Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

“Um Dia no Parque”: prepare-se para o dia 21 de julho!

Campanha “Um Dia no Parque” estimula a visitação às  Unidades de Conservação brasileiras

O WWF-Brasil, em conjunto com uma série de organizações socioambientais brasileiras, está apoiando e participando da edição 2019 da campanha “Um Dia no Parque” – uma iniciativa voltada para a promoção, conhecimento e valorização das Unidades de Conservação brasileiras. 

Por todo o País, diversas instituições vão realizar, no dia 21 de julho, atividades como observação de pássaros, passeios ciclísticos, caminhadas em trilhas, piqueniques, montanhismo, entre outras. O objetivo é levar as famílias e comunidades para conhecer e aprender mais sobre as áreas protegidas do Brasil. 

Pesquisa realizada pelo WWF-Brasil em 2018 demonstra que o meio ambiente continua sendo reconhecido como o principal motivo de orgulho nacional.  

O levantamento também revelou que 91% dos entrevistados gostaria de ter mais contato com a natureza e 82% valorizam lugares que tenham paisagens naturais quando vão viajar. A pesquisa, realizada em parceria com o Ibope Inteligência. 

As unidades de conservação oferecem uma série de serviços ambientais importantíssimos: abrigam a diversidade de plantas e animais, protegem nascentes e rios, melhoram a qualidade do ar que respiramos, ofertam opções de lazer como trilhas e cachoeiras; geram renda para comunidades tradicionais e fornecem itens como madeiras e frutas. 

Além de terem um valor paisagístico e cultural imenso, as áreas com vegetação natural estocam carbono e evitam a emissão de gases de efeito estufa, contribuindo para minimizar a crise climática que vivemos. 

Brasil afora

“Queremos levar a campanha para todas regiões do Brasil, contando com a colaboração de pessoas que já têm afinidade com a natureza, como grupos de observadores de pássaros, trilheiros e grupos escoteiros. Sobretudo, queremos sensibilizar e estimular aquelas pessoas que ainda não têm o hábito de visitar áreas naturais protegidas a buscar essa experiência”, explica Mariana Napolitano, gerente do Programa de Ciências do WWF-Brasil.  

Este é o segundo ano da campanha #UmdianoParque. Em 2018, 65 Unidades de Conservação participaram da ação e receberam mais de 12 mil visitantes que publicaram cerca de 2 mil fotos e vídeos em redes sociais. “Um Dia no Parque” busca tornar-se uma agenda permanente de reconhecimento dos benefícios dos ambientes naturais para as pessoas e o país”, completa Mariana.   

Como participar?

Para participar da campanha, fique atento às atividades que irão ocorrer pelo site oficial da campanha e em sua página no Facebook.  

Os organizadores pedem também que os participantes registrem suas atividades nas redes sociais e utilizem a hashtag #UmDiaNoParque.  

Gestores de UCs podem inscrever suas unidades pelo e-mail redeprouc@gmail.com, enviando seus dados e atividades previstas.  

A campanha “Um dia no Parque” é uma realização da Coalizão Pró-Ucs: um movimento criado há cinco anos que reúne as organizações da sociedade civil que atuam apoiando Unidades de Conservação no Brasil – entre elas a SOS Mata Atlântica, UICN, Semeia, Fundação Grupo O Boticário e o WWF-Brasil. 

FONTE: ASCOM/WWF-BRASIL


A vaza jato é um abalo na extrema direita: só se derrota o autoritarismo desnudando suas entranhas

A VAZA JATO TEM TRAZIDO à tona a falta de ética e a parcialidade presentes na mais importante operação anticorrupção da história do Brasil. Não é novidade para ninguém que conchavos e relações corruptas institucionais atravessam o sistema político e legal brasileiro. O que surpreende, contudo, é até onde uma parte da população e da sociedade civil está disposta a compactuar com a imoralidade. Como disse recentemente o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro em seu Twitter, é a tragédia da verdade: “ainda que eles não possam impedir que a verdade seja revelada, eles podem fazer com que ela tenha pouca ou nenhuma consequência”.

A Vaza Jato atua como um divisor de águas no plano moral. Se por algum tempo foi possível se apegar a um verniz de honestidade e às boas intenções da operação, as conversas vazadas não deixam dúvidas de que houve conluio na prisão de Lula. Aqueles que ainda sustentam o argumento de que a atuação de Sergio Moro no processo se deu dentro da normalidade – ou que compram a tese do ex-juiz de que toda a repercussão das conversas é puro “sensacionalismo” – estão fazendo uma opção ética e política de não abandonar o barco.

Minhas lições diárias sobre como um tipo de brasileiro mediano reage diante das informações Vaza Jato vem do grupo de WhatsApp do meu condomínio. Diferentemente de outros grupos bolsonaristas que participei no passado para fins acadêmicos, o grupo do prédio me parece um bom termômetro, pois reúne pessoas de camadas médias de vários posicionamentos políticos.

