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Pesquisa sobre uso de drogas: Curso de Atualização está com inscrições abertas até 16/01

A Gestão Acadêmica, juntamente com o Laboratório de Informação em Saúde (LIS), ambos do Icict/Fiocruz, estão oferecendo o curso de atualização em ‘Metodologia Científica para Pesquisa sobre o Uso de Drogas’, com a coordenação dos pesquisadores Francisco Inácio Bastos e Carolina Coutinho, do LIS/Icict.

O curso, que é oferecido anualmente, está com 10 vagas disponíveis e tem como público alvo profissionais graduados atuantes na área de Saúde Pública e estudantes de pós-graduação em Saúde Pública e afins. Com carga horária de 40 horas, a atualização tem por objetivo capacitar o profissional para o desenvolvimento de projetos de pesquisa integrados a sua prática usual, e desta maneira contribuir para geração de conhecimento científico e melhoria dos serviços públicos de saúde e atenção.

Os interessados podem se inscrever até o dia 16/01/2019, pelo site da Plataforma SIGA (www.sigals.fiocruz.br), seguindo os links: Inscrição > Presencial > Atualização > Icict > Metodologia Científica para Pesquisa sobre Uso de Drogas – 2019/Sede.

O curso será realizado de 04 a 08 de fevereiro de 2019 e outras informações poderão ser obtidas na Gestão Acadêmica do icict, que fica na Av. Brasil, 4.036, Sala 210 – Prédio da Expansão do Campus, em Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ). Ou pelo e-mail gestaoacademica@icict.fiocruz.br ou pelo telefone (21) 3882-9063, das 9h às 16h.

SERVIÇO
Disciplinas de Verão: “Gerenciamento e análise de dados com o uso do Excel” e “Internet, Saúde e Sociedade”
Carga horária: 60h – 02 créditos (cada disciplina eletiva)
Inscrições: 14/12/2018 a 04/01/2019 – Plataforma SIGA – www.sigals.fiocruz.br – Pelo link: Mural de Notícias > Programa > Informação e Comunicação em Saúde – Icict Disciplinas > Curso de Verão
Período de aulas: “Gerenciamento e análise de dados com o uso do Excel” – 21/01 a 01/02/2019 | “Internet, Saúde e Sociedade” – 28/01 a 01/02/2019
Informações: Gestão Acadêmica – Icict/Fiocruz, Av. Brasil, 4.036, Sala 210, Prédio da Expansão do Campus, em Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ) | E-mail:gestac.ppgics@icict.fiocruz.br | Telefone: (21) 3882-9063 (das 9h às 16h)

FONTE: ASCOM/Fiocruz

FIOCRUZ: Abertas inscrições gratuitas para as Disciplinas de Verão do PPGICS 2019 até 04/01

O Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde – PPGICS/Icict está oferecendo duas disciplinas de Verão — matérias eletivas do Programa oferecidas de forma compacta, em período de férias, em janeiro e fevereiro de 2019.

As disciplinas oferecidas – ‘Gerenciamento e análise de dados com o uso do Excel’ (de 21/01 a 01/02/2019) e ‘Internet, Saúde e Sociedade’ (28/01 a 01/02/2019) – correspondem a dois créditos cada, com carga horária de 60 horas, e as inscrições seguem abertas até o dia 04 de janeiro de 2019.

Leia atentamente a Chamada Pública, que está disponível no site do Icict e faça a sua inscrição pela Plataforma SIGA (www.sigass.fiocruz.br), seguindo o link: Mural de Notícias > Programa > Informação e Comunicação em Saúde – Icict Disciplinas > Curso de Verão.

Outras informações podem ser obtidas na Gestão Acadêmica do Icict, que fica no Prédio da Expansão do Campus, na Av. Brasil, 4.036, Sala 210, em Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ), ou pelos telefones (21) 3882-9033 e 3882-9063, ou pelo e-mail gestac.ppgics@icict.fiocruz.br, colocando no assunto “Disciplinas de Verão 2019”.

