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Mais de 90 filmes vão disputar a 23ª edição do Troféu Câmara de Cinema

As produções escolhidas serão exibidas no Cine Brasília, de 17 a 21 de setembro, durante o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

O Comitê Gestor da 23ª edição do Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal homologou 92 inscrições (veja abaixo) entre os 100 filmes que apresentaram a documentação para participar da disputa. Foram eliminados títulos que não atendiam às exigências do edital da competição.

As produções brasilienses se submeterão à analise de uma comissão composta por especialistas, que indicará os selecionados. Os filmes escolhidos serão exibidos, com entrada franca, no Cine Brasília, de 17 a 21 de setembro, durante o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Nesta edição, a CLDF distribuirá R$ 240 mil em prêmios.

Entre os títulos que tiveram as inscrições homologadas, 11 são de longa-metragem – seis documentários e cinco filmes de ficção – e 81 curtas. Destes, 27 são documentários, 52 filmes de ficção e dois de animação.

A comissão de seleção, que apresentará os resultados até o dia 24 de julho, é formada por Adriano de Angelis, jornalista, realizador de audiovisual e coordenador de projetos de comunicação; Diana Svintiskas, documentarista, diretora de vídeos institucionais, educativos e séries de TV; Kakau Teixeira, jornalista, produtora cultural e assessora de mostras e festivais; Núbia Santana, atriz, documentarista e coordenadora de projetos culturais e sociais em cinema; e Péterson Paim, diretor, roteirista e produtor, premiado em vários festivais de cinema.

Prêmios
O melhor longa-metragem escolhido pelo júri oficial receberá R$ 100 mil, e o curta, R$ 30 mil. O júri popular também vai eleger os vencedores nas duas categorias, que receberão, respectivamente, R$ 40 mil e R$ 10 mil. O melhor diretor fará jus a R$ 12 mil e as demais categorias técnicas (ator, atriz, roteiro, fotografia, montagem, direção de arte, edição de som e trilha sonora) receberão R$ 6 mil, cada uma.

O filme longa-metragem eleito na categoria júri popular receberá ainda R$ 100 mil da Petrobras. O montante deverá ser aplicado na distribuição do filme no circuito comercial, em 10 salas de cinema de três das principais cidades brasileiras.
O melhor longa-metragem escolhido pelo júri oficial também receberá o Prêmio CiaRio no valor de R$ 16 mil, em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa MovieCenter. O curta-metragem indicado pelo júri oficial receberá ainda o Prêmio CiaRio, correspondente a R$ 8 mil, em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa Naymar.

Filmes habilitados para o 23º Troféu Câmara Legislativa do DF
3 refeições
À espera do trem
A floresta que se vinga
A praga do cinema brasileiro
A revisão
A roda da fortuna
A roda da vida
À tona
A vida do espírito
Absolvição imprópria
Adultos não veem
Airão Velho, sayonara
Amor de Ori
Ando meio desligado
Asra
Brasilha
Brilho no esgoto
Bwayne: o filme
Cabeças
Casa de praia
Censurado
Circulou 10 anos: por um festival sustentável
Código de Hamurabi
Coração é terra que ninguém vê
Corrida
Democracia
DF Metal: uma saga sem fim
Dias salobros
Doce
Dulcina doce sina
Entre parentes
Estação saudade
Estelina: naquela estação
Estilhaços
Fechadura
Fliperama
Fragmento
In memoriam
Juliana esteve no sertão
Lago 3×4
Lugar de mulher é na política
Luzia
Marés
Me deixe não ser
Monstros
Motel
Muito outra
New Life S/A
No escuro
Noroeste
Nós por nós
Nunca foi fácil
O café da minha amiga
O céu perdeu a cor
O corpo e a cidade modernista
O homem banco
O mestre da cena
O mistério da carne
O outro lado da memória
O pequeno chupa-dedo
O seu sonho vale o seu dia?
Off life
Os fantasmas que me habitam
Os ouvidos das paredes
Osmildo
Outro fogo
Para minha gata Mieze
Pedro Bruno: o poeta da cor
Pela luz do teu olhar
Pelos olhos de Aracy
Presos que menstruam
Que seja eterno enquanto dure
Riscados pela memória
Rosa: naquela estação
Rude movie
Sala e lavabo
Salvo conduto
Sapatos
Se é de graça e não tem graça, qual a graça?
Sem sinal
Sinucada
Tendência
Terra
Terras brasileiras
Tic toc
Tilt
Tinto seco
Todo mundo vai saber
Três
Um filme absurdo
Urubus
Vagabundos

Fonte e foto: CLDF
Texto: Site Metrópoles

Viveiro do Lago Norte comemora três anos com programação festiva no sábado (30)

A partir das 8h30, haverá exposição fotográfica sobre as nascentes e plantios da região, aula de alongamento e atividades para as crianças.

DÁVINI RIBEIRO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

O Viveiro Comunitário do Lago Norte, na QL 4/6, faz aniversário em 3 de julho. Para comemorar os três anos de existência, uma série de atividades gratuitas está programada para sábado (30), das 8h30 às 13 horas.

Especialmente para as crianças, haverá oficinas de confecção de pipas com material reciclado, de desenho e de papel machê.

Para Marcos Woortmann, administrador regional do Lago Norte, o evento é sobretudo uma forma para que mais pessoas conheçam o trabalho do viveiro e, aquelas que já participam, possam se encontrar.

“São pessoas muito engajadas, muito atuantes. Quando elas entendem que não estão sozinhas, redes se formam, e o movimento floresce”, acredita.

