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Sinpro anuncia Paralisação Nacional em Defesa da Educação e da Aposentadoria

O dia 13 de agosto é uma importante data para todos. Estudantes, professores, orientadores educacionais e trabalhadores de todo o País estarão mobilizados em defesa da educação e da aposentadoria. Em Brasília, realizaremos um grande ato no Museu Nacional da República, a partir das 9 horas.

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FONTE: Sinpro-DF

Fomento Rural pretende capacitar e apoiar 30 mil agricultores familiares

O agricultor familiar Raimundo Nonato de Souza, de 47 anos, mora na zona Rural de Benevides, no Pará, e foi beneficiado pelo Programa de Fomento Rural. Ele recebeu assistência técnica e um benefício de R$ 2,4 mil para investir na criação de aves do tipo Caipirão, – valor que não precisará devolver ao governo federal. Por conta própria, provavelmente, Raimundo não conseguiria estar criando os animais, porque para sobreviver conta com o apoio de R$ 240 que ele e a esposa recebem do Bolsa Família.

Mas, o benefício fez com que a criação de aves de Raimundo se tornasse realidade. Já é a quarta vez que o produtor reinveste o dinheiro repassado a fundo perdido para fazer a produção crescer. “Com a primeira parcela fiz o galpão. Na segunda, para comprar os pintos e a ração. E, agora, estou mantendo. Já estou na quarta remessa das galinhas e estou aumentando”, conta o agricultor familiar.

Assim como Raimundo, mais de 30 mil famílias devem ser incluídas, ainda neste ano, por meio do Programa de Fomento Rural. Segundo o secretário nacional de Inclusão Social e Produtiva Rural, José Roberto Carlos Cavalcante, o governo federal está empenhado em garantir a segurança alimentar e a autonomia das famílias mais pobres do campo e possibilitar o acesso delas ao mercado no futuro. “O objetivo é qualificar estas famílias, possibilitar que o projeto se torne viável. Além disso, queremos ajudá-las a sair dessa situação de vulnerabilidade social. Por isso, o programa prevê dois anos de assistência técnica continuada para que o projeto realmente tenha êxito e que ela possa progredir”, disse.

A seleção das famílias para participar do fomento é realizada pelas empresas de assistência técnicas, como a Emater, e outras entidades que atuam no campo, contratadas pelo governo federal para oferecer o serviço de acordo com informações do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal.

Cavalcante ressalta que o governo federal tem promovido diversas ações, inclusive a compra de produtos dos agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com diversas modalidades que vão desde a compra do leite até a de outros alimentos para atender famílias em vulnerabilidade social. A expectativa é adquirir produtos de mais de 80 mil agricultores em todo o País. O secretário destaca o papel da ação para que o agricultor continue na zona rural. “A intenção é fixar ele no campo, mostrar para ele o quanto é importante a produção dele. Para 2019, queremos atender pelo menos 85 mil famílias de agricultores familiares”, explica o secretário nacional.

Além disso, o governo federal também reforça o papel do acesso à água para produção com o Programa Cisternas, que já atendeu mais de 203 mil famílias no Semiárido com a entrega de reservatórios que captam a água da chuva.

FONTE: ASCOM/Ministério da Cidadania

Sesi oferecerá aulas de reforço e profissionalizante a 800 mil jovens

Acordo foi assinado com o Ministério da Cidadania

O Ministério da Cidadania firmou hoje (30) acordo com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para oferecer cursoso gratuitos profissionalizantes, com objetivo de facilitar a inserção no mercado de trabalho de jovens de 18 a 29 anos. O acordo também prevê aulas de reforço em português e matemática. Os cursos vão contemplar 800 mil jovens ao longo dos próximos quatro anos.

Estima-se que a iniciativa beneficie 44.318 jovens da Região Norte; 99.342, do Nordeste; 147.551, do Sul, 461.072, do Sudeste, e 47.717, no Centro-Oeste. O atendimento será feito de forma progressiva. Ainda este ano, a expectativa é de que o projeto chegue a 100 mil jovens.

Como critério de participação, será exigida a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais. No preenchimento das vagas, terão prioridade os jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como “nem-nem”.

O plano de aulas será composto por módulos de 100 horas. Além da carga horária da disciplina, serão ministrados conteúdos relacionados ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais, que totalizarão 200 horas.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que o projeto “cria oportunidades para jovens que vivem nas famílias mais pobres do Brasil”.

“Mesmo na situação difícil em que o país está, podemos dar uma oportunidade nova e robusta de emprego e renda”, complementou.

