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Escola com Mordaça defende a violência contra a mulher

Os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher começou,  no mundo, no dia 25 de novembro (Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres), mas, para nós, no Brasil, já estamos na data desde o dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra, justamente porque as mulheres negras são dentre as mulheres as mais atingidas pela violência.

No Brasil, a situação da violência contra a mulher só tem piorado, afetando todas as gerações e identidades, as brasileiras são vítimas de violência doméstica, assédios nos espaços públicos e no trabalho e o feminicídio ataca uma tupiniquim a cada 90 minutos.

No Distrito Federal e Entorno, o quadro não é diferente, os crimes de estupro cresceram entre as brasilienses. Esse crime aumentou, principalmente, entre as menores de 14 anos. Já é de conhecimento de muitxs que o estuprador é, em 70% dos casos, uma pessoa de confiança da vítima, ou seja, pai, padrasto, irmão, tio, namorado, primo. Esse dado revela que as vítimas, muitas vezes, encontravam-se no lar no momento em que passaram por essa violência.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados, o projeto do Escola sem Partido, ou, como melhor denominamos, “Escola com Mordaça”. O projeto tem no seu preceito fundamental a determinação de que professorxs não podem ensinar nada que vá contra os princípios filosóficos e morais da família do e da estudante, podendo, no descumprimento da lei, o docente vir a ser punido com  prisão de 3 meses a 1 ano.

Esses projetos nos acusam de doutrinar, assediar e constranger, politicamente,  os/as estudantes e ainda de praticar a “ideologia de gênero” que significa influenciarmos na orientação sexual ou na própria identidade sexual dxs nossxs estudantes .

Além das desigualdades de gênero, caracterizadas, entre outras questões, pelos altíssimos níveis de violência contra a mulher, somos um dos países com uma das maiores desigualdades sociais do planeta, o  que é determinante para todo esse clima de violência que vivemos.

Defendo uma escola como espaço de buscar soluções para os problemas que afligem a nossa sociedade. Ao depararmo-nos com problemas como fome, falta de moradia, desemprego, caos na mobilidade urbana, violência contra as mulheres, não é possível nos mantermos neutras e neutros perante essas situações:  é preciso educar para a paz , é preciso educar para a igualdade.

Se recebemos em nossas salas meninas que foram abusadas em casa, vamos nos calar porque como agiremos irá contra  o preceito filosófico da família, que é uma família, filosoficamente e moralmente, abusadora?

Se temos de nos calar perante a todas essas injustiças, só posso concluir que, os(as) defensores(as) da Mordaça nas escolas são também defensores(as) da violência contra a mulher e da violência doméstica, são defensores(as) de toda a forma de desigualdade, defendem a ideia de que mulheres e homens pobres não podem ascender social e economicamente a espaços que promovam a maior equidade social. Ou seja, defendem o Brasil do jeitinho que o país se encontra hoje: desigual e violento.

Por isso, nós, educadoras brasileiras, nesses 21 Dias de Ativismo temos a responsabilidade de informar e de mobilizar a comunidade escolar contra esse Projeto do Escola com Mordaça, por meio das assembleia semestrais, conversando com mães, estudantes, responsáveis, colegas do magistério.

A Lei da Mordaça vem para censurar professorxs e estudantes que buscam uma vida socialmente mais justa. Nessa aula, a principal lição é com  a história da humanidade: nenhuma sociedade se desenvolveu a ponto de ofertar dignidade e qualidade de vida a seus membros sem antes passar por um profundo processo educacional emancipatório e libertário.

FONTE: Sinpro/DF

Beneficiários do BPC precisam se inscrever no Cadastro Único até dezembro

Cerca de 1,7 milhão de pessoas ainda não fizeram o registro

onathan Malta dos Santos, de 2 anos, adora brincar com os bonecos de feltro que a visitadora do Criança Feliz traz toda semana. A mãe, Antônia Elisângela, de 33 anos, relata, orgulhosa, cada obstáculo que o menino consegue vencer. A alegria tem uma razão: Jonathan tem síndrome de Down e o diagnóstico veio tarde, somente depois do nascimento. Foi assim que ele começou a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A família mora em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza (CE). Antônia tem mais 2 filhos e conta que dedica 100% do seu tempo para os cuidados com Jonathan. Por isso, muitas vezes é difícil sair de casa em busca de um emprego formal. Segundo ela, o BPC é um grande alívio nas contas da casa. “Consigo comprar tudo que o Jonathan precisa: alimentação, roupa e remédio. E eu me viro nos 30, também faço unha, que ajuda na renda”, comenta a mãe.