A programação inclui:

Exposição fotográfica das nascentes e dos plantios feitos na região
Exposição de artesanato
Aula de alongamento
Feira de troca de sementes e mudas
Exposição das atividades dos escoteiros
Confecção de iscas para abelhas sem ferrão
Oficina de reprodução de bambu
Praça de alimentação
Comunidade participará do Virada do Cerrado
Com o aniversário do viveiro, a comunidade também participará da Virada do Cerrado, que neste ano tem como tema central a coleta seletiva e a gestão de resíduos sólidos no Distrito Federal. Por isso, atividades socioambientais e educativas serão feitas durante o evento.

De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, a iniciativa ocorre em 29 e 30 de junho, em várias regiões administrativas, e encerram as atividades da campanha Junho Verde, criado em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho).

A Virada do Cerrado é um programa colaborativo promovido pela Secretaria do Meio Ambiente em parceria com instituições e administrações espalhadas pelo DF.

Em três anos, viveiro distribuiu mais de 120 mil mudas gratuitamente
O Viveiro do Lago Norte foi criado com o propósito de recuperar nascentes, reflorestar áreas verdes, restaurar ecossistemas degradados e promover educação ambiental. Ele ainda visa atender a demandas de plantio de espécies do Cerrado nos parques do DF.

No local, são produzidas aproximadamente 60 mil mudas por ano para doação e plantios de reflorestamento em uma área de 639 metros quadrados, cedida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

Desde 3 de julho de 2015, já foram distribuídas gratuitamente cerca de 123 mil mudas de árvores e plantadas outras 17 mil em matas ciliares, nascentes e cabeceiras, por meio de mutirões com a comunidade, em apoio a projetos de reflorestamento e em hortas urbanas.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília.

Unicamp abre primeiro vestibular indígena com provas em cinco cidades

A partir deste ano, além do vestibular tradicional, haverá outras formas de ingresso para os cursos de graduação da Unicamp, como o Vestibular Indígena, as vagas das cotas étnico-raciais, vagas para medalhistas em olimpíadas de conhecimento e as vagas para ingresso via Enem.

O edital do Vestibular Indígena será divulgado em breve. As datas de inscrição estão indicadas abaixo:

Vestibular Indígena
Inscrições: 15/8 a 14/9/2018
Prova: 2/12/2018

As provas devem ser realizadas nas seguintes cidades: Recife (PE) e Manaus (AM), São Gabriel da Cachoeira (AM), Campinas (SP) e Dourado (MS).

Acesse mais informações

Especialíssimo Jornal: Um pedaço da história do rock no Guará (DF)

O Especialíssimo Jornal é o resultado experimental da disciplina Jornalismo Especializado I, do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Brasília, ministrado por mim, Cynthia da Silva Rosa. As editorias desenvolvidas são Cidade, Educação, Esporte e Polícia e o objetivo do exercício é a cuidadosa elaboração da pauta, apuração com fontes fidedignas e montagem da matéria com os variados recursos de linguagem. Confira a reportagem com o produtor, escritor e colecionador brasiliense, Mário Pazcheco:

Quando nos falaram que existia um museu do rock no Guará, quase não acreditamos. Fomos para casa de Mário Pazcheco, localizada num condomínio na frente do parque Denner. Chegamos na casa, e Mário apareceu de blusa, bermuda e chinelo e com um sorriso no rosto. A casa situa-se num minilatifúndio no Guará, herdado de seu pai nos anos 80,  e a intenção do grupo era conhecer o museu, saber mais sobre o rock. Mas quando nos deparamos com a casa de Mário, percebemos que o museu seria a última coisa que veriamos. Cheia de grafites, pinturas, exposições artísticas e azulejos, a impressão que a casa de Mário passa é de que está viva. Venha passear conosco no Museu do Dez Mil Dias do Rock.

Nosso passeio começou pela parte lateral direita da casa, na churrasqueira. Mário nos mostrou a parede de óculos que ele e seu amigo Jurimar montaram. É uma parede diferenciada e divertida, com diversos óculos de personagens da história da música. Como o óculos de Sessé, maior guitarrista de Brasília, segundo seu grande amigo Mário. Outra peça importante dessa coleção é de Rogério Duarte, que criou a capa do movimento tropicalista. O ambiente recebeu um acréscimo especial de Mário: luzes de natal.

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Mário apresentando o mural de óculos feito por ele e seu amigo. Foto: Rodrigo Neves.

Depois disso, passamos para as impressões artistas nas paredes, o primeiro painel feito por Daide em uma festa que ocorreu na casa, chamada sétimo céu. A pintura é de uma mulher com traços negróides e toda pintada de azul. Ao lado dessa pintura, há um grafite,  como o dono da casa declara, de grafiteiros que resolveram deixar sua arte na casa. Mário afirma que a arte em sua casa, vem para incomodar. Para os nossos olhos, ela nos transmite paz por ser tão diferente.

Continuamos o tour e passamos por um muro localizado na parte direita da casa, onde está desenhado uma arte rupestre, ao lado um desenho do Hulk perseguindo Batman, Batgirl e o Homem de Ferro. Mário chama essa pintura de “O Hulk chegou na cidade”. Ao longo do trajeto pelo terreno, a caminho do Museu, Mário vai mostrando todas as coisas que ele já ganhou, como uma pia, manequins, vinis, garrafas, dentre tantas outras coisas que ele recebe. Ele afirma que recebe muitos presentes, mas também dá muita coisa para as pessoas. Quando a humanidade entrar em extinção e outra sociedade colonizar a terra, Mário espera que encontrem sua coletânea de rock, suas pinturas, suas artes e consigam descobrir um pouco dos seres humanos através de sua contribuição.

