Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

Inscrições abertas para a 9ª Bienal da UNE no Rio de Janeiro

bienal UNE

O maior e mais aguardado festival estudantil da América Latina já tem data, tema e local definidos. Abrindo as comemorações dos 450 anos da capital Rio de Janeiro, a 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) será realizada entre os dias 26 de janeiro e 1º fevereiro de 2015.

Os sete dias de evento contarão com shows, atividades culturais e esportivas, mostras científicas, oficinas e debates espalhadas por espaços da capital carioca. As inscrições já estão abertas.

A Bienal da UNE apresentará o tema #vozesdobrasil, um convite à reflexão sobre a língua como elemento da identidade cultural brasileira: A língua portuguesa e suas variações, os idiomas de origem negra, indígena, a relação entre a fala e a escrita e a língua em seus amplos contextos e lugares sociais.

INSCRIÇÕES
Qualquer estudante pode se inscrever no festival. As inscrições de participantes e para aqueles que desejam apresentar trabalhos podem ser realizadas pelo site da UNE www.une.org.br

As áreas que recebem trabalhos são: música, artes visuais, literatura, audiovisual, artes cênicas, ciência e tecnologia e projetos de extensão.

A inscrição individual para os participantes, que querem fazer oficinas, ir aos shows e participar dos debates tem o valor de R$ 60, com alojamento incluso. Já para os estudantes que querem apresentar trabalhos na mostra selecionada, a inscrição é gratuita.

Estarão isentos de taxas os estudantes cotistas, prounistas e do Fies. Outras informações serão divulgadas diariamente pelas redes da UNE. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail contatobienal@une.org.br

#VOZESDOBRASIL
Sempre preocupada em investigar os elementos de formação do povo brasileiro, a Bienal da UNE destaca, dessa vez, a língua nacional com suas características, variações, misturas e possibilidades. A Bienal busca a polifonia das vozes que marcam a construção do país desde a colonização até os dias de hoje, traduzindo a brasilidade em um universo de modos de fala e escrita tão característicos de um país culturalmente rico e ainda marcado por fortes desigualdades.

“A Bienal chega ao Rio da Academia Brasileira de Letras e da Biblioteca Nacional, o Rio da gíria poética das favelas, das invenções linguísticas do funk, do rap e do samba, o Rio das narrativas imortais de Machado de Assis e tantos outros, o Rio da língua portuguesa e também da francesa, inglesa, holandesa e de tantas outras que o visitam, o Rio que completa 450 anos com uma multiplicidade de falas e sentidos tão própria do Brasil”, destaca um trecho do manifesto da 9ª edição, que pode ser lidoaqui.

A BIENAL E O RIO
A Bienal retorna à cidade maravilhosa após três bem sucedidas edições (2001, 2007 e 2011). A relação entre os estudantes brasileiros e o Rio é contada na história. A UNE foi fundada em terras cariocas e a sua sede funcionou na Praia do Flamengo, 132, até 1ª de abril de 1964, data em que foi incendiada por agentes da ditadura militar que acabava de se instalar no país. Hoje, a entidade está reconstruindo o prédio, no mesmo local, a partir de um projeto doado por Oscar Niemeyer, com inauguração prevista para 2016.

Desde a sua primeira edição, realizada em 1999, em Salvador (BA), a Bienal da UNE tem o intuito de divulgar as produções artísticas e culturais dos estudantes de todas as regiões do Brasil. Fazem parte desse repertório música, cinema, literatura, teatro, ciência e tecnologia. O festival também abre espaço para aulas-espetáculos, grandes shows, atividades esportivas, oficinas e seminários.

O festival é sempre marcado pelo debate e investigação acerca de um elemento específico da formação do povo brasileiro. Entre os temas já abordados estão a relação entre o Brasil e a África, a integração latino-americana, o samba e a cultura popular.

A última edição da Bienal, em 2013, desceu e subiu as históricas ladeiras de Olinda, em Pernambuco, celebrando o centenário de Luiz Gonzaga, o mestre Gonzagão. O tema “A volta da Asa Branca” pontuou a programação que contou com a participação de Lenine, Alceu Valença, J.Borges entre outros artistas brasileiros.

Confira os vídeos das últimas edições da Bienal da UNE: 

1999 – 1ª Bienal da UNE: http://goo.gl/dL8aAK
2001 – 2ª Bienal da UNE: http://goo.gl/Q2hqLT
2003 – 3ª Bienal da UNE: http://goo.gl/CvEzDX
2005 – 4ª Bienal da UNE: http://goo.gl/JtBWYu
2007 – 5ª Bienal da UNE: http://goo.gl/O6NW3v
2009 – 6ª Bienal da UNE: http://goo.gl/hkn934
2011 – 7ª Bienall da UNE: http://goo.gl/jv8oOW

SERVIÇO
O quê? 9ª Bienal da UNE
Quando? 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2015
Quanto? R$ 60
Onde? Rio de Janeiro
Informações? facebook.com/bienaldauneoficial

Informações: Imprensa UNE

Foto: Reprodução

Agora é Lei: Terras quilombolas são isentas do ITR e das dívidas geradas pelo imposto

quilombola

 

Foi sancionada no dia 13 de novembro de 2014 a Lei N. 13.043[1] cujo Art. 82 isenta as terras quilombolas da cobrança do Imposto Territorial Rural – ITR e garante o perdão de dívidas de ITR já cobradas e as já registradas como dívida ativa.

