Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

Série ‘Música de Câmara na ABL’ do mês de junho apresenta concerto do pianista Rogério Duarte

A Academia Brasileira de Letras, dando continuidade à sua série “Música de Câmara na ABL” de 2019, apresenta concerto do pianista Rogério Duarte, no dia 18 de junho, terça-feira, às 12h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson, 203, 1º andar, Castelo, Rio de Janeiro. O Presidente da Academia, Marco Lucchesi, fará a abertura do espetáculo. Entrada franca.

PROGRAMA:

PARTE I

1) F. Chopin (1810 – 1849) – Polonaise, Op. 26 N.1

2) C. Debussy (1862 – 1918) – 2 Prelúdios:

– La Fille Aux Cheveaux de Lin

– La Cathédrale Engloutie

3) Aram Khachaturian (1903 – 1978) – Toccata

PARTE II

5) Eduardo Dutra – Prelúdio, Op 16 N. 4

6) Francisco Mignone (1897 – 1986) – 6 Prelúdios para Piano

7) H. Villa-Lobos (1887 – 1959) – Ciclo Brasileiro:

– Plantio do Caboclo

– Impressões Seresteiras

– Festa no Sertão

– Dança do Índio Branco

Saiba mais

Músico, compositor e eventual escritor, Rogério Duarte (22 anos) participou de concursos de poesias, crônicas e composição musical. Formado em música pela rede Faetec, tem experiência com coral e banda de sopros nas áreas de técnica vocal e regência, respectivamente, bem como aulas de piano/teclado.

Rogério Duarte vem-se apresentando em sua experiência com coros, solista e banda sinfônica em importantes teatros e salas de concerto do Brasil. É formado em Licenciatura em Música pela Unirio. Atua como pianista acompanhador/solista e professor. Integra, desde 2017, como pianista, a atração “Bitucanto, um espetáculo em homenagem a Milton Nascimento”, apresentado pelo Coro de Câmara da Escola de Música Villa-Lobos. Atualmente, trabalha como professor de Educação Musical – Colégio QI. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Educação Musical.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Ancine divulga estudo sobre raça e gênero de participantes de editais

Projetos dirigidos por mulheres, que representavam 27% das do total de inscrições, chegaram a 32% dos selecionados. Já no quesito racial, 4% dos projetos inscritos eram de diretores e diretoras que se declararam pretos, percentual que subiu para 5,7% dos selecionados

A Agência Nacional do Cinema (Ancine), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, divulgou nesta quinta-feira (13) um levantamento de dados inéditos feito pela Superintendência de Análise de Mercado sobre raça e gênero dos participantes dos editais do Fundo Setorial do Audiovisual em 2018. Esse estudoapresenta percentuais de diretores e roteiristas, por raça e gênero, inscritos e selecionados nesses editais, e são os primeiros dados da política de cotas introduzida pela agência desde 2018. Projetos dirigidos por mulheres, que representavam 27% das do total de inscrições, chegaram a 32% dos selecionados. Já no quesito racial, 4% dos projetos inscritos eram de diretores e diretoras que se declararam pretos, percentual que subiu para 5,7% dos selecionados.

Foram analisados oito editais com processos de seleção concluídos. Três foram operacionalizados pela Ancine: Comercialização de CinemaProdução para Cinema – Concurso; e Produção para Cinema – Fluxo Contínuo. Dessas três chamadas públicas, somente a de Produção para Cinema – Concurso continha indutores de raça e gênero, com a previsão de que no mínimo 35% dos recursos disponibilizados no edital deveriam ser investidos em projetos dirigidos por mulheres e no mínimo 10% seriam direcionados para projetos por pessoas negras ou indígenas. Nos cinco editais operados pela Secretaria do Audiovisual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, havia cota de 50% para mulheres e 25% para negros. No total, esse primeiro levantamento contempla mais de 1.400 inscrições de projetos audiovisuais.

A Ancine atualiza também, com dados de 2017 e 2018, o estudo sobre a participação das mulheres no audiovisual. Houve aumento da participação feminina nas atividades de direção, roteiro e direção de fotografia, com incremento de dois pontos percentuais. A participação feminina da produção executiva também aumentou um ponto percentual (41%). No entanto, assim como nos anos anteriores, o destaque ficou para a atividade de direção de arte, onde a presença feminina ultrapassou a masculina (57%). Os dois estudos estão disponíveis no OCA – Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual

FONTE: ASCOM/Agência Nacional do Cinema (Ancine) – Ministério da Cidadania

Cineasta e roteirista Joel Zito Araújo fala na ABL sobre o ‘Negro no cinema brasileiro’

O Cineasta, roteirista e produtor Joel Zito Araújo faz na Academia Brasileira de Letras a palestra de encerramento do Ciclo “Vozes d’África na cultura brasileira”, intitulada “O Negro no cinema brasileiro”, sob a coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho. O evento está programado para o dia 27 de junho, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo. Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Acadêmico Domício Proença Filho convida para o ciclo “Vozes d’África na cultura brasileira”

Serão fornecidos certificados de frequência.