Um dos grandes motivos de sua casa ser tão viva e artística é sua esposa Rosângela, artista plástica. Mário afirma que ele faz, ela aprimora e ainda deixa um pouquinho da marca dela nas artes dele. Absolutamente tudo que Mário toca, vira arte. Um cabide, um clips, uma borracha, tudo possui uma intenção em sua vida, portanto tudo vira arte. Aquilo que é considerado lixo é exatamente o que Mário transforma. Mário nos acompanhou até o ateliê de sua companheira. Lá encontramos Rosângela, com duas pinturas magníficas na parede atrás dela. Tímida, faz seus trabalhos manuais, concentra-se e parece até estar meditando enquanto faz sua criação. Mário mostra todos os objetos que ainda não possuem uma função na casa, mas que um dia terão – ele ainda não resolveu nem quando nem onde, mas terão, garante. Como uma escada de madeira, que está ao lado esquerdo da porta.

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Rosângela, artista plástica, em seu ateliê fazendo o que mais gosta de fazer: sua arte. Foto: Fernanda Soraggi.

Saímos do ateliê e fomos conhecer a parte lateral esquerda da casa, o grande jardim que fica em volta do lar. Ali já ocorreram diversas partidas de futebol e nenhuma briga. E não é só de artistas profissionais que o muro de Mário é pintado,  também há pinturas de seus filhos nas parede. O sonho de toda criança, poder desenhar na parede sem ser colocada de castigo!

Seguindo pelo caminho, o visionário nos conta sobre as árvores que já estavam ali antes mesmo de ele ter nascido, dos matos que ele deve cortar, do saco preto que separa seu lote do vizinho, que deixa água parada, e Mário teve que cobrir para não ter dengue. Até que chegamos quase na metade do lote. Mário pára, olha para cima, fala que mora ali desde 1985, que ama aquele lugar. Perguntamos se ele nota diferença na natureza daquele tempo para cá. “Claro que sim: agora o pequeno córrego que passa por trás do mini latifúndio está poluído, algumas árvores ainda resistem, mas tudo está contaminado”, afirma, desconsolado. Saímos dali e fomos para “onde a mágica acontece”.

Na parte de trás da casa, um pequeno estabelecimento para shows que Mário criou, uma espécie de palco. Feito de tijolos, com o chão de madeira e com diversos objetos dentre quadros, escadas e entre outros apetrechos, ali é onde as bandas se apresentam. Ficamos de frente para o lugar, sentados em um banco, também feito por ele. Mário conta que antes as bandas vinham com muito mais frequência, mas ultimamente ele não deixa tantos shows acontecerem quanto antes. Por diversos motivos: sujeira, barulho que os vizinhos reclamam, o telefone que não para de tocar; além de alguns músicos, bastante abusados. Nos levantamos e nos dirigimos até o palco. Atrás existe uma enorme caixa d’água, que capta a água da chuva, também feita pelo construtor.

Logo após conhecemos à parte interior de sua casa. A casa possui dois andares e é bastante grande. Lá dentro há mais pinturas psicodélicas, na parede da sala e na porta do banheiro. Também há uma caixa enorme com todos os vinis que foram gravados pela Apple Records dos Beatles. Até para quem não é fã dos Beatles, isso é de encher o coração de felicidade. Logo em frente, há três armários lotados de vinis e CDs com vários estilos musicais: rock nacional e internacional, MPB, e muito mais. Tudo muito organizado. Mário cuida muito bem de todos seus pertences.

 

Andamos mais um pouco e, ao lado, encontramos um bar chamado La Revolución. Mário brinca dizendo que todo mundo gostaria de ter um bar dentro de casa e ele tem um. Esse bar também foi um presente de uma amiga dele.

Ao lado desse ambiente, há uma escada que nos encaminha para nosso destino. E, afinal, chegamos ao tão estimado Dez Mil Dias de Rock, como o cuidador chama seu imponente acervo musical. Então, tudo fica muito mais impressionante. São diversos recortes de jornais antigos falando sobre o rock, há CDS de diversas bandas que já tocaram em sua casa, também há vinis, revista em quadrinhos de muito tempo atrás, guitarra, bateria e livros da UnB, com diversos temas desde arquitetura até movimentos artísticos. O método de organização das bandas é: cada banda possui uma certa quantidade de CDs, ele coloca todos um do lado do outro e afirma: “Os CDs são para os ouvidos”. Depois os DVDs da mesma banda, “para os olhos”. Mário afirma a importância de sempre estar tocando em tudo, o tempo todo, senão apodrece. Então ele, de tempos em tempos, lê e escuta tudo.

E, de repente, quando percebemos, tinha acabado a tour. Foram duas horas de visita, duas horas de muita conversa e ganho de conhecimento. Foi uma experiência de arrepiar e de tocar qualquer artista, músico ou jornalista. O que tem guardado naquela casa é um grande histórico musical, artístico do ser humano. É um grande orgulho de termos passado um tempo naquele lugar tão especial.

Confira mais fotos:

 

Artigo: Navegante ao Léu – Por Marcos Fabrício Lopes da Silva

A poesia de José Sóter mexe com o juízo final que insistimos em ter sobre a vida. Provoca o público a lapidar melhor o que vem dos sentimentos e das razões. Sua voz poética se envolve com o relevante, sem fazer pouco caso daquilo que tratamos como trivial. Ao rés-do-chão, sua poesia encontra muitos nutrientes para se desenvolver naturalmente. Naturalmente, ela conversa com as nossas origens mais recônditas, sem temer os desafios do mergulho necessário para tanto. De volta à superfície, os versos de Sóter se colocam como ensaios existenciais em busca da tão almejada vida em plenitude.