SERVIÇO
Disciplinas de Verão: “Gerenciamento e análise de dados com o uso do Excel” e “Internet, Saúde e Sociedade”
Carga horária: 60h – 02 créditos (cada disciplina eletiva)
Inscrições: 14/12/2018 a 04/01/2019 – Plataforma SIGA – www.sigals.fiocruz.br – Pelo link: Mural de Notícias > Programa > Informação e Comunicação em Saúde – Icict Disciplinas > Curso de Verão
Período de aulas: “Gerenciamento e análise de dados com o uso do Excel” – 21/01 a 01/02/2019 | “Internet, Saúde e Sociedade” – 28/01 a 01/02/2019
Informações: Gestão Acadêmica – Icict/Fiocruz, Av. Brasil, 4.036, Sala 210, Prédio da Expansão do Campus, em Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ) | E-mail: gestac.ppgics@icict.fiocruz.br | Telefone: (21) 3882-9063 (das 9h às 16h)

FONTE: ASCOM/Fiocruz

NOMEAÇÃO DE DAMARES ALVES É EXPRESSÃO PERVERSA DA POLÍTICA FEITA POR HOMENS, POR DEBORA DINIZ

Em sua coluna de  semana, Debora Diniz comenta escolha da pastora para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

(Marie Claire, 11/12/2018 – acesse no site de origem)

A nomeação da pastora Damares Alves como ministra é uma das expressões mais perversas da política feita por homens. Se sua presença responde ao clamor por representatividade feminina na política, por ser uma pastora, sua voz conformará o tom evangélico aos direitos humanos. O título Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos não poderia ser mais honesto para a cruzada evangelizadora – direitos humanos será apenas o cosmético vocabulário para a política familista de enquadramento das mulheres.

A pastora não esconde suas pretensões de iniciar uma “revolução cultural” e explica seus princípios – “meninos entregarão flores às meninas nas escolas” para que entendam “que meninos e meninas não são iguais”. A desigualdade a que se refere é simples: “meninas são mais frágeis que meninos”. O uso da linguagem formal de direitos humanos e, em particular, à menção ao princípio da igualdade, não é inocente. Não há teoria de gênero que sustente igualdade de matéria entre os corpos, essa é uma fantasia erótica dos que acreditaram em kit gay ou se arrepiam em imaginar que há crianças transexuais no mundo.

Mulheres são diferentes de homens, velhos de crianças. Há matéria nos corpos e ela é tangível – o que as normas de gênero nos provocam a pensar é sobre os sentidos da matéria para as formas de existir. Nem todas as mulheres terão filhos, nem todos os homens honrarão com sua responsabilidade parental. Foram os estudos de gênero que nos ajudaram a desvincular a matéria dos corpos dos destinos da reprodução – foi uma conquista civilizatória não mais morrer no parto após uma dúzia de filhos como fizeram nossas bisavós ou avós.

A confusão entre matéria e existência é um jogo de linguagem para esvaziar a luta por igualdade entre os homens e as mulheres no mundo. Por isso, não foi por acaso que as primeiras palavras da ministra foram sobre aborto e família. A centralidade da luta feminista no direito ao planejamento familiar tem uma razão evidente, pois é pela naturalização dos corpos que se controlam as mulheres, mantendo-as como cuidadoras e reprodutoras. A pastora reduz as mulheres ao seu papel reprodutivo, em uma caricatura do feminino que nem mesmo corresponde às personagens da ficção do ciclo do açúcar no Brasil – “meu sonho era ficar na rede à espera de joias do marido”, disse ela.

Não se trata apenas de uma narrativa do século 19 em uma mulher na política do século 21. Há perversidade na composição da personagem que, em sua complexidade, transforma os direitos humanos em uma cruzada evangélica sobre como devem se comportar as mulheres, como sexualidade ou aborto devem ser temas prioritários à política familista. Por isso, os primeiros pronunciamentos da ministra pastora não foram sobre os temas vergonhosos da agenda de direitos humanos no país, como o encarceramento ou a violência urbana, mas sobre gênero e sexualidade. Sua ousadia em declarar que “gravidez é um problema que só dura 9 meses, e aborto é para toda a vida” é um sinal de como ignora que a maternidade é um projeto existencial eterno para as mulheres. Ser mãe é uma decisão que só há data de início e o prazo de validade só termina com a orfandade dos filhos.