Esta vitória quilombola, no mês da consciência negra, além de reparar uma injustiça histórica (Leia mais aqui), representa um capítulo importante na trajetória de reconhecimento dos direitos territoriais das comunidades quilombolas.

O direito à terra foi assegurado pela Constituição Federal (Artigo 68 do ADCT) e foi regulamentado pelo Decreto 4887/2003 com a garantia de que a titulação das terras quilombolas seria reconhecida e registrada mediante outorga de título coletivo e pró-indiviso às comunidades quilombolas. Mas, infelizmente, é longa a luta e lenta a conquista da titulação efetiva.

Hoje estão certificadas pela Fundação Cultural Palmares 2.480 territórios quilombolas, mas somente 187 territórios receberam o título coletivo. São muitas as dificuldades que os quilombolas enfrentam para conquistar legalmente o direito ao território: desde o processo de identificação e reconhecimento (certificação), passando pelos inúmeros procedimentos formais estabelecidos pelo Decreto para a delimitação, demarcação e, por fim, a titulação, sob responsabilidade do Incra e dos Institutos de Terra Estaduais, incluindo muitas vezes, disputas judiciais.

A cobrança do ITR era mais uma “pedra no caminho” do direito coletivo à terra. É certo que este imposto, cuja cobrança é vinculada às propriedades privadas rurais com fins eminentemente produtivos e-ou especulativos, não deveria se aplicar às terras coletivas quilombolas. Mas como a Lei do ITR, de 1997, não isentava explicitamente estas terras, a lacuna legal permitiu a geração de cobrança do imposto das associações detentoras do título coletivo.

Esta vitória também mostra o quanto é importante a articulação de forças aliadas e a luta conjunta por direitos. Os quilombolas de Abaetetura, Óbidos e Oriximiná – os mais penalizados pela cobrança indevida do ITR – alcançaram esta vitória que é de todos os quilombolas porque se articularam com entidades sociais que lutam pelos direitos dos quilombolas, indígenas, camponeses, assentados e povos e comunidades tradicionais. Mais uma prova de que a luta pelos direitos destes povos não pode ser isolada e segmentada, mas travada no dia a dia e na unidade.

Na articulação para a proposição da emenda que virou Lei estiveram presentes as seguintes entidades:

Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC

Comissão Pró Índio de São Paulo – CPI-SP

Associação Brasileira de Reforma Agrária – Abra

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Movimento dos Sem Terra – MST

 

Lei 13.043 de 13 de novembro de 2014

Do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e do Imposto de Renda das Pessoas Físicas

Art. 82.  A Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 3o-A:

“Art. 3o-A.  Os imóveis rurais oficialmente reconhecidos como áreas ocupadas por remanescentes de comunidades de quilombos que estejam sob a ocupação direta e sejam explorados, individual ou coletivamente, pelos membros destas comunidades são isentos do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR.

  • 1oFicam dispensados a constituição de créditos da Fazenda Nacional, a inscrição na Dívida Ativa da União e o ajuizamento da respectiva execução fiscal, e cancelados o lançamento e a inscrição relativos ao ITR referentes aos imóveis rurais de que trata o caput a partir da data do registro do título de domínio previsto no art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
  • 2oObservada a data prevista no § 1o, não serão aplicadas as penalidades estabelecidas nos arts. 7oe 9o para fatos geradores ocorridos até a data de publicação da lei decorrente da conversão da Medida Provisória no 651, de 9 de julho de 2014, e ficam anistiados os valores decorrentes de multas lançadas pela apresentação da declaração do ITR fora do prazo.”

Art. 83.  O art. 8o da Lei no 9.393, de 19 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte alteração:

“Art. 8o ….

  • 3oO contribuinte cujo imóvel se enquadre nas hipóteses estabelecidas nos arts. 2o, 3oe 3o-A fica dispensado da apresentação do DIAT.” (NR)

 

Veja a Lei 13.043 na íntegra

 

Foto: Reprodução

Brasil celebra a importância do Dia Nacional da Consciência Negra

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Nesta semana será celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro. A data é dedicada à reflexão contra o racismo e a importância dos negros para a história e cultura brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de ” Zumbi dos Palmares” , em 1695 . O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar da resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1549).