É possível inferir do título sugestivo, Navegante ao léu (2011), que Sóter embaralha o cântico da expansão ultramarina proclamado por Fernando Pessoa: “navegar é preciso, viver não é preciso”. Transitar pelo mar, ao sabor das embarcações, exige perícia e cálculo, cujo objetivo representa a viabilização da travessia com êxito e sucesso. A vida, por sua vez, repleta de acasos, mistérios e fatores surpresas, escapa às previsões de toda a ordem, mesmo considerando a segurança ilusória proporcionada pelas noções de controle, eficácia e planejamento. O desconhecido visita a cada momento os viventes. O inesperado costuma pregar suas peças e mexer com muita frequência no tabuleiro da existência. Respeitando o embaralhado da vida que, definitivamente, não é um jogo de cartas marcadas, o eu-poético de Sóter se identifica como “navegante ao léu”. Sem mapas pré-estabelecidos, o importante no diário de bordo às avessas é seguir viagem, largando de lado script ou guia turístico, para dar voz ao espírito aventureiro, cuja disposição se abre para o “novo” que desafia o campo das experiências já consagradas ou vivenciadas rotineiramente. Pontos de partida e de chegada dessa viagem: o interior do nosso interior. Sem medo de se arriscar, pois quem se acha vive se perdendo.

Sóter não se faz de timoneiro sabichão. Já dizia Paulinho da Viola: “não sou eu quem me navega/quem me navega é o mar”. Com achados e perdidos, a vida se faz completa. Íntegra, trocando em miúdos. Ainda mais, quando temos o auxílio luxuoso dos versos de Sóter, intitulados “minhas queridas”, para compreender, com humor, nossa composição afetiva complexa: “minhas queridas/toda vez que desembaço/o espelho de manhã/décadas se passaram/em meu semblante/e contabilizo:/felicidade só no atacado/no varejo: alegrias e tristezas”. Feliz da bossa que soube acolher a fossa. Melhor dizendo Sóter, autor de ironias que odeiam rodeios: “o relacionamento humano/é uma gangorra:/enquanto um sobe/outro desce/voa/ou estatela no chão”. O amor nos torna duplos e dinâmicos, quando acolhido, ao mesmo tempo, como filosofia do autoconhecimento e poesia da alteridade. O bom e velho conselheiro ganha vida na poesia de Sóter. Sem moral da história, contudo. É o caso dos versos de “eu e mim”: “de muitas coisas/o homem se orgulha/de outras se arrepende/ou se penitencia/os atos não podem ser considerados/pecados/nem as relações se transformarem/auto-flagelação”.

Navegante ao léu é também uma defesa e uma ilustração da inteligência do espectador da vida, um ato de confiança no pensamento sensível do espectador da vida. Na literatura de Sóter, o insólito, o extraordinário, o excepcional, o fora do comum se apresentam com uma naturalidade que precisamos ter para romper com a imagem habitual que se tem da realidade. Na contramão da sociedade do espetáculo, que prega o narcisismo o exibicionismo como formas de sucesso pessoal, Sóter chama a atenção para o protagonismo do espectador que, por fora, é “passivo-contemplativo”, mas, por dentro, é “ativo”. A respeito, o cineasta cubano Tomás Gutiérrez Alea, em Dialética do Espectador (1983), tece teoria pertinente: “sabemos que a própria contemplação não constitui uma simples apropriação passiva pelo indivíduo, que responde a uma necessidade humana de melhorar as condições de vida e implica já numa certa atividade”. Atividade que se transforma em ativismo, quando “tomando como ponto de partida o momento da contemplação viva”, essa atitude “gera um processo de compreensão crítica da realidade, e, consequentemente, uma ação prática transformadora”.

Longe de ser um jogador de futebol que não se interessa pela partida que está em disputa, o espectador é o leitor do jogo que aproveitará melhor essa habilidade para interferir decisivamente no destino da peleja. Essa tomada de consciência dialética sobre a realidade ganha na poesia de Sóter, intitulada “eu e a vida”, uma excelente tradução: “a minha relação com a vida/sempre foi a de um leitor/mesmo quando me referencio em mim/o faço como espectador”. O espectador, assim, percebe a vida como espetáculo no qual se questiona a realidade, se exprimam e se transmitam inquietações, se façam interrogações. Isto é, a vida como um espetáculo “aberto”. Abertos que nem os livros e suas mil e uma leituras de mundo.

O contraponto como estilo autoral, em Navegante ao léu, dá voz a um tipo de espetáculo desmistificador. Louvável, nesse sentido, é a alegoria de Sóter montada em torno do retrato que revela a aparência, mas não capta o essencial. Era como se Dorian Gray, de Oscar Wilde, atendesse as batidas na porta da frente dadas pelo tempo. Muito mais até. Refiro-me ao poema “estado de espírito”: “estive no lambe-lambe/não gostei do retrato/o retratista defendeu-se:/‘retratamos o estado de espírito’/no meu semblante/pesado, amassado, casmurro/a frustração do ‘não’ da vida/a ruptura cotidiana com elos/interrupção de sonhos/quebra de crenças…”. No embalo da poesia de Sóter, convém ressaltar que não é coerente com uma atitude realista diante da “insustentável leveza do ser” excluir a ânsia do espectador de se deixar tocar pelo aproveitamento de grandes quantidades de energia que poderiam ser aplicadas para a melhoria do destino humano.

