Endereço: CRS 505, Bloco A Entrada 11 Sala 105 - CEP: 70.350-510 - Asa Sul - Brasília/DF | Fone: (61) 3256-0803 | 3256-0802 | 9 9558-5735

Funarte abre inscrições para programa de capacitação técnica

O Rio de Janeiro (RJ) recebe, entre os dias 11 e 14 de dezembro, a última etapa do Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018. Serão oferecidas ao público doze oficinas gratuitas nas áreas das artes cênicas, música e artes visuais. Os cursos têm duração de 20 horas cada e são ministrados por profissionais reconhecidos no mercado. Confira aqui a programação completa.

Para participar das oficinas, os interessados devem preencher, até o dia 5 de dezembro, o formulário on-line nos links disponibilizados no portal da Fundação Nacional de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). As inscrições serão confirmadas no primeiro dia do curso e, se houver desistências, o número de vagas poderá ser ampliado. A lista preliminar de inscritos será divulgada no dia 7 de dezembro.

Na capital fluminense, serão ministradas as seguintes oficinas: Aprimoramento Vocal do Ator, com Angela de Castro; Composição Coreográfica, com Alex Neoral; Direção Cênica, com Eduardo Wotzik; O Corpo na Cena, com Marluce Medeiros; Produção e Administração Teatral, com Cacau Gondomar; Lutheria, com Orlando Ramos; Gestão Cultural, com Paula Brandão; História da Música Brasileira, com Luís Pimentel; Trilha Sonora, com Rodrigo Marsillac; O Educador-Artista: Performatividade e Práticas da Liberdade, com Bianca Bernardo; Performance negra nas artes visuais: corpo, tempo, espaço e política, com Tiago Sant’Ana; e Elaboração e Gestão de Projetos em Artes Visuais, com Ana Paula Santos.

O Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018 teve início em julho deste ano e já passou por seis cidades brasileiras: Goiânia (GO), Londrina (PR), Campina Grande (PB), Campinas (SP), Belém (PA) e Fortaleza (CE). A última etapa é no Rio de Janeiro (RJ). No total, cerca de três mil pessoas serão capacitadas pelo programa, que pretende valorizar o processo criativo, contribuindo para o aperfeiçoamento técnico e artístico dos participantes e para a geração de emprego e renda.

FONTE: ASCOM/Ministério da Cultura

Estudante de escola do campo é premiado com medalha de ouro na Obmep 2018

Everton Mendes de Almeida, 14 anos, é um dos 26 estudantes brasilienses que ganharam medalha de ouro na 14ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Particulares (Obmep) 2018.

Estimulado pelos pais, pela professora aposentada Rosa e por toda a equipe de docentes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Rio Preto – uma escola do campo da rede pública do Distrito Federal, situada no Núcleo Rural Rio Preto –, o estudante do 9º Ano disputou conhecimento com 18 milhões de participantes. Só no DF, 239.962 estudantes de escolas da rede pública e, mais 10.521, da rede privada, inscreveram-se para participar olimpíada.

Ao todo, 364 escolas participaram, entre públicas e privadas. A medalha de ouro foi conquistada por 23 estudantes da rede pública e, por três, da rede privada. A de prata, por 59 estudantes da rede pública e, seis, da privada; e, a de bronze, por 107 estudantes da rede pública e, 21, da rede privada.

Everton diz que, agora, pretende estudar mais ainda para disputar o ouro internacional e ingressar no curso de engenharia mecatrônica da Universidade de Brasília (UnB).“O ouro sempre foi meu sonho. Achei que nunca conseguiria, mas, finalmente, consegui. Está sendo uma experiência incrível”, declara o estudante.

Nos dois últimos anos ele ganhou medalha de bronze e, em 2015, quando ainda era estudante do CEF 03, de Planaltina, recebeu uma menção honrosa em matemática. O irmão dele, Renan, de 13 anos, também também estudante do CEF Rio Preto, recebeu menção honrosa na Obmep este ano.

Nas olimpíadas da própria escola, Everton ganhou outras premiações. Ele gosta de enfrentar desafios e disse que a parte mais difícil da prova de matemática deste ano foram as questões sobre análise combinatória. “Tem muitos assuntos da matemática que eu nunca estudei na escola, mas faço parte do PIC/UnB, e, nele, aprendi isso”, conta.

O Programa Institucional de Iniciação Científica Ensino Médio (PIC-EM), da UnB, é oferecido a todos(as) os(as) medalhistas da Obmep. O estudante também participou da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e foi classificado na 93ª posição. Os 300 estudantes selecionados pela Obmep são inscritos na OBM, uma olimpíada nacional que classifica os melhores para participarem da Olimpíada Internacional de Matemática.

“O CEF Rio Preto é uma escola do campo que atende ao Núcleo Rural Rio Preto e, há 5 anos, atende também a estudantes do 6º ao 9º ano, a comunidade Rajadinha. “Everton não é dedicado somente em matemática, mas em todas as outras disciplinas. É um estudante exemplar. A professora Rosa descobriu a afinidade dele pela matemática e investiu. Só que, para isso, o estudante tem de querer”, comenta a diretora Filomena Sousa Caldas, mais conhecida como Mena Caldas.

Nilza Cristina G. dos Santos, diretora do Sinpro-DF e da CUT Brasília, ressalta que “apesar do desmonte da educação pública, do descaso e dos ataques aos profissionais da educação, e o exemplo claro disso é a Lei da Mordaça, tudo com vistas a sucateá-la para uma posterior privatização, a escola pública é capaz de educar para o conhecimento e de formar cidadãos para o Distrito Federal, sem perder a qualidade”.

E acrescenta: “Ela oportuniza as chances que esses estudantes jamais teriam, mesmo com a escola e os profissionais da educação sem a valorização que deveriam ter, há resultados excelentes como este. Isso mostra que a maioria dos professores e das professoras faz questão de trazer para a escola pública do DF um ensino gratuito, laico, de qualidade referenciada, com oportunidade para todos”.

FONTE: SINPRO/DF

Sobras de tecido serão fonte de renda para mulheres no DF

Projeto realizado no Recanto das Emas e na Estrutural oferece capacitações para customização de roupas, estimula empreendedorismo e desperta consciência para sustentabilidade

Duas regiões administrativas do Distrito Federal que estão entre as de menor renda do Estado – Estrutural e Recanto das Emas – começam a ter um projeto que abrange a sustentabilidade nos níveis econômico, social e ambiental.
 
Trata-se do projeto Oficina de Costura Mais Renda, iniciativa realizada pelo Instituto Proeza com o apoio da Fundação Banco do Brasil (FBB). A ideia do projeto é reutilizar retalhos de tecido e roupas que seriam descartadas para a confecção de novas peças, permitindo gerar ganhos mensais e autonomia para mulheres que moram nessas regiões do DF e vivem em situação de vulnerabilidade social.
 
A iniciativa oferece, gratuitamente, capacitação em bordado manual, crochê, costura em máquina industrial, tecelagem, tingimento orgânico, panificação, educação financeira e plano de negócios. 
No final de julho, o Recanto das Emas recebeu as primeiras oficinas de bordado e crochê. O interesse foi grande, com 90 alunas inscritas, sendo que mais da metade das participantes foi encaminhada pela rede de assistência social. Muitas delas, inclusive, são vítimas de violência doméstica, segundo a presidente do Instituto Proeza, Kátia Ferreira. Mais importante que a capacitação para o trabalho, as alunas constroem um espaço de amizade e confiança. “Para mim está sendo excelente, porque além da renda, ajuda muito no psicológico da gente, na autoestima”, afirma Maria Juliana da Silva, de 43 anos, que já fez aulas de bordado no Instituto e agora está utilizando o projeto para aprimorar a habilidade.
 
Outro motivo de satisfação para as participantes é que as filhas podem frequentar aulas de balé oferecidas por uma professora voluntária no mesmo horário das oficinas. É uma forma de deixar as mães despreocupadas e estimuladas para o aprendizado. Ana Lídia é uma das alunas da turma de crochê e leva sua filha de 6 anos para as aulas de balé. Ela relata a satisfação de mãe e filha com o projeto. “Ela está gostando muito e eu posso estar perto dela, participar e acompanhar”. Em breve, uma nova atividade extra curso promete trazer mais filhos para lá: estudantes voluntários da Universidade de Brasília (UnB) darão aula de reforço escolar de várias disciplinas.
 
Além disso, o projeto cresce e em breve serão oferecidas oficinas de panificação com a estruturação de uma unidade de produção de pães e confeitaria. Esse é um pedido que veio da própria comunidade, já que muitas mães têm como prática a produção caseira de pães e bolos. A expectativa é que a padaria venda as guloseimas na própria região e abasteça com lanche os eventos relacionados à divulgação dos produtos feitos pelas costureiras.
 
E tem mais! Para as mulheres aprenderem a gerir as finanças do empreendimento coletivo ou individual que surgirão após as capacitações, o projeto também oferecerá oficina de educação financeira e plano de negócios.
 
Produção responsável
 
Enquanto as participantes aprendem novos ofícios, os idealizadores do projeto articulam parcerias para viabilizar a matéria-prima para os novos produtos finalizados pelas futuras costureiras. Já contam com doadores de tecidos e de roupas usadas para a customização e confecção de peças novas. 
 
Kátia Ferreira, do Instituto Proeza, pesquisou iniciativas de reciclagem de produtos têxteis e disse que a indústria da moda causa bastante impacto ambiental.  No segundo lugar no ranking das mais poluentes, perde apenas para a indústria do petróleo. O impacto ocorre em toda a cadeia produtiva têxtil, com a contaminação do solo, consumo de água e de energia, emissões de gases poluentes e geração de resíduos. Em levantamento feito com confecções do DF, Kátia estima que são geradas cerca de 155 toneladas de retalhos por mês na região. “Conseguir resíduos como matéria-prima para o projeto é fácil. As grandes confecções têm tanta necessidade de fazer o descarte que estão doando e ainda oferecendo a logística para entregar”, afirma Kátia.
 
As atividades são orientadas para o reaproveitamento de materiais, inclusive no tingimento, que vai utilizar matéria-prima natural, como borra de café, sobras de legumes de feiras livres (cenoura, beterraba, cebola) e madeiras descartadas em podas de árvore. Além do baixo custo, os corantes naturais também têm a vantagem de não contaminar a água e o solo. 
FONTE: ASCOM/Fundação Banco do Brasil