A razão de tamanha ousadia contra as mulheres é simples – haverá uma divisão de tarefas na agenda de direitos humanos. Caberá ao ministro Moro atuar no campo dos direitos humanos como política criminal; à pastora Damares, a fragmentação da agenda de direitos humanos tendo os direitos reprodutivos das mulheres como objeto da guerrilha moral. A estratégia é cruel e desonesta. O homem do combate ao crime é um herói, a mulher do cuidado da família é uma personagem caricata que balbucia princípios de direitos humanos como fingimento para as entrelinhas missionárias.

FONTE: Agência Patrícia Galvão

Sinitox lança lista atualizada de polos de soro antiofídico no Brasil

Em junho de 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o envenenamento por mordida de cobra em sua lista de doenças negligenciadas – o motivo: o aumento de acidentes com serpentes, com mortes, e o fato de cada vez menos empresas farmacêuticas produzirem o soro antiofídico, gerando escassez do medicamento. No mundo, ocorrem cerca de 79 mil mortes causadas por veneno de cobra, conforme dados de 2016 da OMS. O número de vítimas, em sua grande maioria de países tropicais ou subtropicais, também chama a atenção, são 400 mil pessoas vítimas de problemas de amputações ou perda de visão, por exemplo. Segundo o jornal El País, “muitas das centenas de milhares de vítimas de picadas (de cobra) sofrem um estresse pós-traumático, semelhante ao das vítimas de acidentes de trânsito”.

No caso do Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – Sinitox, só em 2016, foram 3.322 casos, sendo que a partir da faixa etária dos 20 anos até os 49 anos, a média é de 519,75 ocorrências, com a maioria dos casos sendo por mordidas de cobras como a coral verdadeira, a cascavel, a surucucu pico-de-jaca e a jaracaca.

O tratamento, por meio do soro antiofídico, disponível na rede do SUS, é encontrado nos polos de soro para atendimento de acidentes com cobra no Brasil.

Polos de soro

Pensando nesta emergência, o Sinitox disponibilizou em seu site a versão atualizada da lista dos cerca de dois mil polos de soro para atendimento de acidentes ofícidicos no Brasil – “Lista dos Polos de Soro para Atendimento de Acidentes Ofídicos no Brasil”. Segundo Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox, “a atualização da lista trata-se de um trabalho que demandou tempo e energia, pois nem sempre os estados puderam enviar a sua relação de polos”, explica. Para ela, “apesar da importância da informação veiculada no site do Sinitox, é necessário que os estados mantenham essas informações atualizadas. Afinal, isto pode salvar vidas”, explica.

O documento surgiu a partir da pesquisa feita por Nathalie Citeli para sua dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS), do Icict, intitulada ‘Modelagem da Distribuição Potencial de Lachesis Muta(LINNAEUS, 1766) (Serpentes: Viperidae) e a Distribuição do Soro Antilaquético no Brasil’, que buscou identificar a distribuição geográfica potencial da surucucu pico-de-jaca (Lachesis muta) e “contribuir para as estratégias de produção e distribuição do Soro Antibotrópico (pentavalente) e Antilaquético no Brasil – SABL”. A dissertação foi orientada pela Rosany Bochner e co-orientada por Mônica de Avelar Magalhães, pesquisadora do Núcleo de Geoprocessamento em Saúde, do Laboratório de Informação em Saúde (LIS), do Icict.