* Professor da Faculdade JK e Ascensão, no Distrito Federal. Jornalista, poeta e doutor em Estudos Literários pela UFMG. Graduando em Letras pela UnB.

** Foto 1: capa do livro “Navegante ao léu”, de Sóter.
** Foto 2: com o poeta Sóter. Crédito: Foto: Ed Alves/Esp.CB/D.A Press. Brasil. B.

Bloco Galo Cego no Carnaval de Brasília​

É nesse espírito de muito samba, paz e diversão que o BLOCO GALO CEGO volta a ecoar seu canto no próximo dia 18 de fevereiro (sábado)! Com concentração no Outro Calaf (Setor Bancário Sul), a partir das 13h e puxado pelo Galo Móvel ao som de sambas, samba-rock, marchinhas, MPB e etc, a diversão dos foliões está garantida, começando nas ruas e continuando dentro do Outro Calaf.

Não perca esta folia! COLOQUE SUA FANTASIA (“quase obrigatória”) e venha curtir com a gente!

DATA: 18 de fevereiro (SÁBADO)
LOCAL: OUTRO CALAF (SETOR BANCÁRIO SUL)
HORÁRIO: A PARTIR DAS 13h

Galo Cego anima pré-carnaval de Brasília no Setor Bancário Sul

O Setor Bancário Sul será palco novamente este ano de uma explosão de alegria, paz e muito samba. Sábado, dia 18 de fevereiro, (sempre um sábado antes do carnaval, como já é tradição) o bloco pré-carnavalesco Galo Cego vai levar seu som vibrante pelas ruas do centro nervoso de Brasília.

A concentração será no Outro Calaf, a partir das 13h.
Este é o sétimo ano consecutivo em que o Bloco Galo Cego anima Brasília numa instigante prévia do carnaval. Além do samba de qualidade, a marca registrada do bloco é um retorno aos áureos tempos da folia de Momo, com foliões e os próprios músicos vestidos a caráter.
“Fantasia não é obrigatória para participar do bloco, mas a cada ano a gente vê mais gente fantasiada, o que proporciona um ambiente cheio de brincadeiras e gozações. Ambiente típico de carnaval, mas tudo na maior paz e serenidade”, conta o advogado Fábio Aires, um dos fundadores do Galo Cego.

O repertório do bloco vai das tradicionais marchinhas de carnaval aos grandes clássicos do samba, com espaço para samba-rock e partido alto. O Galo Móvel deve começar seu percurso pelo Setor Bancário Sul por volta das 13h. Depois, ainda tem um segundo tempo dentro do Outro Calaf, com o Galo Cego arrebentando nos batuques até 22h00.
Formado por engenheiros, servidores públicos, arquitetos, advogados, economistas e até músicos profissionais, como o vocalista Bruno Dourado (InNatura) e o baixista Luís Maurício (Natiruts), o Galo Cego foi criado em 1988 como uma roda de samba entre amigos. Ao logo dos anos, no entanto, a brincadeira ficou profissional e começaram os convites para apresentações em bares e festas de Brasília. Em 2011, o Galo foi literalmente para as ruas, animar pela primeira vez os foliões no Setor Bancário Sul.

CURIOSIDADES: OS INTEGRANTES, RITMISTAS IRÃO FANTASIADOS E IREMOS ESTIMULAR TODOS OS CONHECIDOS A IREM TAMBÉM.     
HAVERÁ UM CAMINHÃO DE SOM (GALO MÓVEL) E MAIS 30 RITMISTAS.

O que era para ser uma simples reunião de família, com aquela batucada conhecida em várias famílias de Brasileiros, após 20 anos de brincadeiras e uma 1ª edição bem divertida ocorrida no Carnaval 2011, vem aí a 7ª edição do BLOCO DO GALO CEGO no dia 18/02/2017 (sábado), como autêntico bloco de pré-carnaval à fantasia.

Essa batucada nasceu dentro da casa do percussionista Bruno Dourado, onde seu pai Amaro, profundo apreciador da boa música e de instrumentos de percussão, começou a ensinar seus filhos. Apelidado por um amigo, como Galo Cego, Amaro foi quem deu os primeiros passos para o que hoje se conhece como Sambão do Galo Cego.

Logo na adolescência, Bruno (percussão) seguindo os passos do pai, se juntou com os amigos Luis Maurício (baixista Natiruts – vocal do Galo Cego), André Carneiro (cavaquinho e bandolim) e Fábio Aires (surdo) para celebrar a arte da batucada, e logo vieram os outros amigos e hoje o Galo Cego conta com 30 ritmistas, todos amigos que comandam uma autêntica batucada brasileira, com direito a muita alegria e muita energia provinda dos tambores.

O repertório é repleto de Clássicos do Samba como Vou festejar –(Chora não vou ligar, chegou a hora… – Beth Carvalho), O amanhã (a cigana lê o meu destino… – Simone), Trem das onze (Adoniran Barbosa), de clássicos de Chico Buarque como O Bêbado e o Equilibrista, A Rita, Feijoada Completa, do swing de Jorge Benjor, além de Sambas Enredo das escolas do Rio de Janeiro.

A grande característica do Galo Cego é a emoção, onde o grupo se diferencia por ser uma reunião de grandes amigos que transbordam alegria por onde passam.

“A idéia é estimular as pessoas a irem fantasiadas, incorporarem as fantasias e curtirem um carnaval de rua democrático ao som do samba.”