O CONFERENCISTA

Premiado diretor conhecido por tematizar o Negro na sociedade brasileira. Cineasta, roteirista e produtor, curador de festivais, é doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, e pós-doutor pelo Departamento de Rádio, TV e Cinema na Universidade do Texas, em Austin-EUA, onde também foi professor do mesmo departamento.

Joel Zito Araújo, nascido em novembro de 1954, dirigiu 29 curtas e médias documentais e ficcionais, dentre os quais destacam-se São Paulo abraça Mandela (1991), Retrato em preto e branco (1993), A Exceção e a Regra (1997) e Vista Minha Pele (2003). Em 1999, finalizou seu primeiro longa para a TV, o documentário O efêmero Estado União de Jeovah, sobre uma revolta camponesa liderada por Negros no norte do Espírito Santo. Dois anos depois, lançou A Negação do Brasil, que aborda a trajetória do personagem Negro nas novelas brasileiras, com impressionante trabalho de pesquisa que deu origem a um livro homônimo. A Negação do Brasil recebeu o título de melhor filme brasileiro do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, de 2001, e foi selecionado para vários festivais pelo mundo. Em 2004, finalizou seu primeiro longa-metragem de ficção, As Filhas do Vento, que ganhou oito Kikitos no Festival de Gramado. Entre eles, melhor filme segundo a crítica, melhor diretor, ator e atriz. Na Mostra de Cinema de Tiradentes, foi escolhido melhor filme pelo público e participou, ainda, de festivais em várias partes do mundo, como Índia, China, França, Alemanha, EUA, África do Sul e Burkina Faso. Em 2009, lançou o documentário Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado. Na semana de lançamento no canal GNT, o filme obteve 1,5 milhão de espectadores, colocando o canal no terceiro lugar de audiência em seu segmento. Para a televisão, Joel Zito Araújo dirigiu o programa Espelho no Canal Brasil, criado e apresentado por Lázaro Ramos.

Em 2013 lançou o documentário Raça, um filme que traça um painel do debate racial no Brasil contemporâneo. O filme foi codirigido com a vencedora do Oscar, Megan Mylan, e participou de grandes festivais como Hors Concours no Festival de Cinema do Rio de Janeiro de 2012, na competitiva do Pan-African Film Festival of Ouagadougou (FESPACO) em fevereiro de 2013, no 35.° Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano em Havana, Cuba, em dezembro do mesmo ano, e no Festival de Cinema Latino-Americano de Tulouse (Cinelatino) em 2014.

Fez recentemente a première mundial do seu novo longa Meu Amigo Fela/My Friend Fela no IFFR – International Film Festival Rotterdam, recebeu o prêmio Paul Robeson (melhor filme da Diáspora) no FESPACO / Burkina Faso e o Prêmio Especial do Júri Internacional do Festival É Tudo Verdade 2019Atualmente, prepara a rodagem do seu novo longa ficcional, O Pai da Rita.

Autor de vários artigos para jornais e revistas do Brasil e do exterior, e dos livros A Negação do Brasil – o Negro na Telenovela Brasileira (Ed. Senac) e O Negro na TV Pública (Ed. Fund. Palmares). 

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Academia Brasileira de Letras e Corpo de Fuzileiros Navais abrem Concurso de Crônicas

A Academia Brasileira de Letras e o Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais instituíram, com inscrições abertas desde o dia 3 de junho a 6 de setembro deste ano, o Concurso de Crônicas destinado à concessão do Prêmio ABL/CFN Rachel de Queiroz – Fuzileiros Navais – 2019. O tema escolhido foi “Determinação: um dos valores essenciais dos Fuzileiros Navais”.

O concurso destina-se a estudantes que estejam cursando os 8º ou 9º anos do Ensino Fundamental, no presente ano letivo, no Estado do Rio de Janeiro, devidamente orientados por um (a) Professor (a) do estabelecimento que estejam matriculados. Não serão aceitos trabalhos de parentes dos integrantes da Comissão Julgadora. Os autores das três melhores crônicas serão premiados, cada um, com um tablet, além de um diploma.

O trabalho encaminhado deverá ser inédito. Entende-se por inédita, a obra não editada e não publicada parcialmente ou em sua totalidade, em livros, antologias, coletâneas, suplementos literários, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, inclusive as redes sociais da internet. Deverá estar impresso em papel de formato A4, com margens de 2,5cm, digitado em espaço 1,5, fonte no estilo “Times New Roman”, tamanho 12 e cor preta, não podendo exceder a 2 (duas) laudas.

regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis nesta matéria e no site www.marinha.mil.br/cgcfn.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Funarte lança livro com textos de autores teatrais negros

Peças já foram encenadas com sucesso no Brasil e no exterior e formam um retrato histórico do que é ser negro no Brasil

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, lança neste fim de semana (8 e 9 de junho), o livro Dramaturgia Negra. A obra reúne 16 textos teatrais escritos por dramaturgos negros – alguns deles premiados. O lançamento será no sábado no Rio de Janeiro e no domingo em São Paulo. No Rio, integra a programação do Fórum de Performance Negra, no Museu de Arte do Rio (MAR), a partir das 13h. Em São Paulo, será parte do festival Brasil Cena Aberta, às 15h, na Praça das Artes.