De acordo com deputado Renato Simões (PT-SP), autor do Projeto de Lei 6787/13, que transforma o dia 20 de novembro em feriado; “até hoje persiste a diferença salarial e a condição do negro de vítima preferencial da violência, em razão da cor da pele. Para ele, o feriado será dedicado ao desenvolvimento de atividades sobre a situação dos negros na sociedade e à divulgação da história e cultura afro-brasileira. A Câmara dos Deputados analisa o projeto, mas de acordo com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, mais de mil cidades brasileiras já adotaram o feriado.

julianaEm entrevista ao programa Brasília na Rede, da Rádio Esplanada FM (www.radioesplanadafm.org), e apresentado pelo jornalista Afonso Ligório, a coordenadora da Rádio Agência Brasil, Juliana Cezar Nunes (foto), afirmou que o papel da mídia é valorizar as características da população negra, que tanto lutou e vem conseguindo cada vez mais espaço na arte, cultura e entretenimento. “Além da população negra ser a maior vítima de homicídios no anuário brasileiro, com forte violência policial; a mídia ainda vem reproduzindo alguns preconceitos da população. As novelas continuam colocando ao negro, aquela imagem subalterna. Tivemos alguns avanços na dramaturgia e no telejornalismo, tendo o negro como protagonista, mas ainda sim o preconceito  ainda existe”, afirmou.

De acordo com Juliana Nunes, alguns debates que foram destaques nas últimas eleições, como, a maioridade penal, revelaram os atrasos de alguns setores da sociedade, pois uma quantidade significativa dos representantes do preconceito forame eleitos. “A redução da maioridade penal atinge principalmente os negros. Temos que levar em consideração as famílias desamparadas. O que levam os jovens negros a caírem na marginalidade? É o não acesso a educação, a saúde, a alimentação, aos serviços básicos de obrigação do Estado. Não podemos responsabilizar os jovens negros pelos crimes cometidos. Devemos nos conscientizar que a violência não é feita somente por pessoas, mas por todo um sistema social”, disse Juliana.

Para ela, o dia 20 novembro é fundamental para reverenciar a luta dos negros, para continuarmos a refletir sobre a questão racial durante todo o ano. “Esta data fortalece a questão racial com as políticas públicas e com a mídia. A trajetória de luta tem que ser celebrada, pois a luta dos negros não foi e não é em vão”, concluiu.

Em todo o país, acontecerão várias atividades em celebração ao Dia da Consciência Negra. Acompanhe a programação cultural da sua cidade, e participe ativamente desta luta, conhecendo a história, a cultura e a importância da população negra para o Brasil e para o mundo.

 

Por Bruno Caetano

Da Redação

 

4º Encontro Nacional de Formação da Contag terá mais de 200 experiências de base comunitária

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) realizará na semana de 10 a 14 de novembro, no Centro de Treinamento da CNTI, em Luziânia/GO, o 4º Encontro Nacional de Formação (4º Enafor). A atividade reunirá cerca de 1.000 pessoas, entre trabalhadores e trabalhadoras rurais, lideranças comunitárias, assessores e dirigentes sindicais de todo o País.

O 4º Enafor, coordenado pela Escola Nacional de Formação da CONTAG (Enfoc), irá oportunizar e privilegiar a troca de conhecimento e práticas formativas de mais de 200 experiências de base municipal/ comunitária. Essas experiências identificam-se como associações e cooperativas, Grupos de Estudos Sindicais (GES), grupos de formação de assalariados e empregados rurais, grupos de mulheres, grupos do programa Jovem Saber, grupos de organização produtiva, grupos de terceira idade, entre outros.

Além da apresentação das experiências e a troca de conhecimento, a programação do 4º Enafor traz oficinas temáticas e pedagógicas, rodas de conversa, feira de trocas e venda de produtos da agricultura familiar, lançamentos de publicações, de filme e da Marcha das Margaridas, ato pelo Ano Internacional da Agricultura Familiar, e momentos lúdicos e de integração dos participantes.

 

Momentos principais do evento:

– Abertura do 4º Enafor: segunda-feira (10), às 14 horas;

– Painel “O Brasil que sai das urnas e os desafios para a formação da base”, com presença do ministro Gilberto Carvalho e Leonardo Boff: segunda-feira (10), às 16 horas;

– Instalação da feira de saberes e sabores com animação artístico cultural: segunda (10), às 17 horas;

– Lançamento da Marcha das Margaridas 2015: terça-feira (11), às 19 horas;

– Ato pelo Ano Internacional da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena: quarta-feira (12), às 18 horas;

– Lançamento do filme de Silvio Tendler “Agricultura tamanho família: uma alternativa ao agronegócio”, realizado pela CONTAG e pela Calibam Filmes.