Informações: Bruna K Marques
Contatos: (61) 96480448
E-mail: bomarques@gmail.com

Festival Porão do Rock contará com 28 bandas em sua 19ª edição

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Festival Porão do Rock chega à 19ª edição NESTE SÁBADO, dia 29 de outubro de 2016, a partir das 15h, no Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental, centro de Brasília), reunindo 28 atrações (14 nacionais e 14 do Distrito Federal) em três palcos. Os ingressos, a R$ 20 (pista) e R$ 60 (camarote)mais 1kg de alimento não-perecível (menos sal e fubá), podem ser adquiridos nas lojas Abriu pro Rock (Gama Shopping, Shopping Sul Valparaíso e Pátio Brasil), Bilheteria Digital (Pátio Brasil, Brasília Shopping, Boulevard Shopping, Liberty Mall e Alameda Shopping), Chilli Beans (ParkShopping, Taguatinga Shopping e Conjunto Nacional), Overstreet (Conic e Gilberto Salomão) e agora também na A Gringa The House (QNB 13, Lote 40 – Taguatinga), Do Meu Jeito (404 Sul) e Born (CLSW 304, Bloco C – Sudoeste), além do portal Bilheteria Digital (www.bilheteriadigital.com/porao-do-rock-01-de-outubro).

doação do alimento é obrigatória e deverá ser entregue somente na portaria e na hora do eventosendo revertido à campanha “Rock contra a Fome”, desenvolvida desde 2003 pela ONG Porão do Rock em parceria com o SESC-DF e que já arrecadou mais de 220 toneladas. Todos que forem de bicicleta (independente do horário) terão desconto de R$ 5 no ingresso pagando somente R$ 15 na bilheteria. As bikes ficarão abrigadas no stand da ONG Rodas da Paz localizado logo na entrada da arena.

O festival terá um total de 12 horas de duração e contará também com praça de alimentação/food trucks, praça de esportes radicais, loja com produtos oficiais (camisetas, CDs, bonés, etc), camarote lateral (com acesso à frente dos palcos), stands Porão Sustentável (com diversas ações voltadas para sustentabilidade, acessibilidade e inclusão social) e Rodas da Paz (para quem for de bicicleta).

Em 18 edições consecutivas realizadas em Brasília desde 1998, o Festival Porão do Rock já foi assistido por mais de 1,1 milhão de pessoas e reuniu 426 bandas/artistas diferentes, sendo 221 somente do Distrito Federal e Entorno, 170 de 17 estados brasileiros e 35 nomes internacionais de oito países. Entre as principais atrações que já tocaram no festival (ou em projetos com a marca), estão: Muse (Inglaterra), Helmet (EUA), Eagles Of Death Metal (EUA), Suicidal Tendencies (EUA), Soulfly (EUA), Cavalera Conspiracy (EUA), Kyuss Lives! (EUA), Jon Spencer Blues Explosion (EUA), Gaz Coombes (ex-Supergrass, Inglaterra), Mudhoney (EUA), CJ Ramone (EUA), Mark Lanegan (EUA), Trivium (EUA), Red Fang (EUA), The Hives (Suécia), Nightwish (Finlândia), She Wants Revenge (EUA), The Mono Men (EUA), Motosierra (Uruguai), El Mato a Un Policia Motorizado (Argentina), Symfonia (Finlândia), Os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Barão Vermelho, Titãs, O Rappa, Pitty, Raimundos, Sepultura, Ratos de Porão, Marcelo D2, CPM 22, Los Hermanos, Dead Fish, Rumbora, Plebe Rude, Lobão, Pato Fu, Angra, Korzus, Viper, Shaaman, Krisiun, Dr. Sin, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Skank, Jota Quest, Natiruts, Supla, Brothers of Brazil, Autoramas, Cachorro Grande, DeFalla, Detonautas, Wander Wildner, Móveis Coloniais de Acaju e muito mais!

PROGRAMAÇÃO DE SHOWS (com horários)

Como nos anos anteriores, dois palcos (este ano chamados Chilli Beans Budweiser) estarão dispostos lado a lado – ao terminar o show de um começa o do seguinte. Já o Palco Pesado, destinado às bandas de rock pesado, ficará posicionado atrás dos outros dois, com programação independente.

PALCO CHILLI BEANS

15h30 – My Last Bike (DF)
16h30 – Joe Silhueta (DF)
17h30 – Zamaster (DF)
18h55 – Emicida (SP)
20h35 – Far From Alaska (RN)
22h30 – Trampa (DF)
23h55 – Ira! (SP)
1h35 – Almirante Shiva (DF)
PALCO BUDWEISER
16h – Os Gatunos (DF)
17h – Nafandus (CE)
18h05 – Supla (SP)
20h – Passo Largo (DF)
21h25 – Nação Zumbi (PE)
23h05 – Boogarins (GO)
1h – Darshan (DF)
2h10 – Planet Hemp (RJ)

PALCO PESADO
15h40 – Peso Morto (DF)
16h20 – Quilombo (DF)
17h – As Verdades de Anabela (DF)
17h40 – Zumbis do Espaço (SP) 
18h40 – Os Til (DF)
19h30 – Vodoopriest (SP)
20h30 – Miasthenia (DF)
21h20 – Hibria (RS)
22h25 – Oitão (SP)
23h30 – Worst (SP)
0h30 – Lost in Hate (DF)
1h20 – Project 46 (SP)

SERVIÇO

FESTIVAL PORÃO DO ROCK 2016

Dia29 de outubro (sábado)
Horário: a partir das 15h
Local: Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental, Brasília)Bandas (por ordem alfabética): Almirante Shiva (DF), As Verdades de Anabela (DF), Boogarins (GO), Darshan (DF), Emicida (SP), Far From Alaska (RN), Hibria (RS), Ira! (SP), Joe Silhueta (DF), Lost in Hate (DF), Miasthenia (DF), My Last Bike (DF), Nação Zumbi (PE), Nafandus (CE), Oitão (SP), Os Gatunos (DF),  Os Til (DF), Passo Largo (DF), Planet Hemp (RJ), Project46 (SP), Quilombo (DF), Supla (SP), Trampa (DF), Voodoopriest (SP), Worst (SP), Zamaster (DF) e Zumbis do Espaço (SP)