“O material foi organizado na contramão da história oficial, rompendo com a escassa representação da dramaturgia negra no meio acadêmico, constituindo-se como um portal para uma outra história possível, que se utiliza das impossibilidades para criar as múltiplas narrativas de um povo negro brasileiro”, explica o curador Eugênio Lima, responsável pela seleção dos textos.

Algumas peças narram desventuras da vida na periferia; outras apresentam a vida dos antepassados de muitos desses autores no continente africano – ora com narrativas realistas, ora com abordagens míticas. Histórias de origem europeia, como O Pequeno Príncipe, foram reinterpretadas de modo a realçar o incômodo que os negros sofrem por viver em um país onde as referências culturais associadas à sua imagem não são valorizadas. O mosaico que compõe Dramaturgia Negra é um tratado sobre o que é ser negro no Brasil contemporâneo.

Segundo o presidente da Funarte, Miguel Proença, ao procurar os criadores da Festa Literária das Periferias (FLUP) para propor a organização de uma coletânea de dramaturgia das favelas, a instituição recebeu de volta a proposta desta antologia, com foco sobre o negro. “O principal argumento para esta edição é que, mais ainda que o morador de favela, o negro tem sido historicamente alijado dos processos de legitimação cultural no país”, destaca.

Com a publicação, de importância histórica, a Funarte registra uma transformação cultural no Brasil. Os atores negros brasileiros são muitos e já vêm há algum tempo conquistando espaço nos palcos e nas telas do país. A autoria dos textos, porém, é um campo só há muito pouco ocupado por negros.

As peças já passaram pelo teste dos palcos: foram encenadas por diretores e atores quase sempre negros, com grande sucesso de público, em diversas cidades do Brasil e do mundo. Há apenas uma exceção: a peça inédita Récita, da poeta e dramaturga carioca Leda Maria Martins.

Sobre as peças

ANTIMEMÓRIAS DE UMA TRAVESSIA INTERROMPIDA -Aldri Anunciação
O texto narra o confinamento solitário de uma mulher africana, escravizada no século XIX, que foi jogada de um navio negreiro no oceano Atlântico no trânsito para o Brasil. Fantasticamente, ela passa a morar no fundo dos mares. Dessas profundezas, ela reflete sobre a contemporaneidade e reconstrói suas memórias por meio de objetos que caem dos navios.

Aldri Anunciação é ator e dramaturgo soteropolitano. Sua peça Namíbia, não!, adaptada do texto com o qual venceu o Prêmio Jabuti de Literatura, foi vista por mais de meio milhão de espectadores.

ESPERANDO ZUMBI – Cristiane Sobral
Uma mulher espera e desespera ansiosamente seu homem e enxerga a si mesma diante dos paradoxos da construção e desconstrução da sua identidade brasileira, negra e feminina. A peça é um manifesto sensível, a partir de um ponto de vista afrocentrado e feminino.

Cristiane Sobral é atriz e escritora carioca. Primeira negra a se formar em interpretação teatral pela Universidade de Brasília, dirigiu por 18 anos a Companhia de Arte Negra Cabeça Feita. Professora de teatro, já ministrou cursos no Brasil, Colômbia, Equador, Guiné-Bissau e Angola.

IALODÊS – Dione Carlos
Cinco atrizes dão vida às “ialodês”, mulheres-abelhas-guerreiras que governam a Colmeia, uma cidade herdada de suas ancestrais. As guerreiras lutam para manter vivas as riquezas deixadas por sua avó e sua mãe, que lhes ensinaram o valor do mel, do ouro e da música. Para combater ameaças que surgem em “mundos paralelos”, as ialodês usam o prazer como arma sagrada e reveladora de sentimentos nobres, como honra, poder, afetividade, sensualidade, liberdade e ancestralidade.

Dione Carlos é escritora e atriz formada pela Escola Globe de São Paulo. Atuou na Companhia Teatro Promíscuo, de Renato Borghi e Élcio Nogueira. Estreou em 2011 com o espetáculo Sete. Escreveu sete peças, encenadas em várias cidades do Brasil. Três dessas obras foram reunidas no livro Dramaturgias do front (2017).

VAGA CARNE – Grace Passô
A peça acompanha uma voz errante que invade o corpo de uma mulher à procura de significados sérios e banais. Em um jogo performático de palavras, questões sobre estereótipos e pertencimento são evocadas nas cenas, em raciocínios que não necessariamente se concluem.

Grace Passô é diretora, dramaturga, atriz e cofundadora do grupo Espanca!. Publicou seis peças teatrais e já teve textos traduzidos para francês, espanhol, mandarim, alemão, inglês e polonês. Foi vencedora do Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Turim (ITA), entre outros.

FARINHA COM AÇÚCAR OU SOBRE A SUSTANÇA DE MENINOS E HOMENS – Jê Oliveira
O texto para espetáculo de teatro com música é uma homenagem ao legado da banda Racionais MCs. Por meio de “paisagens” de som e imagem, a peça aborda a experiência de ser homem negro na periferia urbana. Uma das propostas do roteiro é provocar uma relação de intimidade entre o público e a trama, por meio da palavra falada e cantada.

