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Rádios Comunitárias realizam o 6º Congresso Estadual e elegem nova diretoria da Abraço-MA

Mais de 50 representantes de emissoras comunitárias de todas as regiões do Maranhão participaram do evento, que foi realizado nos dias 9 e 10 de junho, no Cesir/Fetaema, em São José de Ribamar-MA.
O coordenador executivo da Abraço Nacional, Geremias dos Santos, acompanhou todo o 6º Congresso da Abraço-MA, que teve como tema Ocupar, Resistir e Transmitir. O evento propôs fortalecer a organização das emissoras comunitárias, além de eleger a nova Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal e o Conselho de Ética da entidade estadual, para o mandato nos próximos três anos de gestão da entidade.
Durante as atividades da programação os radialistas puderam receber orientações jurídicas e técnicas específicas para as rádios comunitárias com o advogado Fernando Júnior, responsável por proferir a palestra.
Outro momento importante e muito aguardado foi o diálogo e o debate com a plenária sobre o tema “Democratização da Comunicação e as Rádios Comunitárias”, com a participação do jornalista e membro da Coordenação do Projeto de Mídia Alternativa Vias de Fato, Emílio Azevedo, do Secretário adjunto de Estado de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM, Robson Paz, e do fundador ex-presidente da Abraço-MA e assessor do gabinete do deputado federal Zé Carlos, Luís Henrique Silva de Sousa.
O evento se encerrou com a fala do mais novo coordenador executivo estadual da entidade, Ed Wilson Ferreira Araujo. O coordenador executivo da Abraço-MA recém eleito na manhã deste sábado é jornalista, e possui doutorado em Comunicação Social pela PUC/RS e atualmente é professor do Departamento do Curso de Comunicação Social da UFMA.
Composição completa da diretoria para o triênio 2017-2020:
Coordenação Executiva (Ed Wilson Ferreira Araujo);
Coordenação Financeira (Raimundo Pereira de Souza);
Coordenação de Formação e Inovação Tecnológica (Maria Marcia Viana Rodrigues Melo);
Coordenação de Relações Institucionais e Interinstitucionais (Neuton Cesar Doria Silva);
Coordenação Jurídica e Estudos Sócio-Econômicos (Fernando Cesar Moraes de Jesus);
Coordenação de Organização e Mobilização (José Maria Machado Coelho);
Coordenação de Comunicação e Marketing (Vivânia Gonçalves Ferreira);
Coordenação das Regionais (Luis Augusto Silva Nascimento);
Coordenação de Gênero e Etnia (Alione Pinheiro de Moura Ferreira);
Conselho Fiscal: José Reinaldo Castro Martins, Amadeu Santos Pereira e Raimundo Nonato Costa.
Conselho de Ética: Antonio Luís Assunção, Luis Carlos da Silva Costa e Raimundo Nonato Moreira Coelho;
Coordenadores Regionais:
Alto-Turi: Cícero Julio das Neves Costa;
Baixada-Litoral: José Lucas dos Santos Caldas;
Baixada Ociental: Fabio Eduardo Barros Peixoto;
Baixo Parnaíba: José Matias Barros Guimarães;
Central: Antonio Costa Silva;
Cocais: Eliézio Bezerra da Silva;
Médio-Mearim: Nilton Carlos Costa Almeida;
Sul: Josefa Silva de Sousa;
Tocantina: Francelmir de Lima Sousa;
Munim-Lençóis: Francisco José Marcio Miranda Calvet;

Campos e Lagos: Jailson Mendes Mota;

Coletivo de Mulheres: Rafaete de Araujo, Luana Leandro Lima Ramalho, Marta Gonçalves Sales.

Informações: Abraço-MA

Mostra de cinema “Olhares sobre o Refúgio” é lançada no Rio de Janeiro com casa cheia

Depois de passar com sucesso por Curitiba, a mostra de cinema internacional “Olhares sobre o Refúgio” chegou ao Rio de Janeiro na última terça-feira, 6 de junho, inaugurando as celebrações pelo Dia Mundial do Refugiado na cidade. Cerca de 60 pessoas encheram o pátio do Instituto Oi Futuro, no bairro do Flamengo, para assistir aos dois filmes da noite de abertura, “Bem-vindo ao Canadá” e “Exodus: de onde eu vim não existe mais”.

A sessão inaugural foi prestigiada também pela representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, pela vice-cônsul do Canadá no Rio de Janeiro, Raphaelle Lapierre-Houssian, e pela coordenadora do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas do Rio de Janeiro, Aline Thuller, que falaram sobre a importância do cinema como ferramenta de divulgação e sensibilização para o tema do refúgio junto à sociedade.

“Através desta mostra, diretores de vários lugares do mundo nos oferecem o seu olhar sobre os desafios que os refugiados têm que enfrentar, mas também sobre a força e a resiliência dessas pessoas”, disse a representante do ACNUR ao público presente. “Espero que hoje vocês não vejam o refugiado e a refugiada apenas como vítimas de atrocidades, mas também como pessoas que contribuem para o desenvolvimento da sociedade.”

O primeiro filme da noite, o curta-metragem “Bem-vindo ao Canadá”, levou os espectadores à América do Norte para mostrar a história de um jovem refugiado sírio que ajuda outros refugiados recém-chegados a reconstruírem suas vidas. Em seguida, o longa “Exodus”, dirigido por Hank Levine, deu a volta ao mundo, passando por cinco continentes e vários países, inclusive o Brasil, para retratar seis pessoas refugiadas em busca de um recomeço diante de circunstâncias desafiadoras.

