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Rádios Comunitárias participam ativamente nas eleições municipais

 

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Nos municípios brasileiros, um dos principais desafios dos eleitores para escolherem seus candidatos sempre foi a falta de informação. Por esta razão, diversas rádios comunitárias em todo o país desempenharam um papel crucial para que o povo decidisse o futuro de suas regiões. De norte a sul do Brasil, debates e entrevistas transmitidas pelas emissoras, tiveram bastante repercussão.

Nos municípios de São Sebastião do Caí e Montenegro, ambos no Rio Grande do Sul, por exemplo, os eleitores dispuseram de uma importante ajuda para o cumprimento da tarefa de decidir quem governará seu município pelos próximos quatro anos. No Caí foram realizados dois debates eleitorais: um na última segunda-feira, promovido pela CDL, e outro na quarta-feira pela Rádio Comunitária Caiense (RCC).O primeiro contou com grande público e o segundo pode ser acompanhado pelo rádio, atingindo milhares de pessoas. Nenhum dos dois eventos foi novidade, pois repetiram eventos semelhantes ocorridos nas eleições anteriores. O que aconteceu de novo foi a transmissão do debate da RCC em vídeo e a sua disponibilização na internet, a exemplo do que ocorreu em outras rádios comunitárias pelo país.

A gravação dos debates, para quem não assistiu ao vivo, ficou disponível tanto no You Tube quanto no Facebook – dois meios de comunicação extremamente acessíveis. Não só no computador, mas também nos telefones celulares, os eleitores montenegrinos e caienses podem usar estas ferramentas para assistir a esses debates.

 

Com informações e foto do site Fato Novo (RS)

CONTAG: Rede Globo quer acabar com a aposentadoria rural

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), divulgou nota sobre o empenho da Rede Globo em eliminar a aposentadoria rural: O foco das discussões sobre o ajuste das contas públicas está muito centrado no teto dos gastos — fundamental para conter a tendência suicida de as despesas crescerem à frente do PIB e da inflação — e na reforma da Previdência, devido aos déficits galopantes, e também por interessar de forma muito direta à população. São mesmo dois pilares na rearrumação estrutural da economia brasileira, mas não esgotam o trabalho a ser feito neste campo dos gastos ditos sociais. Como O GLOBO mostrou ontem, há outras rubricas de despesas sob este amplo e generoso guarda-chuva, em que também o descontrole é gritante e, por isso, não podem deixar de ser revistas.

 Uma das causas das despesas crescentes nesse bloco de gastos é o Benefício de Prestação Continuada, incluído na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas). Em 2014, última estatística disponível, o Tesouro gastou, com este programa, R$ 35 bilhões, mais que o conhecido Bolsa Família.

 É uma pensão a que tem direito toda pessoa com mais de 65 anos que se autodeclare de baixa renda. Passa a receber um salário mínimo mensal. Sem ter feito qualquer contribuição para tal, é claro. Em dez anos, de 2004 a 2014, o gasto foi multiplicado por mais de três. E a quantidade de beneficiários passou de dois milhões para quatro milhões. Dobrou.

 Outro saco sem fundo é a aposentadoria rural. Qualquer suposto agricultor que for ao INSS com a declaração de algum sindicato rural, atestando que ele de fato labutou no campo, ganha a aposentadoria. Tenha ou não contribuído para ela.

 Há ainda as pensões, responsáveis por um gasto de R$ 104 bilhões no ano passado. E não para de crescer, como todas essas despesas ditas sociais. Quando Joaquim Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, ele tentou no Congresso, sem maior êxito, moralizar a concessão dessas pensões.

 Havia, como em outros casos, “jabuticabas”, algo genuinamente brasileiro, nesses benefícios. Por exemplo, pensões integrais independentemente da idade da viúva e do número de dependentes. Sabe-se que no Nordeste homens idosos, segurados do INSS, passaram a ser cortejados por mulheres jovens — candidatas a viúvas pensionistas.

 Há, portanto, muito espaço para avançar em reformas mais do que sensatas nesses incontáveis programas sociais. Uma das frentes a atacar — sabe o próprio governo — é acabar com a indexação de vários desses benefícios pelo salário mínimo. O ideal seria acabar em todos.

No pano de fundo desta farra cujo desfecho é a atual crise fiscal, está o grande equívoco cometido com a Constituição de 88, sustentada na visão míope de que cabe exclusivamente ao Estado patrocinar programas que erradiquem a pobreza. Esqueceram-se do custo, e de como financiá-lo. Hoje, está claro que ele é insustentável. E que sem que houvesse um ambiente econômico estimulador dos negócios não haveria renda capaz de financiar esse projeto, na verdade, em si, inviável. É certo que a miséria precisa de ações públicas para ser mitigada. Porém, o melhor caminho para debelação da pobreza é pela educação e pelo emprego.

 A crise fiscal, portanto, é também fruto da falência da visão social e estatista da Carta de 88, um marco muito positivo no restabelecimento dos direitos políticos, mas desastroso no campo dos benefícios sociais.

 A Agência Abraço  de Comunicação Comunitária, se junta à Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), as Federações Estaduais e os Sindicatos filiados, que estão mobilizados e fortalecerão a luta junto aos deputados e senadores para impedir que os trabalhadores e trabalhadoras rurais percam os seus direitos.

Informações: CONTAG