 

SERVIÇO:

4º Encontro Nacional de Formação (Enafor)

Data: 10 a 14 de novembro de 2014

Local: Centro de Treinamento da CNTI – Luziânia/GO

Público: Cerca de 1.000 pessoas de todo o país, entre trabalhadores rurais, lideranças comunitárias, assessores e dirigentes sindicais coordenados pela CONTAG

 

Clique aqui para ver a programação completa

Museu Correios apresenta Cineclube Brasil na Tela em Brasília

Esses moços - Crédito - Truque Produtora de Cinema

Com patrocínio dos Correios, o Cineclube Brasil na Tela estreou no dia 10 de setembro em Brasília e segue até 26 de novembro com uma programação de longas-metragens nacionais produzidos nas décadas de 1980, 1990 e 2000. As exibições – em digital – são semanais, às quartas-feiras, sempre às 12h30 e às 19h30 no Museu dos Correios.

O responsável pela curadoria de Brasil na Tela é o cineasta baiano radicado em Brasília André Luiz Oliveira – laureado recentemente com diversos prêmios no 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, pelo filme Zirig Dum Brasília –  A arte e o sonho de Renato Matos.

André Luiz explica que os filmes do cineclube estão sendo apresentados por décadas, para que o expectador possa acompanhar a evolução do cinema brasileiro. “Aprendemos ao longo do tempo a olhar nosso cinema com desconfiança – isso se deve a vários motivos, mas, sobretudo, à desinformação. Queremos contribuir para a redução da enorme distorção que há entre o que alguns acham que é o cinema brasileiro e o que ele realmente é. O cineclube é uma tentativa humilde na forma, porém muito ambiciosa no conteúdo. A ideia é dar oportunidades às pessoas de se olharem na tela e conferirem se gostam ou não do que vêm”, afirma o diretor.

Em setembro, foram exibidos os filmes Filhas do vento (2005), de Joel Zito Viana, Eu me lembro (2006), de Edgard Navarro, e Desmundo(2003), de Alain Fresnot. A programação de outubro contou com Simples mortais (2007), de Mauro Giuntini, O ano em que meus pais saíram de férias (2006), de Cao Hamburger, Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bodanzky, Ação entre amigos (1998), de Beto Brant, e Boleiros: Era uma vez o futebol (1998), de Ugo Giorgetti.

 

Até 26 de novembro, o Cineclube Brasil na Tela terá exibido um total de 12 filmes.

Confirma a programação de novembro:

05/11: Louco por cinema (1995), de André Luiz Oliveira

12/11: A Dama do Cine Shanghai (1987), de Guilherme de Almeida Prado

19/11: Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna

26/11: Esses moços (2006), de José Araripe Jr.

 

 

CINECLUBE BRASIL NA TELA

Às quartas-feiras, às 12h30 e às 19h30, no Museu Correios (SCS quadra 4, bloco A, 256, Ed. Apolo). Acesso livre. Informações: (61) 3213-5076www.cineclubebrasilnatela.com

 

SERVIÇO

Cineclube Brasil na Tela

Local: Museu Correios

Endereço: SCS quadra 4, bloco A, 256, Ed. Apolo, Asa Sul, Brasília – DF, 70304-915

Estreia: 10 de setembro de 2014

Programação: todas as quartas-feiras, até 26 de novembro

Horário: às 12h30 e às 19h

Informações: (61) 3213-5076

Entrada: franca

Classificação: 16 anos

Realização: Tantri Arte

Patrocínio: Correios

 

OS FILMES DE NOVEMBRO:

 

05/11

Louco por cinema (1995), de André Luiz Oliveira

Duração: 100 min

Classificação indicativa: 12 anos

Sinopse: Num hospício em Brasília, os loucos se rebelam: querem fazer cinema. Para conseguir câmera e filme, sequestram uma Comissão de Direitos Humanos. A rebelião é liderada por Lula, que enlouqueceu durante uma filmagem e tenta solucionar o enigma de sua loucura através da magia do cinema. Comédia que revisita as chanchadas da Atlântida, na tentativa de reviver o delicioso humor de Oscarito e sua turma. Lula é o louco e Vera, a terapeuta. Mas existe mais do que a insanidade separando os dois. Existe uma experiência de revolta, de protesto coletivo de uma geração separando essas duas pessoas. Lula vem da vivência plena dos anos 1960, que Vera não conheceu. Ele enlouqueceu naquela época e está internado há 20 anos.

 

André Luiz Oliveira

Diretor de um dos marcos do cinema marginal brasileiro, Meteorango Kid – O herói intergalático (1969), prêmio de público no Festival de Brasília e Margarida de Prata da CNBB. Nasceu em Salvador e estudou cinema na Universidade Federal da Bahia, na década de 1960. Em 1975, dirigiu A lenda do Ubirajara, adaptação da obra de José de Alencar. Em 1995, dirigiu o premiado Louco por cinema, com seis prêmios no Festival de Brasília, entre eles, o de melhor filme e melhor diretor. É autor e diretor dos recentes filmes Sagrado segredo (2012) e Ziriguidum Brasília: a arte e o sonho de Renato Matos (2014), premiado no festival de Brasília com melhor direção, melhor filme júri popular e melhor trilha sonora.

