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NICOLAS BEHR LANÇA EDIÇÃO FAC-SÍMILE DOS SEUS LIVROS MIMEOGRAFADOS

Acondicionados em uma pequena caixa de papel, os cinco primeiros livrinhos do poeta Nicolas Behr, impressos em mimeógrafo entre 1977 e 1979, serão relançados no Bar Beirute no próximo dia 5 de dezembro. A publicação inclui os títulos Iogurte com Farinha, Grande Circular, Caroço de Goiaba, Chá com Porrada e Bagaço e tem tiragem limitada.

Com esta reedição, a SEMIM Edições homenageia Behr, comemorando 41 anos do lançamento de Iogurte com Farinha. Iniciativa do poeta Sóter, o projeto visa resgatar a memória literária de Brasília, com foco na produção das décadas de 1970 e 1980. Já tiveram suas primeiras edições contempladas os poetas Paulo Tovar e Climério.

“A autoedição dos livrinhos era uma verdadeira febre entre os poetas, principalmente os mais jovens”, relembra Behr. Os autores faziam parte da chamada poesia marginal e ficaram conhecidos como geração mimeógrafo, graças à técnica utilizada na produção dos livros. “A gente mesmo imprimia os livrinhos e os vendia de mão em mão nos bares, filas de cinema, teatros e escolas”. Para Behr, essa foi a uma fase “heróica” da poesia brasileira.

“A chamada ‘poesia marginal’ teve sua importância no cenário dos anos 1970, pois desafiou a censura, o regime militar e o sistema editorial, dando voz a muitos poetas. Foi uma ruptura sim”, destaca Behr.

Por conta dos livros mimeografados, agora reeditados pela SEMIM, Nicolas Behr foi preso pelo DOPS em agosto de 1978.  Processado por “porte de material pornográfico”, o poeta foi absolvido no ano seguinte. A edição fac-símile da obra é uma oportunidade para o leitor se aprofundar tanto na poesia de Behr quanto na geração mimeógrafo.

Serviço

Data: 5 de dezembro, quarta feira

Local: Bar Beirute, 109 sul

Horário: a partir das 18 horas

Preço: R$ 35,00

Informações:

Nicolas Behr – 99982 0418

Sóter – 99964 8439

SEIS MULHERES SÃO VÍTIMAS DE FEMINICÍDIO A CADA HORA, SEGUNDO A ONU

Um total de 137 mulheres são vítimas a cada dia de assassinatos em 2017, seis por hora, cometidos pelos seus companheiros, ex-maridos ou familiares, quase sempre homens, segundo um relatório publicado neste domingo pelas Nações Unidas.

(EFE, 26/11/2018 – acesse no site de origem)

“No mundo todo, em países ricos e pobres, em regiões desenvolvidas e em desenvolvimento, um total de 50 mil mulheres são assassinadas todo ano por companheiros atuais ou passados, pais, irmãos, mulheres, irmãs e outros parentes, devido ao seu papel e a sua condição de mulheres”, denuncia o relatório.

O documento, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (Onudd), indica que 58% de todos os assassinatos de mulheres em 2017 foram cometidos por companheiros ou familiares, o que faz com que o lar seja o “lugar mais perigoso para as mulheres”.

“As mulheres continuam pagando o mais alto preço como resultado dos estereótipos de gênero e desigualdade”, afirma o documento “Assassinato de gênero de mulheres e meninas”.

O relatório indica que os assassinatos de mulheres por parte dos seus companheiros “é frequentemente a culminação de uma violência de longa duração e pode ser prevenida”.

A ONU considera que um “aspecto crucial” para enfrentar o problema é envolver os homens na luta contra o feminicídio e “desenvolver normas culturais que se afastem da masculinidade violenta e dos estereótipos de gênero”.

Entre outros assuntos, se menciona como uma boa política de prevenção a “educação precoce de meninos e meninas, que promova a igualdade de gênero e ajude a quebrar os efeitos negativos dos papéis de gêneros estereotipados”.

FONTE: Agência Patrícia Galvão

Abraço Negro reforça necessidade de combate ao racismo nas escolas

A Secretaria de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro/DF) realizou na última semana o Abraço Negro. A atividade marcou  o Dia da Consciência Negra e é apenas um entre os diversos projetos coordenados pela secretaria.

De acordo com a diretora da pasta, Elbia Pires de Almeida, o projeto é desenvolvido pelo Sinpro há dez anos e visa combater o racismo nas escolas e, desde cedo, inserir os estudantes na temática.