Jê Oliveira é ator, diretor e dramaturgo formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde leciona atualmente. Professor de teatro em cidades de todo o Brasil, com o projeto Sesc Dramaturgia. Dirigiu o show 3 Mil Tons, de Salloma Salomão, entre outros. Já recebeu os prêmios Shell e Coca-Cola e o troféu da Cooperativa Paulista de Teatro.

BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMà– Jhonny Salaberg
Um menino negro, nascido e criado em Guaianases, zona leste de São Paulo, vai à padaria a pedido da mãe, no primeiro dia do ano, e é “enquadrado” por um policial. A partir daí, o garoto começa uma saga pela sobrevivência e sai pelo mundo, por países da América Latina e da África. Pelo caminho, ele encontra vários personagens que interligam os acontecimentos da história. Ao longo do percurso, o menino é atingido pelo policial que o persegue, com 111 tiros de arma de fogo

Jhonny Salaberg é ator, dramaturgo e bailarino, nasceu em Guaianases, zona leste de São Paulo. Fundador da Carcaça de Poéticas Negras, foi o primeiro negro a receber o Prêmio da Mostra de Dramaturgia do Centro Cultural São Paulo, em  sua quarta edição.

FLUXORAMA – Jô Bilac
Os dramas de quatro personagens que vivem situações-limite e tornam-se reféns do fluxo de seus pensamentos são o ponto de partida da peça, dividida em quatro monólogos.

Jô Bilac é dramaturgo. Aos 19 anos, escreveu Sangue em Caixa de Areia, texto pelo qual recebeu do Teatro Carlos Gomes menção honrosa em Dramaturgia. Desde então, o autor carioca já criou mais de vinte roteiros teatrais.

CARTAS A MADAME SATÃ OU ME DESESPERO SEM NOTÍCIAS SUAS – José Fernando Peixoto de Azevedo
O monólogo aborda a trajetória de Madame Satã, travesti que foi um dos símbolos da noite carioca na primeira metade do século XX. A peça traz um homem que, fechado em seu quarto, se corresponde por meio de cartas com a personagem.

José Fernando Peixoto de Azevedo é doutor em filosofia e professor de arte dramática na Universidade de São Paulo. Fundador do Teatro de Narradores, publicou o volume Eu, um Crioulo, da coleção Pandemia.

 RÉCITA Nº 3 – FIGURAÇÕES – Leda Maria Martins
A obra é um experimento de linguagem cênica que mescla vocalidades a imagens e música, na composição de breves expressões de um “feminino-mulher” – ora contraído, ora distendido por “vibrações interiores”.

Leda Maria Martins é poetisa, ensaísta, acadêmica e dramaturga carioca. Atualmente mora em Belo Horizonte, onde é professora na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também lecionou na New York University (EUA) e publicou diversos livros e artigos em periódicos brasileiros e estrangeiros, além da obra de poesia Os Dias Anônimos, entre outras.

SERÁ QUE VAI CHOVER– Licínio Januário
No pulsar da percussão da vida, as ideologias dos personagens Sandra, Bruno e Yuri se chocam, deixando ainda mais turbulentos os encontros e desencontros da cidade grande. Munidos de suas visões individuais, relacionadas às questões sociais contemporâneas, os três acabam seguindo caminhos desconhecidos.
Licínio Januário é ator e dramaturgo angolano. É membro do Coletivo Preto e curador do Teatro Gonzaguinha. Recebeu o Prêmio de Melhor Ator da 19ª edição do Festival de Teatro do Rio de Janeiro.

CARNE VIVA – Luh Maza
Três atores, entre cisgêneros e transgêneros, interpretam a protagonista Uma Mulher, nesse monólogo. A narrativa retrata um “fluxo de consciência”. Em fala acelerada, a personagem conta que frequentava a Igreja Católica antes de se entregar ao teatro. Revolta-se contra a “domesticação” da mulher pelo patriarcado; e revisita episódios de sua história, vivida “em meio a carne e sangue”. A obra tem influências de Virgínia Woolf e Clarice Lispector.

Luh Maza é dramaturga, diretora e atriz carioca, radicada em São Paulo. Autora de espetáculos encenados no Brasil e em Portugal, teve textos publicados na Europa e na África. Assinou a versão brasileira de Kiwi, peça do canadense Daniel Danis. Escreveu roteiro para a série de TV por assinatura Sessão de Terapia, dirigida por Selton Mello.

QUANDO EU MORRER, VOU CONTAR TUDO A DEUS – Maria Shu
Inspirado numa notícia real, a peça narra a história de Abou, um menino refugiado de oito anos de idade, encontrado dentro de uma mala de viagem tentando entrar no continente europeu. Na imaginação do garoto, a mala se transforma na cachorra Ilê.

Maria Shu é dramaturga e roteirista. Estudou roteiro na Academia Internacional de Cinema. Seus textos já foram encenados em Cabo Verde, Suécia, Portugal e França. Sua peça Ar Rarefeito recebeu o Prêmio Heleny Guariba, da Cooperativa Paulista de Teatro.