 

12/11:

A Dama do Cine Shanghai (1987), de Guilherme de Almeida Prado

Duração:  115min

Classificação indicativa: 14 anos

Sinopse: Numa noite quente e úmida de verão, Lucas (Antônio Fagundes), um corretor de imóveis, entra num velho cinema do centro de São Paulo. Na sala escura, conhece Suzana (Maitê Proença), muito parecida com a atriz do filme policial. O encontro desencadeia uma série de acontecimentos que envolvem Lucas numa aventura cheia de intrigas e suspense. Sedutora e misteriosa, Suzana é casada com Desdino (Paulo Villaça), a primeira de muitas incógnitas que irão aparecer no caminho de Lucas, impossibilitando um relacionamento satisfatório com ela. Acusado injustamente de um assassinato, ele procura o autor do crime para livrar-se da polícia, mas as pistas o levam a Suzana e Desdino.

 

Guilherme de Almeida Prado

Diretor, roteirista, produtor e montador. Começou a carreira profissional trabalhando como assistente de direção de diversos filmes de cineastas da época conhecida como Boca do Lixo. Em 1981, realizou As taras de todos nós, filme que lhe garantiu menção honrosa da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Após fundar a produtora Star Filmes, realizou Flor do desejo (1984), A dama do Cine Shanghai (1987), premiado em Gramado, Perfume de Gardênia (1992) e A hora mágica (1998). Em 2007, estreou no Festival do Rio com seu sexto longa, Onde andará Dulce Veiga, filme que dirigiu, escreveu e montou.

 

19/11:

Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna

Duração:  85min

Classificação indicativa: 14 anos

Sinopse: No final da década de 1940, Getúlio, um rude sargento, tem a missão de levar de Paulo Afonso à Aracaju, um prisioneiro, que é inimigo político de seu chefe. Assim um carro velho atravessa uma péssima estrada e em todo o percurso o preso e o motorista ouvem Getúlio falar sem parar, mas no meio do caminho, em virtude de uma mudança no panorama político, recebe uma contraordem para soltar o prisioneiro, mas seu temperamento avesso às mudanças decide terminar a missão que lhe foi confiada, mesmo que tenha de matar para completá-la.

 

Hermano Penna

Cearense, nascido em 1945, passou a juventude na Bahia, mas em medos dos anos 1960 mudou-se para Brasília e, em seguida, para São Paulo, onde começou a trabalhar como assistente de direção em O profeta da fome (1969), de Maurice Capovilla, e como assistente de câmera em Gamal, o delírio do sexo (1970), de João Batista de Andrade. Entre a metade dos anos 1970 e início dos anos 1980, dirigiu documentários para o programa Globo Repórter. Com seu primeiro longa-metragem, Sargento Getúlio (1983), foi premiado como melhor diretor no festival de Locarno, Suíça, e melhor filme em Gramado.

 

26/11:

Esses moços (2004), de José Araripe Jr.

Duração:  84 min

Classificação indicativa: 14 anos

Sinopse: Darlene e Daiane são duas meninas que fogem do interior e chegam a Salvador. Lá encontram Diomedes, um senhor idoso que está desmemoriado, perdido nas ruas, sem saber quem é nem onde mora. Juntos, os três exploram a cidade. Darlene, a menina mais velha, tem a ideia de ganhar dinheiro com esmolas, por conta da piedade que o velho desperta nas pessoas. Ainda assim, os três constituem uma espécie de família informal, em que Diomedes é capaz de conduzir as meninas para seu mundo, onde afeto e solidariedade têm espaço para existir. A jornada que viverão em 48 horas mudará suas vidas e abrirá possibilidades de escolha inesperadas para os três.

 

José Araripe Jr.

Cineasta baiano, é autor de filmes como Mr. AbrakadabraRádio Gogó e O pai do rock, comédias que sempre recorrem à luta dos artistas para encontrarem o espaço de dignidade e trabalho. Mudou o gênero em Esses moços, um drama, que não deixa de tratar da questão da luta pela sobrevivência. Atualmente é Diretor de Programação e Conteúdos da Televisão Educativa da Bahia. Foi gerente do núcleo programas especiais da TV Brasil/RJ, da EBC Empresa Brasil de Comunicação, onde coordena a realização dos programas semanais: De lá para cá, Cara e Coroa, 3 a 1, Caminhos da Reportagem e Observatório da Imprensa.

 

Rádio Comunitária Esplanada FM, de Brasília, disponibiliza programas para rádios comunitárias de todo o país.

brasilia na rede

A Rádio Comunitária Esplanada FM disponibiliza dois programas ao vivo para emissoras de todo o país que quiserem retransmiti-los.

Os programas:

Brasília na Rede, com musicas e notícias que vai ao ar de segunda a sexta das 11 às 12h;

Maionese Alternativa, com rock e outros gêneros independentes, que vai ao ar toda segunda feira às das 20h às 22h.