No dia da celebração do Abraço Negro, o auditório do Sindicato recebeu alunos de todo o Distrito Federal para debater assuntos sobre políticas públicas, integridade racial e problemas sociais, além de expor trabalhos desenvolvidos pelos  discentes que tratam sobre a importância da Cultura africana e combate ao preconceito. Nesta edição, foram lembrados Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra contra a escravidão e Marielle Franco, política  brutalmente assassinada no início do ano.

“Diversas escolas desenvolvem o Abraço Negro conosco. A ideia do projeto surgiu a partir da necessidade de realizar o enfrentamento do racismo nas escolas. Ninguém nasce racista, por isso, nosso trabalho busca através do diálogo e da pedagogia desenvolver nas crianças o respeito a todos os seres humanos e aceitação da diversidade. Vemos que a atividade tem gerado resultados positivos, pois os discentes levam essa discussão para casa. Nossa intenção é que o projeto cresça ainda mais”, explica a diretora.

Para a educadora Lucilene Costa, uma das palestrantes que participou da celebração do Abraço Negro, a atividade do Sinpro é fundamental para gerar a reflexão sobre a importância da Lei 10.639/03, que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo escolar. Segundo ela, este é um dos mecanismos que visam romper com o racismo e levar aos estudantes formação sobre esta cultura que está presente no dialeto, na culinária, na música e em tantos aspectos do Brasil.

“Precisamos valorizar a cultura africana e mostrar não apenas para os alunos, mas para toda a sociedade, uma África que não é apenas fome, miséria e guerra. Queremos que os alunos tenham orgulho dos seus antepassados e que eles sejam multiplicadores desse debate. Sem dúvida, vivemos em uma sociedade racista. O racismo é um problema social e se é social é dever da escola trabalhar no combate. Acredito nas nessas crianças e adolescentes  e sei  que elas podem fazer a diferença. Queremos um ensino em que estudantes negros se sintam representados e vamos lutar para garantir políticas públicas de valorização e respeito, pois ainda há muito que ser feito”, explica.

FONTE: SINPRO/DF

João Carlos Martins leva o Orquestrando o Brasil para a Paraíba

O maestro e pianista se reúne com regentes e coordenadores culturais do estado, no próximo sábado, dia 1º de dezembro, em João Pessoa, para divulgar o projeto e integrar novas orquestras e bandas à iniciativa

Idealizado pelo maestro João Carlos Martins e desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil, SESI/SP e FIESP, o Orquestrando o Brasil é uma plataforma digital que visa disseminar conteúdos, oferecer capacitação para regentes e músicos, além de ser uma ferramenta para a troca de conhecimento,

construindo uma relação permanente e online de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local. Um canal de comunicação, informação e interação, que tem o objetivo de unir os músicos do país.

Mais do que uma plataforma, o Orquestrando o Brasil é um projeto de mobilização social através da música, melhorando a interlocução dos regentes e coordenadores com os poderes públicos e a sociedade, apresentando novas oportunidades de atuação e unindo os músicos em prol de uma causa única.

O projeto que já agrega 150 grupos, reunindo aproximadamente 5 mil músicos, chega à Paraíba. No próximo sábado, o maestro se reunirá com regentes e coordenadores culturais para explicar como funciona o projeto e conhecer um pouco do trabalho realizado na região. O encontro será realizado no Teatro Santa Roza, em João Pessoa.

Além do encontro com regentes, de 28 a 30 de novembro, o maestro aproveitará também para conhecer alguns projetos sociais, voltados para a área de música, nas cidades de João Pessoa e Santa Rita. Os projetos são: CEFEC-PB, em Marcos Moura, Santa Rita, que atende cerca de 600 crianças e jovens de baixa renda; a unidade do PRIMA, também em Marcos Moura, projeto do Governo do Estado da Paraíba que atende mais de mil crianças e jovens, em 15 polos espalhados pelo estado; dois polos do projeto Ação Social pela Música, apoiado pela Prefeitura de João Pessoa, em Mangabeira e Alto do Mateus; o projeto Uma Nota Musical que Salva, que desde 2011 atua em Mandacaru, na terceira comunidade mais violenta de toda região nordeste do Brasil; além da Banda Marcial Padre Nicola Mazza e o Projeto Ciranda, em Alto do Mateus.

Serviço:

Encontro com Maestros e Coordenadores Culturais

Sábado, 1º de dezembro

das 10h30 às 11h30

Teatro Santa Roza (Praça Pedro Américo, s/n – Centro)

Necessário confirmação de presença através do email: orquestrandobrasil@gmail.com

FONTE: ASCOM/Orquestrando o Brasil