No grupo, parece persistir um acordo tácito da imoralidade, que ignora o conteúdo das conversas e defende Sergio Moro a qualquer preço. A lógica desses fiéis escudeiros é totalmente contraditória: os mesmos que dizem que os fins justificam os meios (tudo bem fazer uns acordos por Telegram para prender “uma organização criminosa” – o PT) não dão credibilidade à Vaza Jato e ao conteúdo nefasto por ela revelado justamente por acreditar que os “meios” são ilegais e criminosos – mesmo que o Intercept nunca tenha revelado sua fonte.

Os fins justificam os meios sujos da Lava Jato porque, há tempos, a questão em jogo não é a justiça, mas um comportamento de torcida marcado pelo fanatismo em uma cruzada do “bem” contra o “mal”.

No grupo, abundam mensagens de Moro como justiceiro que fez o que tinha que fazer para detonar “a quadrilha”. No país em que linchamentos ainda ocorrem com frequência e que execuções da polícia são aplaudidas pelo presidente eleito, não deveria surpreender que a Lava Jato seja vista por muitos como um aparato justiceiro personalista. Na sanha antipetista, quanto mais vazam conversas que demonstram a parcialidade de Moro, mais se admira o herói que age sozinho contra o PT e o Lula desenhados, nos últimos anos, como os responsáveis por todos os males do país.

No livro “Como Morrem as Democracias”, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt nos lembram que quando demagogos e autoritários governam um país o que resta das instituições democráticas é apenas uma carcaça: por dentro foi tudo corroído por políticos que intimidam a imprensa, rejeitam o resultado das eleições e tratam rivais como terroristas a serem eliminados.

Por fora, a atuação de Sérgio Moro na Lava Jato é instrumento democrático anticorrupção de transparência política, mas, por dentro, se revela como um mecanismo de erosão da democracia, do esgotamento dos parâmetros legais, do ataque à imprensa livre e da justaposição de valores ideológicos que visam punir oponentes e proteger aliados.

Mas a casa caiu. E até a carcaça democrática – na qual boa parte da imprensa hegemônica se apegava para defender a operação – colapsou. Por muito tempo, o Jornal Nacional, por exemplo, podia alegar neutralidade na cobertura da operação, cuja lisura se colocava acima de qualquer suspeita. Sob o ponto de vista político e legal, sempre houve reivindicações de que o processo de Lula era ideológico, mas é igualmente verdade que juristas estavam divididos na interpretação de evidências do caso. Tal suposta postura de imparcialidade agora não é mais possível de ser mantida porque os diálogos estão acessíveis a todos. E os espectadores podem ver com mais clareza as opções editoriais, o que é dito, como é dito e, principalmente, o que não é dito.

Semana passada, Sergio Moro declarou, em sessão no Senado Federal, que não havia pedido afastamento da procuradora Laura Tessler da equipe da audiência com Lula. Moro reclamou ao chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, que o desempenho em inquirições de Tessler não era bom, e Dallagnol encaminhou o comentário ao procurador Carlos Fernando Lima, conforme revelou o jornalista Reinaldo Azevedo, em parceria com o Intercept. Laura Tessler deixou o caso Lula após a troca de mensagens. Na repercussão dos diálogos, o Jornal Nacional optou por omitir o fato mais importante da história: Tessler foi, sim, afastada do depoimento. A emissora está fazendo uma opção – que não é inédita na história – em apoiar o autoritarismo.

O problema de posicionamentos como o do Jornal Nacional é que eles são também responsáveis não apenas pela apatia moral do grupo do WhatsApp do condomínio, como também pelas hordas fanáticas bolsonaristas. São responsáveis por não fazer nada para barrar o crescimento desses grupos.

Ao observar a repercussão da Vaza Jato, não me restam dúvidas de que o maior desafio que hoje tempos no campo progressista é conseguir medir a extensão do núcleo duro bolsonarista. É justamente esse núcleo, disposto a tudo em sua saga ensandecida contra o “mal”, que precisa retrair e voltar a ser inexpressivo.

Só é possível derrotar a extrema direita constrangendo-a e a deixando isolada. Desnudar as artimanhas do ministro da Justiça – que até então conseguia ainda manter uma aura de lisura ética – é uma arma fundamental nessa batalha que visa a disputar politicamente quem ainda é disputável. É para essas pessoas que precisamos falar.

Disputar não significa brigar com o vizinho que enviou o meme de Moro herói no condomínio, mas conseguir falar com aquele que não respondeu. É tentar atingir milhões de brasileiros que podem não ter conhecimento formal acerca do papel dos operadores do direito, mas que entendem que juiz deveria ser imparcial. É para essas pessoas que precisamos falar.

