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Ministério das Comunicações realiza capacitação de radiodifusão comunitária no Recife

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No próximo dia 13 de maio a Coordenadoria Geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações realizará, no Auditório do Museu do Estado de Pernambuco – MEPE, um curso de capacitação para agentes do setor de Rádios Comunitárias (RadCom). A Capacitação é resultado de uma solicitação da deputada federal e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos.

Com o objetivo de debater as demandas do setor e trazer para os comunicadores pernambucanos informações relativas ao funcionamento das rádios comunitárias, o curso é voltado para entidades responsáveis por outorgas, bem como, para aqueles que têm interesse de iniciar o processo de requerimento de outorga de RadCom.

Para a deputada Luciana, a capacitação acontece num momento importante porque a radiodifusão comunitária é um setor estratégico para a democratização da comunicação. “As rádios são instrumentos eficazes no sentido de dar voz às pessoas nos mais diversos lugares do país. Um espaço fundamental para garantir que a população possa se ouvir no rádio, ter suas demandas e opiniões compartilhadas e debatidas”, ressalta.

SERVIÇO:

Capacitação para Radiodifusão Comunitária
Com Ministério das Comunicações
Dia 13/05/2016 – 9h às 14h

Museu do Estado de Pernambuco
(Av. Rui Barbosa, 960 – Graças, Recife)

Mais informações: (81) 3107-6510

CUT: Não reconhecemos golpistas e seguiremos em luta por direitos

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Em reunião plenária do Senado, realizada hoje, dia 11 de maio, foi aprovado por 55 a 22 votos a admissibilidade do impeachment da Presidenta Dilma, que foi afastada do cargo por um período de até 180 dias, para que o processo seja concluído. Chega-se, assim, aos momentos finais do mais infame golpe cometido contra a democracia brasileira, desde que ela foi reconquistada pelo povo brasileiro ao derrotar nos anos oitenta a ditadura militar.

A CUT vem protagonizando, junto com as forças democrático-populares, representadas pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, uma longa luta de resistência contra a iniciativa das forças conservadoras brasileiras que usam a farsa do impeachment para usurpar o poder conquistado nas urnas pela Presidenta Dilma, sem que ela tenha cometido nenhum crime de responsabilidade. Isto é golpe.

Ao dar continuidade ao ritual prescrito pelo poder judiciário os senadores, entre os quais vários estão sendo investigados sob a suspeição de crime, condenam uma inocente. Isto é inaceitável e mancha, de forma vergonhosa, nossa história republicana.

O golpe foi arquitetado pelas forças conservadoras, instigado pela mídia oligopolizada e financiado por empresários nacionais que querem retirar direitos da classe trabalhadora e por empresas multinacionais interessadas na privatização de empresas brasileiras e em nossas riquezas naturais, como o Pré-Sal. Tem sido apoiado pelos setores reacionários da classe média com suas patéticas manifestações e seu rito foi formalizado pelo poder judiciário. Foi conduzido na sua primeira fase de forma escandalosa pela Câmara dos Deputados e está sendo finalizado agora pelo Senado, cuja maioria capitula diante da pressão do poder econômico, tornando-se cúmplice da ruptura da ordem democrática. Ao contrário do que propala a grande mídia, de que nossas instituições políticas continuam sólidas, a farsa do impeachment revela a que estágio de decomposição elas chegaram.

A CUT não reconhece o governo Temer e o condena como ilegítimo, por desrespeitar a vontade da maioria dos cidadãos brasileiros que elegeu a Presidenta Dilma com 54 milhões de votos em 2014, portanto é o único governo eleito e legítimo. Junto às forças democrático-populares representadas pela FBP e pela FPSM, resistirá a toda e qualquer iniciativa de criminalizar os movimentos sociais, de retirar direitos dos\as trabalhadores\as. Combaterá medidas já anunciadas visando precarizar as relações de trabalho, diminuir o investimento nas políticas sociais, arrochar os salários, acabar com a política de valorização do salário mínimo, privatizar estatais e anular despesas constitucionais obrigatórias com saúde e educação, piorando a qualidade das políticas públicas. Não aceitaremos que a classe trabalhadora e os setores mais pobres da população sejam onerados com mais sacrifícios. A CUT resistirá igualmente a qualquer iniciativa de abdicar da soberania nacional diante dos centros imperialistas.

Conclamamos nossas bases a resistir ao governo Temer. Lutamos até agora contra o golpe e continuaremos lutando, nas ruas e nos locais de trabalho, para reconduzir o país ao Estado de Direito, ao regime democrático e para fortalecer o povo, de onde emana todo o poder, para efetuar a necessária reforma de nossas instituições políticas.

NÃO AO GOLPE! FORA TEMER! NÃO MEXAM EM NOSSOS DIREITOS!

DIREÇÃO EXECUTIVA DA CUT