A assistente social Letícia Chahaira assistiu aos dois filmes e elogiou a ideia de promover uma mostra exclusiva para o tema do refúgio. “Foi muito bom. O cinema tem um impacto grande nas pessoas e, através de uma linguagem acessível, cria empatia para uma realidade tão distante aparentemente, mas que está do nosso lado. Os refugiados estão muito próximos. Somos nós que às vezes não enxergamos isso.”

Apenas no Rio de Janeiro, segundo números do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas RJ, vivem mais de quatro mil refugiados reconhecidos pelo governo brasileiro e quase três mil solicitantes de refúgio. Em todo o planeta, o total de pessoas deslocadas por guerras ou perseguições ultrapassa os 65 milhões de pessoas, dos quais 21 milhões atravessaram fronteiras nacionais e tornaram-se refugiados.

“O mundo vive uma situação muito difícil em relação aos refugiados, e nós não poderíamos deixar de fazer alguma coisa a respeito”, afirmou Roberto Guimarães, diretor de cultura do Oi Futuro. “Nosso caminho, como instituto cultural, é olhar para esse tema tão importante através da arte.”

No dia 13 de junho, será exibido o longa “Era o Hotel Cambridge”, dirigido por Eliane Caffé, que traz à luz os dilemas de moradia para populações vulneráveis – inclusive refugiados – nos grandes centros urbanos.

No próprio 20 de junho (Dia Mundial do Refugiado), será a vez da produção ítalo-palestina “Estou com a Noiva”, dirigida por Antonio Augugliaro, Gabriele Del Grande e Khaled Soliman Al Nassiry. O filme mostra a saga de refugiados numa viagem de 3 mil quilômetros entre Milão (Itália) e Estocolmo (Suécia), tendo como pano de fundo um casamento fictício.

A mostra se encerra no dia 27 de junho, com o documentário brasileiro “A Casa de Lúcia”, dirigido por João Marcelo e Lúcia Luz. O filme retrata a inesperada viagem de uma refugiada síria que vive no Brasil ao Kuwait, onde ela reencontra seus familiares e evidencia a dificuldade de retornar para um local ao qual já não pertence mais.

A mostra internacional de cinema promovida pelo ACNUR levará esses olhares diversos e multifacetados sobre o refúgio a outras três cidades do Brasil: Porto Alegre (de 8 a 11 de junho), Brasília (17 de junho) e São Paulo (de 22 a 27 de junho), sempre com entrada franca.

No Rio de Janeiro, são parceiros do ACNUR na realização da mostra a Embaixada do Canadá, a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o apoio do Instituto Oi Futuro.

A programação do Dia Mundial do Refugiado no Rio inclui ainda a realização do seminário “Vozes do Refúgio”, no dia 20 de junho, e o lançamento da exposição “Vidas Deslocadas”, no dia 22, ambos no Museu do Amanhã, além do lançamento do relatório global do ACNUR, também no dia 20, com os números atualizados do refúgio no mundo.

No último sábado do mês, 24 de junho, a Cáritas RJ, o Abraço Cultural e o Chega Junto realizarão uma grande festa de integração no Parque das Ruínas, que incluirá feira gastronômica com quitutes de diversos países, oficinas para crianças e atrações culturais.

 

 

 

Informações: Diogo Felix – Acnur – Agência ONU para refugiados

Contra a retirada de direitos trabalhistas, governo Temer é denunciado por Antônio Lisboa à OIT

 

Os ataques à classe trabalhadora praticados pelo governo ilegítimo de Michel Temer foram denunciados à Organização Internacional do Trabalho (OIT), que realizou, sua Conferência Internacional do Trabalho na semana passada, em Bruxelas, na Bélgica. No evento, o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, elencou os danos causados aos trabalhadores contidos nas reformas trabalhista e previdenciária e na lei de terceirização e relatou os episódios de violência por parte do Estado contra trabalhadores que vêm participando de manifestações populares, como o Ocupa Brasília, em 24 de maio, e o assassinato de trabalhadores rurais, há pouco mais de dez dias.

Em seu discurso, Antônio Lisboa afirmou que o país está prestes a retroceder em mais de cem anos nas relações de trabalho e revive cenas do regime militar no tocante à violência e perseguição de trabalhadores. “Se há dez anos o Brasil servia de exemplo de políticas sociais e trabalhistas de inclusão, redução das desigualdades e melhoria dos salários, hoje a situação é contrária. As reformas neoliberais impostas, a lei de subcontratação e terceirização, a reforma do sistema de pensões e aposentadorias, especialmente a reforma trabalhista atrasam as nossas relações de trabalho em mais de cem anos”, diz parte do discurso de Lisboa.

O dirigente cutista relatou o teor da reforma trabalhista, que propõe ampliação da jornada de trabalho de 44 horas para 60 horas semanais; impõe que o negociado sobre o legislado; exclui o sindicato na representação e negociação no local de trabalho e implanta a negociação individual entre trabalhador e empregador; além de prevê contratos temporários com mais liberdade para o empresariado, na medida em que amplia de três para nove meses o prazo para prestação de serviço. Lisboa também lembrou a existência de um projeto que prevê trabalhadores rurais serem pagos com moradia e alimentação, não mais com salário. Antônio Lisboa reforçou que a reforma trabalhista viola o artigo 4 da convenção 98 da OIT.

Também dentro da programação da Conferência da OIT, a CUT e outras centrais sindicais vão participar, no dia 12 de junho, de um ato público, na praça das Nações. Na ocasião, será distribuído material, em quatro línguas, sobre as reformas do governo brasileiros que retiram direitos da classe trabalhadora. A reforma trabalhista já foi aprovada na Câmara dos Deputados e espera votação no Senado. Já a reforma da Previdência aguarda para ser votada na Câmara.

 

 

 

Informações: Condsef