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Encontro de Jornalistas NE discute acesso a água e recursos hídricos

img_mosaico_gdO VIII Encontro de Jornalistas Nordeste pautou o tema: Água – Acesso e Preservação de Recursos Hídricos. O assunto foi debatido na primeira mesa da quinta-feira que teve como mediadora Maristela Crispim, jornalista e editora do Jornal Diário do Nordeste, do Ceará.

A mesa foi composta por Caetano Minchillo, presidente da Fundação Banco do Brasil, Fernanda Cruz, coordenadora de Comunicação, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e Rodrigo Nogueira, gerente Geral da Unidade Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil.

Fernanda Cruz iniciou sua fala destacando trechos do poema de Patativa do Assaré, dando ênfase ao termo “pobre” utilizado pelo artista, já que a seca na região do semiárido não atinge tão fortemente o nordestino, mas principalmente o pobre. A coordenadora também falou sobre a importância das cisternas de placas para as famílias e de como é possível conviver com a seca, a partir dessas ações.

O gerente Rodrigo Nogueira apresentou o Programa Água Brasil, que tem quatro eixos de atuação – Projetos Socioambientais, Comunicação e Engajamento, Mitigação de Riscos e Negócios Sustentáveis. Em 2013, o Programa teve o reconhecimento das Organizações das Nações Unidas e também da Revista Época.

O presidente Michillo falou sobre os números e programas desenvolvidos pela Fundação Banco do Brasil, ressaltando a importância do Ecoforte, que trabalha como uma rede, em parceria com o BNDES, AABB Comunidade, que oferece complementação escolar à crianças e adolescentes e sobre o programa de Inclusão Digital, a exemplo dos cursos de metarreciclagem, a partir da reciclagem de equipamentos de informática.

Durante a fala dos expositores, os participantes enviaram perguntas para a mesa, através das redes sociais, que na sequência foram respondidas. O radialista Hugo Tavares, da Rádio Comunitária de Santa Cruz e membro da diretoria da Abraço do Rio Grande do Norte, recitou uma sextilha de sua autoria.

Na ocasião, lembrou da ineficiência do Governo em relação à transposição dos Rios São Francisco e Tocantins. Disse que até agora tudo o que tem sido feito são medidas paliativas. Por fim, quis saber se a Fundação Banco do Brasil tem algum projeto para se trabalhar com as famílias que estão à beira dos mais de 300 açudes existentes no Nordeste brasileiro, ao que o presidente Minchillo, respondeu que já têm sido desenvolvidos trabalhos nessas áreas pela Fundação. Ao final, os participantes tiraram dúvidas através das redes sociais disponibilizadas pela Fundação Banco do Brasil.

A segunda mesa, também mediada pela jornalista Maristela Crispim, discutiu sobre “Redes Sociais como Ferramenta de Mobilização”. Teve como expositores o professor Fábio Gouveia, do Laboratório de Estudos sobre Internet e Cultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo e o coordenador Geral de Novas Mídias e Outras Linguagens de Participação, Ricardo Poppi, da Secretaria-geral da Presidência da República.

Ricardo Poppi e Fábio Gouveia falaram sobre métrica de divulgações nas redes sociais, ética nos conteúdos, e participação de movimentos sociais nas manifestações contra a Copa e outros assuntos polêmicos.

No período da tarde, os jornalistas foram conhecer a instalação de duas cisternas, conquistadas a partir do Programa P1+2 (Cisterna para água potável e cisterna para produção de alimentos), na Comunidade do Baixio, área rural do município de Santo Antônio, há 110 Km de Natal.

A família beneficiada é a do senhor Noé Pereira da Silva, que explicou o processo da construção das cisternas e da melhoria de vida a partir desse Programa.

A primeira cisterna tem capacidade para 16 mil litros, foi instalada no final de 2013. A água é captada a partir do telhado da casa, que é direcionada através de uma calha e canos até chegar à recipiente. A água pode ser utilizada para beber, tomar banho e cozinhar, por exemplo. A segunda cisterna foi tem capacidade para 52 mil litros e vai ajudar o filho do seu Noé, o Francisco Antônio da Silva, a melhorar a plantação de hortaliças. Parte da produção é consumida pela família, composta por cinco pessoas e a outra é vendida na cidade vizinha.

 Sextilha – Poema de Hugo Tavares

“A seca é caminhão

A sede carburador

A fome é contramão

O sertão radiador

Falta só a condição

Pra esmagar nossa dor”.

Informações: Agência Abraço- CE

Foto: FBB