Disputa se faz com informação. Otimista incurável que sou, penso que a Vaza Jato é um antídoto contra o autoritarismo, que hoje se fortalece por meio de táticas que incluem uma ampla cooperação entre diversos meios. Se a estrutura institucional legal está sendo corroída aos poucos, é também a conta-gotas que o conteúdo das conversas vai sendo divulgado, reconquistando a confiança no jornalismo e ajudando a formar um cordão democrático que revele a verdade e ajude a reconstruir a parte do tecido social que foi rompida nos últimos anos.

FONTE: The Intercept Brasil

Centro Técnico Audiovisual oferece oficinas gratuitas para jovens

Por meio de parceria com a Firjan e o Senai, centro técnico da Secretaria do Audiovisual oferece capacitação em iluminação, sonorização e fotografia

O Centro Técnico Audiovisual (CTAv) da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cidadania retoma parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Um novo grupo de capacitações gratuitas em audiovisual é lançado, com três temas disponíveis para a escolha do cidadão: A luz no cinema e na Tv, com Edinho Alves; A construção sonora de uma obra audiovisual, por Pedro Coelho; e Still de cinema, com Vantoen Pereira Júnior.

Os interessados têm entre essa segunda (24) e o dia 28 de junho para preencher o formulário online de inscrição, podendo submeter o pedido para mais de uma oficina. A idade mínima para participação é de 16 anos e não há necessidade de experiência e/ou conhecimento prévio na área.

São 50 vagas disponibilizadas para cada oficina, que serão preenchidas segundo a ordem de inscrição, priorizados aqueles que tenham renda mensal familiar inferior ou igual a três salários-mínimos (R$2.994,00).

A lista de selecionados será publicada na semana seguinte às inscrições, no site do CTAv. As capacitações acontecem em julho no Centro Técnico Audiovisual, que fica localizado na Av. Brasil, 2482, Rio de Janeiro. Para mais informações, contate formacao.ctav@cultura.gov.br.

Veja abaixo os descritivos de cada oficina e acesse o formulário de inscrição:

A luz no cinema e na tv

A iluminação é um dos mais enigmáticos elementos da sétima arte. Característica marcante de diversos gêneros do Cinema (ex. Cinema Noir), tem em sua técnica capacidade de criar ambientações diversas. A tecnologia digital vem proporcionando à televisão uma aproximação da estética cinematográfica.

Professor Edinho Alves: Técnico em eletricidade e iluminação para cinema e vídeo, já trabalhou em mais de cinquenta longas nacionais e, aproximadamente, vinte produções estrangeiras

Data: Dias 08 de julho (segunda-feira), 10 de julho (quarta- feira) e 12 de julho (sexta-feira)
Duração: 12 horas
Ementa:

  • Como relacionar Luz e Gênero Cinematográfico
  • Como a Iluminação em Tv se aproxima da Linguagem Cinematográfica?
  • Princípios de iluminação

A Construção Sonora de uma obra audiovisual

A evolução tecnológica proporcionou e vem proporcionando ao cinema a exploração de novas dimensões narrativas e dramáticas para suas estórias. Uma das mais relevantes e que ainda concentra muitos mistérios e mitos é a dimensão sonora, tanto nas telas quanto fora delas. Essa paixão humana pelo som tem proporcionado grandes investimentos e melhorias no mercado audiovisual. Para acompanhar esses avanços, os profissionais de áudio e até do cinema como um todo, precisam se manter atualizados tanto em linguagem sonora quanto em técnicas de produção de áudio.

Professor Pedro Coelho: Professor do curso de sound design e trabalha na criação filmes de animação e ficção, como “Vidas Cruzadas”, “Missão Madrinhas de Casamento”

Data:  Dias 24 de julho (quarta- feira) e 26 de julho (sexta-feira)
Duração: 8 horas
Ementa:

  • O que é o som? Estímulo sensorial e fenômeno físico.
  • Qual é e como se dá a nossa relação com ele?
  • Breve história do som no cinema.
  • Workflow da produção de áudio para o audiovisual. Da pré-produção até a finalização na pós-produção.
  • A importância do som na pré-produção.
  • O áudio na produção e no set.
  • Etapas da pós-produção.
  • Explorando a linguagem sonora e as dimensões dramáticas e narrativas do som.
  • Construindo um conceito sonoro coerente e objetivo para o projeto audiovisual.

Still de Cinema

O trabalho de um fotógrafo de Still de Cinema, é um profissional que acompanha as filmagens, fazendo o “making of” do trabalho e produzindo fotos que serão usadas para a divulgação na imprensa, cartazes e folders.

Professor Vantoen Pereira Júnior: Fotógrafo há 40 anos, atuando em produções cinematográficas, foto jornalística e publicitária, TV e Vídeo.

Data: Dias 29 de julho (segunda-feira) e dia 31 de julho (quarta- feira)
Duração: 8 horas
Ementa:

  • O que é Still? O que é Still no Cinema?
  • Trabalho em equipe.
  • Relação com diretor de fotografia.
  • Interpretação de Roteiro, etilos de cenas
  • O Cartaz

FONTE: ASCOM/Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania