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Você não está louca! Entenda como funciona o gaslighting

O abuso psicológico acontece de maneira sutil e pode ser difícil se libertar do abusador

Gaslighting é um tipo de abuso que atinge as mulheres de forma sutil, mas muito grave. Trata-se de manipular a mulher psicologicamente para ter controle sobre ela, ao ponto de anulá-la, gerar inseguranças, dúvidas e medos. Nele, o homem distorce, omite ou cria informações, fazendo com que a mulher duvide de si mesma, de seus sentimentos, da sua capacidade e às vezes até da sua sanidade. 

Que mulher nunca ouviu de um homem “você está imaginando coisas” ou “você está louca”, quando tudo o que estava acontecendo era bem real? O gaslighting é bem comum e pode aparecer não só nas relações amorosas, mas também no trabalho e até nas amizades.

“Mulher é louca”
Essa e outras frases fizeram parte da criação e socialização de muita gente. Quem nunca escutou um tio no churrasco de família “brincando” que todas as mulheres são loucas? “Você está exagerando”, “mulher é muito sensível”, “você está imaginando coisas”, “ele só traiu porque ela é frígida” são outros exemplos de frases corriqueiras que colocam a mulher na posição de desequilibrada ou insuficiente.

A lista de exemplos é longa, diz a psicóloga especializada em comportamento e traumas Daiane Daumichen. Ela explica que o gaslighting é tão prejudicial quanto a violência física. Mas por acontecer de maneira mais sutil é mais difícil que a mulher perceba que é vítima até que já se encontre completamente anulada, sem autoestima e insegura. 

Se logo de cara a vítima leva um tapa, fica muito claro que continuar saindo com aquele cara não é coisa boa, mas o gaslighting acontece devagar. “Antes de julgar uma mulher acreditando que ela é ‘submissa’, observe se ela não está sendo vítima de um agressor que a colocou em uma situação onde ela não sabe que está, nem como pode sair”, explica a psicóloga.

Como identificar
Além das frases acima, outros sinais caracterizam o gaslighting. “O agressor distorce informações, fatos, e, algumas vezes, chega a inventar histórias, frases, a fim de desorientar a vítima”, exemplifica Daiane. 

A terapeuta de relacionamentos Sabrina Costa conta que é cada vez mais comum receber no consultório mulheres que sofrem gaslighting — e muitas vezes nem sabem. Cansadas mentalmente e depressivas, as vítimas buscam ajuda para tentar melhorar esses sintomas e descobrem com o tempo que a causa é essa forma de violência psicológica.

“Quando a vítima não percebe desde o início o jogo do abusador, ela tenta argumentar, mas perde a força, dando espaço para as mentiras e inversões do abusador. Isso faz ela perder a confiança em si mesma e acreditar que ela é a culpada por desconfiar dele”, explica Sabrina.

Tudo começa com uma primeira discussão na qual a mulher expõe o ponto de vista ou tenta falar sobre um incômodo causado pelo companheiro. “Nessa mesma conversa ele tenta mostrar à vítima o quanto ela está confusa e mostra como deve se sentir a respeito do que ela mesma trouxe”, diz  Sabrina.

A partir daí, novas situações aparecem e a vítima acaba se afundando cada vez mais dentro dessa dinâmica, sentindo-se confusa, insegura e acreditando que não é capaz de encontrar um novo companheiro ou companheira por não ser capaz de fazer os outros felizes, o que a deixa presa nessa situação.

Gaslighting fora do relacionamento
As psicólogas reforçam que esse tipo de abuso também pode vir de um pai ou outro parente  (geralmente homens)-, entre amigos e até no ambiente de trabalho, vindo de chefes ou colegas. “Também ocorre nas amizades, porém como temos mais de um amigo, muitas vezes o impacto acaba sendo menor. Quando os pais manipulam os filhos, estes se tornam adultos inseguros e em muitos casos desenvolvem depressão e algumas síndromes”, conta Sabrina.

Ela gosta de homem babaca?
Daiane deixa um alerta para nos colocarmos no lugar daquela amiga ou conhecida que constantemente se envolve em relacionamentos abusivos. Sabe quando todos ao redor “largaram mão” porque talvez ela “goste mesmo” de homem que a trate mal? 