O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO – Rodrigo França
O Pequeno Príncipe Preto discute o empoderamento e a autoestima de crianças e adolescentes negros que não se veem representados na maioria dos livros, bonecas e bonecos que lhes são oferecidos. Permeado por canções e brincadeiras, a peça semeia o entendimento sobre a importância da valorização da diversidade e da empatia.

Rodrigo França é ator, diretor e dramaturgo. Formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), atua na área de educação artística. Produziu ainda o musical O Grande Circo dos Sonhos.

MEDEA MINA JEJE – Rudinei Borges dos Santos
A história é uma adaptação da peça Medeia, do grego Eurípides (480-406 a.C), na qual a protagonista decide assassinar os filhos para se vingar do marido, Jasão, que a abandonou para se casar com uma princesa. A adaptação leva a personagem para o contexto da exploração de escravos nas minas de ouro de Minas Gerais. Nesta versão, a escrava Medea, para impedir que seu filho seja acorrentado a uma mina, ao descobrir a prisão, decide livrá-lo do desse destino, matando-o.

Rudinei Borges dos Santos é dramaturgo e escritor. Autor de mais de dez textos teatrais encenados em Angola e no Brasil, foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Fundou o Núcleo Macabéa, da Cooperativa Paulista de Teatro, cujo foco é dramaturgia e história oral nas comunidades de periferia e ribeirinhas.

MERCEDES – Sol Miranda
O texto é inspirado pela vida e obra da bailarina Mercedes Ignácia da Silva Krieger (1921-2014), considerada uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo. Com formação erudita, ela foi a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pioneira da dança moderna brasileira e principal responsável pela disseminação das alas coreografadas do carnaval carioca.

Sol Miranda é atriz, pesquisadora e produtora, cofundadora do Grupo Emú – Rio de Janeiro (RJ). Trabalhou como assistente do dramaturgo Domingos Oliveira (1937 – 2019). Circulou em diversas cidades do Brasil e da China com o espetáculo Salina, a Última Vértebra, do grupo Amok Teatro. Apresentou um espetáculo de dança afro no Festival Floriade, na Holanda, em 2012.

CAVALO DE SANTO – Viviane Juguero
A peça mostra os personagens Inácio e Graça. Eles vivem em um apartamento de um cômodo, no qual a única entrada é uma janela e o ambiente, repleto de plantas, retrata uma floresta tropical. Na trama, as raízes exploratórias da cultura brasileira e seus valores moralistas, respaldados por discursos religiosos, se refletem na relação do casal.

Viviane Juguero é dramaturga, atriz, professora e doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde trabalhou com o conceito de “dramaturgia radical” – pesquisa associada a seu  estágio internacional na University of Wisconsin-Madison (EUA).


Lançamento do livro Dramaturgia Negra
Organização de Eugênio Lima e Julio Ludemir
Edições Funarte – 2019

RJ – Sábado, 8 de junho, a partir das 13h
Na programação do Fórum de Performance Negra
Local: Museu de Arte do Rio – MAR
Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro – Rio de Janeiro

SP – Domingo, 9 de junho a partir das 15h
Na programação do Brasil Cena Aberta
Local: Praça das Artes
Avenida São João, 281 – Centro, São Paulo (SP)

Preço de capa: R$ 30
480 páginas
Formato: 16cm x 23cm
ISBN: 978-85-7507-199-1

Encomendas para todo o Brasila partir do dia10 dejunho de 2019, por meio do e-mail livraria@funarte.gov.br

Mais informações para o público: edicoes@funarte.gov.br

FONTE: ASCOM/Fundação Nacional de Artes – Ministério da Cidadania

José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, faz a palestra de abertura do Ciclo de Conferências ‘Vozes d’África na cultura brasileira’ na ABL

Advogado, sociólogo e reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente abre, na Academia Brasileira de Letras, o Ciclo de Conferências “Vozes d’África na cultura brasileira” sob a coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho. O evento está programado para o dia 6 de junho, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Acadêmico Domício Proença Filho convida para o ciclo “Vozes d’África na cultura brasileira”

Serão fornecidos certificados de frequência.

O Ciclo terá mais duas conferências no mês de junho, às quintas-feiras, no mesmo local e horário. No dia 13, “O negro no cinema brasileiro”, com o Acadêmico e cineasta Carlos (Cacá) Diegues, e no dia 27, “Vozes d’África na música brasileira”, com o ator, escritor, produtor e sambista Haroldo Costa.

O CONFERENCISTA

José Vicente é Mestre em administração; Doutor em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba; Fundador e presidente do Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior; Fundador presidente da Afrobras – Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural; Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República – CDES; Membro do Conselho de Autorregulação Bancária – Federação Brasileira de Bancos – Febraban; Membro do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP; Membro do Conselho Consultivo do Centro de Integração Empresa Escola – CIEE; Membro titular do Movimento Nossa São Paulo; Conselheiro diretor da Fundação Care/SP; Membro titular do movimento Todos pela Educação; Membro do Conselho do Memorial da América Latina; Fundador da Ong Afrobras; Reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares.

