasceu em Nova Friburgo, RJ, em 29 de maio de 1935. Formou-se em Odontologia na antiga Faculdade Nacional, atual UFRJ. Em 1960, completou a faculdade de Jornalismo. Ainda trabalhava como dentista quando, em 1958, examinou os jogadores da seleção, levados por Mário Trigo de Loureiro. Naquele ano, o Brasil foi o campeão da Copa do Mundo, disputada na Suécia. Em 1961, incentivado pelo primo Zuenir Ventura, procurou a redação da Tribuna da Imprensa, onde ingressou como estagiário. Foi quando se apaixonou pelo jornalismo e passou a ver o futebol de maneira profissional. Em 1962, abandonou definitivamente a odontologia.

Entre 1961 e 1963, trabalhou em três veículos de comunicação ao mesmo tempo: Tribuna da ImprensaJornal dos Sports e Rádio Continental. Depois, passou por vários outros órgãos de imprensa: Jornal do Brasil (1963-1969), Correio da Manhã (1969-1971), grupo Manchete/Bloch (1971-1976), novamente Jornal do Brasil (1976-1992), O Globo (1992-1993), Folha de S. Paulo (1993-1994) e novamente O Globo, para onde retornou após a Copa do Mundo de 1994 e onde está até hoje.

Foi editor de esportes do Correio da Manhã e do Jornal do Brasil, tendo participado, como jornalista, da cobertura de cinco Copas do Mundo (como torcedor, assistiu a várias). Sua atuação no jornalismo esportivo rendeu dois Prêmios Esso, em 1963 e 1967.

A música, sua outra grande paixão, o levou a produzir textos sobre o tema para o Caderno B do Jornal do Brasil. Como escritor, tem cinco livros voltados para esse assunto: Noel Rosa: uma biografia (com Carlos Didier, 1990) – até hoje considerada uma das melhores biografias escritas por um autor nacional –, Paulinho da Viola: sambista e chorão (2002), A música do cinema: os 100 primeiros anos (2 volumes, 2003), O morro e o asfalto no Rio de Noel Rosa (2010, ano do centenário do Poeta da Vila) e Sinfonia do Rio de Janeiro: 60 anos de história musical da cidade (2015).

Escreveu, ainda, livros que, de uma maneira ou de outra, estão relacionados à sua atuação de mais de meio século como repórter e cronista: Cinelândia – Breve história de um sonho (1997), Retratos de outono (1999) e Uma história em cada novo amanhecer: 70 anos na Clínica São Vicente (2003).

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Adiado o lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco

A direção do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) informa que está adiado o Lançamento do Dicionário de Favelas Marielle Franco, que seria realizado nesta quarta-feira (10/4), em virtude dos transtornos causados pelas fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde segunda-feira, 8/4. Manifestamos nossa solidariedade às vítimas e pessoas prejudicadas pela situação de calamidade pública.

Informamos que, assim que for possível, divulgaremos a nova data e horário do evento de lançamento da plataforma, que marca o aniversário de 33 anos do Icict. Acompanhe nossas redes sociais e o site do Icict para atualizações.

Programa Justiça Itinerante será interrompido nesta quarta-feira (10/04)

Por decisão da desembargadora Cristina Tereza Gaulia, coordenadora do Programa Justiça Itinerante no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, as atividades desta quinta-feira (10/04) estão suspensas no campus da Fiocruz, em Manguinhos, em função da previsão de novos temporais na cidade. No dia 17 de abril os serviços deverão ser normalizados.

FONTE: ASCOM/FIOCRUZ