“Se a pessoa começa a sofrer esse tipo de abuso desde nova, pode ter uma tendência a se relacionar com pessoas tóxicas ao longo da vida, pois esse é o seu referencial”, explica a psicóloga. “Há um longo caminho a percorrer até se chegar ao resgate da autoestima, da identidade perdida. Existem casos em que a vítima fica muito tempo sob o efeito do gaslighting, mesmo longe do agressor.” É preciso contar com o apoio de familiares e pessoas próximas, mas lembrando que é fundamental o acompanhamento de profissionais especializados.

Origem e significado
O termo aaslighting tem origem no filme “Gas Light” (À Meia Luz), de 1944, estrelado por Ingrid Bergman e Charles Boyer.  O longa é uma adaptação de uma peça de teatro de 1938. Na trama, o marido tenta convencer a mulher, e as pessoas que a cercam, de que ela é louca, manipulando pequenos elementos de seu ambiente e insistindo que ela está errada ou que se lembra de coisas de maneira incorreta. 

O título do filme faz referência às lâmpadas da casa dos personagens, que são alimentadas a gás, e em certo momento piscam. A mulher nota, mas o marido a faz acreditar que está imaginando coisas. Ele se apresenta inicialmente como um homem encantador, mas, aos poucos, faz com que a mulher duvide da própria sanidade para roubar rubis que estão escondidos na casa dela.

FONTE: site Az mina

Instituto Reciclando Sons inaugura cozinha industrial para atender comunidade carente com cursos e capacitações no DF

“Quando minha filha conheceu o Instituto Reciclando Sons estava sofrendo bullying na escola. Não tinha amigos e vivia isolada. Um dia, passando em frente ao instituto, viu que estavam abertas inscrições para o curso de violino e me pediu para matriculá-la. Após quatro meses, tudo mudou na vida dela: fez amizades, aumentou a autoestima e descobriu a paixão pela música. Como o instituto havia feito a diferença na vida da minha filha, eu decidi vir aqui e oferecer meu trabalho como voluntária. Fiquei por muitos anos trabalhando com artesanato, ministrando aulas de reforço para as crianças e há quatro anos fui convidada pela Rejane para ser funcionária da entidade. O instituto mudou a vida da minha família”. Essa é a história de Islam do Nascimento Lourenço, de 45 anos, moradora da Cidade Estrutural e atual diretora de logística do Instituto Reciclando Sons (IRS). Islam também é uma das participantes do curso de panificação, do projeto Sabor & Som, promovido pela entidade.

Há 18 anos o IRS se dedica à inclusão social de crianças, adolescentes e jovens carentes da Cidade Estrutural, por meio da música. Pensando na capacitação de profissionais para o mercado de trabalho, com conhecimento prático e teórico em atividades de panificação e confeitaria, a instituição inaugurou nesta sexta-feira (5), uma cozinha industrial.

O novo empreendimento é fruto do projeto Sabor & Som, uma parceria da organização não-governamental com a Fundação Banco do Brasil. A iniciativa é uma ampliação das atividades socioeducacionais, resultado de reivindicação de educandos, educadores, gestores e da Associação de Pais e Mestres do Programa Educacional IRS. Principalmente é um pedido do núcleo de mulheres que são chefes de família e que se encontram em situação de maior vulnerabilidade financeira.

O IRS fica em uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, erguida sobre o maior depósito de lixo da América Latina: o lixão da Estrutural, desativado em 2018. A cozinha fica dentro do galpão de tecnologia social, onde está localizada a sede do instituto. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 112 mil para estruturar o espaço e a atender cerca de 60 jovens e mulheres, prioritariamente, com idade a partir de 16 anos, para capacitação profissional em panificação e confeitaria. Os cursos foram ministrados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Na oportunidade, 26 alunos receberam certificados referentes aos cursos de técnicas de produção de tortas doces e salgadas; produção de salgados, biscoitos diversos, pães caseiros e artesanais. Os produtos confeccionados durante as capacitações são usados na alimentação dos alunos atendidos na entidade e comercializados, colaborando com a sustentabilidade do projeto.