Ingressos Porão para Todos:
R$ 20 (pista) + 1kg de alimento não-perecível*
R$ 60 (camarote) + 1kg de alimento não-perecível*
(*) O alimento deverá ser entregue somente na portaria e na hora do festival
Quem for de bicicleta (qualquer horário) paga R$ 15 na bilheteriaPontos de venda:

Online: Bilheteria Digital (www.bilheteriadigital.com/porao-do-rock-01-de-outubro)
> Abriu pro Rock (Gama Shopping, Shopping Sul Valparaíso e Pátio Brasil)
> Bilheteria Digital (Pátio Brasil, Brasília Shopping, Boulevard Shopping, Liberty Mall e Alameda Shopping)
> Chili Beans (ParkShopping, Taguatinga Shopping e Conjunto Nacional)
> Overstreet (Conic e Gilberto Salomão)
> A Gringa The House (QNB 13, Lote 40 – Taguatinga)
> Do Meu Jeito (404 Sul)
> Born (CLSW 304, Bloco C – Sudoeste)

Classificação: 16 anos*
(*) Menores de 16 anos somente acompanhados por pais ou responsáveis maiores de 18 anos

 Informações: Imprensa Porão do Rock

Audiência Pública na Câmara Legislativa debate a alteração da Lei do Silêncio antes da votação

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A Câmara Legislativa realizou, nesta quinta-feira (25/8), a Comissão Geral da PL 445/2015, que trata da alteração da Lei do Silêncio no Distrito Federal.  Atualmente, a lei permite que cada estabelecimento produza apenas 60 decibéis durante o dia e 55, à noite. Ou seja, uma situação totalmente fora da realidade da vida urbana, cultural e econômica da capital de um país. Por esta razão é que foi proposta  a PL, que prevê o aumento de decibéis diurnos para 75 e noturno para 70. A proposta está sendo estudada pelo gabinete do distrital Ricardo Vale (PT) há mais de um ano e já foi debatida com praticamente todos os setores envolvidos. No entanto, a pauta, que deveria ir à votação em Plenário na semana que vem, foi adiada mais uma vez. “O governo pediu mais um prazo para apresentar uma proposta que possa ser anexa ao projeto, regulamentando a lei. Nós já estamos com o projeto pronto, mas iremos aguardar o que for trazido pelo governo”, afirmou Ricardo Vale.

Poucos foram os representantes contrários à proposta, que estiveram presentes na Audiência Pública. Um  líder comunitário contra a alteração da lei falou sobre a saúde dos moradores que moram próximos a quadras comerciais, o que foi duramente retrucado pelos simpatizantes da proposta, visto que o Projeto de Lei garante que a emissão sonora não passe de 55db na origem da reclamação. Este valor é o que a OMS considera como nível de ruído aceitável dentro da escala de conforto acústico. Trabalhar com esse nível garante que não haverá dano á saúde dos moradores das áreas próximas aos estabelecimentos emissores de som, já que o próprio Ministério do Trabalho orienta que os malefícios à saúde ocorrem a partir da exposição a ruídos acima de 85db por mais de 8hs por dia.

A representante do movimento “Quem desligou o som?”, Fernanda Pacini exemplificou que muitos músicos, durante a vigência da lei atual, perderam suas rendas.“Um grupo de amigos músicos tiravam até R$ 1.500 por mês cada um tocando as quintas-feiras, mas por conta da lei do silêncio, acabaram perdendo espaço”, explicou Fernanda Pacini, que detalha que a liberação do aumento dos decibéis será benéfico para a cidade que concentra um grande número de musicistas pais de família.

O deputado Arthur Lira ressaltou a razão pela qual é totalmente a favor da alteração da Lei do Silêncio: “A não aprovação desta lei significa mais desemprego e irá prejudicar a própria economia da cidade”. Já o músico Engels Espíritos lembrou que celeiro de artistas está seriamente ameaçado caso a PL 445/15 não seja aprovada. “Brasília é reconhecida por ser a capital do Rock, justamente por projetar grandes nomes nos anos oitenta e noventa. Não podemos deixar que nossa cultura seja enterrada por esta lei atual. Somos a capital do choro por ter grandes músicos. Temos que abrir o coração, pois música é vida, é saúde”, falou.

Este foi o último debate sobre a proposta do Deputado Distrital Ricardo Vale, a PL 445/2015. E vale lembrar que não houve nenhuma discussão para a aprovação da Lei 4.092/2008, que está em vigor, bem como não foram feitas as reavaliações que a própria norma previa a cada dois anos.

 

Bruno Caetano

Da Redação

Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Porão do Rock traz Nação Zumbi e Planet Hemp para Brasília e promove primeira seletiva neste sábado (20)

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O Festival Porão do Rock chega à 19ª edição no dia 1º de outubro de 2016 (sábado) reunindo mais de 25 atrações em três palcos, que mais uma vez serão montados noestacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental), centro de Brasília. Dois nomes já foram confirmados no line up: Nação Zumbi (PE) e Planet Hemp (RJ). Outros serão anunciados nos próximos dias. Os ingressos, a R$ 25 (pista) e R$ 60 (camarote) – valores de meia-entrada – estão à venda online pelo portal Bilheteria Digital (www.bilheteriadigital.com/porao-do-rock-01-de-outubro) – e em breve também em diversos pontos físicos.

