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Os piores estados para ser mulher no Brasil

Rio de Janeiro – Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, pelo fim da violência contra as mulheres e contra o PL 5069/13, em frente à Câmara de Vereadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)

 

Roraima é o estado brasileiro mais violento para as mulheres, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com dados de 2015.

De acordo com a pesquisa, a taxa de mortes no estado foi de 11,4 para cada grupo de 100 mil mulheres. O número é quase três vezes maior do que a média do Brasil, de 4,4, e quase cinco vezes maior do que São Paulo, o estado com a menor taxa, de 2,7 mortes para cada 100 mil.

No geral, a proporção de mulheres assassinadas tem crescido nos últimos anos. Segundo o estudo, a taxa de homicídios entre mulheres saltou 7,5% entre 2005 e 2015. Por outro lado, em alguns estados, houve melhora na variação da taxa de violência: São Paulo teve uma redução de 35% nesse período. 

No outro extremo do mesmo indicador aparece Maranhão, que teve um aumento de 124,4% na taxa de assassinatos de mulheres.

O outro lado

Em nota enviada a EXAME.com, o governo de Roraima afirmou que a atual gestão estadual “vem atuando de forma incisiva com a implementação de políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher”.

Desde março de 2015, segundo o governo do estado,  alguns programas foram colocados em prática, como o Ronda Maria da Penha, com viaturas da Polícia Militar e policiais que atuam exclusivamente no atendimento aos casos de violência doméstica, e o Abrigo de Maria, uma casa especial, cujo endereço é mantido sob sigilo, para atender as mulheres em situação de vulnerabilidade, vítimas de violência doméstica ameaçadas de morte e seus dependentes menores de idade.

“A atuação do governo do estado nos últimos dois anos e meio tem contribuído de forma efetiva para a redução dos homicídios de mulheres em Roraima, contudo, esses dados ficaram de fora da pesquisa citada. O governo acredita que no próximo levantamento que for realizado, o Estado terá saído dessa vergonhosa estatística da violência contra a mulher”, diz a nota.

Veja o ranking dos estados mais violentos para as mulheres.

Ranking Estado Taxa por 100 mil mulheres Variação entre 2005-2010
Roraima 11,4 103,80%
Goiás 7,5 64,60%
Mato Grosso 7,3 13,90%
Rondônia 7,2 14,10%
Espírito Santo 6,9 -18,50%
Pará 6,4 81,80%
Tocantins 6,4 95,40%
Sergipe 6 117,40%
Amazonas 5,9 98,60%
10º Ceará 5,6 64,60%
11º Alagoas 5,4 17,20%
12º Paraíba 5,3 61,20%
13º Rio Grande do Norte 5,1 95,50%
14º Rio Grande do Sul 4,9 28,60%
15º Bahia 4,9 65,10%
16º Pernambuco 4,8 -25,30%
17º Amapá 4,7 -5,70%
18º Acre 4,7 22,20%
19º Rio de Janeiro 4,4 -28,80%
20º Mato Grosso do Sul 4,3 -27,10%
21º Paraná 4,3 -6,30%
22º Maranhão 4,2 130,00%
23º Piauí 4,1 62,40%
24º Minas Gerais 3,9 1,80%
25º Distrito Federal 3,8 -1,10%
26º Santa Catarina 2,8 25,30%
27º São Paulo 2,4 -35,40%

 

 

Informações: Valéria Bretas – Exame

Fundação Banco do Brasil destinará R$ 25 milhões para novo edital de Agroecologia

 

Entidades formadas por agricultores familiares terão nova oportunidade, em breve, de obter investimento social para agroecologia. A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão investir R$ 25 milhões no Programa Ecoforte, voltado para apoiar redes de agroecologia em todo o país. O investimento será destinado a novas iniciativas e também ao fortalecimento dos projetos já participantes do primeiro edital, realizado em 2014. Ainda não há previsão para realização das seleções.

O anúncio foi feito durante o Seminário Nacional sobre o Programa Ecoforte – Redes de Agroecologia para o Desenvolvimento dos Territórios, que reuniu representantes das 28 redes de agroecologia participantes do primeiro edital do programa. O evento foi realizado em Campinas (SP), de 3 a 5 de julho, com o objetivo de promover o intercâmbio entre as experiências de rede já implantadas.

A realização do evento – pela ANA – Articulação Nacional de Agroecologia – faz parte de um projeto apoiado pelo Ecoforte. A iniciativa prevê a sistematização das experiências de rede que estão em execução para que sirvam de referência para futuras iniciativas e para formulação de políticas públicas fomentadoras da expansão da agroecologia no Brasil.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Social da Fundação BB, Rogério Biruel, a sistematização é importante para explicitar os resultados positivos do Ecoforte para a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável. “Procuramos aprimorar a formulação de indicadores objetivos dos investimentos para mensurar a efetividade dos projetos.”

Sobre o Ecoforte – O Programa Ecoforte, que integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) e visa o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

O investimento social no Ecoforte foi possível com o diálogo e articulação com órgãos do governo e movimentos sociais do campo, valorizando conhecimentos tradicionais e as diversas tecnologias sociais que viabilizam a agricultura de base agroecológica em comunidades rurais. De 2014 a 2016 foram lançados três editais, com um investimento total de R$ 42,6 milhões, em parceria entre a Fundação BB e o BNDES, atendendo a 39,3 mil agricultores familiares.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Informações: Fundação Banco do Brasil