 

O BRASÍLIA NA REDE é apresentado por Afonso de Ligório e tem os seguintes quadros:

AÍ É QUE SÃO ELAS, que toda quinta entrevista uma mulher de destaque por sua liderança e tem por objetivo tratar sobre a participação politica da mulher e o seu empoderamento;

GIRO SINDICAL, também semanal, às terças, que trata das pautas dos trabalhadores e dos sindicatos com vistas a esclarecer sobre os direitos dos trabalhadores;

PÉROLAS DA REDE, às quartas, comentários inteligentes sobre o que rola nas redes sociais que mereçam destaque por várias características, desde o humor até uma gafe homérica;

PALCO E PLATÉIA, às sextas, onde o apresentador conversa com alguém da área dos espetáculos para falar de produções, politicas culturais, patrocínios, editais para a cultura, etc;

A parte musical é eclética com foco nos músicos brasilienses e nacionais.

 

maionese

O MAIONESE ALTERNATIVA – Viajando o mundo com a música é um programa sobre o bom rock alternativo nacional e internacional que recebe semanalmente bandas independentes de Brasília ou de passagem por Brasília. Apresentado pelo jornalista Bruno Caetano e a produtora Gabriella Silva, tem quadros bem divertidos como:

Cabeça-Dinossauro: O título do clássico álbum dos Titãs de 1986 nos serviu de inspiração para contarmos um pouco de curiosidades das mais clássicas e influentes bandas de rock de todos os tempos. Neste quadro, além de veicular os clássicos, contem informações sobre a música da banda e de onde encontrar o respectivo material. Pérolas antigas, mas que sempre renovam o nosso espírito. Este é o Cabeça-Dinossauro! Aquela maionese tradicional: a receita da vovó!

Mais do Mesmo: Como o próprio nome da obra da Legião Urbana já diz, este quadro tem a finalidade de mostrar como se faz uma boa versão de uma boa (ou não) música. Todos os gêneros estão sujeitos a entrar neste maravilhoso momento. Você verá que ás vezes não é a música que é ruim, o problema é como ela está sendo usada. Mas verá também que em muitas das vezes, tanto as versões novas  quanto às originais são  de  ótima qualidade.

Assim-Assado: A épica canção da banda Secos e Molhados, da o nome de um dos quadros mais alternativos do Maionese.  O assim-assado é dedicado às bandas de indie-rock que mais se destacam no mundo, porém sem sair do chamado Lado B. Um clima vanguardista e original na nossa maionese: receitas que são um sucesso, mas muita gente não conhece.

Independente Futebol Clube:  Nesse imenso Brasil, que não falta é novos ingredientes para realçar constantemente o sabor da nossa maionese.  O quadro com o nome do clássico rock nacional da banda Ultraje à Rigor, irá apresentar a nova safra de artistas nacionais que estão sobrevivendo na cena independente da nossa música. São aquelas receitas novas de maionese, que fogem do tradicional, podendo fazer  sucesso ou não na boca do povo!

Ovelha Negra: O rock in rool cantado e tocado da maneira mais doce, sem perder o espírito; ou a música brasileira interpretada com feminismo. Estamos falando do quadro Ovelha Negra, que divulgará as bandas formadas por mulheres. Um momento em que nossa maionese ganhará uma cor mais bonita, aguçando ainda mais o nosso apetite por música boa. Uma homenagem singela a nossa musa do Rock-Brasil, Rita Lee.

Prato do Dia: Esta não muito conhecida canção da banda mineira, Pato Fu, nos inspirou a servir sempre um atrativo diferente. As novidades alternativas no Brasil e no mundo estarão sempre presentes no quadro Prato do Dia. Você terá a oportunidade conferir sempre músicas de álbuns que estão saindo do forno. Então saboreie e decida se o nosso prato agrada ou não o seu paladar auditivo!

 

BRASÍLIA NA REDE

– DE SEGUNDA A SEXTA, DAS 11:00 ÀS 12:00H

 

MAIONESE ALTERNATIVA

–ÀS SEGUNDAS FEIRAS, DAS 20:00 ÀS 22:00H

Cordel para Crianças nas escolas rurais do Distrito Federal

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O projeto Cordel Para Crianças, do grupo DEPOISDASCINCO, que no ano de 2012 circulou por 09 escolas do Distrito Federal situadas em áreas de maior vulnerabilidade social, com Apoio do FAC,  realiza agora um circuito por escolar rurais de seis regiões do DF: Gama, Paranoá, São Sebastião, Guará, Ceilândia e Planaltina.

O CORDEL PARA CRIANÇAS surgiu da necessidade de se criar um projeto que pudesse, ao mesmo tempo, estimular o gosto pela leitura de cordel e difundir essa linguagem –  com seu relato popular, simples e rimado, tão característicos do cordel –  fazendo uso da linguagem cênica como instrumento.