Neste sábado (20/8), a partir das 15h, em parceria com o evento “Poderes da Arte”, acontecerá a primeira seletiva na Praça dos Três Poderes (Eixo Monumental), com 10 bandas independentes do Distrito Federal escolhidas pela ONG Porão do Rock entre as quase 250 locais que se inscreveram este ano pelo site oficial www.poraodorock.com.br. São elas: Duex, Horta Project, Joe Silhueta, K-Libre, Komodo, Lista de Lily, Marssal, Os Gatunos, Sagrado Rock de Cada Dia e Tertúlia na Lua a ordem dos shows ainda será definida por sorteio. Cada banda se apresentará por até 15 minutos e será avaliada ao vivo por um corpo de jurados. O voto do público também conta pontos. As duas bandas com melhor avaliação estarão classificadas para o Porão do Rock 2016. No encerramento, shows com as convidadas Zamaster e Os Cabeloduro. A entrada é franca.

Mais duas seletivas serão realizadas no DF nos dois primeiros fins de semana de setembro reunindo outras 16 bandas disputando mais quatro vagas. Além disso, o Porão do Rock promoverá pela primeira vez uma seletiva em Fortaleza, dia 9 de setembro (sexta-feira), destinada exclusivamente a bandas independentes de rock do Ceará, com 10 bandas concorrendo a uma vaga no festival. As inscrições para essa etapa ainda estão abertas até 29 de agosto pelo site oficial www.poraodorock.com.br.

Sobre as atrações confirmadas
A pernambucana Nação Zumbi volta ao Porão do Rock com muitas coisas a comemorar em 2016: o primeiro líder, Chico Science, faz 50 anos de nascimento; o segundo álbum, “Afrociberdelia” (de músicas como “Manguetown”, “Etnia”, “Cidadão do Mundo”, “Sangue de Bairro” e da versão de “Maracatu Atômico”, de Jorge Mautner, entre outras), completa 20 anos; e a própria banda chega a 25 anos de existência. Com oito álbuns de estúdio – sendo dois como Chico Science & Nação Zumbi – e dois ao vivo, o grupo conta atualmente com Jorge Du Peixe (voz e sampler), Lúcio Maia (guitarra e backing vocal), Alexandre Dengue (baixo e backing vocal), Pupillo (bateria e percussão), Toca Ogan (percussão e voz), Gustavo Da Lua e Tom Rocha (ambos alfaia e percussão adicional).

Já a carioca Planet Hemp pisará pela primeira vez no palco do Porão do Rock. Formado em 1993 e separado em 2001, o quarteto de rap rock voltou a se reunir brevemente em 2010. A partir de 2012 passou a marcar presença em alguns festivais. E desde 2015 vem fazendo turnê pelo país, tendo passado este ano por eventos como Lollapalooza e João Rock. A atual formação conta com dois integrantes originais: o vocalista Marcelo D2 e o baixista Formigão, além de BNegão – que entrou no grupo pela primeira vez em 1994. Completam o time o baterista Pedro Garcia e convidados.


SERVIÇOS

SELETIVA PORÃO DO ROCK / PODERES DA ARTE

Dia: 20 de agosto (sábado)
Horário: a partir das 15h
Bandas concorrentes: Duex, Horta Project, Joe Silhueta, K-Libre, Komodo, Lista de Lily, Marssal, Os Gatunos, Sagrado Rock de Cada Dia e Tertúlia na Lua
Shows de encerramento: Zamaster e Os Cabeloduro
Entrada: franca
Classificação: livre

FESTIVAL PORÃO DO ROCK 2016
Dia: 1º de outubro (sábado)
Horário: a partir das 16h
Bandas confirmadas: Nação Zumbi (PE) e Planet Hemp (RJ)
Ingressos (meia-entrada): R$ 25 (pista) e R$ 60 (camarote) + 1kg de alimento não-perecível
Ponto de venda: Bilheteria Digital (www.bilheteriadigital.com/porao-do-rock-01-de-outubro)
Classificação: 16 anos*
(*) Menores de 16 anos somente acompanhados por pais ou responsáveis maiores de 18 anos

Revista Traços lança sua edição de Nº 07

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A Revista Traços lançou sua edição de Nº 07 na Banca da Conceição (308 Sul) no último sábado (4). O evento contou com o Sarau de Cris Sobral e outros poetas e ainda: espaço aberto para poesia; lançamento do livro “Além da Linha” de Nick El-moor; sessão de autógrafo dos livros de Cris Sobral e o bate-papo com o porta-voz da cultura Sêo Raimundo. A nova edição da revista conta com uma fantástica entrevista com a cantora brasilense Ellen Oléria, além de matérias especiais com personagens de luta e artistas da cidade, como o músico Marcelo Café, entre outros.

A revista Traços é um veículo de comunicação transversal que tem como eixo editorial a promoção da produção cultural realizada no Distrito Federal, subsidiando discussões sobre a construção de identidade da cidade, nesse sentido, a proposta amplia a visibilidade sobre a produção cultural dos diferentes segmentos culturais se colocando como veículo constituidor da pauta cultura local.

A linha editorial da revista traços foi elaborada com o objetivo de promover a cultura de Brasília, abrindo espaço para todos os tipos de manifestações artísticas. Além de provocar discussões sobre a construção identidade cultural da cidade e do país. A revista também promove o diálogo para fora das fronteiras de Brasília, com matérias e entrevistas que dialogam com agentes culturais de fora da cidade.