“A relevância desse estudo está voltada para a otimização do atendimento dos acidentes por essa serpente, a surucucu”, afirma Bochner. Ela chama a atenção de que Citeli, em sua pesquisa, conseguiu “trabalhar com um problema de saúde – acidentes ofídicos, considerado negligenciado no Brasil e no mundo; concentrar em uma determinada espécie de serpente, a Lachesis muta (surucucu) e realizar um mapeamento dos polos de aplicação do soro antiofídico em atividade no Brasil”, explica a oordenadora do Sinitox.

Lachesis muta

A surucucu pico-de-jaca se concentra mais na região norte do país. “Pela similaridade do quadro clínico entre essa serpente e as do gênero Bothrops (jararacas), é importante atentar para a distribuição nessas regiões do soro bivalente, anti-botrópico-laquético”, fala a coordenadora do Sinitox.

A escolha da Lachesis muta, ou surucucu, não foi por acaso. Segundo, Nathalie Citeli esta cobra é a maior serpente peçonhenta das Américas e “com potencial de causar envenenamentos majoritariamente graves, levando a sequelas e até mesmo óbito. É, sem dúvida, a espécie brasileira de manutenção em cativeiro mais delicada. Isso é refletido na dificuldade que as instituições produtoras de soro passam para manter esses animais em planteis, e por consequência, produzir o soro. Estudar essa espécie é poder auxiliar na distribuição do soro e no tratamento eficaz dos acidentes.”, explica Citeli.

Risco na região norte

Em uma entrevista ao site do Icict, a aluna do PPGICS falou um pouco mais sobre a sua dissertação.

Cruzando os locais onde há maior incidência de cobras surucucu e a localização de postos com soro antilaquético, o que o seu estudo demonstrou? 

Identificamos que aproximadamente 15% dos municípios que apresentaram adequabilidade para ocorrência da espécie não possuem polos de soro. Isso é preocupante, pois em caso de acidentes a pessoa atingida precisará se deslocar para outro município. Sabe-se que o tempo entre a picada e o atendimento é crucial para uma boa recuperação. Sugerimos que outros estudos com animais de importância médica sejam desenvolvidos para embasar a localização dos polos, e futuramente, a escolha desses locais seja reavaliada.

Por que você decidiu criar uma modelagem da distribuição potencial da surucucu?

Como mencionado acima, entender a distribuição da espécie e prever áreas potenciais de ocorrência do animal nos ajuda na orientação de locais estratégicos para receber o soro. A partir dos modelos, indicamos os municípios prioritários, não só para recebimento de antiveneno, como também para esforços em educação ambiental e educação em saúde.

Que dados você destacaria com a criação desta modelagem? Há incidências em que cidades e regiões?

A parte mais importante do Brasil para receber o soro antibotrópico (pentavalente) e antilaquético (SABL) é a região norte. Nossos resultados incluem maiores incidências de acidentes por surucucu e maiores suportes climáticos. Os cinco municípios com os maiores valores de adequabilidade para ocorrência da espécie (por ordem de classificação) foram: Eirunepé, no Amazonas; Mâncio Lima, no Acre; Ipixuna; Envira e Guajará (ambos no Amazonas).

A identificação das regiões prioritárias para receber o SABL é a mais importante. Levar em conta a distribuição do animal com base em registros de coleções científicas é a forma mais segura de pensar como o soro deve ser disponibilizado pelo país. Fizemos isso de forma criteriosa, com base em visitas que fiz em acervos e revisões da literatura. A utilização de modelos pode ser muito útil para esse tipo de planejamento. Esperamos encorajar novas pesquisas nesse âmbito.

Quando a sua dissertação estará disponível para o acesso aberto?
Em breve, estamos terminando de escrever o artigo científico que irá tratar da Lachesis, incluindo acidentes e polos de soro. A publicação da lista de polos é apenas uma parte do trabalho, que irá se transformar em um mapa interativo no site do Sinitox.

No site do Sinitox

O documento “Lista dos Polos de Soro para Atendimento de Acidentes Ofídicos no Brasil” pode ser acessado por aqui ou clicando na imagem abaixo.

FONTE: ASCOM/Fiocruz