O espetáculo conta a história de um grupo de cordelistas que viaja pelo Brasil divulgando os autores populares e suas histórias rimadas. Durante sua jornada, o grupo aporta em Brasília, arma acampamento, estende seu varal de histórias e convida os que passam a participarem desta divertida viagem ao mundo do Cordel.

Na bagagem, brincadeiras, repentes, emboladas, teatro de bonecos, entre outras linguagens associadas a Literatura de Cordel e a cultura nordestina.

“Queremos atingir crianças que não tenham tanto contato com as novas tecnologias, e que ainda mantenham a tradição da oralidade, da contação de histórias, para que esses elementos não se percam, e que possamos inseri-los no contexto urbano”, comenta o diretor, Zé Regino. “Existe também uma necessidade da levar o  teatro para escolas, principalmente as rurais, onde o acesso é difícil”, complementa.

 

Ficha Técnica

Direção: Zé Regino

Elenco: Anna França, Lívia Maria e Rogério Almeida

Textos: Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), Arievaldo Viana (Acorde Cordel na Sala de Aula) e João Bosco Bezzera Bonfim

Direção musical: Rogério Almeida

Técnico de Som: Leonardo Monteiro

Produção Executiva: Cia Teatral H2O

Produção Cultural: Rogério Almeida

Ilustrações: Valdério da Costa

Designer gráfico: Anasha Gelli

Realização: Grupo Depois das Cinco

Apoio: FAC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Arievaldo Viana, Distribuidora de Livros Arco-Íris, Associação Cultura Candanga

 

Trecho do Espetáculo em HD
http://youtu.be/XbG-mdqyo-4

 

Programação – Próximas apresentações

04/11 – Ceilândia

Manhã e tarde – Incra 9

11/11 – Planaltina

Manhã – CEF Cerâmicas Reunidas

Tarde – CEF Pipiripau

Funarte concede 45 bolsas de até R$ 150 mil para artistas e produtores negros

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Até 3 de novembro, produtores e artistas negros terão a oportunidade de receber até R$ 150 mil para seu projeto artístico. A iniciativa é da Fundação Nacional das Artes (Funarte) que concederá 45 bolsas que promovam a reflexão, a pesquisa de linguagem e a criação nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro, preservação da memória e artes integradas.

Com investimento de R$ 4 milhões, o edital Bolsa Funarte de Fomento aos Artistas e Produtores Negros, divulgado nesta segunda-feira (25/8), visa, por meio dessas bolsas, proporcionar aos produtores e artistas negros oportunidade de acesso a condições e meios de produção artística.

Desse montante, originário do Fundo Nacional de Cultura, R$ 3,750 milhões serão destinados às bolsas. Os demais R$ 250 mil serão utilizados com despesas administrativas do edital. Os prêmios serão divididos em três módulos: para o Módulo A vão ser destinados 15 prêmios de R$ 150 mil; para o Módulo B, 12 prêmios de R$ 80 mil; e para o Módulo C, 18 prêmios de R$ 30 mil.

O edital vai contemplar exposições e mostras (pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, novas mídias e demais linguagens), oficinas, intervenções urbanas, seminários e eventos similares nas áreas de artes visuais; projetos de produção e circulação de espetáculos, bem como oficinas e seminários, entre outros eventos, nas áreas de circo, dança e música. São incluídos, ainda, produção de material de difusão artística (CDs, DVDs e websites) e produção de livros paradidáticos.

Participe

Podem participar pessoas físicas – artistas e produtores – que se autodeclararem negros no momento da inscrição. Os coletivos – conjunto de artistas sem personalidade jurídica formalizada – também poderão concorrer por meio de pessoas físicas. Os interessados também devem comprovar em seu currículo experiência no desenvolvimento de atividades artísticas que conservam elementos das culturas de matriz africana ou realização de trabalhos com temas ligados à experiência social e política da população negra dentro ou fora do Brasil. Só poderá ser inscrito um projeto por proponente.

Os projetos serão avaliados em três etapas. A primeira é a habilitação, com triagem dos projetos de acordo com as exigências do edital. A segunda é uma avaliação segundo critérios do edital e a última, uma análise documental eliminatória. O resultado será divulgado no portal da Funarte.

A avaliação será realizada por uma comissão de seleção composta por 20 membros, dos quais sete são representantes regionais do Ministério da Cultura e os demais são membros da sociedade civil indicados pela Funarte dentro das linguagens artísticas.

Após a divulgação do resultado, os inabilitados terão dois dias úteis para recorrer. O recurso só poderá ser enviado por meio eletrônico, através do formulário de recursos disponível na página eletrônica da Funarte, para o endereço artistaseprodutoresnegros@funarte.gov.br, com a seguinte identificação no assunto da mensagem: “Recurso Etapa 2”.