Filho caçula de boias-frias, José Vicente nasceu e cresceu no Morro do Querosene, bairro pobre de Marília, no interior de São Paulo. A partir dos 7 anos, trabalhou como engraxate, vendedor ambulante, pintor de paredes, entre muitas outras ocupações. Aos 21 anos, tendo cursado somente até o 2.° ano do Ensino Médio, foi soldado da Polícial Militar e mudou-se para a capital paulista. A vida de José Vicente começou a se modificar quando entrou em bandas marciais da cidade, dentre elas a da Associação de Ensino de Marília. Através da banda, conseguiu um emprego na área administrativa da Faculdade de Odontologia.

Na década de 90, quando Vicente ganhava a vida como advogado criminalista, também encabeçava um grupo de pessoas que conseguiam bolsas de estudos para negros em universidades particulares. Em 1997, fundou a Afrobras, ONG que existe até hoje e administra a faculdade. Em 2004, após a colaboração de diversas pessoas e empresas, começavam as aulas na Zumbi dos Palmares. Hoje são oferecidos cinco cursos (Administração, Direito, Publicidade, Pedagogia e Tecnologia de Transportes Terrestres). 

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Inscrições abertas para a 7ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria

Estão abertas até 5 de agosto as inscrições para o Prêmio Luiz de Castro Faria 2019, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania. Podem participar pesquisadores e estudantes, brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros residentes no Brasil, que tenham projetos de valorização ao Patrimônio Arqueológico Brasileiro. Os trabalhos concorrerão a prêmios de RS 5 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil e R$ 20 mil. Acesse o edital e a ficha de inscrição.

Os projetos poderão ser inscritos nas seguintes categorias:
Categoria I – Monografia de Graduação: visa a apresentação de monografia final desenvolvida no âmbito de Cursos de Graduação em Arqueologia (ou com habilitação em Arqueologia reconhecido pelo Ministério da Educação/MEC) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 10 mil.

Categoria II – Dissertação de Mestrado: visa a apresentação de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/Capes) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 15 mil.

Categoria III – Tese de Doutorado: visa a apresentação de tese de doutorado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/Capes) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 20 mil.

Categoria IV – Artigo Científico: visa a apresentação de artigo científico inédito que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Nesta categoria, serão contemplados dois trabalhos e poderão concorrer estudantes de Arqueologia e áreas afins, profissionais de arqueologia e áreas afins. Premiação: R$ 5 mil para cada artigo vencedor.

Desde 2013, o Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan) promove o Prêmio Luiz de Castro Faria, em reconhecimento à pesquisa acadêmica que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro, que, devido à sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, mereçam registro, divulgação e reconhecimento público. O resultado da edição deste ano será divulgado em 26 de setembro.

Luiz de Castro Faria

Nascido em Niterói (RJ) em julho de 1913, o antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo Luiz de Castro Faria foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Antropologia. Foi responsável pela formação de uma geração inteira de antropólogos brasileiros nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fluminense (UFF), onde recebeu o título de Professor Emérito.

Designado pelo governo brasileiro, foi responsável por participar, guiar e fiscalizar grandes expedições etnográficas do século XX. A última foi a Expedição à Serra do Norte, chefiada por Claude Lévi-Strauss, em 1938. Luiz de Castro Faria morreu aos 91 anos, no dia 12 de agosto de 2004.

Serviço
7ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria
Inscrições: 5 de agosto de 2019
Edital ficha de inscrição

Informações sobre a premiação:
Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan)
(61) 2024-6300 – premio.cna@iphan.gov.br
Quadra SEPS, 713/913 Bloco D – 3º andar Asa Sul Brasília – DF

FONTE: ASCOM/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – Ministério da Cidadania

Acadêmico e poeta Antonio Cícero fala na ABL sobre Homero, na terceira palestra do ciclo ‘Poesia cantada: melodia e verso’

O Acadêmico, poeta e compositor Antonio Cícero faz na Academia Brasileira de Letras, a terceira palestra do ciclo de conferências “Poesia cantada: melodia e verso”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura. O evento está programado para dia 16 de maio, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro) Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora-geral dos ciclos de conferências de 2019.

Acadêmico Zuenir Ventura convida para o ciclo “Poesia cantada: melodia e verso”

“Poesia cantada: melodia e verso” terá mais duas palestras no mês de maio, às quintas-feiras, no mesmo local e horário: “O Rio inventou a marchinha”, com Rosa Maria Araújo, no dia 23; e “Vinicius de Moraes: a canção como destino”, Eucanaã Ferraz, 30.

O CONFERENCISTA

Antonio Cicero formou-se em Filosofia pelo University College London, da Universidade de Londres, em 1972. É autor, entre outras trabalhos, dos livros de poemas “Guardar”, “A cidade e os livros”, “Porventura” e, em parceria com o artista plástico Luciano Figueiredo, de “O livro de sombras”; além dos de ensaios filosóficos: “O mundo desde o fim”, “Finalidades sem fim” e “Poesia e filosofia”. Muitas de suas entrevistas foram reunidas no livro, organizado por Arthur Nogueira, “Encontros: Antonio Cicero”.

Foi o responsável pela organização do livro de ensaios “Forma e sentido contemporâneo: poesia”; e, em parceria com Waly Salomão, o volume de ensaios “O relativismo enquanto visão do mundo”. Em parceria com Eucanaã Ferraz, também organizou a “Nova antologia poética de Vinícius de Moraes”.

Em 1993, concebeu o projeto intitulado “Banco Nacional de Idéias”, através do qual, nesse ano e nos dois subsequentes, promoveu, em colaboração com o poeta Waly Salomão e com o patrocínio do Banco Nacional, ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância mundial, como João Cabral de Melo Neto, Richard Rorty, Tzvetan Todorov, Hans Magnus Enzensberger, Peter Sloterdijk, Bento Prado Jr. e Darcy Ribeiro, entre outros. É também autor de inúmeras letras de canções, tendo como parceiros compositores como Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.

Em 2012, Antonio Cicero foi agraciado com o “Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade”, concedido pela Universidade Candido Mendes e pelo Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.

FONTE: ASCOM/Academia Brasileira de Letras

Cinemateca exibe filmes baseados em obras de Stephen King

Programação, que vai de 9 a 12 de maio, conta com oito longas-metragens. A entrada é franca, com distribuição de ingressos uma hora antes da sessão

A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, vai promover, de 9 (quinta-feira) a 12 de maio (domingo), uma mostra com filmes baseados na obra do escritor norte-americano Stephen King, conhecido por livros de terror, ficção científica, suspense e fantasia. Serão exibidos oito longas-metragens, entre eles Carrie, a estranha (1976), de Brian de Palma, O Nevoeiro (2007), de Frank Darabont, Louca obsessão (1990), de Rob Reiner, que rendeu o Oscar de melhor atriz para Kathy Bates, bem como a versão original de Cemitério maldito (1983), de Mary Lambert, no qual King assina também o roteiro do filme.

Além dos trabalhos como escritor de terror, King também é autor de dramas impactantes, que foram amplamente reconhecidos na década de 1990, quando datam as adaptações de Um sonho de liberdade (1994) e À espera de um milagre (1999), ambas dirigidas por Frank Darabont, e Eclipse total (1995), de Taylor Hackford.

A Mostra tem entrada gratuita e os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala.

PROGRAMAÇÃO
Quinta-feira | 09/05
19h – Cemitério maldito (1989)
21h – O nevoeiro

Sexta-feira | 10/05
18h – Carrie, a estranha
20h – O iluminado

Sábado | 11/05
17h – Louca obsessão
19h – Cemitério maldito (1989)
21h – Eclipse total

Domingo | 12/05
17h – À espera de um milagre
20h – Um sonho de liberdade

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania

ARTES CÊNICAS II Bienal da Escola Nacional de Circo começa nesta quinta-feira (9)

Programação, com espetáculos gratuitos para o público, marca a formatura da segunda turma do Curso Técnico em Artes Circenses e comemora também os 37 anos da instituição

Jovens artistas formados pela Escola Nacional de Circo (ENC), da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cidadania, se apresentam ao público a partir da próxima quinta-feira (9), durante a II Bienal da ENC. Na programação, quatro espetáculos que marcam a formatura da segunda turma do Curso Técnico em Artes Circenses. Reconhecido pelo Ministério da Educação, o curso é resultado da parceria entre a ENC e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). A programação se estende até o domingo (19), com entrada gratuita, nas dependências da Escola, na Praça da Bandeira, Zona Norte do Rio.

Os 49 alunos do Curso Técnico em Artes Circenses apresentam quatro espetáculos: A travessia (dias 9 e 18 de maio, às 20h); Tomorrow Land (dias 10 e 17 de maio, às 20h); Pluma (dias 11 e 16 de maio, às 20h) e O bom café (dias 12 e 19 de maio, às 19h). As montagens complementam o processo criativo desenvolvido por quatro meses sob a direção geral de Roberto Magro, com direção de arte de Pedro Paulo Arruda, direção musical de Simon Thierrée e coreografia de Ileana Ortega.

Na segunda-feira (13), uma cerimônia e um espetáculo especial comemoram os 37 anos da instituição, que ao longo de sua história promove e difunde as artes circenses em suas mais variadas formas.

Durante a II Bienal da Escola Nacional de Circo, haverá também uma exposição fotográfica de Micael Bergamaschi e o lançamento do livro Variações, 8 Espetáculos de um Circo em Movimento, sobre processos criativos desenvolvidos na ENC. A Bienal é uma realização da Funarte, com apoio do Institut Français do Brasil, do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e do Pôle National des Arts du Cirque Méditerranée – Archaos.

