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Mostra de xilogravura aborda imaginário nordestino

Mostra Bestiário Nordestinho reúne xilogravuras de 15 artistas de seis cidades (Foto: Funarte)

A Funarte São Paulo sedia, desta quinta-feira (4) a 19 de novembro, a mostra Bestiário Nordestino, composta por dezenas de obras de xilogravuras. Inédita no país, a exposição, que tem curadoria dos artistas Rafael Limaverde e Marquinhos Abu, reúne imagens que resgatam a história e o imaginário do povo do Nordeste. O projeto foi um dos contemplados com o Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes.

A exibição, que traz obras de 15 artistas de seis cidades, executadas com a tradicional técnica de gravação sobre pranchas de madeira, começa a deslocar-se para fora do Ceará a partir desta temporada em São Paulo. Entre os artistas em destaques estão José Costa Leite, J. Borges e Abraão Batista, referências nacionais, já com longa história na xilogravura e que ainda continuam a produzir. Também ficam em evidência obras do acervo do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará, considerado a maior coleção de matrizes do país – sendo que, pela primeira vez, são expostos fora da instituição trabalhos de três artistas de Juazeiro do Norte (CE): Damásio Paulo, Walderêdo Gonçalves e Antônio Lino.
“As obras transitam do grotesco ao fantástico. O conjunto promete encantar a todos”, comentam os curadores Limaverde e Abu. “Não é possível falar da cultura do Nordeste sem tocar na xilogravura”. Os curadores lembram que a técnica sempre estampou as capas dos cordéis. Além de sua função literária, os livretos teriam o papel de registrar a memória oral de um povo e colaborar na sua alfabetização. A partir desse ponto de vista, a curadoria reuniu, para a mostra, um acervo de uma viagem de três anos de pesquisa por todo o Nordeste.
“Demônios, dragões, híbridos e seres amorfos são as estrelas do Bestiário Nordestino”, descrevem os realizadores. Eles explicam que as obras detalham o sobrenatural que atravessa o conjunto de símbolos, características e valores culturais do homem nordestino, “traçando a história deste povo que, desde muito tempo, vem sendo contada e cantada na literatura de cordel e no entalhe da madeira”, com a criatividade que marca “limites entre o homem e o animal, a realidade e a fantasia a lucidez e o delírio”.
Dentro do universo da gravura, Limaverde e Abu perceberam que um tema muito característico não é sempre abordado pelos artistas: os seres fantásticos, assombrações e monstros, “esse mundo estranho e particular”. Os curadores comentam que foram em busca da necessidade do irreal, “a despeito da beleza e do gosto popular”. Para eles, a exposição Bestiário Nordestino é um recorte desse tema, fortemente presente no imaginário do Nordeste, mas ainda pouco explorado pelos artistas gravadores.
Serviço
Mostra Bestiário Nordestino
Data: 4 de outubro a 19 de novembro. De segundas a sextas, das 11h às 19h, sábados e domingos, das 11h às 21h
Local: Galeria Flávio de Carvalho – Complexo Cultural Funarte SP (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos)
Entrada franca
FONTE: ASCOM/Ministério da Cultura

Escola pública de Brasília usa celulares e vídeos para ensinar sustentabilidade

Celulares e tablets são grandes aliados dos professores de uma escola pública de ensino médio de Brasília. Por meio do uso da tecnologia, eles conseguem estimular o interesse dos alunos por educação ambiental. Este é o assunto do programa Educação no Ar, produzido pela TV MEC e transmitido pela NBR.

Carol Nogueira entrevista o professor Wilson Badaró, que promove saídas de campo dos alunos para feiras, parques e reservas e faz com que eles filmem com um celular e publiquem o material produzido em um blog. O professor explica que o perfil dos estudantes está mudando e a maioria não tem mais aptidão ou gosto pelo ensino tradicional, composto por sala de aula, quadro, muita fala e exposição.

Foi isso que fez com que a escola resolvesse trabalhar o tema sustentabilidade por meio de produção de vídeos, feitos pelos próprios alunos. “Percebemos que você acaba entrando no mundo do estudante. Um mundo que eles dominam mais, que tem mais atrações. Percebemos que a tecnologia não precisa ser usada apenas como uma ferramenta, e sim como um meio pedagógico”, destaca Badaró.

O projeto tem caráter multidisciplinar, ou seja, a escola alia no aprendizado dos alunos matérias como química, biologia, geografia, por exemplo. São realizadas várias saídas a campo para que eles observem in loco o que estão estudando. “Insistimos muito que não é um passeio, é uma pesquisa de campo que eles estão fazendo. Eles estão lá para fazer um trabalho para melhorar a qualidade de ensino”, comenta o professor.

FONTE: ASCOM/MEC