Segundo o ministro, o governo federal também tem estudado a possibilidade de viabilizar, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a abertura de cotas de vagas para jovens com o perfil do projeto. “Vamos dar um futuro para eles, abrir as portas de um novo futuro para eles, que eles não estão tendo”, disse.

“É um momento de transição, a economia brasileira vai deslanchando aos poucos e vai, realmente, acho, dar um grande salto, em pouco tempo. Mas essa transição é ainda muito dolorosa, em função da recessão e do desemprego, e é muito importante que essas pessoas não fiquem para trás. Que os mais pobres, os jovens mais pobres, não fiquem para trás.”

FONTE: Agência Brasil

A desigualdade está crescendo – e a culpa é do desemprego

NÃO VOU PAGAR O PATO! No meio da crise em 2016, quando colocou um pato inflável enorme na porta do Congresso Nacional, a Fiesp, que era parte do problema, estava dizendo que não queria ser parte da solução. A pergunta óbvia, neste caso, era “quem vai pagar então?”, afinal, em economia, não adianta perguntar o quanto se ganha ou perde sem perguntar também quem ganha ou perde.

Do pato pra cá, muita coisa ruim aconteceu. Mas algo triste nos dá pistas sobre quem está pagando a conta e perdendo: a desigualdade da renda do trabalho está aumentando.

O Brasil vive uma estagnação desigual e instável. A pouca recuperação que ocorre beneficia mais os mais ricos. Ela é maior, por exemplo, nos 5% do topo do que no restante da população. Para mais ou menos metade dos trabalhadores, a recessão não foi recuperada. Sua renda teve perdas importantes e segue estagnada.O desemprego nunca havia sido uma causa importante da desigualdade.

Esse aumento da desigualdade é o reverso do que vinha acontecendo nas últimas duas décadas. Desde meados dos anos 1990, os salários vinham se tornando mais iguais. Mas, por volta de 2015, a trajetória muda para um crescimento rápido das diferenças entre trabalhadores.

Por trás desse aumento, há um novo vilão: o desemprego. Historicamente, o mercado de trabalho brasileiro sofre de crônica informalidade e subemprego. O desemprego, contudo, nunca havia sido uma causa importante de desigualdade. Agora, porém, responde pela maior parte dela. Com níveis de desemprego altos, as poucas melhoras observadas em alguns setores da economia são dissipadas pelo fato de uma parte muito grande da população não ter trabalho algum.

O próprio desemprego já é desigualmente distribuído. É mais alto entre pessoas com menor escolaridade. Por isso, sua redução tenderia a melhorar a vida daquelas mais pobres. Como o desemprego praticamente não cai, as poucas melhoras na economia estão deixando os mais pobres para trás.

Mas o aumento da desigualdade se estende também àqueles que têm sobrevivido à recessão permanecendo em seus postos de trabalho. Os trabalhadores do setor formal, incluído o setor público, observam alguma melhora enquanto os trabalhadores do setor informal, com pouca proteção ao emprego, permanecem estagnados.

Uma andorinha só não faz verão. Tampouco um pato sozinho cria recessão. Porém, o pato e aquilo que ele representa pioraram as coisas. Criou-se um ambiente de instabilidade política que o governo atual não dá sinais de querer resolver. Adicione-se a isso a instabilidade no mercado de trabalho, e um dos riscos que o Brasil corre é um novo retrocesso para quem trabalha.

A situação é instável porque a melhoria observada entre os trabalhadores mais ricos está mais relacionada a aumentos de rendas com grande flutuação do que a salários regulares. São rendimentos eventuais, que oscilam ao longo do tempo. Isso é ruim, à medida que não assegura estabilidade no consumo, dificultando a recuperação econômica.A crise do trabalho só não é maior porque o estado serviu de amortecedor. Não só por meio das políticas sociais estabelecidas em sucessivos governos, mas também pela proteção às atividades em educação, saúde e serviços sociais. O desemprego não cresceu mais porque essas áreas estavam mais protegidas. São elas, aliás, as que mais puxam a recuperação da renda do trabalho no Brasil.

Postos de trabalho que não dão sinais de melhora são aqueles na indústria, tanto de transformação quanto de construção civil. Essas atividades continuam em retração, uma tendência que vem de longa data. Ou seja, seguem em declínio apesar terem sido beneficiadas por uma onda de redução de impostos, barateamento de energia e favorecimentos à indústria que comprometeram as finanças do estado e ajudaram a criar o problema.

Quem apostou em privatizar os ganhos e socializar os prejuízos perdeu. A instabilidade política não resultou na dança de cadeiras esperada e acabou agravando a crise. Todos saíram piores. Mas quem pagou a pior parte do pato foram os mais pobres.

FONTE: The Intercept Brasil