“Emoção a flor da pele, do corpo e da consciência. É muita emoção. Este projeto só aconteceu porque muita gente acreditou na causa, que é possível transformar e inovar. Desejo que este projeto seja autossustentável e atenda as mulheres que sofrem violência doméstica, e que alimente não só o corpo, mas a alma de todos que participam”, declarou a maestrina e idealizadora do projeto, Rejane Pacheco.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares conta que a demanda dos pais dos alunos o comoveu ” Quando a Rejane me procurou para mostrar o projeto, ela já tinha pensado em tudo para atender o pedido da comunidade. E hoje, nesta inauguração, ver que a gente ajudou nesta empreitada me deixa muito feliz. Mas, o mais importante é ver vocês capacitados. Vocês se declarando felizes, com entusiasmo, percebo que é de coração. Que é algo verdadeiro. Este projeto está permitindo que vocês trabalhem e gerem renda e cumpre também o propósito da Fundação BB que é valorizar vidas, para transformar realidades”.

Enfoque na música

As oficinas socioeducativas oferecidas à população pelo Instituto Reciclando Sons têm sido um diferencial na região e já revelou ser extremamente eficiente no combate à violência e à desigualdade social. Na lista estão: canto coral; orquestra; teoria musical; musicalização infantil; instrumentos como ferramenta para educação, geração de renda e democratização da cultura. A metodologia de educação musical modular, usada pela entidade foi uma das vencedoras no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2013, na categoria Juventude.

Em 2018, a entidade inaugurou o galpão de tecnologia social na Cidade Estrutural, onde fica a sede, com o apoio de diversas entidades voltadas para o financiamento social e da sociedade civil, um espaço para a inclusão, protagonismo social e desenvolvimento de alternativas socioeducacionais que contribuam para a superação da vulnerabilidade social dos atendidos. A entidade vem participando dos editais públicos da Fundação BB e desde 2014 recebeu mais de R$ 300 mil em investimento social. O grupo de Cônjuges dos Chefes de Missão também é parceiro do projeto Sabor & Som.

FONTE: ASCOM/Fundação BB

Agenda da Abraço Brasil e estaduais

JULHO DE 2019

Dia 27 – “As Rádios Comunitárias e a Cultura Popular” no 29º Festival de Inverno de Garanhuns – PE.

AGOSTO DE 2019

Dias 9 e 10 – Encontro das Rádios Comunitárias do Pará em Belém – PA.

Dias 13 e 14 – Marcha das Margaridas em Brasília – DF. Transmissão do evento pela equipe feminina da Abraço Brasil.

Dia 17 – Encontro das Rádios Comunitárias do Mato Grosso do Sul em Campo Grande – MS.

Dias 30 e 31 – 4º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação – 4º ENDC, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC, ocorrerá numa capital do Nordeste ainda não definida.

SETEMBRO 2019

Dia 1 – 4º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação – 4º ENDC, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC, ocorrerá numa capital do Nordeste ainda não definida.

Dias 12, 13 e 14 – Seminário Nacional da Abraço Brasil em João Pessoa – PB.

Dia 28 – Encontro das Rádios Comunitárias da Região Metropolitana de São Paulo em São Bernardo do Campo – SP.

OUTUBRO 2019

Dia 12 – Inauguração da sede própria da Rádio Comunitária A Voz do Povo a Voz de Deus em Arapiraca, AL.

Dia 19 – Encontro das Rádios Comunitárias do Piauí em Teresina – PI.

NOVEMBRO 2019

Dia 9 – Encontro das Rádios Comunitárias do Espirito Santo – ES.

Dias 15 e 16 – 3º Seminário Sergipano de Rádios Comunitárias, em Estância – SE.

Dia 20 – As Rádios Comunitárias, Zumbi e o Dia da Consciência Negra no Quilombo dos Palmares. Transmissão das atividades pela equipe da Abraço Brasil diretamente da Serra da Barriga em União de Palmares – AL.

Dias 22 e 23 – 4º FALACOM – Encontro das Rádios Comunitárias de Alagoas, na cidade histórica de Porto Calvo – AL.

DEZEMBRO 2019

Dias 7 – Encontro da Rádios Comunitárias da Região do Semi-árido do Piauí em São Francisco de Assis do Piauí – PI.