Foi graças ao Cadastro Único que Jonathan foi localizado para participar do Criança Feliz, há 7 meses. Assim como ele, mais de 6,6 mil crianças do BPC são acompanhadas pelo programa no país inteiro. E é por meio do Cadastro Único para Programas Sociais que o governo federal, os Estados e os municípios identificam potenciais beneficiários para mais de 20 ações, entre elas o Criança Feliz.

Cadastramento – Para que mais famílias tenham acesso aos programas sociais, o governo federal está incluindo no Cadastro Único, até o fim de dezembro, idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), mais de 1,7 milhão pessoas que recebem o BPC ainda não se cadastraram.

Segundo o ministro Alberto Beltrame, a inscrição no Cadastro Único é um requisito obrigatório para a concessão do benefício e o registro é o principal caminho para que as famílias participem de outros programas sociais. “As pessoas devem fazer esse cadastro, não apenas para a manutenção do benefício, mas também para entrarem em um banco de dados para poder, eventualmente, usufruir de outros benefícios sociais, como o programa Minha Casa, Minha Vida e a tarifa social de energia elétrica”, destaca Beltrame.

FONTE: ASCOM/Ministério do Desenvolvimento Social

Morre, aos 63 anos, o artista plástico Zé Nobre

O artista plástico brasiliense Zé Nobre faleceu na noite de sábado (24/11) no Hospital Santa Helena vitima de problemas cardíacos. O sepultamento está marcada para hoje (26) no Cemitério Campo da Esperança, às 11h.

Zé Nobre, nascido José de Almeida Nobre Faria, chegou cedo a Brasília, em 1956, vindo de Salvador junto com a família. Muito antes de se tornar bacharel em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, Zé Nobre investiu nos estudos em parte como aluno da 308 Sul, aprofundando o interesse artístico pela frequência com que ia para espetáculos da Escola Parque.

Zé Nobre gostava de ser da primeira geração de Brasília, tendo a cidade declarada como “musa e inspiração”. Uma das séries pelas quais teve o trabalho muito valorizado se encerra em cartazes feitos para muitas edições da Feira de Troca de Olhos D´Água (foto abaixo) Com ampla motivação pela defesa da arte popular nordestina, Zé Nobre teve intensa atividade como agente cultural integrado ao Concerto Cabeças, ao lado de figuras como Renato Matos e Jaime Ernest Dias. Produziu cartazes para o evento, além de ter investido na criação de capas de discos.

Era autor de gravuras, desenhos e pinturas, tendo se tornado videasta, a fim de gravar shows musicais de amigos. Entre os parceiros estavam Sóter, Beirão e Sérgio Duboc. Além de catálogos, o arrojado artista gráfico respondeu pela fundação da Editora Da Anta Casa e ainda dirigiu a facção artística de obras de cinema e de palco, especialmente shows de música. No teatro, para o mímico Miquéias Paz, Zé Nobre concebeu cenários.

No Facebook, no Twitter, no WhatsApp, os artistas de Brasília, amigos, parentes, todos lamentam a morte prematura do artista.

Nota de pesar

A Secretaria de Cultura do Distrito Federal distribuiu nota de pesar. Segundo o secretário Guilherme Reis, Zé Nobre contribuiu “desafiar a pecha negativa da capital como uma cidade “sem esquinas” ou que “não tem vida cultural”. Segundo o próprio artista: “Tudo que ouvíamos a respeito da cidade eram opiniões de pessoas que não a conheciam ou não a vivenciavam plenamente. Fomos os primeiros a comentar poeticamente a cidade onde crescemos. Para nós, Brasília era musa, inspiração e assunto”.

FONTE: Brasiliarios