 

 

 

Informações: Ministério da Cultura

Foto: Reprodução

 

Doze cidades de sete estados são finalistas do Prêmio Pró-Catador

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O Prêmio Cidade Pró-Catador, que busca reconhecer boas práticas de inclusão dos catadores de materiais recicláveis, já conta com 12 municípios finalistas: Aracaju (SE), Araraquara (SP), Assis (SP), Brazópolis (MG), Irenópolis (SC), Jacobina (BA), Londrina (PR), Manhumirim (MG), Pains (MG), Porto Alegre (RS), Santa Cruz do Sul (RS) e Santa Terezinha de Itaipu (PR).

O prêmio está em sua segunda edição e é promovido pela Fundação Banco do Brasil e Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com Ministério do Meio Ambiente e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).   A iniciativa é voltada aos municípios e consórcios intermunicipais que tenham projetos conjuntos com entidade de catadores de materiais recicláveis. O objetivo é incentivar, valorizar e reconhecer boas práticas que contribuam para a inclusão socioeconômica de catadores de materiais recicláveis. Nesta segunda edição, houve 85 inscritos, em quatro categorias de municípios, conforme o tamanho da população – de até 20 mil habitantes a mais de 300 mil moradores.

A partir da próxima semana, a comissão avaliadora irá visitar as iniciativas finalistas nos estados para selecionar quatro vencedoras. A premiação será o investimento de até R$120 mil e a publicação do relato de cada projeto. O resultado será divulgado em dezembro.

 

Informações: FBB

9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul

mostra de cinema

Inspirada nos 50 anos do golpe civil-militar, a 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul será realizada de 3 de novembro a 20 de dezembro nas 26 capitais e no Distrito Federal, e em 1.000 pontos culturais fora das capitais urbanas entre janeiro e março de 2015. O evento traz também outros debates acerca dos direitos humanos, com filmes que abordam temas como população LGBT e enfrentamento da homofobia, questões culturais e territoriais da população indígena, direitos da pessoa com deficiência, entre outros. As sessões serão: “Mostra Competitiva”, “Mostra Memória e Verdade”, “Mostra Homenagem Lúcia Murat” e “Sessão Inventar com a Diferença”.

Com entrada franca, a 9ª Mostra exibe ao todo 41 filmes, todos com sistema closed caption e sessões que incluem audiodescrição, voltadas para pessoas com deficiência visual. A realização é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e Fundação Euclides da Cunha, além do patrocínio da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Mostra Memória e Verdade” é uma das exibições voltadas ao golpe de 1964, abordando questões sobre a ditadura e os contornos políticos do período. Os documentários “Setenta” (2013), de Emilia Silveira Brasil, e “Cabra Marcado para Morrer” (1984), de Eduardo Coutinho, estão entre as escolhas da curadoria.

A homenageada da 9ª edição do evento, a cineasta carioca Lúcia Murat, também segue o debate em torno dos anos de chumbo com um pequeno panorama de sua produção cinematográfica incluída na “Homenagem Lúcia Murat”. A convidada esteve envolvida com os movimentos políticos de resistência ao golpe, foi presa em 1971, e levou suas experiências para as telas do cinema com o fim da ditadura, após 1985. “O Brasil é uma marca constante na carreira de Lúcia Murat. Visto pela ótica estrangeira, dissecado em sua História remota ou contemporânea, nosso país vem ganhando um retrato complexo, amoroso e doloroso nos filmes de uma cineasta que é mais do que merecedora desta homenagem”, opina Rafael de Luna Freire, coordenador da mostra.

A novidade que o evento traz em 2014 são filmes produzidos não só na América do Sul, como nos outros anos, mas também em países do Hemisfério Sul, como Egito e Jordânia. A “Mostra Competitiva” com 24 longas, médias e curtas-metragens, em que as plateias elegem os melhores filmes através de votação popular, é destaque na programação, assim como a “Sessão Inventar com a Diferença”. Esta sessão exibe filmes-carta produzidos por alunos de escolas públicas do país que participaram do projeto “Inventar com a Diferença”, que levou cinema e direitos humanos para cerca de 300 escolas no primeiro semestre de 2014. O documentário “Pelas Janelas”, produzido por alunos da UFF a respeito do Inventar, também ganhará primeira projeção pública na sessão.

“Compreendendo que, para avançar na realização progressiva dos Direitos Humanos, é necessário aprofundar o debate. Esperamos que esta mostra contribua para a construção de uma cultura de respeito e valorização das diferenças”, aposta Ideli Salvatti, ministra da Secretaria de Direitos Humanos /PR.

Serviço:
Brasília – DF – Dia 3 e de 26 a 30 de novembro
Local: 
Centro Cultural Banco do Brasil – SCES, Trecho 02, Lote 22 – (61) 3108.7600
Página do Facebook:
 https://www.facebook.com/mcdhdf?ref=stream
Site: 
http://www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/
Facebook Nacional:
  https://www.facebook.com/mostracinemaedireitoshumanos?fref=ts
Entrada Franca