Ao longo de sua trajetória, a ENC contou com a colaboração de várias instituições internacionais, que contribuíram de diferentes maneiras para a construção deste processo de formação, entre as quais: Institut Français, Pôle National des Arts du Cirque /CREAC/Archaos (França), Pôle National Cirque et Arts de la Rue Cirque d’Amiens/ École du Cirque Jules Verne (França), Centre des Arts du Cirque de Toulouse/Le Lido (França), Institut National des Arts du Music-Hall (França), Académie Fratellini (França), La Grainerie (França), National Centre for Circus Arts (Inglaterra), École Supérieure des Arts du Cirque/ESAC (Bélgica), Swissnex Brazil (Suiça), Haute École de Musique Lausanne HEMU (Suiça), Cirque du Soleil (Canadá), École Nationale de Cirque (Canadá), Instituto Nacional de Artes do Circo (Portugal), Escola de Circo do Chapitô (Portugal), Escuela de Circo Carampa (Espanha), Central Del Circ (Espanha), Istituto Italiano di Cultura, Sarabanda Associazione (Itália), Scuola Di Circo Vertigo (Itália), FLIC Scuola Di Circo Torino (Itália), Universidad Nacional de San Martin (Argentina), Escuela Municipal de Artes Urbanas Rosario (Argentina), El Circo Del Mundo (Chile) e Circo Social Quito (Equador).

Sobre o Curso Técnico em Artes Circenses

O Curso Técnico em Artes Circenses da Escola Nacional de Circo foi reconhecido pelo Ministério da Educação, por meio da Resolução nº 11, de 2 de abril de 2015, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, em virtude de um convênio firmado entre essa instituição e a Funarte. O curso é oferecido na modalidade presencial e integral, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, nas dependências da ENC, incluindo serviço gratuito de alimentação e bolsa de estudos para todos os alunos. Nesse sentido, a Bienal também cumpre um importante papel: durante o evento, a Escola Nacional de Circo/Funarte poderá mostrar à comunidade circense e à sociedade o resultado do investimento público e o cumprimento de sua missão institucional na formação de artistas de circo.

Serviço

II Bienal da Escola Nacional de Circo
De 9 a 19 de maio de 2019 
Produção Executiva: Carlos Vianna (Coordenador da Escola Nacional de Circo)
Direção Geral: Roberto Magro
Direção de Arte, Cenografia e Figurinos: Pedro Paulo Arruda
Direção Musical: Simon Thierrée
Direção Técnica: Paulo Henrique Pereira
Coreografia: Ileana Ortega Estrada
Assistente de Direção: Alice Tibery Rende

Programação

Espetáculo A travessia
Dias 9 de maio (quinta-feira) e 18 de maio (sábado), às 20h 
Sinopse: A viagem de um jovem recém-chegado a um mundo aparentemente frio e imóvel. Conseguirá o novato superar as provas que o aguardam, integrando-se plenamente a esse seu novo mundo? Uma fábula moderna para reencontrar uma das tantas iniciações com as quais somos confrontados ao longo de nossa vida. 
Elenco: Alify Batista, Clovis H.A.S., Davi Ferreira, Freddy Caro, Giovana Yoshino, Iago Richard, Luan Vieira, Lucas Ayres, Maiander Chagas, Mell Farias, Raphael Silva, Ravana Alexandrino e Thiago Souza

Espetáculo Tomorrow Land
Dias 10 de maio (sexta-feira) e 17 de maio (sexta-feira), às 20 h 
Sinopse: A um grupo de jovens foi proposto um experimento: fazer uma festa infinita, buscando nunca parar de se divertir até morrer. Uma festa eterna para esquecer a extrema solidão na qual estamos nos afundando cada vez mais.
Elenco: Alexander Cabeza, Antônio Silva, Bástian Arrieta, Caroline Gomes, Cecilia Figueiredo, Denise Torres, Eliel Dias Soares Junior, Erickson Almeida, Thaylane Fortuna, Linda De Berardinis, Mellina Fioretti, Pedro Elias e Tamara Figueiredo

Espetáculo Pluma
Dias 11 de maio (sábado) e 16 de maio (quinta-feira), às 20 h
Sinopse: Há uma força que existe, ainda que invisível. É uma atração que liga todos os seres e objetos do universo. É a gravidade que se estende de cada corpo em todas as direções do espaço, até uma distância infinita. Um grupo de jovens se encontra para estudar seus efeitos sobre a condição humana. 
Elenco: Agostina Roggero, Camila Basterra, Gabrielle Evangelista, Illyusha Montezuma, João Lucas Cavalcanti, João Paulo de Paiva Sales, Jonathan Nogueira, Juliete Schultz Silva, Rafael Mendonça, Roberto Willcock, Vitor Lima e Vitor Barros

Espetáculo O bom café
Dias 12 de maio (domingo) e 19 de maio (domingo), às 19h
Sinopse: A história de uma cafeteria que não recebe nenhum cliente há muito tempo. Que ingrato o destino de se preparar a cada dia para receber alguém que no final não chegará mais! Seria este o destino de quem continua a amar as velhas maneiras e um velho e bom café?
Elenco: Adriani Carneiro, Lukas Edson, Grace Wanke, Holly Sev, Luísa Bonadia, Luísa Rodrigues, Rachid Dragon, Samuel Conti, Vanessa Calado e Vinicius Marques (Participação Especial: Alisson Almeida)

Espetáculo de Aniversário de 37 anos da Escola Nacional de Circo
13 de maio (segunda-feira), às 20h
Escola Nacional de Circo
Rua Elpídio Boamorte s/nº – Praça da Bandeira – Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 2504-5320
Entrada gratuita

FONTE: ASCOM/Fundação Nacional de Artes (Funarte) – Ministério da Cidadania